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Saúde

Saúde inicia Mês de Vacinação dos Povos Indígenas

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Começa hoje (24) a 13ª edição do Mês de Vacinação dos Povos Indígenas. De acordo com o Ministério da Saúde, a proposta é intensificar a imunização em áreas indígenas visando a melhoria da cobertura vacinal – sobretudo em regiões de difícil acesso geográfico. Este ano, a estratégia integra a Semana Mundial de Vacinação, coordenada pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) em diversos países da América Latina.

Serão ofertadas, ao todo, 127,3 mil doses de vacinas contra doenças como hepatite A e B, rubéola, coqueluche, sarampo, caxumba, difteria, febre amarela, influenza e outras infecções bacterianas e virais graves, conforme previsto no Calendário Nacional de Vacinação dos Povos Indígenas. A meta é vacinar, até 19 de maio, 1 mil indígenas aldeados em todas as regiões do país.

Por meio de nota, o ministério informou que cerca de 2,5 mil profissionais, incluindo agentes indígenas de saúde, participam da ação em todos os 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). Também participam médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, cirurgiões dentistas e auxiliares de saúde bucal que integram as Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena.

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“A logística dessa vacinação é diferenciada, levando em consideração as especificidades dessa população e as necessidades de transporte das equipes e insumos até as aldeias, seja por carro, barco, helicóptero ou avião”, destacou a pasta.

A ideia é intensificar a imunização da população considerada mais vulnerável, como crianças de até 4 anos, mulheres em idade fértil (10 a 49 anos) e idosos que vivem em áreas de difícil acesso e onde há baixa cobertura vacinal. Serão realizadas ainda atividades como avaliação nutricional; atendimento odontológico; testes rápidos de HIV, hepatite e sífilis; consultas de pré-natal; e aplicação de vitamina A.

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Saúde
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Saúde

Brasil conclui testes de soro inédito para picadas múltiplas de abelha

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Após dez anos de estudos e testes, o Brasil está se preparando para ser o único país do mundo a produzir o soro antiapílico – contra múltiplas picadas de abelhas. Os pesquisadores responsáveis pelo projeto, Marcelo Abrahão Strauch, do Instituto Vital Brazil (IVB), e Rui Seabra Ferreira Júnior, do Centro de Estudos de Venenos de Animais Peçonhentos (Cevap) da Universidade Estadual Paulista, querem submeter, ainda este ano, ao Ministério da Saúde e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os relatórios com os resultados positivos alcançados nos ensaios clínicos da primeira fase, que envolveram testes em 20 pessoas mordidas por muitas abelhas.

A fase 3 de testes será iniciada após a aprovação do ministério e da Anvisa e prevê o recrutamento de 150 a 200 pessoas que tiveram múltiplas mordidas de abelhas, atendidas em 32 hospitais pertencentes à rede nacional de pesquisa pública.

Os resultados das pesquisas farmacológicas com o soro antiapílico serão apresentados por Marcelo Abrahão Strauch no Congresso Mundial de Toxinologia, que será realizado na Argentina, em setembro.

A primeira fase avaliou a segurança do produto, por se tratar de um medicamento novo, e o ajuste de dose. A fase 3 vai observar a garantia da segurança e a eficácia do soro, disse Rui Ferreira Júnior, em entrevista à Agência Brasil.

Caso tudo corra bem na nova fase, a previsão é que o soro seja disponibilizado para a população entre 2021 e 2022. Após os ensaios da fase 3, os resultados serão novamente submetidos à Anvisa, para que o registro do produto possa ser efetuado.

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Envenenamento tóxico

Ferreira Júnior esclareceu que o soro antiapílico será produzido pelo Instituto Vital Brazil, órgão do governo fluminense. De acordo com os pesquisadores, o soro deve ser aplicado em casos de envenenamento tóxico, isto é, quando a pessoa é vítima do ataque de um enxame. Para os casos de indivíduos alérgicos picados por uma única abelha, o tratamento é específico e abrange medicamentos comuns. 

O antídoto brasileiro é inédito. Atualmente, há 45 produtores de soros para animais peçonhentos no mundo, mas nenhum fabrica o soro para envenenamento tóxico por abelhas. “O Brasil é pioneiro”, destacou Strauch.

Após ganhar o registro, a disponibilização do soro será gratuita. “Hoje, todo tratamento de picada de animal peçonhento só tem soro disponível na rede pública”, disse Marcelo Strauch.

No Rio de Janeiro, o polo de atendimento em caso de picadas de animais peçonhentos, como cobras, escorpiões e abelhas, é encontrado no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, zona oeste da capital. Já o soro para múltiplas picadas de abelhas também deverá ficar disponível no Hospital Universitário Antonio Pedro, da Universidade Federal Fluminense (UFF), localizado em Niterói, região metropolitana do Rio.

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Rui Ferreira Júnior lembrou que as pesquisas contaram com a colaboração do Laboratório de Farmacologia das Toxinas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que realizou testes farmacológicos paralelos para avaliação do soro já produzido.

Acidentes

Segundo Strauch, a abelha faz parte do grupo dos animais peçonhentos, que se caracterizam por possuírem glândulas que produzem e secretam veneno.

Picadas múltiplas de dezenas ou centenas de abelhas podem gerar intoxicação. Há casos de choque anafilático que podem levar o paciente à morte. “A letalidade é alta por um ataque de múltiplas abelhas por causa da quantidade de veneno que o paciente recebe e não tem o antídoto”.

A estimativa é que ocorram cerca de 10 mil acidentes com picadas de abelhas por ano no Brasil. Marcelo Strauch avaliou que o número pode ser muito maior, tendo em vista as subnotificações. O pesquisador afirmou que os acidentes por enxames de abelhas resultam em 40 óbitos notificados anualmente no Brasil.

O projeto contou ainda com apoio do Ministério da Saúde, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj)

 

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Saúde
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Saúde

É normal ficar suada na região da vagina? Especialista responde

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Women's Health

Você se lembra quando começou a suar na virilha? Talvez você tenha treinado demais ou passado um longo dia caminhando no calor. Então, quando chegou ao banheiro e olhou no espelho, notou sua roupa íntima suada.

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vagina

Quer dizer, todo mundo sabe que as pessoas transpiram nas axilas, testa e, às vezes, costas ou mãos. Mas suar ao lado da vagina ?! Isso não é algo legal, vamos ser honestas. Aqui está o que você precisa saber sobre esse tipo de transpiração.

Primeiro: suar na virilha é totalmente normal

Isso acontece com todo mundo. “Isso porque nós suamos sempre que há glândulas sudoríparas na região”, explica Chris Adigun, dermatologista na Carolina do Norte, Estados Unidos. E há glândulas sudoríparas em toda a sua vulva, que é a área externa ao redor da vagina.

Lembre-se: sua vagina é interna – é o que você sente quando coloca o dedo dentro do buraco na direção da parte inferior da vulva. “E não há glândulas sudoríparas lá em cima”, observa Adigun. Então, não é sua vagina que está suando , só para ficar mais claro.

No entanto, existem glândulas sudoríparas nas partes ao redor da vagina. Especificamente, onde existe pelos – nos grandes lábios (os grandes lábios externos), o mons pubis (a corcova acima da sua vagina) e a virilha (onde suas pernas encontram sua pélvis). “Sua virilha não é tão diferente da sua axila”, completa Adigun.

Assim como a axila, a virilha é uma junção entre um membro e seu tronco. É por isso que faz mais sentido chamar a transpiração lá em baixo de suor da virilha e não suor da vagina.

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É possível ter muito suor na virilha?

“Na maioria das vezes, um pouco de suor na área de vulva não é nada para se preocupar”, diz o Adigun. Todos nós transpiramos e às vezes isso também acontece por lá. “Se você está suando durante o treino ou quando está realmente quente, isso não é incomum”, ela afirma.

Então, ao invés de se sentir estranha quando tiver uma mancha de suor na calça de yoga, considere levá-la como um sinal de um treino hardcore.

Naturalmente, algumas pessoas suam mais do que o que os médicos considerariam normal, e o excesso de suor na virilha pode interferir na sua vida cotidiana. Esse tipo de transpiração excessiva é chamado de hiperidrose.

Enquanto as pessoas que sofrem de hiperidrose suam mais do que as outras na cabeça, axilas, mãos e pés, de acordo com a American Academy of Dermatology, às vezes podem ter sudorese extra-intensa na zona genital.

Em um estudo, uma menina saudável de 17 anos foi ao médico porque frequentemente sofria com esse problema. Ela suava tanto que usava absorventes grossos todos os dias para tentar manter as calças secas.

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Isso é certamente uma quantidade anormal de suor lá embaixo. Mas você não precisa fazer muito esforço para marcar uma consulta com seu dermatologista. “Como suor anormal em qualquer parte do corpo, se você está molhando a roupa quando não está calor, isso não é normal”, explica Adigun.

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Vale a pena marcar uma consulta quando o suor estiver te deixando desconfortável ou inibindo sua vida de alguma forma. Adigun vê pacientes o tempo todo preocupados com o suor entre as pernas, porque eles se sentem constrangidos com manchas nas calças muitas vezes.

O que você pode fazer para não suar na virilha?

Há várias opções, segundo Adigun. Primeiro, ela sugere que as pessoas tentem antiperspirantes tópicos. Não são desodorantes típicos. Enquanto os desodorantes mascaram o odor do suor, os antitranspirantes ligam temporariamente as glândulas sudoríparas para que você sinta menos suor fisicamente.

Outra alternativa é fazer injeções de botox na região da virilha. Isso pode parecer assustador, mas geralmente é seguro e super eficaz. Enquanto a maioria de nós sabe sobre o botox por sua capacidade de suavizar rugas, a injeção também é usada para parar transpiração excessiva.

Ele suprime suas glândulas sudoríparas para que não suem tanto, e dura muito tempo. Normalmente, você terá que refazer as aplicações duas vezes por ano, ou seja, seis meses inteiros de supressão do suor.Existem algumas outras correções temporárias, especialmente se seu suor não é tão chato.

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Se você não tem hiperidrose, mas ainda está um pouco irritada com essa transpiração, pode tentar absorver o suor com um produto em pó de talco (aplicado na pele da vulva, não na abertura da vagina ). Mas lembre-se que você não vai parar de suar – apenas absorverá a umidade. Mas isso pode ajudar se, em um dia quente, você se preocupar com esse problema.

Fonte: IG Saúde
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