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Política MT

Rumo é a única interessada em construir ferrovia estadual de R$ 12 bilhões e documentos começam a ser analisados

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Rumo Logística apresentou proposta para implantação da ferrovia estadual; resultado da análise será divulgado em 15 dias [Foto – Christiano Antonucci]

O Governo de Mato Grosso inicia nesta sexta-feira (3) a análise dos documentos da empresa Rumo Logística, única interessada em apresentar proposta para obter autorização para implantação da primeira ferrovia estadual de Mato Grosso.  A abertura da proposta foi realizada nesta manhã, durante sessão decorrente do edital de Chamada Pública para implantação da ferrovia lançado pelo governador Mauro Mendes.

Durante a sessão, a comissão responsável pela Chamada Pública abriu o envelope com a proposta da empresa, bem como os documentos de habilitação que, agora, serão analisados. A previsão é de que o resultado final da Chamada Pública seja divulgado em até 15 dias e, somente após a homologação, será feita a expedição da autorização e formalização de contrato de adesão.

O projeto da ferrovia prevê a implantação de 730 quilômetros de linha férrea, que vão interligar Rondonópolis a Cuiabá, além de Rondonópolis com Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, além de se conectar com a malha ferroviária nacional, em direção ao Porto de Santos (SP).

De acordo com o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, a manifestação de interesse da empresa nessa iniciativa inédita em Mato Grosso é um marco para a história do Estado e um exemplo para o Brasil.

“Estar hoje aqui representando o Governo do Estado, recebendo essa proposta para a primeira ferrovia estadual do nosso país, é histórico. Nós como cuiabanos e mato-grossenses, que seguramos essa terra com nosso suor, hoje temos o prazer de estar abrindo essa proposta. Uma vitória do governador Mauro Mendes, do Estado e daqueles que acreditam em Mato Grosso. É uma vitória deste governo, que veio para revolucionar o Estado e vai continuar trabalhando pelo desenvolvimento de Mato Grosso”, disse o secretário, durante a sessão.

Ainda segundo Marcelo de Oliveira, a implantação da ferrovia vai transformar a realidade do Estado, para além da infraestrutura e logística, por meio geração de emprego, renda e o desenvolvimento dos municípios, em especial aqueles que estão à margem do traçado previsto de ser implantado. Ao todo, estão estimados investimentos privados da ordem de R$ 12 bilhões para implantação da malha ferroviária.

“Hoje somos o maior produtor de grãos, temos o maior rebanho bovino, produção do etanol do milho e, nos próximos anos, devemos crescer ainda mais. E com a ferrovia vamos nos interligar diretamente ao Porto de Santos. É importante para os produtores e para todo o Estado.  Estamos fazendo a integração rodoferroviária. O planejamento do Estado, com as rodovias e pontes que estamos executando, é para que se faça a interligação de modal rodoviário e ferroviário. É um exemplo para o mundo”, afirmou.

O diretor da Rumo Logística, Guilherme Penin, afirmou que a apresentação da proposta se dá pela percepção do empenho do Governo do Estado, por meio dos investimentos realizados na melhoria da infraestrutura viária de uma das regiões reconhecidamente produtoras do Estado e do país, que é o Médio-Norte mato-grossense – o que vai possibilitar a ampliação da atuação da empresa em Mato Grosso. Hoje a Rumo já opera um terminal em Rondonópolis.

“Há muitas obras em andamento e você precisa colocar o terminal em um local que esteja bem alimentado com rodovias locais, para escoar a produção. Não vamos colocar a ferrovia em um ponto que não esteja muito bem comunicado com rodovias estaduais – e muitas obras estão sendo feitas pelo Governo do Estado. Por isso, ainda estamos estudando muito bem para alocar os terminais nos melhores locais possíveis, para não ter custo maior ao usuário. Estamos estudando uns quatro ou cinco terminais”, afirmou.

Ainda segundo o diretor, a expectativa é de que, uma vez autorizada, a empresa possa implantar a ferrovia estadual já nos próximos dois anos. Com a assinatura e a implantação, a empresa poderá operar e explorar a ferrovia pelo prazo de 45 anos, sendo que a infraestrutura ferroviária poderá ser compartilhada pela empresa vencedora com outra empresa de transporte ferroviário que venha a prestar serviços no Estado.

”Na medida em que vai se construindo, vamos colocando outros terminais que já iniciem a operação, de maneira que não precise esperar ter toda a infraestrutura construída para iniciar a operação. Acreditamos que daqui a uns dois anos já tenhamos um primeiro fruto desse projeto. Como são quase 730 quilômetros, o prazo total é mais longo, mas os efeitos já serão sentidos no curto prazo, à medida que implantar já o primeiro terminal. A infraestrutura da ferrovia é muito técnica. Você precisa ter condições de rampa, curvas e terrenos com determinadas características. Mas pensamos em um terminal em Primavera do Leste e Nova Brasilândia, além do já previsto. É um grande projeto”, garantiu.

Presente no evento, o deputado Carlos Avalone lembrou do esforço coletivo para que se pudesse chegar a este momento de abertura de propostas. “Aqui tem mãos de muitas pessoas. A Assembleia teve um papel muito importante, pois fizemos uma modificação na Constituição do Estado para que pudesse ter essa Chamada Pública. Foi uma iniciativa aprovada pelos 24 deputados. Inclusive, temos que destacar a coragem do governador Mauro Mendes, que fez o enfrentamento necessário para realizar esse chamamento”, afirmou.

Também participaram do evento o deputado estadual Xuxu Dal Molin, o controlador-geral do Estado, Emerson Hideki Hayashida, e o procurador do Estado, Carlos Eduardo Sousa Bomfim, além de servidores membros da Comissão da Chamada Pública.

 

 

 

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Política MT

Com convenção no mês que vem, Ciro Gomes e sem o PT, PDT virá com candidaturas federais e estaduais, diz Kardec

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Pedetistas vêm a Cuiaba com agenda cheia e propostas sem “esquerda extremista”

O presidente do PDT de Mato Grosso, deputado estadual Allan Kardec, afirmou que o seu partido vai disputar as eleições em 2022 com chapas fortes para estadual e federal no Estado. Em nível nacional, Kardec garante que o partido vai fazer uma grande disputa para o governo e Senado em dez estados.

“Temos dez estados que vamos fazer uma disputa grande para o governo e para o Senado. Em Mato Grosso temos foco nas chapas de estadual e federal. Entre os dias 5 e 20 de fevereiro teremos a convenção estadual com a presença do Ciro Gomes, nosso pré-candidato à presidência. Este mês, ainda, nós comemoramos o centenário de Brizola e acontecerá a convenção nacional do PDT, quando vai ser homologada a candidatura do Ciro Gomes”, adiantou.

Conforme Kardec, o PDT não vai buscar a federalização. “Não vamos federar com o PT, o PT tem uma candidatura e nós temos outra. Achamos que isso vai atrair lideranças do PSB, caso aconteça a federação dos dois partidos em nível nacional”, disse.

“Federação com o PT não vai existir. Nós temos possibilidade de fazer coligação com vários partidos, nós não vamos para a federação. Hoje nós temos uma nominata completa de 25 nomes, mas queremos chegar em março com 40 nomes para que a gente possa definir, dentro da convenção, os melhores candidatos. Temos eu, o Lilo Pinheiro, que na eleição passada fez nove mil votos, tem o Ícaro Reveles, que só em Várzea Grande fez 15 mil votos para federal. Deu uma surra grande em todos os candidatos, inclusive nos eleitos”

Quanto a majoritária, em Mato Grosso, Allan Kardec disse que o PDT segue com o governador Mauro Mendes nesse mandato. “Até porque ajudamos a eleger o governador. Um novo mandato requer uma nova discussão. Então nós vamos para a convenção sem nenhum compromisso de apoiar Mauro Mendes para a reeleição. Fizemos parte da base porque ajudamos a ganhar a eleição. Um novo mandato necessita de uma nova rodada de negociação. É bem provável que sigamos com o Mauro, mas nós temos pautas muito ligadas ao serviço público. Se vir à reeleição, precisa sentar com o PDT e alinhar”, completou.

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COVID-19

Conscientização a favor das vacinas, em MT, supera polarização, política e radicalismo, dizem parlamentares

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Um ano desafiador, de cooperação mútua e também de muito aprendizado. Assim o deputado estadual Xuxu Dal Molin (PSC) descreveu os últimos meses de trabalho junto à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Parlamentar de primeiro mandato, Dal Molin encerra 2021 entre os três deputados com maior produção legislativa do estado. Foram 1.941 proposições apresentadas, entre elas: 673 indicações, 183 requerimentos e 88 projetos de leis, sendo 14 deles sancionados pelo governador Mauro Mendes (DEM).

“O advento da pandemia exigiu uma resposta rápida do Parlamento estadual. A criação de leis em consonância com as necessidades da sociedade fez com que muitos de nós se despisse de qualquer vaidade. Trabalhamos unidos, afinal de contas precisávamos tratar os doentes, salvar vidas e manter a economia do estado”, relembra o parlamentar que foi um dos primeiros a encabeçar ações voluntárias para arrecadação de máscaras, oxigênio medicinal, álcool em gel e equipamentos de proteção individual para profissionais da área da saúde.

Dentre as proposituras apresentadas pelo deputado, neste período, destacam-se o Projeto de Lei 239/2021 que instituiu a Política Estadual de Incentivo à Instalação de Usinas Geradoras de Oxigênio Medicinal em estabelecimentos de saúde e de internação de pacientes com covid-19, o PL 329/2021 versando sobre a disponibilização de medicamentos para o tratamento imediato da doença, quando houver prescrição médica, e o Projeto de Lei 181/2021 ao qual imputava ao estado a responsabilidade de ressarcimento financeiro aos microempreendedores individuais afetados pelas imposição de medidas restritivas para frear o avanço da doença.

“Perdemos grandes amigos, colegas de trabalho e familiares, mas não havia tempo para o luto. Transformamos nossa dor em forças para ajudar aqueles mais necessitados. Estamos mais humanizados, mais fortalecidos do que nunca”, completa Dal Molin.

Em outubro deste ano, o deputado perdeu o pai, Angelo Dal Molin, 83, vítima de complicações decorrente da covid-19.

Superado o período mais crítico da pandemia, o deputado voltou as atenções para setores como a educação, segurança pública, regularização fundiária e infraestrutura.

Esta última, em atendimento a prefeitos, vereadores e representantes do setor produtivo da região norte do estado.

Ao assumir a coordenação da Frente Parlamentar da Agropecuária da Assembleia Legislativa, Dal Molin articulou, juntamente com a classe produtora, a retomada de obras importantes como a pavimentação de rodovias estadualizadas e a construção de pontes de concreto.

“Esses projetos são de suma importância para o desenvolvimento da região. Alguns estão praticamente concluídos, a exemplo da MT- 485 (Estrada do Morocó) que liga os municípios de Sorriso e Santa Rita do Trivelato, outros seguem em fase de licitação para contratação das empresas interessadas”, explica.

A obra de ampliação e modernização do Hospital Regional de Sorriso (HRS) também é motivo de orgulho para o parlamentar. A unidade médica é responsável pelo atendimento de aproximadamente 500 mil habitantes.

A nova ala da unidade hospitalar foi entregue em agosto, e custou aos cofres públicos o equivalente R$ 10,5 milhões, sendo R$ 8 milhões investidos na estrutura predial e outros R$ 2,5 milhões na aquisição de mobiliário e equipamentos.

“Eu aceitei o desafio de concorrer a uma vaga na assembleia porque não conseguia mais conviver com o descaso ao hospital regional. Não conseguia mais ver pessoas morrendo e médicos chorando em rede nacional, implorando por uma ajuda que nunca chegava. Hoje a realidade é outra e isso graças ao empenho de milhares de pessoas que confiaram em nossa proposta”, pontua.

Além de Sorriso, o hospital regional atende moradores de Sinop, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Tapurah, Itanhangá, Ipiranga do Norte, Santa Rita do Trivelato, Vera, Santa Carmem, União do Sul, Nova Maringá, Cláudia, Nova Ubiratã e Feliz Natal.

Dal Molin também foi o representante da Assembleia Legislativa no processo de intervenção da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá.

No que tange a regularização fundiária, o parlamentar apresentou o Projeto de Lei 1032/2019 que prevê a retirada do caráter de indisponibilidade das terras devolutas que compreendem a Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães, bem como da Lei 10.994/2019 que alterou o Código de Terras de Mato Grosso.

Por meio da norma, a alienação de terras com até cem hectares passou a ser gratuita, favorecendo milhares de pequenos produtores rurais que buscavam a regularização junto ao Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat).

Dal Molin também articulou o termo de cessão de servidores do Intermat ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a fim de dar mais celeridade ao processo de análise e emissão de títulos de terras definitivos.

Na área da segurança pública, o legislador que representou o estado durante a Confederação das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26), protocolou a Indicação 7117/2021 em que solicita a implantação da 1ª Base do Pantanal de Combate a Incêndios Florestais e Segurança da Fronteira (Ciopaer/Gefron).

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