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Santa Matilde, o esportivo de fibra

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Santa Matilde: cupê nacional tem mecânica do Opala Diplomata e carroceria de fibra de vidro. Exemplar da foto é de 1985
Renato Bellote/iG

Santa Matilde: cupê nacional tem mecânica do Opala Diplomata e carroceria de fibra de vidro. Exemplar da foto é de 1985

O que tem em comum um chassi e motor de Chevrolet Opala 4.1 S montado sobre fibra de vidro? Acertou quem disse Santa Matilde. Esta era uma das propostas da Companhia Industrial Santa Matilde, uma das fábricas de veículos fora de série mais lembradas por colecionadores e entusiastas da marca.

Com filiais espalhadas em Conselheiro Lafaiete (MG) e Três Rios (RJ), a Santa Matilde começou a sua trajetória fabricando componentes ferroviários, estruturas e produtos agrícolas quando, em 1975, era dado o início da montagem de um automóvel luxuoso e com mecânica robusta e acessível. Assim nascia o Santa Matilde , graças à ideia e a iniciativa de Ana Lídia, filha de Humberto Pimentel, diretor-presidente da companhia.

Santa Matilde custava o preço de dois Opala Comodoro seis cilindros e podia ser encontrado nas versões cupê e conversível
Divulgação

Santa Matilde custava o preço de dois Opala Comodoro seis cilindros e podia ser encontrado nas versões cupê e conversível

Toda a sua mecânica era do Opala , como o motor longitudinal 250 S, de 4,1 litros – a álcool ou gasolina – de seis cilindros que desenvolvia 127 cv de potência líquida a 29 kgfm.

O desempenho era aceitável para a época: 180 km/h de velocidade máxima cuja aceleração de zero a 100 km/h ficava na casa dos 12 segundos na versão com câmbio manua e 14 segundos na automática chegando a velocidade final de 170 km/h.O conversível tinha um desempenho fraco, sobretudo com câmbio automático. A sua tração era traseira.

Com um rodar confortável e cativante, o Santa Matilde possuía um estilo esportivo que agradava. Uma de suas características marcantes era o par de faróis circulares, luzes de direção triangulares, grade com o tradicional logotipo “SM” formando um triângulo.

Além disso, o SM contava com bons 4,25m de comprimento, 1,28 m de altura e distância entre-eixos de 2,37 m, dimensões dignas de um esportivo. O capô alongado e a traseira reduzida e baixa, duas portas davam ao carro uma sensação de esportividade , principalmente na versão conversível, lançada em 1984.

Este último era equipado com capota de lona e também com uma outra, a hard-top (rígida) que podia ser removível. Órgãos de imprensa especializados em automóveis diziam que o SM tinha uma suspensão dura, embora reduzisse um pouco o conforto do carro, tinha uma estabilidade mais firme.

A direção era rápida e precisa, mas os freios deveriam ser melhores, com o sistema a disco nas quatro rodas (na frente, são utilizados os freios a disco do Opala e atrás os freios a disco dianteiros da Brasília) com válvula limitadora no eixo traseiro. A estabilidade, ajudada pelos bons pneus radiais 205/70 HR 14, era razoavelmente boa.

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Interior do Santa Matilde vinha com pelas do Opala e de outros modelos, como as saídas de ar da linha Volkswagen
Divulgação

Interior do Santa Matilde vinha com pelas do Opala e de outros modelos, como as saídas de ar da linha Volkswagen

Quanto ao acabamento, o Santa Matilde não decepcionava. Desde o lançamento já contava como itens de série, os bancos e tetos forrados de couro , ar condicionado, abertura interna da tampa do compartimento do porta-malas, rodas esportivas em liga leve de aro 15, vidros elétricos e para-brisa laminado com degradê, entre outros itens.

Internamente, o luxo também não era deixado de lado graças à adoção de conta-giros, manômetro de óleo e rádio toca fitas com antena embutida entre o teto e seu revestimento. Ainda no interior do carro, destacava-se o excelente revestimento de couro nos bancos de desenho aprimorado.

Atrás, os bancos eram individuais, podendo apenas comportar duas crianças. Assim, o SM 4.1 era logo definido como um cupê de dois lugares . Todos estes equipamentos de série do Santa Matilde dariam ao carro o título de nacional mais caro do Brasil.

Peça publicitária do Santa Matilde, nos anos 80, época em que o carro era um dos mais caros à venda no Brasil
Divulgação

Peça publicitária do Santa Matilde, nos anos 80, época em que o carro era um dos mais caros à venda no Brasil

Em sete anos de vida, a Companhia Industrial Santa Matilde lançava mais versões de motorização, todas elas baseadas no Chevrolet Opala . Uma delas era a 2,5 movida a álcool, além das outras duas: a 2,5 a álcool com turbo compressor e 4,1 de seis cilindros a gasolina, com câmbio manual ou automático.

Em 1984 era a vez do SM passar pela sua reestilização contando com linhas mais harmoniosas e integradas à carroceria. Um dos destaques eram as exclusivas rodas de alumínio de 15 polegadas , que calçavam os pneus Pirelli P6 em medida 215/60.

Depois disso algumas pequenas melhorias foram surgindo ao longo dos anos até que em 1988, apenas oito carros eram fabricados. Após isso, a empresa não estava mais aceitando encomendas dedicando apenas aos últimos pedidos feitos, período em que se estendeu até 1990, época em que o Volkswagen Gol GTi e Kadett GS , muito mais aprimorados e com tecnologia bem mais avançada passaram então a ser os novos sonhos de consumo.

Após a fabricação de 937 unidades do SM, a Companhia Industrial Santa Matilde estava se despedindo aos poucos, pois ainda nos anos posteriores se dedicava ao fornecimento de peças para reposição. A última unidade foi feita em 1997, equipada com motor alemão, de 3 litros e 6 cilindros, que equipou a versão CD do Omega até 1993.

Fonte: IG CARROS

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Hyundai Creta 2022 quer voltar a ser líder na versão 1.0 Platinum

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Hyundai Creta Platinum 1.0: visual recebeu mudanças em relação à versão coreana, mas continuou controverso
Cauê Lira/iG Carros

Hyundai Creta Platinum 1.0: visual recebeu mudanças em relação à versão coreana, mas continuou controverso

Entre todos os carros de imprensa que guiei neste ano, o Hyundai Creta 2022 foi um dos que causou mais curiosidade nas pessoas. Ele chega às lojas nas versões Comfort 1.0 (R$ 107.490), Limited 1.0 (R$ 120.490), Platinum 1.0 (R$ 135.490) e Ultimate 2.0 (R$ 147.990), contando ainda com a versão Action 1.6 (R$ 94.690) que mantém o visual antigo.

Foi justamente neste ponto que a Hyundai mais investiu. Podemos dizer que o Creta 2022 teve uma das reestilizações mais profundas dos últimos anos, atualizando não apenas o design da dianteira e da traseira, como também o interior. 

O Creta ainda é montado sob a plataforma GB, a mesma que equipou o sedã  Elantra por muitos anos. O visual traz inspirações claras do Palisade , SUV de grande porte que faz sucesso nos Estados Unidos. 

Os faróis dianteiros passam a ser divididos com uma parte maior abaixo e um filete mais estreito acima, em um arranjo inaugurado pela Fiat Toro no Brasil. O mais interessante é que este padrão continua na traseira.

O interior também está diferente, trazendo um ar mais sofisticado. Destaque para a central multimídia de 10,25 polegadas, a maior da categoria, e o novo seletor de modo de condução com quatro opções: econômico, normal, personalizado e esportivo.

Motores

Versão com motor 1.0 turbo, com injeção direta, mostrou-se ágil o suficiente no dia a dia, tanto na cidade quanto na estrada
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Versão com motor 1.0 turbo, com injeção direta, mostrou-se ágil o suficiente no dia a dia, tanto na cidade quanto na estrada

Na linha 2022, os motores do Creta estão dispostos da seguinte forma. A versão Action sem facelift mantém o motor 1.6 aspirado de 130 cv de potência e 16,5 kgfm de torque, com câmbio automático de seis marchas. Os modelos Comfort , Limited e Platinum contam com o motor 1.0 turbo GDi de 120 cv de potência e 17,5 kgfm de torque.

Quem olha para os números sem enxergar o contexto pode imaginar que o Creta regrediu ao apostar em um motor de apenas um litro de cilindrada com potência declarada em níveis inferiores. Mas a verdade é que o SUV nunca esteve tão bom de andar.

O antigo motor 1.6 desenvolve seus 16,5 kgfm de torque em 4.500 rotações, enquanto o motor 1.0 turbo precisa de apenas 1.500 rotações para entregar o torque cheio de 17,5 kgfm de torque. Sendo assim, temos um SUV muito mais ágil  aos comandos do motorista no pedal, além de ter ficado mais eficiente.

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Com o novo 1.0 turbo, o SUV ficou muito mais espertinho para encarar subidas e saídas de semáforo. O grande destaque fica por conta do câmbio automático de seis marchas , que tem trocas suaves e inteligentes, de acordo com o modo de condução escolhido pelo motorista.

O casamento entre o motor 1.0 turbo e o câmbio é feliz, proporcionando bom desempenho para a versão. O consumo, segundo o Inmetro, é de 8,3 km/l na cidade e 8,7 km/l na estrada com etanol, além de marcar 11,6 km/l na cidade e 12 km/l na estrada.

A versão mais cara do Creta, a Ultimate , mantém o motor 2.0 aspirado, que ganhou 1 cv na comparação com o modelo anterior. Agora são 167 cv de potência a 6.200 rpm e 20,5 kgfm de torque a 4.700 rpm, com câmbio automático de seis marchas. Em algumas semanas, teremos essa versão em nossa garagem para um veredito sobre ela.

Conforto

Interior do novo Creta representa a principal evolução do modelo, que ficou com aspecto mais requintado e moderno
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Interior do novo Creta representa a principal evolução do modelo, que ficou com aspecto mais requintado e moderno

O Creta Platinium ainda conta com várias câmeras espalhadas pela carroceria, que formam uma visualização 360° na central multimídia. Trata-se de um ótimo recurso para evitar ‘raladas’ indesejadas no estacionamento do prédio.

O porta-malas que antes tinha 431 litros agora passa a ter 422. Isso porque os engenheiros optaram por recuar o banco traseiro e dar mais espaço para os joelhos.

Veredito

O Hyundai Creta quer voltar à liderança do segmento, posto que atingiu em 2018 ao superar o Honda HR-V por mil unidades nas vendas. Em 2022 também terá que enfrentar o novo SUV compacto da Honda.

Apesar da polêmica a respeito do visual – principalmente pelo formato dos faróis dianteiros – o modelo renovado deve repetir a história do HB20 e performar bem nas concessionárias. Vale lembrar que o hatch também sofreu críticas pelo visual ao ser lançado em 2019, mas foi o carro mais vendido do Brasil em setembro de 2021.

Hyundai Creta Platinum Motor: 1.0, turbo, flex Potência: 120 cv a 6.000 rpm Torque: 17,5 kgfm a 1.500 rpm Transmissão: automática, seis marchas Suspensão: McPherson (dianteira), eixo de torção (traseira) Freios: discos ventilados (dianteira), discos sólidos (traseira) Proporções: 4,30 metros (comprimento), 1,79 m (largura), 1,63 m (altura), 2.61 m (entre-eixos) Pneus: 215/60 R17 Porta-malas: 422 litros Consumo etanol: 8,3 km/l na cidade e 8,7 km/l na estrada Consumo gasolina: 11,6 km/l na cidade e 12 km/l na estrada

Fonte: IG CARROS

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Toyota lança Hilux GR Sport no Japão antes da picape chegar ao Brasil

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Toyota GR Sport terá entre as rivais a Chevrolet S10 Z71, que chegará às lojas da GM em novembro próximo
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Toyota GR Sport terá entre as rivais a Chevrolet S10 Z71, que chegará às lojas da GM em novembro próximo

Após dois meses da Toyota ter apresentado na Tailândia a nova geração da picape Hilux GR-Sport, agora foi a vez do Japão anunciar a sua versão assinada pela Gazoo Racing que ao contrário da versão tailandesa, a japonesa está mais sútil, sem adesivos.

Na parte frontal, a nova Hilux GR Sport conta com para-choque diferenciado e pintado na cor da carroceria e com entrada de ar inferior mais larga e a grade com o nome “Toyota”.

Outra diferença está nos estribos e rodas de 18 polegadas duas tonalidades em dois tons – que cobrem pinças de freios vermelhas e retrovisores externos com pintura escurecida.

Na parte interna, que também ganhou pouca notoriedade em relação à versão convencional o que se destaca são: painel de instrumentos com detalhes em vermelho, forrações dos bancos e volante com couro e costura vermelha, apoios de cabeça com o logo GR Sport.

Para o mercado japonês, o novo Hilux GR-Sport tem o motor 2.4 turbodiesel de apenas 150 cv. Na Tailândia, ele usa o turbodiesel 2.8 de 204 cv.

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E no Brasil?

Projeção da Chevrolet S10 Z71 que chega no mês que vem e que será rival da Toyota Hilux GR-Sport
Projeção: Kleber Silva

Projeção da Chevrolet S10 Z71 que chega no mês que vem e que será rival da Toyota Hilux GR-Sport

Como o utilitário atende ao mercado global, por aqui o a Toyota Hilux GR Sport virá da Argentina que mantém livre acordo de comercio de bens automotivos. Ainda não há informações oficiais sobre a previsão de chegada, mas espera-se que o modelo desembarque já no início do ano que vem.

Entre as principais rivais com apelo esportivo a picape da marca japonesa terá a Chevrolet S10 Z71 , que começa a chegar às lojas em novembro. Além dela há também a Nissan Frontier X-Gear , que já está disponível no mercado brasileiro, trazida da Argentina. E a  Ford Ranger Storm , que começou as er vendida no Brasil desde 2020.


Fonte: IG CARROS

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