conecte-se conosco


Opinião

ROMILDO GONÇALVES – Diferença entre queimada e incêndio florestal !

Publicado

Queimada ou Queima prescrita e Incêndio florestal são dois fenômenos diferentes provocadores de diferentes impactos ao meio ambiente.

No primeiro caso é uma pratica comumente usada pelos seres humanos no mundo inteiro, tem que ser oficialmente autorizada pelo órgão ambiental competente, para uso e manejo do solo para agricultura tradicional, limpeza de pastagens, controle fitossanitário, com queima sazonal executada em período especifico do ano, com fogo confinado em uma determinada área do meio ambiente, e seus efeitos são locais podendo merecer reparos.

á no segundo caso=Incêndio florestal, também com ocorrência em todo o mundo, normalmente com efeito em florestas nativas precedidas de desmatamento ou área de pastagens em desuso, é fogo sem controle e sem autorização oficial de órgãos ambientais competentes. No entanto, geralmente as pessoas assimilam os dois fenômenos como sendo uma coisa só, porém, não é.

Com efeito nas informações sobre queimadas no Brasil, há, muitas ilações sobre sua contribuição para o efeito estufa, isso vale reflexão, ao que se pensa talvez em associação entre fogo e calor. Contudo, queimada ou queima prescrita não um fator positivo ou importante para o efeito estufa. Isso é fato.

Ademais confundir, entretanto, aumento de queimada em área de plantio com aumento de desmatamento de floresta nativa, beira a desinformação. Vez que o uso do fogo em área antropizada, com vegetação secundária é senso comum, no Brasil e no mundo.

No caso especifico do Cerrado brasileiro a prática agrícola de queima prescrita e até mesmo os incêndios florestais oriundos de causas naturais ou antrópogenicas, produzem um grande número de aerossóis e partículas em suspensão na atmosfera, formando em conseqüência, grandes nuvens que reconhecidamente podem contribuir com o meio ambiente.

A exemplo das nuvens de erupções vulcânicas, para a redução temporária local da radiação forçada na atmosfera “efeito estufa”. Portanto, paradoxalmente as queimadas ou queima prescrita esfriariam por períodos limitados o clima local no ambiente de ocorrência.

Assim, as emissões de COprovavelmente seriam de efeito colateral secundário uma vez que sua produção através da combustão é compensada pelo seu seqüestro, em razão da rebrota acelerada da vegetação em clima tropical, muito especialmente no cerrado brasílico.

É de ressaltar que tanto no Brasil como no restante do mundo a prática generalizada das queimadas ou queima prescrita, cujos benefícios podem e devem ser questionados a luz de critérios de uma agricultura moderna ou mais abastarda.

É de bom alvitre lembrar que a prática de queimada deve ser vista pelo que sempre representou uma maneira tradicional, rudimentar e bastante primitiva de preparar o solo para o plantio. No entanto é amplamente utilizado pelo homem do campo, especialmente nos assentamentos rurais por falta de alternativas e de infra-estrutura adequada, de cuja responsabilidade cabe ao poder público sustenta-los.

Importante pontuar, que não existe uma queimada igual à outra. Cada ambiente é típico, especifico, único, variando de acordo com a vegetação, topografia, modalidade do terreno, clima local, temperatura regional, recursos hídricos presentes ou ausentes, direção do vento.

Vale ressaltar que o fogo é fundamental para a vida, porém, deve ser utilizado na hora certa, no local certo e para a finalidade específica. Portanto, não queime a vida aleatoriamente.

Romildo Gonçalves é biólogo.

 

 

publicidade
1 comentário

1 comentário

  1. Luiz Carlos

    11/07/2020 - 21:59 a 21:59

    Parabéns pela matéria Professor Romildo.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Opinião

WILSON PIRES – Há 83 anos nascia Júlio Birré, um boêmio equilibrado

Publicado

Seus documentos, por favor. A voz imperiosa do popular Júlio Ramos de Morais (Julinho Birre); era fato corriqueiro. E esboçava o seu posicionamento quando alguém tentava entrevistá-lo. “É preciso uma apresentação, para depois soltar a língua”, dizia em tom jocoso.

Fundador e proprietário do Bar e Restaurante Kavú, Júlio Ramos de Morais, nasceu em 14 de agosto de 1937. Sobre Várzea Grande de antigamente, ele dizia com ar de deboche: “era simplesmente sem asfalto”.

Ele sempre foi pontual em seus compromissos. Júlio Ramos de Morais, mais conhecido como Júlio Birré, proprietário do antigo Bar e Restaurante Kavú, que era ultimamente localizado, na Rua Nossa Senhora do Carmo, nº 129, no Centro de Várzea Grande. Jeito simples, e sempre disposto a conversa (“com os amigos, é claro”), Júlio Ramos é Várzea-grandense de nascimento e da infância recorda a falta de infraestrutura do município. “Aqui no centro não tinha asfalto”.

Cursou até a primeira série. Depois teve que abandonar os estudos para trabalhar. O primeiro emprego foi em um Bar, como recorda de João Pinto, na Av. Couto Magalhães. Depois foi trabalhar com seu cunhado, no famoso Bar da época o “Balança, mas não cai”, do senhor Athaíde Gomes da Silva (Athaíde Balança). Com 20 anos, Júlio Birre decidiu arrendar o Clube Esportivo Operário. O presidente na Época – lembra, era Rubens dos Santos. Essa trajetória foi de 1958 até 1964.

Os bares – após ser arrendatário do Clube Esportivo Operário, Júlio Birre montou um bar, na Couto Magalhães. Só voltava a arrendar o Operário em tempos de Carnaval. Nessa corrida, a criação do Restaurante Kavú, diz – começou na residência de dona Graci, esposa do finado Joãozito. O significado de Kavú, conforme Birre é “tempo bom”. “É uma palavra indígena”, complementa. Em 1974, devido a já exigência do mercado Várzea-grandense, Júlio Ramos de Morais criava o Jufat Bar. Nessa mesma época, casou-se com Francisca de Souza Gomes. “Eu tinha 35 anos”. Desse relacionamento Birré tem uma filha, chamada Sandra.

Tradicional ponto de encontro de várias personalidades, inclusive políticos, o Restaurante Kavú, foi parada obrigatória para quem desejava saborear, em primeiro plano, a famosa galinha com arroz, além da peixada. Ali, Júlio Birre mantinha alguns pontos pitorescos. Como por exemplo, o muro que circundava o estabelecimento. “Os frequentadores escolhiam uma parte para pintar a propaganda de suas empresas”. O mais interessante nisso tudo é que cada local tinha seu preço, era de acordo com a localização do muro.

Outro fato corriqueiro no Restaurante Kavú eram as apostas políticas. Em época de eleições, os frequentadores assíduos do Restaurante Kavú não hesitavam, após um gole e outra cerveja, em apostar neste ou naquele candidato. Muitos eram os apostadores, entre eles, conforme Birré eram: João Federal, Ary Campos, Juarez Toledo Pizza, Joaldo, Rubens dos Santos, Miltinho (seu garçom), entre muitos outros. As apostas eram feitas em cheques. “O dinheiro ficava depositado em banco, rendendo. O ganhador levava tudo. Quer dizer, menos 10 por cento da comissão do Bar”. Acontece que o Birré sempre foi o juiz das apostas.

Júlio Birré é talvez, o maior colecionador de discos de Vinil da boêmia, época marcante da música popular brasileira. De Vicente Celestino, passando por Altemar Dutra, Carmem Costa, Núbia Lafaiete, Cauby Peixoto, Silvinho, Nelson Gonçalves, até Roberto Carlos (Velha Guarda) era possível ouvir saboreando uma suculenta galinha com arroz, ao lado de uma loira gelada, no Restaurante Kavú. Dessa coleção de discos de Vinil, dizem, que há aproximadamente 780 Lps. “Sempre, dizia, não vendo e nem empresto, pois já perdi muitos discos com essa brincadeira”.

Outro fato jocoso e tradicional do Restaurante Kavú era a famosa caderneta em poder de Júlio Birré. Já amarelada pelo tempo, as páginas da referida caderneta registravam velhas contas a pagar de personalidades ilustres como jogadores de futebol, radialistas, políticos, etc. Em seus últimos dias do Restaurante, essas personalidades não mais compareciam no recinto, nem para acertar o antigo débito. Tanto é, que quando entrava um cliente amigo, Júlio já ia disparando, em voz alta e bom som “acertando”. Há contas de 1977 e também cheques sem fundos. Em forma de brincadeira, Birré dizia que agora não tem mais o “marcando”.

Questionado uma vez sobre política Várzea-grandense, Júlio adiantou que nunca quis participar disputando cargos. “Já foram feitas várias reuniões de políticos no Bar e Restaurante. Todos são fregueses. Há inclusive fofocas, mas após a bebedeira, tudo ficava na mesa do Bar”, dizia Júlio Ramos de Morais, o conhecido, falado e famoso Júlio Birré.

Júlio Birré lutava incansavelmente contra o Mal de Alzheimer, uma doença incurável acompanhada de graves transtornos as vítimas.

Júlio Ramos de Moraes morreu no dia 09 de abril de 2014, em Várzea Grande. Júlio Birré e o Kavú ficarão vivos para sempre na história de Várzea Grande.

Wilson Pires de Andrade – Jornalista.

 

 

Continue lendo

Opinião

WILSON FUÁH – Até a coerência é passageira

Publicado

Todos os dias, somos abastecidos por uma pequena cota de esperança, e com elas vêm também alguns enigmas que precisam ser entendidos ou descartados, pois nenhum dia será igual ao outro, e por isso, até a coerência é passageira, nada se completa ao final do dia.

Vivemos cercados por pessoas que tentam ser coerente o tempo todo, mas o certo é entender que não somos senhores dos nossos desejos e muito mesmos dos resultados que acontecem em nossas vidas, pois toda a sabedoria do mundo, não é nada, diante de Deus.

Muitas pessoas até tentam ser coerente, e faz da sua aparência a necessidade de se mostrar como um espelho de um mundo perfeito:

1 – só saem de casa, se a cinto estive combinando com as cores dos sapatos;

2 – e logo pela manhã abastece a sua mente com as mesmas opiniões de ontem, para não ser diferente logo no amanhecer;

3 – e procura aceitar as coisas mesmo que estejam erradas e não procuram debatê-las, porque quer ser visto, como, aquele que vive num mundo aparentemente perfeito, e para serem vistos entre aqueles que agem “politicamente correto ou coerente ao extremo”.

Mas, tudo munda no mundo verdadeiro, e em todos os instantes a realidade é outra, por isso, não devemos envergonhar-nos, por ter que mudar de opinião, principalmente quando as nossas contradições são maiores que a realidade modificada de “ontem para hoje”.

O importante é evoluir, e mudar de pensamento, desde que não prejudique ninguém. Mudar de opinião faz bem, porque, promove uma nova adequação para uma nova realidade satisfatória, e por serem mudanças necessárias, não devemos envergonhar-nos das contradições evolutivas, porque o mundo está em movimento sempre.

Todos nós temos o direito de modificar a nossa vida o tempo todo, desde que, independente do que os outros vão pensar de nós, porque eles vão pensar de qualquer maneira.

Ficar parado no tempo em nome da coerência passada, e não evoluir, é tentar interromper o movimento do Universo, que gira incessantemente em nossa volta, por isso, devemos ter certeza que o novo, envelhece a cada virada da noite.

Por isso, relaxe.

Seja um transformador constantemente e aceite a evolução, descubra a alegria de ser uma surpresa para você mesmo, saiba que durante o tempo todo, a sua vida recebe as mudanças em todos os setores das atividades sociais, tecnológicas, politicas e econômica, e tudo envelhece ao final do dia, e moderniza a cada amanhecer, a evolução será uma constância por um mundo melhor.

Economista Wilson Carlos Fuáh – É Especialista em Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas.

Fale com o Autor: [email protected]

 

Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana