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São Caetano perde patrocínio e luta para seguir na Superliga feminina

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Além de ter enfrentado a pior temporada da história, com apenas uma vitória em 22 jogos na Superliga 2019/2020, o São Caetano sofreu outro baque após o encerramento antecipado do campeonato. No mês passado, o clube, que é um dos mais tradicionais do país na modalidade, com mais de 50 anos de história e tendo participado de todas as edições da elite da Superliga desde sua criação, na temporada 1994/1995, recebeu a confirmação de que o patrocinador não renovaria a parceria que já estava em vigor desde 2012.

O grupo hospitalar, que começou a apoiar financeiramente a equipe de Osasco durante a última temporada, decidiu não renovar o contrato, que venceu em 12 de junho. “Tivemos uma redução grande do investimento já nessa última temporada. Por isso, entramos com um time muito jovem. Entendemos o lado do patrocinador, que foi buscar coisas melhores para ele. Somos muito agradecidos pelos anos de parceria. Mas não morremos, não”, disse, à Agência Brasil, a supervisora da equipe, Marina Miotto.

“Estamos com o trabalho das categorias de base andando normalmente aqui na cidade. Temos o apoio, na medida do possível, do município. A questão agora é saber qual competição vamos disputar”, afirma.

Dentro de quadra, o São Caetano, que encerrou a temporada na última posição, foi rebaixado para a Série B da Superliga. Porém, o clube ainda aguarda as definições por parte da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) para definir o futuro. “Muito tem se falado sobre uma possível junção do Flamengo com o Sesc/RJ, não sei também como está a equipe do Itajaí, que foi a segunda colocada na Superliga B e ganhou a vaga na elite. Nem mesmo a divisão de acesso foi disputada até o final. Enfim, tem muita coisa em aberto. Existe a possibilidade de seguirmos na elite. Mas, o certo é que, na elite ou na divisão de acesso, vamos ter um time. Não vamos parar. Já mantivemos vários contatos com empresas para buscar um novo apoiador”, diz Miotto.

O técnico Fernando Gomes, que seguirá à frente da equipe na próxima temporada, afirmou que esses dois passos são fundamentais para a continuação do trabalho. “A Superliga B dá um pouco mais de tempo para buscarmos um apoiador, pois começa apenas em janeiro. Enquanto isso, a Superliga A geralmente começa em novembro. Em termos de valores, para uma equipe se manter em um bloco intermediário na Superliga A vai precisar de R$ 2,5 milhões. Já na Superliga B, com R$ 1 milhão o time consegue brigar pelo acesso, ficando entre os dois primeiros colocados”, informou o técnico.

Outra preocupação do comandante é o grupo de jogadoras. “Hoje, se você falar de atletas, temos apenas até a categoria infantojuvenil, 16 ou 17 anos. Talvez uma ou outra juvenil consigamos manter com a verba que temos. Agora, para formar uma equipe adulta, falta muita coisa”, lamentou o técnico. Em meio a tantas indefinições, Marina Miotto tem uma certeza: “Vai ser um ano no qual o São Caetano vai brigar pela sobrevivência. Na Superliga A, devemos ter seis meses de jogos. Se jogarmos a divisão de acesso, serão três meses. Vamos aguardar essas definições para montar nosso plantel”.

Edição: Fábio Lisboa

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Finais estaduais impactam rodada de abertura do Campeonato Brasileiro

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou nesta segunda-feira (3) que remarcará os jogos de times da Série A (primeira divisão) do Campeonato Brasileiro, cujas datas coincidam com finais estaduais. Mais da metade das partidas da primeira rodada, programadas para próximo fim de semana – sábado (8) e domingo (9) – pode ser impactada.

Por enquanto, a única decisão estadual marcada para sábado (8) é a do Campeonato Paulista, entre Palmeiras e Corinthians, quando ocorrerá o jogo de volta da final. Assim, já estão adiados o duelo entre Verdão e Vasco, e o embate entre o Timão e o Atlético-GO. Segundo a CBF, “as novas datas serão oportunamente divulgadas pela Diretoria de Competições”.

A situação de outros confrontos dependerá da classificação ou não dos times às finais, e do calendário divulgado pelas respectivas federações estaduais. O Atlético-MG, por exemplo, faz na quarta-feira (5), às 21h30 (de Brasília), o segundo jogo das semifinais do Campeonato Mineiro, contra o América-MG. Se avançar, disputa a final contra o Tombense ou Caldense, em duas partidas. Com isso, pode ter adiado o embate de esteéia no Brasileirão no domingo (9) contra o Flamengo, no Maracanã, às 16h (horário de Brasilia).

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No Rio Grande do Sul, Grêmio e Internacional também se enfrentam na quarta-feira (5), às 21h30 (de Brasília), para definir o vencedor do segundo turno do Campeonato Gaúcho. Quem passar, pega o Caxias na final do Estadual. Se o Tricolor avançar e o primeiro jogo da decisão gaúcha já for no próximo fim de semana, o duelo com o Fluminense, agendado para domingo (9), às 19h, , em Eldorado do Sul (RS), deverá ser adiado. Já em caso de classificação do Colorado, o confronto com o Coritiba, previsto para sábado (8), às 19h30, no Couto Pereira, também pode ser postergado.

A decisão do Campeonato Cearense, entre Fortaleza e Ceará, ainda não foi marcada pela Federação Cearense de Futebol (FCF). O Vozão tem compromisso amanhã (4) pela final da Copa do Nordeste, contra o Bahia. O confronto da final do Estadual será em dois jogos. Se o primeiro for marcado para o fim de semana, pode impactar nas partidas deste sábado (8) da dupla pelo Brasileirão. O Fortaleza recebe o Athletico-PR às 19h, enquanto o Ceará visita o Sport às 21h.

Entre a primeira e a quinta rodadas, a Série A terá uma sequência de jogos a cada três ou quatro dias. Os times só terão uma semana de intervalo antes da sexta rodada, devido à Copa do Brasil. Para equipes que não estão no torneio de mata-mata, o intervalo vira uma alternativa para a conclusão dos Estaduais. Foi o que fez a Federação Baiana de Futebol (FBF), marcando a segunda partida da final do Campeonato Baiano, entre Bahia e Atlético-BA, clube de Alagoinhas, para dia 26 de agosto. O primeiro duelo do Baianão está marcado para quarta.

A princípio, somente três jogos da primeira rodada do Brasileirão não correm risco de ser adiados. Todos são no próximo domingo (9): Botafogo x Bahia, no Nilton Santos, às 11h; Santos x Red Bull Bragantino, às 16h, na Vila Belmiro; e Goiás x São Paulo, no mesmo horário, no Estádio da Serrinha.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Piloto de F1 é novidade brasileira em maratona de Fórmula E

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O mineiro Sérgio Sette Câmara Filho será uma das novidades entre os pilotos que disputarão as seis corridas finais da temporada 2019/2020 da Fórmula E, todas em Berlim (Alemanha), em nove dias. O brasileiro, de 22 anos, substituirá o neozelandês Brendon Hartley na equipe GEOX Dragon, e estreará na categoria dos carros elétricos na etapa de quarta-feira (5), que abrirá a “maratona” no aeroporto de Tempelhof, na capital alemã.

Com Sette Câmara – piloto reserva das equipes Red Bull e AlphaTauri na Fórmula 1 – o Brasil passa a ter três representantes na Fórmula E. Além dele, competem Lucas Di Grassi, pela Audi, e Felipe Massa, da Venturi. O mineiro é fã declarado de Massa e o acompanhou de perto quando o agora companheiro de categoria quase foi campeão mundial de F1, há 12 anos.

“Eu lembro que em 2008, eu estava na arquibancada [do autódromo de Interlagos] com meu pai e avô. Na hora que o Massa ganhou a corrida, que foi emocionante, debaixo de chuva, a gente começou a gritar. Na televisão, a câmera mudou para o momento em que o [Lewis] Hamilton ultrapassou o [Timo] Glock. Mas, quem estava na arquibancada só ficou sabendo que o Massa não foi campeão uns dois minutos depois”, recordou o brasileiro, em entrevista divulgada pela Fórmula E.

Sergio Sette Camara, piloto Fórmula ESergio Sette Camara, piloto Fórmula E

Na quarta-feira (3) o piloto Sergio Sette Camara Filho competira pela primeira vez na categoria de carros elétricos. – Sho Tamura / Red Bull Content Pool/Direitos Reservados

“Nunca imaginei que fosse me profissionalizar como piloto. Sempre fui fanático por corridas e o Massa foi um herói para mim na época. Ele e o Rubinho [Barrichello] me inspiraram muito a seguir nesse esporte. O Felipe liderou o automobilismo brasileiro e ainda lidera. Poder compartilhar a pista com alguém como ele será uma honra”, completou.

Será a primeira vez de Sette Câmara na categoria. Segundo ele, apesar de curta, a vivência na Fórmula E será importante no futuro. “Em geral, no automobilismo, as equipes sempre preferem pegar os pilotos que já estão naquele meio. Como os carros elétricos são muito diferentes, eu queria ter no currículo algum tipo de experiência que me ligasse à Fórmula E”, explicou.

“Eu não esperava [a chance] porque dou prioridade à função de reserva na F1 e aos compromissos na Super Fórmula [campeonato de automobilismo japonês], porque são contratos que eu já tinha assinado. Por conta da pandemia [do novo coronavírus], achava que seria impossível fazer as três coisas ao mesmo tempo, mas encaixou que essas corridas em Berlim não batem com nada [no calendário]”, emendou.

 

 

A maratona da Fórmula E será disputada entre quarta (5) e o próximo dia 13, sempre com dois dias de prova e dois de intervalo. A cada duas etapas, muda-se o layout da pista. Devido à pandemia de covid-19, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) aprovou a finalização do Mundial com portões fechados. A categoria informou que adota “rigorosas medidas de segurança”, como limite de mil pessoas no local de prova, testes e exames diários, uso de máscara, distanciamento social e restrição de movimento nos espaços de trabalho.

A temporada 2019/2020 foi paralisada em março, após as etapas de Arábia Saudita (duas), Chile, México e Marrocos. O português António Félix da Costa lidera o campeonato de pilotos com 67 pontos, 11 à frente do britânico Mitch Evans. Entre os brasileiros, Di Grassi é o quinto, com 38 pontos, e Massa é o 19º, com dois pontos.

Por causa da pandemia, nove provas do calendário original haviam sido suspensas, entre elas, a de Berlim, a única que foi retomada. Com isso, as corridas em Nova York (Estados Unidos), Sanya (China), Roma (Itália), Paris (França), Seul (Coreia do Sul), Jacarta (Indonésia) e Londres (duas corridas no Reino Unido) não serão disputadas nesta temporada.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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