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Mato Grosso

Seduc promove encontro para revisão dos textos das políticas educacionais de MT

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A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) iniciou, nesta sexta-feira (10.05), as atividades para a revisão dos textos das políticas públicas educacionais de Mato Grosso. O encontro ocorreu no Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica (Cefapro) de Cuiabá e reuniu cerca de 80 profissionais de vários segmentos ligados à educação. 

A ação tem por objetivo central atualizar as políticas vigentes em alinhamento às demandas que surgiram no decorrer dos últimos anos. Visa também atualizar as prerrogativas educacionais, currículo, formativas e diversidades educacionais com suas respectivas modalidades e especificidades, que as unidades educacionais e os profissionais da educação pública demandam à Seduc.

Os trabalhos estão previstos para início e conclusão em 2019 e serão desenvolvidos nas seguintes etapas: mapeamento de demandas, estudos/pesquisa, elaboração da minuta dos textos, consulta pública, revisões textuais, apreciação do Conselho Estadual de Educação e respectivas publicações.

O encontro marca também o início das atividades do Grupo de Trabalho (GT-1) para a revisão da política de formação, atualização e desenvolvimento profissional para a educação básica de Mato Grosso. Para tal, foi organizada uma jornada de discussões teórico-metodológicas que nortearão o desenvolvimento de ações futuras.

A secretária de Estado de Educação, Marioneide Klieaschewsk, destacou que uma das principais ações da Seduc é garantir que os profissionais estejam formados com conhecimento técnico, humano e social para vivenciar as dificuldades e os desafios encontrados no ambiente escolar.

“O nosso papel, enquanto educador, é garantir e fortalecer a aprendizagem de nossos alunos. Mas não se faz essa aprendizagem sem garantir aos atores principais o conhecimento adequado para fazer com que ela aconteça no chão da escola. Para que possam fazer os enfrentamentos necessários”, observou.

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Segundo a secretária, o grande desafio da educação é avançar na construção de uma escola pública de qualidade, garantindo a melhoria da aprendizagem dos alunos. “Essa escola só será possível quando os diferentes sujeitos, que estão nela inseridos, perceberem qual é o seu papel, o seu desafio e a sua responsabilidade diante da educação”.

Os trabalhos são realizados pela Secretaria Adjunta de Gestão Educacional da Seduc, em conjunto com as Superintendências de Políticas de Desenvolvimento Profissional, Políticas Educacionais da Educação Básica, Políticas de Diversidades Educacionais e Políticas de Gestão Escolar.

A secretária adjunta de Gestão Educacional, Rosa Maria Luzardo, ressaltou que, este ano, a Seduc estabeleceu diretrizes que focassem quatro eixos, a melhoria da aprendizagem; o fortalecimento da escola; o acompanhamento e monitoramento dos processos desenvolvidos nas escolas; e a formação dos profissionais da educação.

“Para avançarmos nas políticas educacionais de Mato Grosso precisamos consolidar essas ações. E para isso, vamos contar com a participação de diferentes segmentos, como o Sintep, Undime, Uncme, Conselho Estadual de Educação. Todos estão sendo convidados para contribuir na releitura do que fazemos e potencializar a política educacional. Podemos dizer que hoje é um marco, estamos dando o ponta pé inicial nesse momento e chancelando o início dos trabalhos de reconstrução das políticas educacionais”, observou Rosa Luzardo.

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O encontro contou com a participação dos professores dos Cefapros de Mato Grosso, das assessorias pedagógicas, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), União Nacional dos Secretários Municipais de Educação (Undime), Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), além de professores de Cuiabá e Várzea Grande.

Representando a Undime, a professora Vanilda Carvalho, destacou que o encontro é de grande importância para Mato Grosso, pois os municípios que estão nos polos mais distante de Cuiabá precisam desse apoio na formação de seus profissionais. “Pensar numa política de formação para esses profissionais é muito importante, os municípios realmente têm demandas formativas muito grande e não vamos melhorar a educação se não atendermos a todos da mesma forma, ou seja, não apenas os professores, mas todos os profissionais que fazem a educação em Mato Grosso”.

O encontro contou ainda com a participação colaborativa de professoras doutoras da UFMT, campus de Rondonópolis e Cuiabá e da Unemat, campus de Cáceres. As professoras são referências nas discussões e produções acerca de formação inicial e continuada, currículo, ciclo de formação humana, gestão e diversidades educacionais e também são membros que compõem o grupo de trabalhos.  Ao final da jornada, serão estabelecidas, pelo grupo, as metodologias e parâmetros para a continuidade dos trabalhos.

Fonte: GOV MT
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Mato Grosso

Escola incentiva o reaproveitamento e a redução no consumo de materiais descartáveis

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Discutir a necessidade do reaproveitamento do lixo produzido pela comunidade escolar foi o objetivo principal do projeto “O Luxo do Lixo”, desenvolvido ao longo do 3º bimestre na Escola Estadual de Educação do Campo Nova União, localizada no município de Nova Canaã do Norte (a 699 quilômetros de Cuiabá). O resultado dos trabalhos foi apresentado durante uma noite cultural, que contou com desfile de roupas produzidas a partir de materiais recicláveis.

Os trabalhos foram coordenados pelos professores de Arte Allaf Luan Isidoro de Almeida, Girgiana Regina Orives Mafra e Jaíne Aparecida Júnior Alves.

O objetivo do trabalho foi conscientizar sobre a preservação do meio ambiente, por meio da reciclagem e da redução de consumo e reutilização de materiais, principalmente o plástico.

Conforme explica a coordenadora pedagógica da escola, professora Edimara Ana Rossetto Koseko, o projeto envolveu os alunos de todas as turmas do ensino fundamental, ensino médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Um dos destaques do desfile foi da turma do 2º ano noturno do ensino médio, que na produção da sua roupa utilizou lacres de latas de cerveja. Como parte do projeto, a turma também iniciou uma campanha para juntar os lacres, com o objetivo de doar para o Hospital de Câncer de Cuiabá no próximo ano.

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Além dos lacres das latas de cerveja, os alunos também usaram para fazer as vestimentas jornais, revistas, sacolas, copos descartáveis, papeis, latas de cerveja e refrigerante, entre outros.

“Foi muito gratificante ver a comunidade escolar, os pais e comércio local presentes para prestigiar o evento, tanto com patrocínio para a premiação dos casais que desfilaram, quanto na noite do evento. Para nós, gestores e professores isso conta muito, pois é nesses momentos que visualizamos o nosso projeto político pedagógico acontecendo na prática, e para os alunos, vão levar para a vida todo o conhecimento adquirido, ou seja, aprendizagem significativa”, destaca a coordenadora.

Fonte: GOV MT
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Mato Grosso

Estudo da Unemat aponta escassez de água na maior planície alagada do planeta

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Pesquisadores da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), em parceria com trabalhadores assentados no município de Cáceres, concluíram que as águas do Pantanal estão se tornando escassas para uso humano, de animais e plantas, principalmente na época de estiagem, entre maio e outubro.

O Pantanal de Mato Grosso é considerado uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta.

A situação de pouca chuva e água foi o ponto de partida para que cientistas da Unemat e comunidade local se unissem na elaboração de um projeto de restauração ecológica, financiado pelo Ministério do Meio Ambiente, sob coordenação da professora Solange Ikeda Castrillon, denominado “Recuperação das nascentes e fragmentos de mata ciliar do córrego do Assentamento Laranjeira I e mobilização para conservação dos recursos hídricos no Pantanal mato-grossense”.

O projeto desenvolvido foi um processo de articulação e mobilização social de diversos atores sociais atuantes no Assentamento Laranjeira I para a restauração ecológica, principalmente a vegetação dos entornos das nascentes e da mata ciliar e dos córregos.

Por meio da experiência dos moradores locais, foi possível evidenciar que a água do Pantanal está diminuindo e começa a faltar. Isto estaria relacionado às atividades de intervenção humana na natureza, como desmatamento de encostas e matas ciliares de córregos, lagos e rios, retirando a vegetação na proximidade das nascentes e olhos d’água, que passam a ficar expostos ao pisoteio de animais e ao assoreamento pela erosão.

A constatação dos moradores sobre as causas da escassez de águas é também observada por estudiosos.

“A supressão da vegetação e a mudança de usos da terra desencadeiam uma série de alterações no meio físico, no ciclo hidrológico e no clima. Sem fazer estudos e pesquisas acadêmicas, alguns moradores, por experiência empírica, obtiveram os mesmos conhecimentos a que chegaram os cientistas e ecólogos. Sabiamente afirmou a moradora: a mata chama a chuva”, avalia a professora da Unemat Solange Ikeda, bióloga e doutora em Ecologia e Recursos Naturais.

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O desaparecimento da mata do Cerrado e do Pantanal modifica as condições climáticas, influenciando diretamente o regime das chuvas que regulamentam a unidade do ar e a temperatura.

“O desmatamento para a agricultura ou a implantação de pastagens para a pecuária retira um tipo de vegetação natural, expondo os solos aos impactos diretos das águas das chuvas e aos raios solares, incidindo na estrutura física (compactação) e química (nutrientes) do solo, assim como na microfauna (que são os decompositores) para introduzir cultivos diversos ou monoculturas”, explicou a pesquisadora.

O desmatamento também expulsa a fauna nativa para substituí-la por animais de criação, como bovinos, porcos, ovelhas, cabritos, galinhas, patos, que impactam na superfície do solo pelo pisoteio, na hidrografia pelo uso excessivo da água ou sua poluição e contaminação com coliformes fecais pelos dejetos.

Metodologia

O projeto “Recuperação das nascentes e fragmentos de mata ciliar do córrego do Assentamento Laranjeira I e mobilização para conservação dos recursos hídricos no Pantanal mato-grossense” foi realizado no período de 2012 a 2016.

O Assentamento tem uma área territorial de quase 11 mil hectares, no município de Cáceres, inserido na Bacia do Alto Paraguai, onde afloram diversas nascentes e desaguam cursos d’água. No local, estão assentadas 126 famílias, oriundas de populações tradicionais no Cerrado e Pantanal cacerense e mato-grossense e de outros estados.

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O projeto, executado pela equipe multidisciplinar da Unemat em Cáceres, buscou estimular a participação da comunidade assentada, numa metodologia conhecida como pesquisa-ação, na qual pesquisadores e representantes da situação envolvem-se de modo cooperativo ou participativo para a solução de um problema coletivo.

Foram executadas quatro metas prioritárias: 1) Diagnóstico ambiental multidisciplinar, para compreender geologia, clima, hidrologia, fauna e flora da área; 2) Restauração de quatro fragmentos de nascentes e matas do córrego com maior corpo d’água do Assentamento; 3) Processo de mobilização social para conservação da microbacias e sustentabilidade do projeto; 4) Identificação de experiências de recuperação em matas ciliares em nascentes com plantio de espécies nativas na Bacia do Alto Paraguai.

A experiência resultou na publicação do livro “Escassez hídrica e restauração ecológica do Pantanal: Recuperação das nascentes e fragmentos de mata ciliar do córrego no Assentamento Laranjeira I e mobilização para conservação dos recursos hídricos no Pantanal mato-grossense”, organizado por Solange Ikeda Castrillon, Alessandra Aparecida Elizania Morini Lopes (mestre em Ecologia) e João Ivo Puhl (doutor em História da América), da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), e pelo professor Fernando Ferreira de Morais (doutor em Biologia Vegetal), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

Além do MMA, a publicação contou com o financiamento do Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal/Museu Goeld (INPP). A obra pode ser acessada diretamente no Laboratório de Educação e Restauração Ecológica/ Celbe da Unemat.

Fonte: GOV MT
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