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Opinião

ROSÁRIO CASALENUOVO- A boca causa quase 50% das doenças cardíacas

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Alguns estudos mais recentes da medicina defendem que as obstruções  arteriais não advêm do colesterol, gordura no sangue, lembrando que a gordura animal é saudável e contém a mais variada fonte de vitaminas lipossolúveis  para o organismo, tanto é que problemas cardíacos nos tempos antigos, época em que não havia geladeira e se usava a banha de porco ou manteiga, o número de problemas cardíacos era muito reduzido.

Atualmente, os óleos vegetais, margarinas, açúcares, toxinas ambientais, o sedentarismo e estresse são acusados como causa principal para os problemas cardíacos, doença que aumentou em uma proporção  assustadora nos últimos anos sendo a principal causas de morte.

Na medicina alemã, cuja  odontologia está inserida,  (sendo que no Brasil foi separada em 1884), criou-se a odontologia biológica que interrelaciona os problemas da boca com o restante do organismo, salientando principalmete dentes que estão necrosados, mortos( feito o canal do dente ) e mantidos dentro da boca, além das infecções ósseas chamadas de cavitações osteonecróticas nos maxilares, na qual os dentes foram extraídos e ao invés da haver a formação óssea, ocorre o crescimento de um tecido  gorduroso altamente tóxico denominado de N.I.C.O.  ( Neuralgia induzida por cavitação osteonecrótica ), isto se relaciona com a dor crônica facial e no crânio, e causa problemas cardíacos devido à altíssima concentração de substâncias tóxicas,  cujas causam a  chamada  inflamação silenciosa.

As doenças periodontais como bolsas  gengivais que se formam com o descolamento da gengiva  dos dentes e com isto vai se formando uma bolsa, na qual  entram bactérias anaeróbicas, mais danosas ao organismo. Estas regiões não dão acesso para as escovações, mesmo com todo empenho, fio dental não entra na gengiva, e  com isto acontece uma inflamação crônica na região. Estas bactérias vão se soltando e entrando na circulação sanguínea.

Os dentes com canal obturado tem na sua estrutura canalículos dentinários de tamanho microscópico, e que alojam as colônias bacterianas que se desprendem e caem no sangue também, como o dente está morto, as células de defesa não chegam até  lá e com isto os sítios bacterianos ficam reinando sem nenhum incômodo.

As bactérias se alimentam e com isto fazem suas secreções, lançando toxinas altamento danosas ao organismo causando também inflamação crônica, principalmente nas artérias coronárias.

Não é apenas as bactérias que causam danos, mas também as suas  toxinas que alteram o DNA das células causando inclusive o câncer,  segundo a medicina alemã.

O INCOR ( Instituto do Coração da Universidade de São Paulo/USP )  lançou um estudo recente que ressalta a influência da boca sobre os problemas cardíacos em um número de 45%. Porque acontece isto?

As inflamações crônicas são tidas como excreções do organismo, ou seja, como se fosse um lixo que o organismo “incápsula “mas não consegue se livrar dele e fica circulando nos vasos. Os vasos sanguíneos sofrem também inflamação nas suas paredes e isto provoca um acúmulo de gordura causando o entupimento, formando trombos e podem causar AVC (cerebral); outro fator são as bactérias que caem na circulação e  passarão naturalmente pelo coração e podem se fixar nas suas cavidades causando a endocardite bacteriana.

Um paciente destes que por ventura tiver que ser internado no hospital por qualquer motivo de saúde e com baixa de resistência, poderá sofrer uma septicemia que é a infecção generalizada, que pode ser chamada erroneamente de infecção hospitalar, porém os agentes causadores estavam dentro da boca esperando  uma oportunidade para invadir o organismo por completo e levar à morte.

A odontologia mesmo sendo atual, super tecnológica, com recursos materiais e técnicos surpreendentes,  se distanciou do organismo da biologia, que ao meu ver a evolução industrial é muito importante, porém  representa apenas 10% das vantagens de um tratamento, considero o conhecimento sobre organismo humano os 90% restantes. Esta odontologia super tecnológica passou a fazer apenas a substitutição de materiais nos dentes e agora mais recente os tratamento estéticos subcutãneos.

As respostas  para  tratamentos e prevenção dos problemas cardíacos causados bela boca,  estão além da odontologia convencional, se encontram também na odontologia biológica que estuda e trata destes problemas, mas por ser muito nova,  ela é ainda pouco difundida no Brasil. Outra novidade é o uso do gás ozônio para o tratamento de canais  dos dentes mortos para a aliminação das bactérias tanto dentro do canal, mas principalmente dos canalículos dentinários que formam as paredes de 90% dos dentes como se fosse uma colméia de abelhas e no caso são “colméias de bactétias”.

A ozônio terapia ou ozonoterapia é fundamental para o tratamento das infecções e também para a eliminação das inflamações crônicas da boca, mas também do organismo. É utilizado nos principais países do mundo, salvando muitos pacientes de infecções como septicemia que ainda mata muito no Brasil, onde o ozoynio não está  liberado para a medicina, apenas para a odontologia. Por isto que podemos através da boca previnir muitos problemas crônicos do organismo.

Esta é uma nova odontologia, interligada com a medicina e que unifica o organismo dilacerado cientificamente, para uma didática, porém a compreensão do segmento acabou por prevalecer. Mas hoje a medicina denominada de integrativa ( Canada, Alemanha e USA ) vem para tratar o paciente inteiro, não apenas de suas doenças, mas fortalecendo a saúde. A odontologia Biológica e a funcional é a integração com a medicina  que viveu isolada pela odontologia (mecânica restauradora) por todo este tempo.

ROSÁRIO CASALENUOVO JÚNIOR é co-autor do livro Cirurgia Ortognática e Ortodôntica; presidente da ABOR-MT (Associação Brasileira de Ortodontia – SEC.MT) Especialista em: Ortondontia (Bioprogressiva e Arco reto); Ortopedia Funcional dos Maxilares Dor Orofacial e Disfunção de ATM.

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Opinião

A popularidade do governo e do governante

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A pesquisa do Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) diz que 40% dos brasileiros consideram o governo ótimo ou bom, subindo 11 pontos em relação à verificação anterior, de dezembro. O número de ruim e péssimo, nesse mesmo período, caiu de 38% para 29%. É o maior índice da gestão de Jair Bolsonaro, cuja avaliação pessoal elevou-se de 41% em dezembro, para 50% atualmente, número próximo aos 51% aferidos em abril de 2019.

Os números demonstram a força de Bolsonaro, mesmo com toda a carga de críticas, intolerâncias e revezes sofridos e da pandemia da Covid 19, que já matou quase 140 mil brasileiros e envolveu o presidente e governadores numa indigesta discussão político-administrativa. O alarido e as críticas – fundadas ou infundadas – não tiveram força para minar o prestígio popular tanto do governo quanto do governante.

No regime democrático, a crítica é admitida, desde que de fonte identificada e não constitua crime (pelo que o autor pode ser processado). A Oposição consciente é bem-vinda. Os que criticam construtivamente ajudam na correção de rumo e na colocação do pais na linha do desenvolvimento. Já os que criticam apenas por criticar acabam caindo no vazio da falta de credibilidade. A política mundial – inclusive a brasileira – vive um momento desconfortável. Afastados do poder ou inconformados com a perda das eleições recorrem a narrativas mentirosas (fake-news) ou a manifestações de intolerância contra os que obtiveram a maioria dos votos e têm a missão de governar ou compor as casas legislativas. Essa onda de “jogar futebol” com simulacros da cabeça do presidente ou de outras autoridades e pessoas para contra elas protestar, por exemplo,  é uma das ações de mais mau-gosto que se pode presenciar. Pregação da barbárie.

Se realmente querem fazer oposição, os adversários do presidente,  dos governadores e dos prefeitos devem, antes de tudo, deixá-los trabalhar e pelo menos tentar cumprir o que prometeram quando pediam votos para se eleger. Nada obsta criticar e sugerir medidas, mas jamais criar sinistroses culpando o governante de absurdos como fogo na Amazônia e no Pantanal, avanço da Covid 19 e outras fantasias que não se prova. Esse comportamento, em vez de prejudicá-los, pode transformá-los em vítimas e beneficiá-los, não se esqueçam…

Ser oposição, mais do que um legítimo direito, consiste no respeitável princípio basilar da democracia. Mas tem de ser inteligente o suficiente para não cair no ridículo e ainda beneficiar o alvo. Em vez dos protestos que nada fazem além do agito momentâneo, os que pretendem ser candidatos deveriam guardar suas forças para o período eleitoral. E os demais – especialmente artistas e desportistas – seriam mais bem sucedidos se evitassem tomar partido, pois lhes é mais lógico conviver bem com toda a população e não apenas com a parcela contra ou favorável ao governo. Em vez manifestação política, fariam melhor se, mercê dos seus talentos, aprimorassem seus trabalhos para atrair platéia, não precisando recorrer a dinheiro do cofre público para se sustentar.

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) 

[email protected]                                                                                                     

 

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LEONARDO CAMPOS – Pantanal equilibrado é possível

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No último final de semana estive no Pantanal acompanhado de outros membros da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) e demais autoridades políticas, regionais e nacionais, que participaram da audiência pública do Congresso Nacional, e pudemos ver o cenário devastado que substitui as impressionantes paisagens que estávamos acostumados a contemplar.

Também pudemos verificar no local o resultado trágico da catástrofe provocada pelas chamas, que já resultou no número incontável de animais e espécies de vegetação que morreu e ainda morre nas chamas do incêndio que persiste há mais de dois meses.

Tudo isso demonstra o total descumprimento ao princípio fundamental que temos ao meio ambiente equilibrado. Esta é uma garantia que surge na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, em 1972, em Estolcomo (Suécia), e foi acolhida pela Constituição Federal (1988) com o propósito de demonstrar que a dignidade humana passa pela convivência com um ecossistema pleno.

O questionamento que se faz neste momento de crise ambiental é: qual é o nosso dever em relação ao meio ambiente? Como alcançar esse equilíbrio?

Diante destas incógnitas muitas respostas já tentaram ser dadas. É bem verdade que em muitas vezes as soluções encontradas são notadamente desequilibradas, porque pendem para os extremos. E, neste ponto, a filosofia aristotélica nos ensina que a virtude está no meio, no equilíbrio.

Precisamos ter consciência de que a preservação ambiental não se dá no sentido absoluto da palavra, e muitas interpretações apontam equivocadamente que o ideal deveria ser a manutenção intocável das áreas verdes.

É bem verdade que temos uma legislação ambiental no Brasil que possui regras de proteção ao meio ambiente, mas ainda é insuficiente na promoção do protagonismo do homem e da mulher que mora no bioma como guardiões e promotores de uma diversidade econômica sustentável.

No Pantanal, que é conhecido por ser a maior planície alagável do mundo, os pantaneiros dão prova de que esse modelo de exploração econômica alinhado com a preservação ambiental sustentável é possível. Além da pecuária praticada na região, os moradores da região também atuam na indústria do turismo e no extrativismo, fatores que demonstram a importância dessas pessoas na construção de um sistema ecológico equilibrado.

Neste momento no qual a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) em conjunto com o Conselho Federal da OAB se une para defender nossas riquezas naturais por meio da fauna e flora, assim como a dignidade de um povo que habita as planícies alagadas do Pantanal, o que precisamos combater é o desequilíbrio, a falta de bom senso, as práticas ilegais e criminosas que afrontam o direito de todos nós em ter um meio ambiente equilibrado.

Isso é comprovadamente possível e não pode ser tratado como utopia. Somos nós os protagonistas desta história. Somos nós, os habitantes do Pantanal – e assim me considero porque minha família possui propriedade na região há mais de 160 anos – e todos aqueles, que mesmo não morando dentro do bioma desfrutam de suas riquezas-, temos a missão de transformar as premissas constitucionais em uma realidade harmoniosa comum.

Leonardo Campos é advogado e presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).

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