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Sem realizar sessão há dois anos, Conselho de Ética presidido por senador de MT tem 23 denúncias paradas

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Senador Jayme Campos, presidente da Comissão

Metrópoles – O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado Federal completou, neste sábado (25), exatos dois anos desde a realização de sua última sessão, ocorrida em 25 de setembro de 2019 e destinada a definir a composição do colegiado, que nunca atuou.

Na ocasião, os membros do colegiado elegeram Jayme Campos (DEM-MT) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) para a presidência e vice-presidência. Ocorre, no entanto, que os senadores nunca chegaram a presidir uma sessão, em função da inatividade do conselho.

Mesmo sem terem presidido sessão alguma, os dois precisarão entregar as cadeiras do comando do colegiado, uma vez que a composição só é válida por dois anos – prazo que expirou ontem. A alta de sessões para deliberar sobre representações contra senadores, fez com que os pedidos fossem empilhados e, atualmente, 23 ainda aguardam deliberação do conselho.

A inoperância do Conselho de Ética se manteve mesmo diante do retorno gradual das comissões do Senado, que tiveram os trabalhos interrompidos em decorrência das medidas adotadas pela presidência da Casa para mitigar os riscos de contágio pelo novo coronavírus no Parlamento.

Se em 2020 o cenário foi de paralisação total das atividades dos colegiados e de sessões remotas, este ano o panorama mudou, principalmente após a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19, que “puxou a fila” das comissões, ao ser a primeira a retomar as atividades de forma presencial após a paralisação promovida pela pandemia. Hoje, apenas o Conselho de Ética não voltou efetivamente, nem mesmo no formato híbrido (presencial e remoto).

Impasse regimental

Ao Metrópoles o senador Jayme Campos (DEM-MT) defendeu ser regimental o impasse para retorno dos trabalhos.

“A primeira coisa que precisa ser dita é que o Conselho de Ética já foi instalado fora de época, era para ter sido em fevereiro, e a instalação só ocorreu em setembro, e temos a resolução da Mesa Diretora que suspendeu a realização das reuniões presenciais por causa da pandemia”, explicou.

O democrata afirma que, mesmo sem sessões, o conselho continuou funcionando. “A minha parte eu fiz e de forma regimental: todo processo que chegou ao nosso conhecimento foi encaminhado para a Advocacia do Senado e, inclusive, recentemente fiz um expediente encaminhando providências à advocacia”, assinalou.

O senador diz não saber se o colegiado terá os trabalhos retomados ainda neste ano. “Isso é com a Presidência do Senado”, resumiu. Questionado sobre a vontade de voltar a presidir o conselho, Campos respondeu: “Não faço nenhuma questão”.

Representações engavetadas

De 2019 até a presente data, 23 representações contra senadores aguardam andamento do Conselho de Ética. Do total, o senador Jorge Kajuru (Podemos-GO) lidera as manifestações, sendo alvo de oito pedidos – a maioria de autoria do senador Luiz do Carmo (MDB-GO). Na sequência, estão os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Styvenson Valentim (Podemos-RN) e Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), com dois processos contrários cada.

Flávio também é autor de uma representação contra o senador Renan Calheiros (MDB-AL). No pedido, o filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) alega que o emedebista cometeu “abuso de autoridade” durante os trabalhos investigativos da CPI da Covid-19.

Na peça (confira abaixo), que contém 25 páginas, Flávio acusa o senador alagoano de agir “de forma tendenciosa para buscar incriminar testemunhas, fazendo uso de provas obtidas de forma ilícita e ilegítima”.

Nem o presidente do Conselho de Ética escapou das representações. O senador Jayme Campos é alvo de manifestação interpelada pelo Partido Republicano da Ordem Social (Pros).

O pedido decorre de confusão em que o parlamentar se envolveu na reinauguração de uma praça em Várzea Grande (MT). Na ocasião, o senador agrediu manifestantes. “Sem qualquer justificativa e de maneira cavilosa (por trás), [o senador] agrediu um munícipe que intentava gravar uma entrevista com a prefeita da cidade, Lucimar, então esposa do representado. Inobstante tenha sofrido um soco seguido de empurrão do representado, o munícipe ainda continuou sendo agredido por um secretário municipal (Breno Gomes) e por um segurança do representado”, narram os autores do pedido.

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2 Comentários

2 Comments

  1. paulo roberto disse:

    Esperar o que de Jaime Campos? kkkkkkkkkkkk

  2. paulo roberto disse:

    pessoal da redação, largue ser puxa saco, não fiz comentário antes, bundões e vacilões……kkkkkkkk

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Polícia Federal

PF prende duas pessoas por tráfico internacional de drogas.

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Guarulhos/SP – A Polícia Federal, em ação conjunta com a Receita Federal, prendeu duas pessoas por tráfico de drogas internacional no Aeroporto Internacional de São Paulo, entre a noite de ontem (6/12) e a madrugada de hoje (7/12).

Na primeira ação, policiais federais que fiscalizavam os passageiros na fila do check-in de voo para Addis Abeba, na Etiópia, entrevistaram uma brasileira que, em razão de suspeitas, foi conduzida a uma sala reservada para revista de suas bagagens. Na mala da suspeita os policiais encontraram 12 quilos de cocaína embalados em 81 pacotes de suco em pó. A mulher, que tinha como destino final de sua viagem a cidade de Maputo, no Moçambique, recebeu voz de prisão.

Em outra ação, servidores da Receita Federal, com auxílio de cães farejadores, identificaram uma mala que havia sido despachada para o voo destinado a Addis Abeba, na Etiópia, e acionaram a PF para comunicação da suspeita. Os policiais encontraram o passageiro já no interior da aeronave e o conduziram para acompanhar a inspeção em seus pertences. Dentro da mala foram encontradas embalagens com camisas sociais que ocultavam pacotes com cocaína, cujo volume total somou 5 Kg. O suspeito, nacional da África do Sul, foi preso em flagrante.

Os presos serão apresentados à Justiça Federal onde responderão pelo crime de tráfico internacional de drogas.

Comunicação Social – Delegacia Especial no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos.
Superintendência da Polícia Federal em São Paulo.
Tel: (11) 2445-2212

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Policial

Motorista é preso com carga de pasta base de cocaína avaliada em R$ 2,8 milhões

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A ação ocorreu em um trecho da BR-174, no município de Vila Bela da Santíssima Trindade [Foto – Gefron]

Um motorista foi preso na noite desta segunda-feira (6) com 152 peças de pasta base de cocaína, pesando aproximadamente 157 quilos. A ação ocorreu em um trecho da BR-174, no município de Vila Bela da Santíssima Trindade (521 km de Cuiabá), na região de fronteira com a Bolívia. O prejuízo ao crime é de mais de R$ 2,8 milhões.

Segundo informações do Grupo Especial de Segurança na Fronteira (Gefron), durante patrulhamento, os agentes flagraram uma caminhonete modelo Ford F-1000, de cor prata, sem placa traseira e com sinais de adulteração.

Os militares, então, identificaram que o motorista não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O condutor relatou que pegou a droga em uma região conhecida como Marphil, na Bolívia, que levaria até Pontes e Lacerda (443 km de Cuiabá) e que receberia R$ 10 mil pelo transporte do entorpecente.

O suspeito e o entorpecente apreendido foram encaminhados para Polícia Federal, em Cáceres, para registro do boletim de ocorrência.

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