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Internacional

‘Se Lula ganhar será magnífico’, diz vice-presidente da Colômbia

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Francia Marquez, vice-presidente da Colômbia
Reprodução/Twitter (@FranciaMarquezM)

Francia Marquez, vice-presidente da Colômbia

A vice-presidente eleita da Colômbia, Francia Márquez afirmou que sua torcida para os resultados das eleições brasileiras é pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Integrante da chapa do primeiro governo de esquerda da história da Colômbia, Márquez defende a criação de políticas sociais e o desenvolvimento de regularização e legalização das drogas.

“Lula é o único presidente que levou em consideração os direitos da população negra no Brasil. Um país em que mais de 50% das pessoas são negras tem que pensar em políticas de governo a favor dessa população” , disse Francia em entrevista à Folha de S.Paulo publicada nesta quinta-feira (28).

“Se Lula ganhar será magnífico porque não somente vamos nos articular entre movimentos sociais, mas também com um governo que terá agendas muito semelhantes às que impulsionaremos a partir da Colômbia”, concluiu.

Na terça-feira (26), Francia Márquez esteve em São Paulo. Na capital, ela se encontrou com Lula e com outros líderes de movimentos sociais na sede da Fundação Perseu Abramo, vinculada ao PT.

No Rio, a vice-presidente colombiana fez uma visita ao Instituto Marielle Franco.

Quando questionada por não ter se encontrado com o presidente Jair Bolsonaro (PL), Francia disse que sua viagem ao Brasil tinha como objetivo principal  “impulsionar as lutas dos movimentos sociais negros, dos movimentos indígenas, dos movimentos camponeses, dos movimentos ambientais que ajudam a enfrentar o desafio da crise ambiental, dos movimentos de mulheres por seus direitos à igualdade e justiça”.

Ainda sobre Bolsonaro, a vice-presidente da Colômbia não economizou suas críticas à política ambiental do mandatário brasileiro: “Um governo que não pensa em conservar ou proteger a Amazônia, reconhecendo que ela é o pulmão do mundo, que grande parte da biodiversidade do ar e da vida é gerada neste lugar, é um fracasso.”

A respeito das relações do seu futuro governo com o brasileiro, afirma: “o povo brasileiro votou nele [em Bolsonaro]. E respeitamos essa decisão, ainda que não concordemos com as ideias e políticas dele”.

Comparações

Márquez fez uma comparação entre a corrida eleitoral no Brasil e a da Colômbia. Ela relembrou quando foi cercada por seguranças durante a campanha, isso junto de Petro, por causa de ameaças à segurança.

“Foi muito complicado. Esperamos que esse processo no Brasil seja democrático, tranquilo, que transcorra em paz e que os brasileiros tomem a sua decisão.”

Se isso não acontecer, “nós levantaríamos a nossa voz a favor da democracia na região, a favor da paz, a favor da garantia dos direitos humanos com todo o respeito que cada governo e cada país merece”, afirmou.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

México: Obrador diz que vai reforçar  trabalhos para resgatar mineiros

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Obrador afirma que estão sendo todos os esforços para o resgate dos dez mineiros
Divulgação/Governo do México

Obrador afirma que estão sendo todos os esforços para o resgate dos dez mineiros

As autoridades mexicanas vão reforçar os trabalhos para resgatar os 10 mineiros presos em uma mina de carvão . A afirmação foi feita pelo presidente do México, López Obrador, durante entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira (15).

Os trabalhadores estão presos na mina Pinabete, localizada na cidade de Sabinas, desde o dia 3 de agosto. Desde então, as forças oficiais e voluntários atuam para resgatar os mineiros, mas a situação ficou um pouco mais complicada no domingo (14), quando os níveis de água no local voltaram a aumentar. 

“Infelizmente, a mina desabou ainda mais, principalmente por conta de um furo de água na mina abandonada vizinha (Concha Norte), que é a que mais acumula água”, afirmou o chefe executivo mexicano.

Coordenadora Nacional de Proteção Civil, Laura Velázquez Alzúa, ressaltou que a nova inundação frustrou o plano de resgate que estava sendo seguido, uma vez que o aumento da profundidade do poço impossibilitou a entrada dos socorristas no domingo.

Alzúa completou destacando que os socorristas devem continuar bombeando a água permanentemente e que seja injetado cimento através das perfurações nas galerias para vetar a passagem de água de uma mina para outra. 

Atualmente, 14 bombas localizadas nos poços da mina atuam na retirada de água no local. A vazão de saída da água é de 371 litros por segundo.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

ONU e Rússia debatem sobre usina nuclear de Zaporizhzhia em reunião

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Vista da central nuclear de Zaporizhzhia
Foto: ANSA

Vista da central nuclear de Zaporizhzhia

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, e o ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, debateram a situação da  central nuclear ucraniana de Zaporizhzhia nesta segunda-feira (15).

A usina fica na Ucrânia e é operada por funcionários ucranianos, mas está sob controle militar dos russos desde o início de março. Por conta disso, ataques na área e contra a central estão sendo realizados – com Kiev e Moscou trocando acusações sobre as ações militares.

“Sergei Shoigu conduziu negociações telefônicas com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, no mérito das condições para o funcionamento seguro da central nuclear de Zaporizhzhia”, informou em nota o Ministério da Defesa.

Kiev e Moscou se acusam de fazer ataques, que chegaram a danificar um dos dois reatores que estavam em funcionamento, e também dizem que a delegação da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) não pode fazer inspeções por conta do “inimigo”.

É impossível saber, de maneira independente, quem realmente faz as operações militares ou se são as duas nações as responsáveis.

A central nuclear que fica em Energodar é a maior da Europa e, antes da guerra, operava com dois dos seus seis reatores. A AIEA já alertou, mais de uma vez, que a situação na usina é “muito grave” e chegou a dizer que tudo no local estava “completamente fora de controle”.

Desde o início da guerra, em 24 de fevereiro, as visitas de rotina da agência, que é ligada à ONU, foram interrompidas e, por mais de uma vez, a AIEA informou que perdeu o acesso às informações remotas de segurança e vigilância.

Por conta dos ataques, a Rússia informou que desligou um dos reatores afetados e que está cogitando fechar a central nuclear.

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Fonte: IG Mundo

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