conecte-se conosco


Opinião

ROBERTO CAVALCANTI – Um ano de Instituto Somos do Minério

Publicado

A necessidade de dignificar a imagem do minerador, mostrando as boas práticas e em especial, as ações socioambientais da cadeia produtiva minerária à população, o Instituto Somos do Minério nasceu e abraçou o setor. O Instituto, entidade sem fins lucrativos, foi lançado oficialmente no dia 21 de julho, Dia Nacional do Garimpeiro, completando um ano de ações.

Em seu ano de estreia, o Instituto passou a trabalhar incansavelmente pela mudança do paradigma que estigmatiza toda a categoria, até mesmo os que atuam de forma legalizada, com alto padrão sustentável em seus processos, quase que a maioria, automatizados e seguindo as determinações legislativas.

A automação, inclusive, é o caminho mais eficiente de consolidar o trabalho da mineração atual, melhorando os aspectos técnicos e demonstrando aos colaboradores, comunidades e governos que a mineração sustentável é uma realidade.

Nós, do Instituto, incentivamos as inovações digitais, que implementam as operações e trazem benefícios na produtividade minerária, bem como mais agilidade e segurança nos processos, além de agregar valor econômico às comunidades no entorno das minas.

No nosso ano 1, por exemplo, tivemos a honra de divulgar a chegada ao Brasil da iniciativa suíça para o Ouro Responsável – Swiss Better Gold Association, que incentiva a produção sustentável do ouro dentro do setor da mineração no mundo. Já presente em outros países como Peru, Colômbia e Bolívia, o programa aportou em Mato Grosso, onde seis minas da baixada cuiabana participam da iniciativa.

Sentimo-nos orgulhosos em citar que as mineradores mato-grossenses da baixada cuiabana, de pequeno e médio-porte estão inseridas nos tópicos exigidos pelo programa suíço, que promove a transparência, responsabilidade, inclusão social, além de proteção aos direitos humanos e às relações de trabalho, cuidados ao meio ambiente e gestão de riscos na cadeia produtiva do ouro.

Nessa caminhada de 12 meses, ainda participamos de importantes atos que impulsionam o setor da mineração, como a criação como membro fundador do Fórum MinerAgro, iniciativa que surgiu da necessidade de unir esforços desses dois setores em prol do desenvolvimento sustentável dessas cadeias produtivas em Mato Grosso.

Também estreitamos o diálogo com a Cooperativa dos Garimpeiros do Vale do Rio Peixoto (COOGAVEPE), que com seus mais de 7 mil cooperados atuam de forma impecável, com ações de legalização de área, orientação aos associados, gestão mineral e ambiental, recuperação ambiental, oferecendo suporte na diversificação econômica da região, promovendo a transformação de passivos ambientais em áreas produtivas para bovinocultura e psicultura.

Aplaudimos esse modelo de atuação da COOGAVEPE, que amparada pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) em conjunto com a entidade estadual (OCB/MT) alavanca o setor, pois também determina procedimentos e condutas nas quais defendemos, como a rastreabilidade do ouro, através do controle da origem do minério, promovendo mais transparência ao setor.

Lembrando que a atuação da cooperativa e de várias outras mineradoras seguem os princípios dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), das quais frisamos a importância, principalmente, por atender padrões sustentáveis em suas operações, além de incluir a sociedade nas discussões.

Nos meses após o nosso lançamento, também contribuímos com ações sociais que auxiliam na saúde e bem-estar da população, pois entendemos que o cuidado com as pessoas, garante um engajamento próspero e pode mudar a imagem do setor.

Nesse período, ainda nos empenhamos em mostrar que a maior parte dos mineradores vem seguindo as determinações fiscais dos órgãos competentes, estão com as documentações em dias e em conformidade com os parâmetros ESG, ou seja, vivenciando as boas práticas sustentáveis, voltadas à excelência em relação aos aspectos ambientais, sociais e de governança.

Enfim, um ano é pouco para mostrar o tamanho das nossas intenções e ações. Estamos abertos para o diálogo com todos os setores e lutamos para nos tornarmos uma voz ativa, em que os mineradores podem contar.

Em defesa das nossas boas ações, com transparência e dedicação, vamos seguindo para mais um ano de muito empenho a favor da cadeia produtiva minerária. Afinal, Somos do Minério.

Roberto Cavalcanti é presidente do Instituto Somos do Minério

 

 

 

publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Opinião

LICIO MALHEIROS – Jornalismo odioso

Publicado

Na atualidade vivemos momentos difíceis em nosso país no que tange, a postura e desatino de alguns jornalistas ativistas políticos; que vestem a camisa de um partido político, e começam a dizer desatinos de forma odiosa e intolerante, contra as pessoas que pensam de forma diferente.

A forma odiosa e intolerante que se alastra em nosso país, por parte de alguns jornalistas ativistas e inconsequentes, tem como premissa básica.

A tentativa de ‘contaminar’ o resto da mídia ignorando os princípios éticos que devem nortear a profissão dos jornalistas; desta forma produzindo uma abjeta caricatura de jornalismo, que envergonha a todos que compartilham a missão de comunicar, com a maior isenção possível.

Esta introdução prolixa tem como objetivo central, dar nomes aos bois ou ao boi.

Este simples artigo foi originado; a partir, de um vídeo por mim assistido, protagonizado por um jornalista ativista político, o senhor Eduardo Bueno.

O mesmo, de forma grosseira, intempestiva, surreal, esdrúxula, vergonhosa e imoral, proferiu ataques contundentes ao governo Bolsonaro e, aos 57,8 milhões de brasileiros que nele votaram.

Esse cara, ao proferir palavras ofensivas foi de uma insanidade mental extremada, para não dizer que agiu como um psicopata, ao diz “Estou cansado desse filho da p…… e dessas pessoas que votaram nesse cara, tem que ser linchados, tem que partir para guerra para o confronto eu era contra ter queimado aquela estátua e ainda sou, mais tem que queimar o Palácio do Planalto, fazendo alusão ao incêndio da cinemateca; então tem que pôr fogo nele ‘Jair Bolsonaro’ e nos seus filhos, pode gravar pode divulgar”. O cara foi enfático ao dizer isso, como se tivesse certeza da impunidade.

Não estou criando nenhum factoide, esse vídeo existe e está sendo exibido em todos os locais livremente. Será que a fala doentia proferida por esse senhor travestido de jornalista, não seria: exaltação ao ódio, apologia a violência, essa fala esdrúxula não caracteriza atos antidemocráticos?????????????????.

Com a palavra, o guardião da Constituição Federal, a nossa Suprema Corte (STF); que por muito menos mandou para prisão muitas pessoas, que falaram muito menos que esse senhor, vamos aguardar os acontecimentos.

Pare o mundo, quero descer!

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo

 

 

Continue lendo

Opinião

CAIUBI KUHN – Ferrovias e estudos ambientais

Publicado

Em 2021, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado de Mato Grosso produziu 71.488.025 toneladas de grãos, esse número representou 28,49% da produção nacional, sendo os principais produtos soja e algodão. A construção de ferrovias com certeza é uma necessidade para o estado, sendo essa a melhor saída para escoar a crescente produção de grãos. Atualmente Mato Grosso possui apenas 366 km de ferrovias que fazem parte da Ferrovia Norte Brasil (FERRONORTE). Porém essa realidade pode mudar em breve, a Ferrovia Autorizada de Transporte Olacyr de Moraes (FATO), promete a construção de mais 730 km de ferrovias, enquanto a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO) construirá no estado mais 140 km e a Ferrogrão mais 440 km. A implementação desses empreendimentos necessita de muitos estudos e acompanhamentos, entre eles sobre a formação de ravinas e voçorocas (erosões lineares de grande porte), tema que será abordado ao longo deste texto.

Ravinas e voçorocas são as formas mais agudas de erosões linear, podem chegar a ter mais de um quilometro de extensão, e dezenas de metros de largura e de profundidade. Normalmente o desenvolvimento deste processo está relacionado a características do meio físico, sejam elas geológicas-geotécnicas, tipos de solos e do relevo. Mudanças no uso da terra e na cobertura vegetal são outros fatores que pode desencadear o desenvolvimento da erosão.

O desenvolvimento de ravinas e voçorocas podem causar uma série de impactos sociais e ambientais. A destruição de casas, rodovias, infraestruturas urbanas e rurais e a inviabilização de áreas produtivas significativas, são alguns dos impactos econômicos que podem ser citados. Além disso, as erosões lineares afetam a cobertura vegetal, removem grandes quantidades de solo, podem causar o rebaixamento do aquífero, o assoreamento de rios, açudes entre outros corpos hídricos. A estabilização das erosões pode demorar anos ou até décadas.

Empreendimentos como o desenvolvimento de novas rodovias e ferrovias, precisam em sua implementação, realizar estudos detalhados de susceptibilidade a erosão e a outros processos do meio físico, como deslizamentos e corridas de detritos. Estes estudos são fundamentais para garantir a segurança no empreendimento e para evitar impactos ambientais e sociais na área de entorno.

Em outros locais, como no estado de São Paulo, sérios problemas com erosões lineares ocorrem relacionadas a construção de ferrovias. As características do meio físico de algumas regiões do estado de Mato Grosso, indicam que problemas similares podem ocorrer, caso não sejam realizados os estudos adequados e o correto monitoramentos destas áreas. É comum em muitas regiões do estado problemas com erosões que foram causadas devido ao uso do solo sem que seja considerada os estudos técnicos. Porém, este tipo de situação não pode e nem deve ocorrer em empreendimentos bilionários, que possuem tranquilamente condições financeiras e técnicas para realizar todas as análises e estudos necessários. Caso isso não seja feito, além de poder ter problemas na fase de construção das ferrovias, após concluída pode se iniciar inúmeros debates sobre como sanar os impactos causados e sobre quem irá pagar a conta dos danos proporcionados pelas erosões.

A construção das ferrovias em Mato Grosso é uma necessidade, porém é preciso que a sociedade acompanhe e debate de forma séria todos os fatores que envolvem o empreendimento. Neste sentido, as universidades e centros de pesquisa podem contribuir muito nas análises técnicas dos empreendimentos. A sociedade civil precisa acompanhar e debater sobre o tema, para que se tenha transparência na busca de soluções para eventuais problemas. O conhecimento e gestão técnica são o caminho para o estado garantir o desenvolvimento sustentável.

Caiubi Kuhn, Professor na Faculdade de Engenharia (UFMT), geólogo, especialista em Gestão Pública (UFMT), mestre em Geociências (UFMT)

 

 

 

 

Continue lendo

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana