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Saúde

Secretário diz medidas contra a Covid-19 serão implementadas em até 100 dias

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Hoje, há 400 mil pessoas na fila a espera de intervenções não emergenciais, segundo Soranz
Foto: EPA

Hoje, há 400 mil pessoas na fila a espera de intervenções não emergenciais, segundo Soranz

Indicado pelo prefeito Eduardo Paes para ser secretário municipal de Saúde, o médico da Ficoruz, Daniel Soranz, disse nesta segunda-feira que dez medidas propostas pelo novo governo deverão levar até 100 dias para serem implementadas: visando não apenas enfrentar a pandemia da Covid-19, quanto normalizar outras atividades como as cirurgias eletivas. Hoje, há 400 mil pessoas na fila a espera de intervenções não emergenciais, segundo Soranz.

Apenas a preparação das unidades para a vacinação em massa pode levar três meses entre adaptações de instalações e contratação de pessoal para aplicar a dose à população.

— Temos que preparar a rede para vacinação. Vinte e cinco por cento das salas de vacinação estão com problemas. Infiltrações, geladeiras que não funcionam, ar-condicionados que não funcionam… e é preciso repor auxiliares de enfermagem que foram demitidos no atual governo, com a redução de equipes de saúde da família. Esperamos que os problemas estruturais sejam resolvidos até o fim de janeiro ou fevereiro — disse Daniel Soranz.

Ele acrescentou que as equipes de saúde da família também terão que mapear as pessoas que precisam de atendimento em saúde mental, presencialmente ou por consultas à distância, porque muitas famílias apresentaram problemas, como a depressão, por causa do luto por parentes mortos ou em função do confinamento. Soranz negou também que os 400 mil a 450 mil testes que Eduardo Paes prometeu fazer, configurem testagem em massa como o prefeito eleito afirmou. Segundo ele, o objetivo será fazer testes direcionados para diagnosticar focos de Covid e planejar as ações.

— A testagem é fundamental para interromper a cadeia de contágio — afirmou.

O futuro secretário voltou a defender a reabertura de cerca de 1,5 mil leitos da rede SUS (não apenas da prefeitura) que estão fechados na cidade. Em muitos casos como nos hospitais Souza Aguiar (Centro) e Salgado Filho (Méier) há equipamentos, mas faltam insumos ou pessoal.

Daniel Soranz disse que, por não estar na prefeitura, ainda prefere não opinar sobre medidas de isolamento social que seriam necessariamente adotadas pela atual gestão. O número de casos na capital voltou a subir nos últimos dias. Recentemente, o prefeito Marcelo Crivella liberou atividades na cidade, incluindo a permanência na areia das praias.

— Existe um governo e vamos respeitar. Antes de 1º de janeiro, cabe à atual gestão responder pelas atividades ( liberadas ) — disse Soranz.

Para enfrentar a pandemia, projeta-se que será necessário reformar postos de Saúde, convocar profissionais para equipes, bem como reabastecer a rede com medicamentos. Segundo Soranz, a rede enfrenta problemas. A rede básica teria 46 medicamentos essenciais em falta, e que terão que ser repostos .

Na tarde desta segunda-feira, Soranz se reuniu com técnicos da Secretaria estadual de Saúde. Inicialmente a meta é tentar uma parceria para abrir pelo menos 320 novos leitos para Covid-19. Há expectativa também de que sejam adquiridos novos testes para a doença. Nos próximos dias, Soranz deverá se reunir também com a prefeitura, para se informar sobre contratos com fornecedores e a situação de recursos humanos terceirizados. Por enquanto, o novo governo não planeja fechar o hospital de campanha do Riocentro.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Moradores de comunidade quilombola no Vale do Ribeira são vacinados

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Moradores do Quilombo Ivaporunduva, município de Eldorado, na região do Vale do Ribeira, interior paulista, foram vacinados contra a covid-19 neste sábado (23). Foi a primeira comunidade quilombola a ser vacinada no estado.

A primeira moradora a receber a dose do imunizante foi Benedita Ferreira da Silva, de 77 anos: “Nós queremos saúde. Já estamos cansados desse combate da doença. Sinto saudade de quando podia estar na igreja, rezando, ir na casa dos amigos. Agora é mais difícil, tem que usar máscara e álcool”, disse ela, que mora com dois filhos e três netos.

Benedito Alves da Silva, 65, que integra a coordenação da associação da comunidade, foi vacinado na sequência. “É muito importante essa vacina, não só para o Quilombo de Ivaparunduva, mas para todas as comunidades quilombolas do nosso estado. É uma doença devastadora. Então, é muito importante que essa vacina venha para a gente poder retomar o nosso trabalho, a nossa roça, a nossa conversa no final da tarde.”

À região do Vale do Ribeira, foram enviadas 2,7 mil doses para o início da campanha. Os serviços de saúde municipais da região serão responsáveis pelas estratégias de vacinação para alcançar mais de mil famílias de comunidades quilombolas localizadas nos municípios de Iporanga, Cananéia, Itaoca, Barra do Turvo, Miracatu, Iguape, Eldorado, Jacupiranga e Registro.

“Em Eldorado, iniciamos a vacinação nas comunidades Quilombolas de SP no Quilombo Ivaporunduva. Vacinamos 300 Quilombolas que vivem em extrema vulnerabilidade”, escreveu em suas redes sociais o governador, que acompanhou o início da imunização na região.

Os quilombolas foram incluídos entre os grupos prioritários da primeira fase do Plano Estadual de Imunização (PEI). Neste primeiro momento, também receberão as doses da vacina profissionais de saúde, idosos com mais de 60 anos e pessoas com deficiência com mais de 18 anos vivendo em instituições de longa permanência e indígenas aldeados.

Edição: Juliana Andrade

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde registra 62.334 novos casos de covid-19

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O balanço divulgado neste sábado (23) pelo Ministério da Saúde registra 62.334 novos casos de covid-19 confirmados no país. São 8.816.254 infectados desde o início da pandemia. Foram registradas 1.202 mortes neste sábado, totalizando 216.445 óbitos. 

Segundo a pasta, 7.628.438 pessoas (86,5%) se recuperaram da covid-19.

O balanço do ministério é feito a partir de registros reunidos pelas secretarias estaduais de Saúde e enviados à pasta para consolidação. Os dados desta quarta-feira (20) foram consolidados hoje, às 15h.

Nos estados

O estado de São Paulo se mantém com o maior número de casos e chegou a 1.694.355 pessoas contaminadas, seguidos por Minas Gerais (686.682) e Bahia (562.466). Já o Acre tem o menor número de casos (46.239), seguido por Roraima (72.127) e Amapá (75.054).

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Saúde

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