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Economia

Rosa Weber libera orçamento secreto após novas regras do Congresso

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Ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF)
Fellipe Sampaio/SCO/STF

Ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF)

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um pedido do Congresso e liberou a execução das emendas de relator. A vice-presidente da Corte, no entanto, solicitou maiores informações do Legislativo antes de liberar o mérito do julgamento da ação sobre o chamado orçamento secreto. A decisão da ministra, nesta segunda-feira (6), ocorreu após um recuo do Congresso sobre as medidas de transparência para as emendas de 2020.

Pelo despacho da ministra, os pagamentos devem seguir norma aprovada pelo Congresso após a determinação de maior transparência definida pelo plenário do Supremo.

Na última quinta-feira (2), em um pedido endereçado à ministra, os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco, e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, solicitaram a imediata suspensão do bloqueio das emendas. Segundo os parlamentares, as medidas de transparência sacramentadas no ato aprovado nesta segunda-feira seriam o bastante para cumprir aquilo que foi determinado por Rosa no início de novembro.

Em decisão do último dia 9, a ministra, atendendo a um pedido feito por partidos políticos, deu uma liminar suspendendo de maneira integral e imediata a execução das emendas de 2021, e cobrou transparência e ampla publicidade a respeito da destinação das verbas. A decisão de Rosa foi confirmada pelo plenário do Supremo por oito votos a dois.

Pela proposta do Congresso, o valor das emendas de relator não poderá ultrapassar a soma de emendas de bancada e individuais no momento da formulação de parecer na Comissão de Orçamento, o que, considerando os valores atuais, representaria cerca de R$ 17 bilhões. O texto também impõe a divulgação dos políticos e entidades favorecidos pelas emendas de relator — que compõem o chamado orçamento secreto — daqui para frente.

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Os casos do passado, porém, continuarão em sigilo. Na última semana, a cúpula do Congresso editou um ato normativo para impedir a divulgação das informações em caráter retroativo. As emendas do orçamento secreto foram usadas sem transparência nos últimos anos para atender a políticos da base do governo, sem um critério claro de distribuição.

Em 2021, foram reservados em um primeiro momento R$ 30,1 bilhões para as emendas de relator. Houve, porém, mudanças na previsão. Hoje, o valor está previsto em R$ 16,8 bilhões. Já o total com as emendas individuais e de bancada, hoje, são estimadas em, respectivamente, R$ 9,6 bilhões e R$ 7,3 bilhões.

Quando deu a decisão liminar, no início do mês, Rosa escreveu que “o regramento pertinente às emendas do relator (RP 9) se distancia desses ideais republicanos, tornando imperscrutável a identificação dos parlamentares requerentes e destinatários finais das despesas nelas previstas, em relação aos quais, por meio do identificador RP 9, recai o signo do mistério”.

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Economia

O verdadeiro prêmio do Big Brother Brasil (a Globo não fala!)

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O verdadeiro prêmio do Big Brother Brasil (a Globo não fala!)
Felipe Moreno

O verdadeiro prêmio do Big Brother Brasil (a Globo não fala!)

R$ 1,5 milhão não é pouco dinheiro – muito pelo contrário! A maior parte dos brasileiros não chega perto disso durante a vida toda. Mas ele não é o verdadeiro prêmio do Big Brother Brasil, na verdade, ele é irrisório perto do verdadeiro prêmio. Tanto que o Gil do Vigor é um dos maiores vencedores da história do programa, mesmo tendo sido quarto colocado na edição passada.

E nem todos os mimos de todas as patrocinadoras do programa chegam perto do que é a verdadeira razão para entrar no BBB. Gente com muito mais de R$ 10 milhões na conta resolve participar do BBB. Os Projotas, Karols com K, Naiaras Azevedos, netos do Sílvio Santos e Manú Gavassis da vida, estão lá para alavancar uma coisa: influência.

E isso, meu caro leitor, vale muito mais do que R$ 1,5 milhão.

Virou meme uma comparação que uma TV americana fez recentemente entre Tik Tokers e executivos de grandes empresas listadas na bolsa de lá: os influenciadores ganhavam MAIS do que os executivos. Influência hoje é uma das coisas que mais dão dinheiro, sem nenhum pingo de dúvida.

Ir para o BBB é conseguir alavancar a carreira de influenciador, mesmo quando você é um anônimo como era o Gil do Vigor – um grande perfil do Twitter questionou: “vão botar isso contra o Projota? Sei não, eim”. O rapper saiu queimado do programa e hoje ostenta 3,8 milhões de seguidores no Instagram, enquanto Gil passou dos 14,7 milhões.

Juliette, que também era desconhecida, tem 33,1 milhões de seguidores – mais que a população de Peru, Equador, Bolívia, Uruguai. Com essa quantidade de seguidores, o mercado publicitário estima que ela consiga ganhar cerca de R$ 50 milhões por ano. POR ANO. Não é mais um prêmio de R$ 1,5 milhão que compra um apartamento confortável em São Paulo e só.

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É um dinheiro que transforma a vida de cabo a rabo.

O poder de se tornar influenciador gera muito dinheiro. Kerline, a primeira eliminada do BBB 21 e hoje com 1,5 milhão de seguidores, já virou milionária. Alguns anos atrás, os primeiros eliminados de cada edição do BBB caíam no ostracismo.

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Dois comerciais pagam o prêmio

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Para a Globo, o Big Brother é uma máquina de fazer dinheiro. Só o programa, que dura três meses, gera a mesma quantidade de receitas que o SBT inteiro por um ano. A estimativa é de uma receita de R$ 1 bilhão. Menos de 1% de tudo que o BBB gera vai para o prêmio. Na verdade, o prêmio é pago com menos de 60 minutos de comerciais entre um bloco e outro.

Para o participante, a chance de ganhar fama e virar influenciador gera muito mais do que os R$ 1,5 milhão. Ninguém nem reclama que o prêmio é o mesmo há mais de uma década – e uma década em que a inflação esteve bem chata no Brasil.

Saiba mais lendo a matéria completa em 1Bilhão , parceiro do iG.

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Mourão sobre reajuste para policiais: “Não tem espaço para isso”

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Vice-presidente Hamilton Mourão afirma que
Bruno Batista /VPR

Vice-presidente Hamilton Mourão afirma que “martelo não está batido” sobre reajuste aos servidores

O vice-presidente, Hamilton Mourão (PRTB), admitiu nesta terça-feira (18) não haver espaço para reajustar salários de policiais neste ano. A declaração foi dada em conversa com jornalistas na entrada do Palácio do Planalto.

Mourão lembrou das negociações do presidente Jair Bolsonaro (PL) com o Congresso Nacional para viabilizar o aumento salário, mas ressaltou os protestos de outros servidores, como do Banco Central e Receita Federal, além do alerta de escassez de verba do Ministério da Economia. Segundo o vice de Bolsonaro, o martelo ainda não está batido.

“Sabe-se muito bem que não tem espaço no Orçamento para isso”, afirmou.

“Nem sei se o presidente vai conceder isso ai. Vamos aguardar. O presidente não bateu o martelo nisso ainda”, concluiu.

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Em dezembro, Bolsonaro pediu ao ministro da Economia, Paulo Guedes, um espaço nas contas do país para reajustar salários de policiais federais, rodoviários e agentes penitenciários. O Congresso, então, aprovou a folga de R$ 1,7 bilhão para o pagamento dos vencimentos.

Entretanto, o governo enfrenta uma crise com servidores comissionados do Banco Central e Receita Federal, que pedem reajuste de 26% em seus salários. Alguns funcionários em cargos de diretoria pediram demissão em protesto a atitude do Palácio do Planalto.

Nesta terça-feira, um grupo de servidores realizaram uma mobilização em frente a sede do BC. Segundo o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), cerca de 50% dos comissionados já entregaram seus cargos e participaram da concentração. O BC informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não irá comentar a manifestação.

Servidores de outras categorias também deverão se reunir em frente ao Ministério da Economia nesta tarde. A concentração está marcada para às 14h e deve se estender até às 16h, horário em que Guedes se reúne com o secretário especial da Receita Federal, Júlio César Vieira.

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