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Saúde negocia compra de vacinas da varíola dos macacos, diz secretário

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Saúde negocia compra de vacinas da varíola dos macacos, diz secretário
Reprodução/Pixabay

Saúde negocia compra de vacinas da varíola dos macacos, diz secretário

Com o número de casos de varíola dos macacos aumentando cada vez mais, as autoridades sanitárias estão procurando meios de impedir o surto da doença no Brasil.

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, afirmou em entrevista ao portal Metrópoles que o governo está negociando a  compra da vacina contra a doença, que já tem 3 casos confirmados no Brasil e mais de 1.000 infectados em outros continentes.

Segundo Medeiros, já houve uma reunião com o fabricante dos imunizantes, e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), está intermediando a aquisição.

“A expectativa é que as doses cheguem entre o terceiro e o quarto trimestre deste ano, provavelmente a partir de agosto”, afirma o secretário.

Ele lembra que a Organização Mundial de Saúde (OMS) não preconiza a vacinação em massa contra a doença: o governo pretende imunizar apenas profissionais de saúde (dando preferência para trabalhadores de laboratórios de diagnóstico, que terão contato com amostras contaminadas) e pessoas que tiveram contato próximo com o paciente infectado. “É um público-alvo bem mais restrito do que o da Covid-19, por exemplo”, afirma.

O secretário explica que a doença apresenta sintomas leves e não precisa de intervenção intensa para ser curada. Ele ainda disse que se houver suspeita de varíola dos macacos, o paciente deve procurar uma unidade médica e fazer um exame RT-PCR.

Todo o sistema de saúde do país já tem uma ficha de notificação para passar ao governo qualquer caso confirmado. “Os laboratórios de referência já foram treinados, e inclusive convidamos sete outros países da América Latina para fazer parte deste treinamento”, afirma.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Vídeo: implante biodegradável alivia a dor sem usar medicamentos

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Implante biodegradável para aliviar a dor não utiliza medicamentos e pode combater o vício em opioides.
Divulgação / Northwestern University 1.7.2022

Implante biodegradável para aliviar a dor não utiliza medicamentos e pode combater o vício em opioides.

Um dispositivo biodegradável desenvolvido por pesquisadores da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, pode se tornar em breve uma importante estratégia para o alívio de dores, atuando por meio de um implante no corpo sem a necessidade de medicamentos.

Por isso, os responsáveis pela iniciativa afirmam que o aparelho, primeiro do tipo, pode ser uma importante alternativa às medicações analgésicas com alto poder aditivo, como os opióides. Em estudo publicado ontem na revista científica Science, os cientistas detalham o projeto e a eficácia em testes com animais.

O dispositivo tem apenas cinco milímetros de largura e é inserido na área onde a sensação é desejada, envolvendo os nervos que enviam o sinal da dor até o cérebro. Ele funciona por meio de ativação externa, sob demanda, e parte de um conceito simples: o de que aplicar temperaturas mais baixas sobre uma região ajuda a minimizar a dor.

Quando ativado, ele resfria esses nervos sensitivos, deixando-os dormentes e bloqueando o sinal da dor para o cérebro. O comando externo permite ainda que o usuário altere a intensidade do efeito. Com o tempo, quando o aparelho já não é mais útil, o próprio corpo absorve o material, dispensando a necessidade de uma cirurgia para remoção.

“A tecnologia explora mecanismos que têm algumas semelhanças com aqueles que levam os dedos a ficarem dormentes quando estão frios. Nosso implante permite que esse efeito seja produzido de forma programável, direta e localmente para os nervos alvo, mesmo aqueles profundamente dentro dos tecidos”, explica o pesquisador de bioeletrônica John Rogers, professor da universidade e líder do desenvolvimento do dispositivo, em comunicado.

Para os cientistas, a novidade tem maior potencial para pacientes que precisam de fortes analgésicos após procedimentos cirúrgicos, por exemplo. Eles afirmam que os médicos poderão inserir o dispositivo já durante a operação, eliminando a necessidade do uso de medicamentos que têm um alto poder aditivo, como os opióides, no pós-operatório.

“Embora os opióides sejam extremamente eficazes, eles também são extremamente viciantes. Como engenheiros, somos motivados pela ideia de tratar a dor sem (o uso de) drogas – de maneiras que possam ser ativadas e desativadas instantaneamente, com controle do usuário sobre a intensidade do alívio”, defende Rogers.

Dispositivo é solúvel em água; veja vídeo


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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Ministério viabiliza reajuste de salário para agentes de saúde

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Mais de 280 mil agentes comunitários em saúde e de combate a endemias profissionais em todo Brasil serão beneficiados com duas portarias que oficializam o aumento da remuneração desses profissionais. Elas liberam R$ 2,2 bilhões em crédito adicional para custear a medida.

A normativa do governo atende o que determina a Emenda Constitucional nº 120, de 5 de maio de 2022, aprovada pelo Congresso Nacional. Segundo a norma, o incentivo federal para o financiamento desses profissionais não deve ser inferior a dois salários mínimos.

Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, “os agentes comunitários de saúde e endemias são os olhos e ouvidos do Sistema Único de Saúde (SUS) na casa dos brasileiros”. Os profissionais são essenciais para a integração entre serviços de saúde da Atenção Primária e a comunidade, e devem estar vinculados às Unidades Básicas de Saúde (UBS) e credenciados pelo Ministério da Saúde.

Salário reajustado

Com a mudança, a remuneração por agente passa a ser de R$ 2.424,00. Já os agentes de combate a endemias têm outra função. Eles trabalham na prevenção de doenças como dengue, zika, chikungunya, raiva, febre amarela e leishmaniose. Também são responsáveis pelas ações de orientações da população quanto aos principais sintomas e ajudam no controle dos casos suspeitos em cada região e na vacinação de cães e gatos contra raiva.

Para o presidente da Federação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde e Endemias (Fenasce), Luis Claudio, “esse momento é histórico, pois uma luta de 11 anos hoje se consagra com esse reajuste. Esses profissionais não medem esforços para levar o SUS até a população, principalmente, aquela vulnerável”, explicou.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Saúde

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