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Opinião

ROSANA LEITE – “Novo normal” para elas

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Há um ano atrás o Brasil passou a conviver com a pandemia do coronavírus. Isolamento social, quarentena, máscaras, álcool, lockdown, e por aí afora, foram palavras presentes com maior frequência em nossas vidas. As mulheres se reinventaram com o ‘novo normal’, ficando, mais uma vez para elas os ônus da anormalidade. A violência dantes por elas vivenciada ganha outros ‘ares’.

Não, diferentemente dos homens, o tal ‘novo normal’ as fez estar no que para elas sempre se tentou normalizar. O trabalho dentro dos lares, como sempre aconteceu, as apresentou menor qualidade de vida. Se antes o ambiente doméstico a elas pertencia, agora muito mais e com maior carga de responsabilidade.

De outro turno, a violência doméstica e familiar é uma realidade na vida de muitas, com a diferença de que elas não tiveram trégua, dado ao isolamento social.

Tiveram que aturar algumas situações:  homens nervosos as agredindo pela proximidade maior; homens nervosos pela dificuldade com o trabalho; homens nervosos por terem que ouvir a voz delas com maior frequência; homens nervosos por terem bebido em demasia; homens nervosos com choros dos filhos e filhas; homens nervosos por terem que contribuir com a limpeza de casa; homens nervosos pelo almoço ou jantar não estar pronto; homens nervosos por não terem paciência com qualquer mulher. Ah, e os homens nervosos, por serem nervosos.

Fora do ambiente de casa, durante o período pandêmico, mulheres foram assediadas. Eles assediaram por ser da natureza deles; eles assediaram por não aguentar ver um corpo de mulher; eles assediaram por terem visto em reuniões virtuais mulheres ‘provocantes’; eles assediaram por ‘acharem’ ter controle sobre o corpo feminino; eles assediaram por entender serem elas apenas objetos de satisfação de seus desejos. Enfim, assediaram, por serem assediadores.

No tal “novo normal”, o que houve de diferença substancial na vida delas? Algumas ficaram a realizar um labor maior? Algumas ganharam mais responsabilidade que outras?  Quem sabe umas sofreram mais que outras? Quem sabe tiveram mais problemas para buscar ajuda? Quem sabe não sentiram a efetividade das leis que as protegem? Ficaram amedrontadas por pedir ajuda? Esperaram que em alguns dias eles passassem a respeitar, mudando de comportamento? Esperaram que eles passassem a pensar na família com mais amor e deixassem de praticar a violência?

Há um ano, o mundo se preocupou com a COVID-19. Já as mulheres se preocuparam e se preocupam com o novel vírus, e, ainda, com a pandemia da violência que as assola em todos os lugares. Elas, de novo, tiveram que se habituar a outras situações. Elas não conseguem ter qualquer descanso ou sossego, seja no período pandêmico ou não.

Em 2020 o mundo se modificou. A cada vez que inovações ocorrem, as primeiras a sentirem os reflexos são elas, as mulheres…

Em casa, nas ruas, no ambiente virtual, e onde quer que elas estejam, não viveram o tal ‘novo normal’. Quem sabe viveram e estão a viver o ‘mesmo normal’ com pitadas de maior crueldade e desamor.

ROSANA LEITE ANTUNES DE BARROS é defensora pública estadual.

 

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Opinião

LICIO MALHEIROS – Projeto Transporte Escolar

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O Calcanhar de Aquiles, dos governos: Federal, Estadual e Municipal. Passa necessariamente pela questão da educação, que já vinha apresentando fortes sinais de desaceleração e baixo rendimento, em termos de ensino-aprendizagem.

Nessa relação, educador e educando os mesmos trocam de papéis o tempo todo: portanto o educando aprende ao passo que ensina e o educador ensina e aprende com o outro, desta forma ocorre feedback.

Em função da falta de políticas públicas voltadas a atender as necessidades prementes dos educandos; por falta de profissionais qualificados na educação, além de um elemento norteador da mesma, principalmente em município mais distantes da Capital. Um outro elemento norteador que ajuda aguçar ainda mais desinformações   nas regiões mais longínquas, passa necessariamente, pela falta do transporte escolar.

O transporte escolar é um meio de acesso à educação, frequência às aulas e redução dos índices de evasão escolar, pois possibilita aos alunos residentes em áreas sem unidade escolar a devida inclusão educacional.

Agora, com o surgimento dessa doença maldita a Covid-19, as questões educacionais ficaram deixadas para segundo plano; em função da falta de aulas presenciais, que neste momento, é perfeitamente compreensivo, porém essa situação se agrava nos municípios mais longínquos da Capital, pela grande quantidade de propriedades rurais    existes e principalmente pela falta do transporte escolar,  um ônibus ou micro-ônibus.

Felizmente hoje, o parlamento estadual, mais precisamente a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, em seus quadros, vem apresentando uma plêiade de parlamentares municipalistas, com visão altruísta e baseadas em visitações in loco por parte dos mesmos, para detectarem as regiões mais sofridas no interior.

As redes sociais hoje, representam papel de destaque no encaminhamento das informações; como acompanho pari passu as informações, deparei-me com uma informação, que talvez para nós da Capital, não surta tanto efeito, porém para a cidade de Barra do Garças e cidades circunvizinhas, está notícia por certo,  será  alvissareira.

O deputado estadual Elizeu Nascimento (PSL), em suas redes sociais, deu ênfase, ao dizer ter destinado de sua emenda parlamentar o valor de R$ 280 mil, para aquisição de um micro-ônibus para o município de Barra do Garças – MT.

Foi além ao dizer “Reconheço a real necessidade do transporte escolar para facilitar o acesso e aprendizagem dos alunos que residem no campo é importante para fortalecer sua identidade cultural, principalmente das pessoas que no campo vivem e constroem suas histórias de vida”. Ele fecha sua fala, com uma frase de efeito “Investir em Educação é investir no futuro”.

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo

 

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Opinião

LUIS FERNANDO BOTELHO FERREIRA – Acorda, Brasil!

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Avaliando os últimos e recentes dados divulgados pelas Nações Unidas quanto ao ranking do Índice de Desenvolvimento Humano-IDH, deparamo-nos com a estagnação do Brasil na 84ª posição. Já quando olhamos somente para a desigualdade social, a nossa “Pátria amada” perde 17 posições. O alarme soa quando observamos que perdemos para países como Colombia, Chile e México!.

Em contrapartida a esses números, é sabido que possuímos a maior carga tributária do mundo, onde é divulgado o dígito de 36,2% do PIB como sendo da carga tributária. Porém isso reflete apenas se levarmos em conta o que os governos conseguem arrecadar. Se considerarmos o que os brasileiros deveriam pagar, essa aberração numérica chegaria a 47,9% do PIB. Você está espantado? Sim, os governos tentam ficar com aproximados 50% de toda a produção dos habitantes da Terra Brasilis.

Poderíamos até comemorar, pois uma arrecadação dessas faria com que fôssemos 9ª economia do mundo, no entanto nossos resultados são tão pífios que a muitos desanima. Apesar de todas essas montanhas e montanhas de recursos arrecadados, a maioria, “em troca”, continua a receber os piores serviços de saúde, educação, transporte, infraestrutura, dentre outros. Tudo isso parece exercício de retórica, pois o sofrimento do brasileiro é de domínio público, tendo este que trabalhar 5 meses por ano somente para manter a lenta caminhada desse elefante chamado Administração Pública, que está cada vez mais gorda e corrupta e que, dia-a-dia, busca intervir mais na vida do contribuinte. Estado faminto e habilidoso em criar, cada vez mais, burocracias e entraves, devolvendo quase nada de resultados, ou seja, todos os poderes em uma corrida incessante por verba, verba e mais verba.

Com uma inflação que transpôs a barreira dos dois dígitos, e além, devido à era Lula/Dilma, começou já nesses governos o desmoronamento do Castelo de Areia construído pela economia ideológica da esquerda, que, em piscar de olhos, passou da esperança à crise, sem sustentabilidade da nossa realidade. Castelo construído na base da irresponsabilidade e escândalos, como “nunca antes na história”; decorado pelas mãos e ações dos marqueteiros laranjas, todos presos. A Copa do mundo 2014, Olimpíadas 2016 e demais projetos faraônicos e mentirosos, ao arrepio de planejamento e recursos, não poderiam ter nos deixado outro legado e rastro que não o de um tsunami: obras públicas inacabadas (7.000 obras), sistemas educacional (aparelhado), de segurança, de saúde e de empresas públicas falidos! Está bom para você? Claro que não! Para limparmos isso tudo não bastará vontade, mas uma operação pós-guerra!

Hoje vemos asseclas desses ex-governantes falando de estufar o papo do quanto foi bom aqueles tempos. Fala sério! Que tempo? Hoje percebemos que foram tempos de desenvolvimento e fartura ilusórios, operados por gangsteres que nos roubaram, inclusive, a esperança. Se tivesse sido bom mesmo, estaríamos usufruindo até hoje. Alguém está, porem poucos privilegiados, veja o IDH.

Um verdadeiro plano desenvolvimentista tem que ser alicerçado em boas e viáveis estratégias. Consequentemente o sucesso será para gerações e atenderá aos interesses de todos os grupos sociais da nação. Não aceitemos mais que nosso futuro seja construído em areia como foi, mas sim em bases sólidas de VERDADES, para que consigamos atravessar, ao menos, uma ventania.

A diferença entre as nações pobres e ricas não está na dependência de recursos naturais nem da idade de sua descoberta, mas da responsabilidade de seus governantes e agentes públicos.

Luis Fernando Botelho Ferreira é servidor público municipal

 

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