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RS: Lula cobra solução de impasse entre PT e PSB para governo gaúcho

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Dilma, Lula e Alckmin durante ato em Porto Alegre
Ricardo Stuckert/RS – 01.06.2022

Dilma, Lula e Alckmin durante ato em Porto Alegre

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quarta-feira, em Porto Alegre , que os partidos de esquerda no estado insistam na negociação até achar a saída para uma candidatura única ao governo do estado. A exemplo do que ocorre com PT e PSB em São Paulo, a esquerda gaúcha está dividida entre o pré-candidato Edegar Pretto (PT), Beto Albuquerque (PSB) e Pedro Ruas (PSOL).

Esse impasse é o centro das atenções da ida de Lula ao Rio Grande do Sul, estado que ele não visitava desde 2018, antes de ser preso no âmbito da Lava-Jato. Isso porque PT e PSB, aliados em nível nacional, discordam sobre qual chapa deve concorrer ao governo gaúcho.

“Quero fazer um apelo aos partidos que estão nos apoiando, que, por favor, sentem à mesa, tomem um aperitivo se quiserem, mas encontrem uma solução. Não custa nada sentar mais uma vez à mesa”, discursou Lula.

O ex-presidente disse entender que cada partido queira lançar seus próprios candidatos, mas que as legendas são mais fortes juntas para voltar ao poder no estado. O último governador petista foi Tarso Genro.

Sem orientação da cúpula do PT, a pré-candidatura de Pretto se consolidava enquanto o PSB também fortalecia o projeto de Beto Albuquerque, liderança tradicional do partido. As duas legendas já determinaram um prazo para solucionar o problema: 15 de junho. Até lá, os dirigentes tentarão definir candidaturas únicas em alguns estados onde o nó é considerado mais enredado. Além da situação gaúcha, São Paulo (com Fernando Haddad e Márcio França) e Rio de Janeiro (com Alessandro Molon, Marcelo Freixo e André Ceciliano) ainda não viram uma resolução no horizonte.

Historicamente apoiador do PT, Albuquerque se afastou do aliado a partir de 2014, quando disputou como vice de Marina Silva na eleição presidencial e enfrentou a campanha petista. Desde então, a relação do gaúcho com Lula está estremecida.

Aliados de Albuquerque dizem não esperar que a viagem do ex-presidente seja suficiente para superar a disputa. Lula nem mesmo tem agenda marcada com o pessebista.

Defesa da soberania O ex-presidente criticou também os planos de privatização da Eletrobras e da Petrobras, afirmando que o ministro da Economia de Jair Bolsonaro, Paulo Guedes, quer vender “até os tapetes do Palácio do Planalto”.

Lula falou que soberania não é apenas sobre defesa do território, mas, segundo ele, das condições econômicas da população:

“O Paulo Guedes está tentando vender até os tapetes do Palácio do Alvorada, do Palácio do Planalto.”

Lula também deu a entender que, se eleito, vai bloquear qualquer negociação nesse sentido:

“Quem quiser se meter a comprar a Petrobras, a Eletrobras, se prepare porque vai ter que conversar conosco depois das eleições”, disse.

Para evitar irregularidades com propaganda eleitoral antecipada, o ato teve como mote a “defesa da soberania”. Realizado no Pepsi on Space, uma casa de shows com capacidade de 5,5 mil pessoas, o evento reuniu militantes de movimentos sociais, de partidos de esquerda e lideranças regionais.

Os discursos das lideranças do PT e outras legendas se concentraram em críticas a Jair Bolsonaro (PL), na defesa do processo democrático — que vem sendo atacado pelo presidente e seus apoiadores — e na disputa pelo governo gaúcho. A questão econômica, com foco no aumento da pobreza, da inflação e da fome, teve destaque. Sem a presença de grupos não alinhados ao PT, o ato teve clima controlado e amistoso. A cor vermelha das bandeiras de MST e CUT predominou na multidão que compareceu para ouvir o ex-presidente falar.

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Bolsonaro diz que ameaçou transferir médico para tomar cloroquina

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Bolsonaro colocando a máscara
Reprodução: PR

Bolsonaro colocando a máscara

O presidente  Jair Bolsonaro (PL) contou, em entrevista a um canal no YouTube divulgada nesta terça-feira, que ameaçou transferir um médico militar que resistiu a receitar hidroxicloroquina para ele quando estava com Covid-19.

“Eu mesmo quando senti o problema, né, chamei o médico. Falei: ‘Ó, tô com os sintomas’. Estava brocha. Daí ele falou: ‘Tá com todos os sintomas’ — disse para depois completar: ‘Pois é, estava meio brocha. E ele falou para mim: Tá com sintomas, vamos fazer o teste'”, disse em entrevista gravada em 24 de maio.

De acordo com Bolsonaro, em seguida, ele pediu que fosse receitada cloroquina, mas o médico resistiu.


“Falei: ‘Me traz aquele remédio’. ‘Não, não, não’. ‘Médico militar, eu sou capitão’. ‘Não, não, não’. Eu falei: ‘Traz o remédio porque o exame… só vai sair o resultado amanhã, pode ser tarde demais’. ‘Ah, mas protocolos nossos’. Falei: ‘Traz o remédio ou te transfiro para a fronteira agora, democraticamente’. Pronto. Tomei, e no dia seguinte estava bom. Pô, cara, se esperar mais um tempo, já era.”

Em julho de 2020, Bolsonaro anunciou que estava infectado pelo novo coronavírus. Na ocasião, ele informou que tomou hidroxicloroquina, remédio que não tem comprovação científica contra o vírus.

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Fonte: IG Nacional

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Interferência de Bolsonaro: Moraes envia à PGR pedido de investigação

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O ministro do STF Alexandre de Moraes
Nelson Jr/SCO/STF

O ministro do STF Alexandre de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) o pedido feito pelo líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), para que o presidente Jair Bolsonaro (PL) seja investigado por suposta interferência na operação da Polícia Federal contra o ex-ministro Milton Ribeiro

O pedido foi feito no âmbito do inquérito do STF aberto após a saída de Sérgio Moro do governo.

No pedido apresentado por Randolfe, líder da oposição no Senado, o senador pede para que sejam tomadas medidas “a fim de evitar interferências indevidas” do presidente e da cúpula do governo.

“Nesse sentido, requeremos a Vossa Excelência, na qualidade de Ministro responsável pela condução do Inquérito 4.831, que tem por objeto a interferência indevida do Presidente da República na Polícia Federal, que tome as medidas cabíveis a fim de evitar interferências indevidas da cúpula do Poder Executivo nas atividades-fim da Polícia Federal, determinando, se for o caso, a abertura de inquérito para apurar a conduta de violação de sigilo e de obstrução da justiça do Presidente Jair Bolsonaro”, diz o pedido.

Na semana passada, durante a Operação Acesso Pago, Milton Ribeiro chegou a ser preso preventivamente e foi alvo de busca e apreensão, além de ter tido o sigilo bancário quebrado, por ordem do juiz federal Renato Borelli. Depois foi solto por decisão do desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

A PF já tinha interceptado ligações telefônicas do ex-ministro. Em uma delas, em 9 de junho, ele contou à filha que conversou por telefone com Bolsonaro. Segundo Milton Ribeiro, o presidente disse na época achar que fariam uma busca e apreensão contra o ex-ministro.


O diálogo levou o MPF a apontar houve indícios de vazamento e “possível interferência ilícita por parte do presidente da República Jair Bolsonaro nas investigações”. A partir disso, solicitou o envio do caso ao STF, tribunal que pode processar o presidente da República, o que foi autorizado pelo juiz federal Renato Borelli.

No telefonema com a filha, Milton Ribeiro afirmou: “A única coisa meio… hoje o presidente me ligou… ele tá com um pressentimento, novamente, que eles podem querer atingi-lo através de mim, sabe? É que eu tenho mandado versículos pra ele, né?”

Depois disse “”Não! Não é isso… ele acha que vão fazer uma busca e apreensão… em casa… sabe… é… é muito triste. Bom! Isso pode acontecer, né? Se houver indícios né…”.

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Fonte: IG Nacional

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