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Selma chama congressistas de “malandros” e diz que R$ 30 bilhões exigidos de Bolsonaro serão para compra de voto

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Senadora fez as afirmações em vídeo gravado em suas redes sociais

A senadora Selma Arruda (PODE) classificou deputados federais e senadores como “malandros” devido as articulações para derrubar o veto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a um artigo que permite aos parlamentares determinar a prioridade de pagamento das emendas, ou seja, em que ordem serão executadas. O valor chega a R$ 30,6 bilhões.

Na prática, com a derrubada do veto, o Congresso poderá decidir a prioridade de pagamentos de parte dos recursos dos ministérios.

De acordo com Selma, o veto deverá ser colocado em votação na primeira semana de março, logo após o recesso de Carnaval.

“O Congresso Nacional vai gastar esse dinheiro como quiser. Distribuir para seus currais eleitorais, para aqueles apaniguados que querem em ano de eleição usar esse dinheiro para se reeleger ou para eleger aqueles que os apoiam. Não vamos deixar isso acontecer”, disse Selma em um vídeo publicado em suas redes sociais e encaminhado à imprensa nesta sexta-feira (21).

Selma ainda lembrou a declaração do chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, que nesta semana afirmou que o Congresso estava chantageando o Executivo e se tornou alvo do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, ambos do DEM.

“Nós sabemos que nesta semana até o general heleno desabafou, falou um palavrão, dizendo que chega desses caras nos extorquirem. É isso que o Congresso está fazendo com o nosso presidente Bolsonaro”, disse a senadora.

“Só nesse ano, que é um ano que as pessoas estão com raiva só do PT, mas estão esquecendo que há vários partidos corruptos nesse Brasil, vocês estão prestes a serem enganados com R$ 30 bilhões”,

“O nosso déficit total do Estado é de R$ 40 bilhões. Vai ter que pegar dinheiro emprestado para dar R$ 30 bilhões para esses malandros distribuírem como quiserem em ano de eleição”.

“Isso serve para comprar voto, fazer rachadinha, para dar 30% de comissão para aqueles malandros que gostam de comissão. Isso serve para sustentar todo esse esquema corrupto com qual nós tanto brigamos”.

Selma ainda alertou sobre um possível acordo entre o Governo e o Congresso para que fosse liberado metade desses recursos, ou seja, R$ 15 bilhões, o que ela classificou de imoral. Ela convocou a população para pressionar a bancada federal para não aprovar a proposta

“Isso também é absolutamente imoral e a gente não pode deixar acontecer. O Podemos, que é o meu partido, já entrou com obstrução total. Vamos votar pelo veto total. Vários partidos já estão aderindo a essa luta pelo veto total. O grupo Muda Senado do qual eu participo com muita honra, está unido em cima desse veto total”, conclui.

 

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Mendes prevê que 20% dos contaminados serão internados e defende que restrições sociais devem ser gradativas

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Para Mauro Mendes, isolamento social contra pandemia deve ser gradativo para que não haja impactos na economia

O governador Mauro Mendes (DEM), em entrevista ao Jornal do Meio Dia, da TV Vila Real (Record), nesta quinta-feira (2), analisou o atual momento da pandemia do coronavírus em Mato Grosso e afirmou, com base em previsão estatística, que o Estado poderá atingir, em 55 dias  depois da contaminação do primeiro caso da doença, quatro mil contaminados.

“Se compararmos Mato Grosso com a Itália, onde nos 55 dias depois da contaminação do primeiro caso, ela tinha em torno de 75 mil contaminados, e se em Mato Grosso seguir a mesma linha da Itália, 55 dias depois da contaminação, o Estado poderá ter em torno de quatro mil contaminados. Isso é uma probabilidade estatística”, disse o chefe do Executivo mato-grossense.

“Se isso acontecer, que é hoje chamado o pior caso do mundo, Mato Grosso teria quatro mil contaminados, dos quais, 20% em regime de internação, o que daria 800 pacientes, dos quais, 5% precisariam de UTI´s, o que daria 200 leitos de UTI´s. Isso de internação nas redes pública e privada”, comentou.

O governador, questionado, discordou de algumas medidas do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), neste momento da pandemia. “Hoje nós temos 28 casos, todos na rede privada. Na rede SUS não tem nenhuma pessoa internada com suspeita de coronavírus”, disse o governador.

Sobre a quem a população deve obedecer, governador ou prefeito, durante a epidemia, o governador democrata foi sintomático. “A legislação federal diz que a autoridade é o presidente, nós gestores, somos autoridades sanitárias, neste caso. Se o presidente dá um nível de decisão, eu não posso flexibilizar, eu posso ir além. Se eu determinei um nível de restrição, o prefeito vem e determina um nível maior, pode. Porém, o governo de Mato Grosso tem a visão de que as restrições devem ser gradativas para não causar um impacto econômico gigante”, explicou Mendes.

Em Cuiabá, conforme o governador, quando surgiu o primeiro caso o governo fez um nível de restrição, mas o prefeito cuiabano entendeu que deveria haver mais restrições. “Quando teve o primeiro caso, nós determinamos um nível de restrição, o prefeito Emanuel Pinheiro entendeu que deveriam ser restrições muito maiores. E aí, ele tomou as decisões dele. Decisões complementares”, disse.

O governador fez questão de deixar claro que o seu governo não mandou parar nada. “Nós não mandamos parar nada. O prefeito entendeu que sim. Não vejo isso politicamente. Não podemos entender tudo para o lado da política. Não tem que ficar politizando, não é momento de fazer isso”, afirmou, completando que “é momento de olharmos para o problema da saúde, que é gigante. E é o momento de olharmos para o problema econômico que vai ser maior ainda”.

 

 

 

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Mauro Mendes pede prorrogação do ICMS para cerca de 150 mil pequenas empresas por seis meses

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Ofício foi enviado ao comitê gestor do Simples Nacional e deve ser analisado nesta semana [F- Christiano Antonucci]

O Governo do Estado pediu a prorrogação do pagamento do ICMS, por 180 dias, para as empresas inseridas no Simples Nacional em Mato Grosso. O ofício foi enviado nesta quinta-feira (2) ao Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN), grupo vinculado à Receita Federal.

Atualmente, quase 150 mil empresas instaladas em Mato Grosso estão inseridas no sistema do Simples Nacional (micro e pequenas empresas e micro empreendedores individuais).

Elas deverão ser beneficiadas com a medida, que ainda precisa de aprovação do CGSN. A previsão é que o comitê analise a solicitação ainda nesta semana.

De acordo com o governador Mauro Mendes, este pedido visa auxiliar os pequenos empreendedores a manter suas atividades e os empregos dos funcionários durante este período difícil ocasionado pelo coronavírus.

Mendes explicou que o pagamento de ICMS dessas empresas previsto para 20 de abril, 20 de maio e 20 de junho será prorrogado, inicialmente, por 90 dias. Porém, com a aprovação da proposta no comitê gestor, esse prazo se estenderia para seis meses.

“Essa medida é importante para amenizar esse momento de grande dificuldade pelo qual estão passando centenas, milhares de pequenos empreendedores”, afirmou o governador, durante o anúncio feito nesta tarde.

Outra medida anunciada pelo governador foi a proibição de excluir do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), nos meses de abril e maio, as empresas que possuírem um eventual inadimplemento perante o Estado.

“Esta exclusão traria ainda mais prejuízo e complicação nesse momento de dificuldade”, pontuou o gestor.

O governador ainda estendeu a prorrogação do pagamento do Imposto de Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), que era de 60 dias, e agora passa a ser de 90 dias.

Com isso, o imposto que deveria ser pago em março (placas com final 4 e 5) foi transferido para o mês de junho e o valor referente aos finais 6 e 7, que venceria em abril, foi prorrogado para o mês de julho.

De acordo com o secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, as providências que o Estado tem tomado vão atenuar o impacto da crise e possibilitar que as empresas continuem a operar em Mato Grosso.

“Precisamos aplicar ferramentas para não inviabilizarmos a entrega de obrigações acessórias e não impedirmos a retomada da atividade econômica quando isso for possível”, afirmou.

Também participaram do anúncio das novas medidas o secretário Mauro Carvalho (Casa Civil), o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, e os deputados Max Russi, Carlos Avalone e Sebastião Rezende; o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso, Gustavo Oliveira, e da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso, José Wenceslau; além de outros representantes de entidades ligadas à indústria e comércio.

 

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