conecte-se conosco


Opinião

ROMILDO GONÇALVES – Agricultura! A morte anda por perto!

Publicado

Pelo que se vê nem tudo são flores onde naturalmente deveria ser, ou seja, no viés agrícola a agricultura moderna tem como companheira a morte sorrateiramente andando por perto.

Isto por que anualmente são lançados nos ecossistemas mundiais milhões e milhões de toneladas de produtos químicos, ou seja, lixos tóxicos que ajudam aumentar a produção e produtividade agrícola e consequentemente a poluição e contaminação da vida.

De maneira irreversível a flora a fauna, os recursos hídricos, os recursos edáficos e a vida também são literalmente contaminados, fato comprovado cientificamente pelos centros de pesquisas espalhados pelo mundo. O pior de tudo isso é que com a dominância da monocultura no mundo esse mal só tende a aumentar continuo e irreversivelmente.

Em todos os países do mundo, em especial nos países em desenvolvimento, onde a maiorias dos agricultores não sabem ler nem escrever corretamente, morrem em média de dez a quinze mil pessoas anualmente intoxicadas com esses produtos químicos altamente tóxicos. Manejados comumente no meio rural de maneira inadequada controle de pragas nas lavouras.

Inúmeros outros perigos rondam a agricultura e consequentemente a humanidade e a vida na sua plenitude, que direto ou indiretamente utilizam tanto os produtos químicos como a produção agrícolas extraídas dessas lavouras para alimentação humana.

Ao fazermos uso do meio ambiente e dos recursos naturais provocamos de alguma forma a erosão do solo, a remoção da vegetação que por sua vez, aumenta, o impacto das chuvas no solo, a intensidade dos ventos, em consequência disso vai-se lenta e gradativamente lixiviando as camadas de humos da terra, desertificando-a e tornando-a menos produtiva.

Enquanto isso, as terras aráveis diminuem, os desertos se espalham as florestas nativas encolhem e a vida vai sendo reduzidas sucessivamente a cada dia essa é uma realidade nua e crua, porém, verdadeira.

Nas últimas três décadas por exemplo, o chamado “pulmão do mundo”, “planeta verde”, ou seja, a floresta amazônica vem gradativamente perdendo sua vegetação nativa, que sob ataque contínuo da forte pressão antrópica em seus recursos naturais. E assim esse extraordinário ecossistema natural vai se esvaindo.

Fotos noturnas tiradas por satélites da Amazônia mostram que boas partes da floresta simplesmente se esvaem em fumaça devido a queima de vegetação. Cada ponto de luz é um foco de calor por meio da qual o lavrador, procura de forma rudimentar conquistar lugar para as roças de toco ou roçados aleatórios garantindo o sustento familiar.

Por outro lado, com mais agressividade o ataque sem dó e nem piedade os médios e grandes produtores rurais com produção tenificada também não se fazem de arrogado destruindo tudo que vê pela frente, no afã do lucro fácil e da posse da terra.

É fato que a omissão do poder público é outro fator que contribui sobremaneira para a situação ora posta. É preciso urgentemente uma tomada de posição dos gestores públicos para solucionar a conflitante situação, orientar corretamente o homem do campo, o produtor rural, o empresário sobre a questão em foco.

Ofertar novas tecnologias de uso racional dos recursos naturais, é o mínimo para diminuir o impacto ambiental sobre os recursos naturais, só assim será possível reverter essa situação por que passa o meio ambiente brasileiro e mundial.

O mais grave, é que muito dessas riquezas naturais se quer foram catalogadas pela ciência, ou seja, um gigantesco potencial de riquezas naturais sendo destruído aleatoriamente.

Se mantivermos o ritmo atual do uso não planejados dos recursos naturais, os remanescentes florestais nativos desaparecerão para sempre, e com ele milhões de espécies da flora e da fauna e a vida na sua plenitude também.   Reflita com a gente sobre essa questão!

Romildo Gonçalves é Biólogo, Prof. pesq. Em Ciências Naturais da Ufmt/Seduc

 

 

publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Opinião

LUIZ CARLOS AMORIM – Homem livro

Publicado

Li, outro dia, uma reportagem mostrando o “Homem Livro”, de Aracaju. Por que ele é chamado “Homem Livro”? Porque angaria livros, junta-os e sai à rua para distribuí-los às pessoas, gratuitamente. Ele pede livros em doação e os entrega para quem gosta de ler. Não é sensacional? Já conheci muitos homens livros e muitas mulheres livros. Já vi muitos incentivadores de leitura, gente que sai no bairro e pede livros aos vizinhos e vai formando uma biblioteca comunitária, gente que ao invés de pedir os livros, pede lixo reciclável, então os vende para comprar livros novos para bibliotecas e escolas. Aqui em Florianópolis há até um menino que pediu um cantinho do “boteco” do pai, foi recolhendo livros na comunidade e improvisou uma biblioteca e agora empresta livros às pessoas do bairro. De graça, é claro.
Mas não tinha visto um personagem curioso assim como o “Homem Livro”, que pede livros por onde passa, vai ao centro da cidade caracterizado – na sua roupa existem trechos de livros, capas de livros, tudo sobre livros – e os oferece à comunidade. Precisamos de mais homens livros, precisamos que eles se multipliquem para que o incentivo à leitura e o acesso ao livro, objeto tão caro hoje em dia, seja democratizado de maneira tão generosa.
Precisamos de mais gente generosa como o “homem livro”, que se transformou em estandarte vivo em prol da democratização do acesso à leitura, em prol da criação de mais leitores, promovendo a distribuição de cultura e de informação. É bom ver iniciativas como esta. A gente constata que nem tudo está perdido. Que ainda existem novas ideias, criatividade e dedicação na luta conta a ignorância e a miséria. Que há quem se preocupe com a educação e com a instrução das pessoas, mesmo as mais humildes, ao contrário de nossos governantes, que deveriam promover a cultura e a educação, mas ao invés disso, fazem questão de destruí-las.

Felizmente, conheço gente empenhada em levar livros, de graça, a leitores de todas as idades, democratizando-o e possibilitando o acesso à leitura, como a professora Mariza, de Joinville, e a professora Edna Matos, de Divinópolis, com seus projetos vitoriosos. Sei que há muitas outras pessoas como elas e como o homem livro por aí, graças a Deus, e a gradeço a Ele por elas existirem.
Há uma luz no fim do túnel. Há esperança para nós, seres humanos. Ainda.

Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor

Continue lendo

Opinião

DAVID PINTOR – Redução de impostos e flexibilização aquecem economia, mas cenário pede equilíbrio

Publicado

O ano começa com boa expectativa de crescimento econômico para  Mato Grosso e todo o país. Apesar de lento, está longe da retração vivida em 2020, pois a flexibilização das medidas impostas pela pandemia e a redução de impostos  feita pelo Governo deram um fôlego para comerciantes e consumidores, e isso fez aumentar  as ofertas de emprego e, consequentemente, circulação de dinheiro.

Só para termos ideia do potencial para este ano, em 2021 foram registradas a abertura de 75 mil empresas em Mato Grosso, onde o setor de serviços lidera esse montante seguido pelo comércio. O número é 20% maior que o mesmo período do ano anterior, quando a pandemia de covid-19 pegava a todos de surpresa e impôs medidas inéditas ao comércio e ao convívio interpessoal.

Mais empregos, maior renda e economia aquecida após quase dois anos de incertezas e contenção.

Outro ponto positivo que favorece o comércio e a economia como um todo é o pacote de redução de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), executada pelo Governo com corte de impostos em vários setores: energia elétrica, comunicação, gás industrial, gasolina e o diesel. As medidas vão aliviar o orçamento doméstico de milhares de pessoas e também de empresas.

Apesar do otimismo perante tais números, os próximos meses serão desafiadores, já que a inflação, a instabilidade política, as altas taxas de câmbio seguram o crescimento e o retorno à estabilidade. Somadas  a isso, temos as novas variantes do corona vírus, surto de gripe que acende novamente o alerta sobre o futuro e exige precaução.

A palavra para 2022 é EQUILÍBRIO  entre os interesses dos comerciantes e do consumidor, para que o excesso de otimismo não possa comprometer a cadeia produtiva em nenhuma das partes.

Existem grandes possibilidades para recuperação dessa tração de crescimento, mas sem tirar os olhos das necessidades humanas e de estarmos preparados para as dificuldades de um ano de eleições, no qual as medidas, que ainda recomendam que se evitem certos eventos, impactam diretamente a economia de algumas cidades, e a inflação que não convida a população a focar no extremo necessário.

Contudo, ressaltamos que mesmo com as dificuldades que nos são impostas, seguimos acreditando em mais um ano de crescimento econômico e de bons resultados na geração de empregos  em Mato Grosso, a exemplo de 2021.

David Pintor é comerciante e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Várzea Grande (CDL VG), e da Federação de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso (FCDL MT). Email: [email protected]

 

Continue lendo

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana