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Educação

Segunda chamada do ProUni já está disponível; confira aqui

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O resultado da segunda chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) já está disponível na página do programa. Para assegurar a bolsa de estudos, os estudantes que foram selecionados devem ir às instituições de ensino e comprovar as informações fornecidas na hora da inscrição. As comprovações devem ser feitas até a próxima segunda-feira, dia 8 de julho.

Aqueles que não foram selecionados podem ainda participar da lista de espera nos dias 15 e 16 de julho. No site do ProUni está disponível a lista da documentação necessária.

Para participar do processo seletivo do Prouni o estudante precisa ter obtido na prova de redação, nota que não seja zero além de 450 pontos na média das notas das provas do Enem de 2018.

Essa nota é calculada com a soma de todas as notas obtidas nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio, Enem, de 2018 (ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias e redação) divididas por cinco.

Ao todo, serão ofertadas para o segundo semestre deste ano 169.226 bolsas de estudo em instituições particulares de ensino superior, sendo 68.087 bolsas integrais, de 100% do valor da mensalidade, e 101.139 parciais, que cobrem 50% do valor.

As bolsas integrais são destinadas a estudantes com renda familiar bruta per capita de até 1,5 salário mínimo. As bolsas parciais contemplam os candidatos que têm renda familiar bruta per capita de até 3 salários mínimos. Podem se inscrever no programa estudantes com deficiência e professores da rede pública.

Edição: Bruna Saniele

Fonte: EBC Educação
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Educação

Capes anuncia novas regras para bolsas de pós-graduação

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Cursos de mestrado e doutorado poderão perder até 10% ou ganhar mais 30% do número de vagas de bolsas de estudo, com novo modelo de distribuição anunciado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O novo modelo leva em consideração fatores como o desempenho acadêmico e o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do local onde o curso é oferecido. 

Em entrevista à Agência Brasil, o ex-presidente da Capes Anderson Ribeiro Correia havia antecipado, no ano passado, detalhes do modelo de distribuição que estava sendo estruturado pela autarquia.

Divulgado pela Capes ontem (20), o novo modelo será implementado de forma gradativa. As portarias de regulamentação foram publicadas hoje (21) no Diário Oficial da União. 

Os estudantes que já têm bolsas de estudo não serão atingidos. As regras valem apenas para as vagas que não estiverem em uso. As bolsas cuja conclusão da pesquisa está prevista para este ano estarão sujeitas às novas regras.  

Atualmente, as universidades e os programas de pós-graduação podem remanejar a quantidade de bolsas que têm à disposição. Se um bolsista conclui a pesquisa, o valor que ele recebia (bolsa) é repassado para um novo estudante do mesmo programa. Agora, as bolsas serão redistribuídas e aquelas que forem desocupadas serão remanejadas entre as instituições e os programas de acordo com os novos critérios estabelecidos pela Capes. Não irão permanecer necessariamente no mesmo programa.   

Novos critérios

A Capes separou os programas de pós-graduação em três classificações, chamadas de colégios: Ciências da Vida, Humanidades e Ciências Exatas, Tecnológicas e Multidisciplinar. 

Para a distribuição, será considerada a nota obtida pelo curso em avaliações conduzidas pela Capes, de modo que, quanto mais elevada for a nota obtida pelo curso maior será o número de bolsas a que ele terá direito, valorizando o mérito acadêmico.

Será também considerado o número de estudantes concluintes ou titulados por curso, comparando o número médio de titulados, no período de 2015 a 2018, com a média de titulados do colégio ao qual pertence. 

Outro critério a ser levado em consideração será o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM). No cálculo para a concessão, cursos localizados em cidades com IDHM mais baixo, pontuarão mais do que cursos localizados em cidade com maiores IDHM, o que dará certa vantagem aos municípios com menor IDHM na distribuição das bolsas.  

Limites e valores 

De acordo com portarias publicadas pela Capes, com esses novos critérios, cursos pior avaliados poderão perder até 10% das bolsas que possuem atualmente. Aqueles melhor avaliados poderão ter um incremento de até 30% no número atual de bolsas. Tratam-se dos cursos com notas 6 e 7 na avaliação da Capes, cuja nota máxima é 7. 

As regras valem para os anos de 2020 e 2021 para os Programa de Demanda Social (DS), Programa de Excelência Acadêmica (PROEX), Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições de Ensino Particulares (PROSUP) e Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições Comunitárias de Ensino Superior (PROSUC). 

Por meio deles, a Capes concede 81,4 mil bolsas a estudantes de 5,7 mil cursos de mestrado e doutorado, em todas as unidades da Federação. Atualmente, os bolsistas de mestrado recebem, por mês, R$ 1,5 mil e os de doutorado, R$ 2,2 mil.

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Educação
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Educação

Projeto seleciona experimentos que serão levados ao espaço

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Com o tema “Conquistando a Lua”, o projeto Kurumim 2020, ligado à Universidade de São Paulo (USP), está com as inscrições abertas para que alunos de todo o país produzam experimentos que serão levados à estratosfera, camada da atmosfera que fica a até 50 quilômetros de altitude.

Podem participar estudantes do 6º ano do ensino fundamental até o médio ou técnico de escolas públicas e particulares do Brasil e da América Latina.

O tema desta edição – Conquistando a Lua – é uma homenagem à missão Artemis, da Nasa, a agência espacial norte-americana, que deve levar a primeira mulher à Lua em 2024.

O Kurumim, em sua 1ª edição, atualiza o projeto Garatea-E, que foi realizado de 2017 a 2019 e teve a participação de mais de 1,3 mil alunos.

O projeto faz parte de uma mobilização de estudantes ligados à engenharia aeroespacial da Universidade de São Paulo em São Carlos, o grupo Zenith Aerospace.

Além de desenvolver sondas estratosféricas e nanosatélites (com peso de 1 a 5 kg), os alunos da USP decidiram compartilhar conhecimento e abrir as portas para talentos de todas as escolas, diz a coordenadora do projeto e graduanda em Ciências da Computação, Ana Luísa Costa.

As inscrições vão até o dia 23 de março e são de graça para alunos da rede pública. Para a rede particular, a taxa é de R$50. Logo depois vem o período de seleção dos projetos.

Após aprovação, cerca de 80 experimentos serão levados em balões meteorológicos à estratosfera, em um dia chamado Sábado Aeroespacial. A previsão é que seja em 29 de agosto, explica a coordenadora.

Ana Luísa Costa diz que além de estimular os estudantes a trabalharem matérias ligadas à engenharia espacial – como química, física e biologia – ”o projeto tem a missão de descobrir novos talentos e estimular futuras carreiras científicas”.

Foi o caso da turma que venceu o concurso em 2019, que teve como tema “Explorando Marte”.

Cinco alunos do Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro venceram a competição nacional em seis categorias.

“Mudou muita coisa depois da premiação. Nós não sabíamos muito sobre astrobiologia, mas acabou que gostamos todos dessa área”, conta Daniel Sánchez, de 17 anos.

O estudante do 3º ano do ensino técnico de mecânica diz que depois da experiência, do contato com o meio científico, não tem dúvida de que optará pela engenharia como carreira.

O professor de biologia, que liderou a equipe vencedora, Wilber Alves, afirma que o experimento apresentado pelos alunos no ano passado levou à estratosfera bactérias chamadas Ensifer Melioti. Elas foram submetidas a condições semelhantes às do planeta Marte.

Segundo ele, os alunos tiveram êxito em perceber que as bactérias promoveram a fixação de nitrogênio, importante passo para futuros experimentos de suporte à vida feitos no espaço.

Acesse aqui mais informações sobre o Kurumim 2020.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC Educação
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