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Política Nacional

Sem Lula, Alckmin passará por SP para conquistar votos ao PT

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Alckmin e Lula durante evento de campanha
Reprodução/Instagram 17.07.2022

Alckmin e Lula durante evento de campanha


Oficializado como vice na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada , o candidato a vice, Geraldo Alckmin (PSB), inicia nesta terça-feira, 2, uma série de compromissos descolado do petista. A pedido de Lula, Alckmin pretende percorrer cidades do interior de São Paulo acompanhado de Fernando Haddad (PT), candidato ao governo paulista, e de Márcio França (PSB), que disputa o Senado.

A estratégia tem objetivo duplo: focar no eleitorado tucano que, pela primeira vez, está sem candidato à presidência e dar tração a candidatura de Haddad fora da capital.

Ao menos quatro agendas já foram pensadas com este objetivo. Alckmin passará a terça-feira ao lado de Haddad e Franca, em São Vicente, na Baixada Santista, base eleitoral de França. Enquanto isso, Lula estará no Nordeste, onde participa hoje de evento em Campina Grande (PB) e amanhã em Teresina (PI).

O roteiro de Alckmin prevê onze compromissos que iniciam em Santos, hoje pela manhã, e se estendem até o jantar. Outras agendas estão previstas para 6 de agosto, em Iguapé, no Vale do Ribeira, quando o trio visita a Basílica Católica do Senhor Bom Jesus de Iguape. Em 9 de agosto, passarão o dia no Vale do Paraíba. Outra agenda, em 13 de agosto, está prevista para Guarulhos.

Alckmin é considerado um virador de voto no interior de São Paulo. Em 2018, Fernando Haddad perdeu para Jair Bolsonaro por 8 milhões de votos no estado no segundo turno. Ao introduzir Alckmin no interior paulista, estrategistas da campanha esperam conquistar ao menos parte desse contingente. A avaliação é de que não há chance de vitórias em primeiro turno se a campanha de Lula não for atrás dos votos na populosa região do maior colégio eleitoral do país.

O grupo responsável alinhar essas estratégias se reuniu no final da última semana em São Paulo e definiu 50 maiores cidades do interior como prioritárias. Não haverá tempo de Alckmin visitar todas, mas pelo menos 20 delas poderão estar em agendas com Alckmin, Haddad e França. O grupo entende que é preciso focar em cidades entre 100 mil e 300 mil habitantes.

“Alckmin foi a pessoa que mais tempo ficou como governador de São Paulo. Ele entende o que pensa o eleitor paulista, a agenda também tem que ser o que ele falar para ser. Se quer tomar café na padaria, deixa ele fazer. Agenda dele, aos modos dele”, afirma o secretário nacional de comunicação do PT, Jilmar Tatto.

Pessoas próximas a Alckmin afirmam ver margem para tentar atrair o eleitor de Rodrigo Garcia (PSDB) a votar em Lula em vez de Bolsonaro, mas veem como improvável virar o voto de um tucano para Haddad.A avaliação na campanha é que, frente ao discurso radical do atual presidente, poderá, em parte, migrar para o petista no cenário nacional por falta de opção de centro.

TUCANO ‘AVERMELHADO’

Um dos pontos em discussão é não “avermelhar” eventos com Alckmin, Haddad e França, seja no figurino dos candidatos, ou no painel que aparecerá de fundo dos discursos. Em atos públicos e conversas mais reservadas, o ex-governador deve levar o discurso de momento ímpar para defesa da democracia, sem deixar de exaltar Lula como um dos melhores presidente e pontuar resultados da gestão do ex-presidente no Planalto.

Esta equipe também ficou encarregada de procurar quadros políticos da velha guarda do PSDB — movimento que não será restrito necessariamente a tucanos —, como ex-prefeitos e ex-secretários da época em que Alckmin era governador. Entre os tucanos que já declararam voto em Lula está o ex-ministro das Relações Internacionais Aloysos Nunes. O PT também tenta atrair o apoio do ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB).


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Fonte: IG Política

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Política Nacional

“Tem amigos homossexuais”, diz Tarcísio ao defender Bolsonaro

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Tarcísio de Freitas defendeu sua candidatura
Reprodução/YouTube – 16.08.2022

Tarcísio de Freitas defendeu sua candidatura

Nesta terça-feira (16), em sabatina organizada pelos jornais “O Globo” e “Valor” e à rádio CBN, o candidato ao governo de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) defendeu o presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre a relação dele com a comunidade LGBTQIA+.

O ex-ministro da Infraestrutura foi questionado pelo fato do seu plano de governo não ter nenhuma proposta para o grupo e declarou que é a favor dos “direitos civis dos homossexuais”.

“O que lancei de programa de governo são diretrizes gerais, tenho falado muito em inclusão, sou defensor dos direitos civis dos homossexuais, isso é inabalável, inafastável. Vamos trabalhar muito que essas pessoas tenham segurança, que elas possam viver livres do preconceito, tenham acesso a crédito e possam empreender, como todo cidadão”, explicou.

Tal afirmação foi na contramão do que o grupo bolsonarista defende. Ao ser indagado sobre isso, Tarcísio saiu em defesa de Bolsonaro. “Nunca vi o presidente cometer, na minha frente, um ato preconceituoso. O presidente tem amigos homossexuais”, relatou.

O candidato está em segundo lugar para o governo de São Paulo, segundo relatório da pesquisa Ipec, divulgada na última segunda (15) pela TV Globo. O ex-ministro tem 12% das intenções de votos, enquanto Rodrigo Garcia (PSDB) aparece com 9%. Fernando Haddad (PT) lidera com folga com 29%.

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Fonte: IG Política

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Política Nacional

Saiba quem são os candidatos a governador da Paraíba

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A Justiça Eleitoral recebeu no total pelo menos 28 mil registros de candidaturas para as eleições de outubro. A campanha começa oficialmente nesta terça-feira (16).

Foram recebidos 12 registros de candidaturas à Presidência e 12 a vice-presidente; 223 para governador e vice-governador, 231 para senador, 10.238 para deputado federal, 16.161 para deputado estadual e 591 para deputado distrital.

Na Paraíba, oito candidatos concorrem ao cargo. Confira a lista completa:

Adjany Simplicio (PSOL): formada em pedagogia, com especialização em educação em direitos humanos, Adjany, 45 anos, trabalha como professora da educação básica de João Pessoa. Presidente do Diretório Estadual do PSOL, já foi candidata a vice-governadora (2018) e a vereadora (2020). O candidato a vice é Jardel Wandson (UP), 37 anos.

Adriano Trajano (PCO): natural de Campina Grande, Trajano tem 48 anos, ensino fundamental completo e atua como comerciante. Já disputou o cargo de vereador em Campina Grande, em 2020. O professor José Pessoa, 70 anos, foi confirmado como vice-governador na chapa.

João (PSB): João Azevedo Lins Filho, 69 anos, atual governador da Paraíba, é engenheiro civil. Natural de João Pessoa, foi secretário de Planejamento da prefeitura de Bayeux, secretário de Infraestrutura de João Pessoa e secretário de Infraestrutura, Recursos Hídricos, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia da Paraíba. O atual vice-prefeito de Campina Grande, Lucas Ribeiro (Progressistas), 33 anos, é o candidato a vice-governador.

Major Fábio (PRTB): policial militar reformado, 52 anos, já disputou anteriormente o cargo de vereador, ficando em quarto lugar. O vice em sua chapa é o odontólogo Jod Candeia (PRTB), 34 anos.

Nascimento (PSTU): Antônio do Nascimento Alves, 47 anos, é bibliotecário e trabalha como motorista de ônibus e é uma das lideranças da oposição do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte de Passageiros e Cargas do Estado da Paraíba. A vice na chapa será a professora Alice Maciel, 62 anos, do mesmo partido.

Nilvan Ferreira (PL): radialista, 49 anos, tem atuação em emissoras de rádio e televisão do estado, Ferreira nasceu em Cajazeiras (PB). Em 2020, se candidatou a prefeito de João Pessoa pelo MDB e ficou em segundo lugar. O vice em sua chapa é o empresário Artur Bolinha (PL), 52 anos.

Pedro Cunha Lima (PSDB): natural de Campina Grande, Cunha Lima, 34 anos, é deputado federal, tendo sido eleito pela primeira vez em 2014 e reeleito em 2018. Advogado e professor, o candidato vem de uma tradicional família política do estado. Seu pai é o ex-senador Cássio Cunha Lima e seu avô é o ex-governador Ronaldo Cunha Lima. Pedro se elegeu deputado federal pela primeira vez em 2014 e foi reeleito em 2018. Domiciano Cabral, 67 anos, é o candidato a vice.

Veneziano (MDB): Veneziano Vital do Rêgo, 52 anos, é natural de Campina Grande, Vital do Rego é advogado e presidente estadual do MDB. Já foi vereador e prefeito na cidade por dois mandatos consecutivos. Em 2014, elegeu-se deputado federal e em 2018, senador. A vice em sua chapa é Maísa Cartaxo (PT), 50 anos.

Atualizado com dados do TSE até 17h35 do dia 16/08/2022

Edição: Bruna Saniele

Fonte: EBC Política Nacional

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