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Economia

Safra de grãos será recorde com 273,8 milhões de toneladas, diz Conab

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A produção de grãos no Brasil deve chegar a 273,8 milhões de toneladas na safra 2020/21, de forma a bater, novamente, o recorde com um crescimento de 6,5% em relação à safra anterior, percentual que corresponde a um aumento de 16,8 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados hoje (8), em Brasília, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ao anunciar o 7º Levantamento de Grãos Safra.

Segundo a Conab, o destaque deve-se, sobretudo, à “consolidação do plantio das culturas de segunda safra e início de semeadura das culturas de inverno, com sustentação no aumento geral de 68,5 milhões de hectares e boa performance da soja e do milho”.

O número apresenta um aumento de 1,5 milhão de toneladas na comparação com a previsão anterior – aumento sustentado principalmente pelo crescimento de 1,1% na área plantada de milho segunda safra. Houve também ganho na produtividade da soja.

Segundo o diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, Sergio De Zen, os números devem ser comemorados, em especial, se for levado em consideração que o período atual é de “crise sem antecedentes, que realça a imprevisibilidade em relação ao futuro”.

“As economias precisam fazer uso de programas sociais que aumentam a demanda por alimentos, sem uma contrapartida de aumento da produção, na maioria dos casos. Os países onde a produção pode aumentar, como é o caso do Brasil, sofrem enormes pressões para que isso ocorra. É diante desse quadro que anunciamos esse levantamento”, disse o diretor.

Soja e milho

Ele observou que, no Brasil, soja e milho continuam respondendo pela grande maioria da produção anual. Esses grãos estão presentes em outros tipos de alimentos que chegam à mesa do brasileiro. “É o caso do leite e da carne. Por isso, é importante acompanhar essas produções”, argumentou.

O 7º Levantamento de Grãos Safra mostra que a área total de plantio teve crescimento de 3,9% na comparação com a safra anterior, com previsão de alcançar 68,5 milhões de hectares. “Esse volume conta com a participação de cerca de 20 milhões de hectares provenientes das lavouras de segunda e terceira safras e as de inverno, que ocuparão a pós-colheita da soja e do milho primeira safra”, informou a Conab.

No caso da soja, o volume estimado é recorde: 135,5 milhões de toneladas, o que representa crescimento de 8,6% (ou 10,7 milhões de toneladas) na comparação com o que foi produzido na safra 2019/20.

O milho total também deverá registrar produção recorde e chegar a 109 milhões de toneladas – número 6,2% maior do que o obtido na safra passada. A expectativa indica que o país poderá produzir 24,5 milhões na primeira safra; 82,6 milhões na segunda; e 1,8 milhão na terceira safra.

“A maior produção do milho ocorre na segunda safra, em sucessão às lavouras de soja. Apesar do deslocamento considerável, em função do atraso do plantio da soja, as lavouras estão jovens e com bom crescimento e desenvolvimento, apesar de algumas regiões apresentarem estresse hídrico, principalmente, Mato Grosso do Sul”, detalhou o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Maurício Lopes.

Segundo ele, o mapa de chuva referente a março mostrou “bastante chuva na parte superior [norte] da Região Centro-Oeste e chuva na região central de Goiás, onde houve chuvas de alta intensidade e duração, o que trouxe vantagens para a plantação”.

Algodão

No caso do algodão, a produção estimada é de 6,1 milhões de toneladas do produto em caroço, o que corresponde a 2,5 milhões de toneladas de pluma na safra 2020/21.

“É uma cultura que concorre principalmente com a de soja e milho. A safra é bem menor do que as 3 milhões de toneladas produzidas na safra 2019/20. Atualmente, a cultura está 100% plantada em uma área de 1,4 milhão de hectares. Tivemos uma redução considerável de áreas plantadas nessa safra, exatamente por causa da concorrência que fez muitos produtores migrarem  para milho e soja”, explica Lopes.

Arroz e Feijão

Já a produção de arroz deverá apresentar redução de 0,8% na comparação com a safra anterior, totalizando 11,1 milhões de toneladas. “Com relação ao arroz, essa cultura está estável se comparada com a anterior”, disse o gerente da Conab.

Com relação ao feijão, a expectativa da Conab é de um crescimento de 2% na produção, no total obtido nas três safras, resultando em 3,3 milhões de toneladas a serem colhidas. A primeira safra está com a colheita praticamente concluída. A segunda encontra-se em andamento; e a terceira será plantada a partir da segunda quinzena de abril.

Amendoim e trigo

A Conab estima que a produção de amendoim será de 595,8 mil toneladas (crescimento de 6,9%), enquanto o trigo, que tem o início do seu período de plantio previsto para ser intensificado a partir de maio, sinaliza uma produção de 6,4 milhões de toneladas.

Exportações

Vivendo um cenário positivo no mercado internacional, o algodão em pluma registrou aumento de 18,1% nas exportações acumuladas entre janeiro e março, na comparação com o último ano. No caso do milho, a Conab disse que os embarques do ano continuam lentos, mas a expectativa é de que 35 milhões de toneladas tenham como destino as exportações, valor praticamente igual ao da última safra.

“Para a soja, estima-se a venda para o mercado externo de 85,6 milhões de toneladas (aumento de 3%). Confirmada a previsão, será um recorde da série histórica. O suporte seria dado pela demanda internacional ainda aquecida e pelo alto percentual de comercialização observado para a safra atual”, informou a companhia.

As exportações registradas em março foram 24% maiores do que as do mesmo período do ano passado. “Isso ocorreu em função do atraso da colheita, o que implicou em um ritmo mais lento nas exportações em janeiro e fevereiro, compensado no mês de março”, finalizou a Conab.  

Edição: Kleber Sampaio

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Economia

Bolsonaro sanciona projeto que libera gastos econômicos e pandemia fora do Teto

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Esse é o primeiro passo para a sanção do Orçamento de 2021, que deve ser assinado por Bolsonaro nesta quinta-feira (22)
Alan Santos/PR – 25.7.2019

Esse é o primeiro passo para a sanção do Orçamento de 2021, que deve ser assinado por Bolsonaro nesta quinta-feira (22)

O presidente Jair Bolsonaro sancionou o projeto de lei que libera a reedição de medidas econômicas contra a pandemia da Covid-19 e viabilizou o acordo para o Orçamento de 2021 , que precisa ser sancionado até amanhã, quinta-feira (22).

A alteração das diretrizes orçamentárias para esse ano retira a exigência de compensação para despesas temporárias. É isso que vai possibilitar que o governo retome ações como a medida provisória 936, que criou o programa de manutenção do emprego e renda (BEm) , e o Pronampe , uma linha de crédito específica para pequenas empresas.

O Ministério da Economia estima que as duas medidas custarão R$ 15 bilhões – são R$ 10 bilhões para o programa que permite a redução de jornada e salário e a suspensão de contratos de trabalho e  R$ 5 bilhões para os empréstimos.

Fora do teto

A proposta inicial do governo apenas alterava um dispositivo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021 para permitir a execução de projetos com duração apenas no ano corrente sem a necessidade de apresentar medida compensatória para a despesa.

Isso permitiria editar as ações fora do teto de gastos, a regra que limita o aumento das despesas da União à inflação, mas ainda exigiria a observância da meta fiscal. O texto final, no entanto, retirou os gastos com a pandemia – como as despesas de saúde, do Pronampe e do BEm – da meta do resultado das contas públicas para 2021.

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Dessa forma, o governo não terá de modificar a meta para acomodar esses novos gastos. Para esse ano, é previsto um déficit de R$ 247 bilhões. Os R$ 44 bilhões do auxílio emergencial já estavam fora da meta fiscal.

O texto também autoriza que o Executivo faça bloqueios dos gastos livres e investimentos no valor necessário para cobrir as despesas obrigatórias. De acordo com o governo, essa medida vai permitir que sejam recompostos as dotações da Previdência e outros gastos obrigatórios, como subvenções econômicas ao plano Safra e o abono-salarial e seguro desemprego, que acabaram subestimadas no Orçamento.

Veto à emenda

Além dessas modificações, os parlamentares incluíram um dispositivo que permitia a assinatura de contratos e a realização de transferências e doações para municípios com até 50 mil habitantes em situação de inadimplência com a União. Essa inclusão havia sido feita após apresentação de emendas do deputado Lucas Vergílio (Solidariedade-GO) e do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), líder do governo no Senado.

Bolsonaro vetou esse trecho, a pedido da equipe econômica. A avaliação é de que, ainda que a intenção do Legislativo serja louvável, a medida enfraqueceria o controle das contas públicas e a fiscalização dos valores transferidos pela União.

“Os municípios com menos de 50.000 habitantes representam cerca de 88% dos municípios brasileiros, fato que, combinado com as exceções já existentes, tornaria os instrumentos de controle e de boa gestão fiscal ineficazes”, diz a mensagem de Bolsonaro que justifica o veto.

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Economia

Humorista reclama da falta de álcool em gel em voo da Latam

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Em redes sociais, usuários reclamaram dos protocolos de distanciamento da empresa
Gabriel Araújo

Em redes sociais, usuários reclamaram dos protocolos de distanciamento da empresa

O humorista, Paulo Vieira, reclamou da falta de fornecimento de álcool em gel em um voo da Latam Brasil entre São Paulo e Rio de Janeiro na sexta-feira (20). Nas redes sociais, o ator questionou a falta do produto e ironizou que a pandemia teria acabado para a empresa.

“Não tem álcool em gel no avião. Acabou a pandemia na Latam”, disse o comediante, em publicação no Twitter.

Após a publicação, vários usuários reclamaram dos protocolos de distanciamento da empresa área. Em uma das mensagens, uma mulher argumentou que ficou na mesma fileira de outros dois passageiros durante uma viagem de São Paulo à Porto Alegre.


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Confira outras reclamações de usuários sobre os protocolos da Latam

Em nota, a LATAM informou que está apurando o ocorrido e que entrará em contato com o humorista para mais detalhes da reclamação. 

Confira a nota da empresa

A LATAM informa que está apurando o ocorrido e em contato o cliente para os devidos esclarecimentos.

Vale reforçar que o Grupo LATAM Airlines agiu proativamente desde março de 2020 para assegurar o cuidado com as pessoas durante toda a crise de Covid-19, implementando as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e das autoridades sanitárias dos países onde opera. Em todos os voos, é obrigatório o uso de máscara durante toda a viagem, o álcool gel está disponível na cabine e é oferecido um serviço de bordo com menos interação entre a tripulação e os passageiros. Da mesma forma, toda a frota da LATAM está equipada com filtros HEPA (High Efficiency Particulate Arrestance), capazes de remover 99,97% das partículas, incluindo vírus e bactérias, graças à renovação do ar a cada 3 minutos, o que garante um ambiente permanentemente higienizado .

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