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Opinião

ROBERTO CAVALCANTI – Mineração sustentável e ecologicamente consciente

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Responsável pela criação de inúmeros empregos diretos e indiretos e pela interiorização do desenvolvimento do país, a mineração na atualidade tem buscado nas inovações tecnológicas, o comprometimento com a preservação do meio ambiente e constante preocupação com as gerações futuras, otimizando os recursos e promovendo a sustentabilidade.

No Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 05 de junho, o setor da mineração reafirma o engajamento com as melhores práticas e não só isso, demonstra através de atitudes concretas que a mineração pode ser sustentável e ecologicamente consciente.

Prova disso são os exemplos de onze empreendimentos da mineração brasileira escolhidos por entidades representativas para apresentarem seus resultados no seminário Mapeando os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) na Mineração Brasileira 2022, promovido pelo Ministério de Minas e Energia (MME), em Brasília (DF), na última semana de maio.

Dentre os participantes do setor minerário com boas práticas, duas eram cooperativas de garimpeiros – a COOGAMAI, do Rio Grande do Sul e a COOGAVEPE, de Mato Grosso – que apresentaram ações desenvolvidas no âmbito da legalização dos garimpos, através de permissões de lavra garimpeira, contribuição para a redução de acidentes de trabalho, diversificação econômica da região, além de recuperação de áreas, que uma vez revitalizadas, podem servir para práticas agrícolas, pecuária ou comerciais, como os exemplos turísticos na cidade de Ametista do Sul.

A implementação de placas solares nas minas também contribui para gerar energias limpas e renováveis e são muito utilizadas pelo setor atualmente, bem como a conscientização da reciclagem de peças e equipamentos de garimpo.

Ainda citando as boas práticas do setor que não afetam o meio ambiente, precisamos lembrar do reflorestamento de áreas lavradas, o trabalho da psicultura e projetos sociais que atendem as comunidades locais, tudo promovido com clareza e responsabilidade.

Voltando nossos olhos para a mineração artesanal, de pequeno e médio porte da baixada cuiabana, região rica em minérios, em especial a aurífera, é possível perceber o uso consciente do mercúrio, automatização das minas e consequente empregabilidade pautada nas leis trabalhistas.

Inclusive, essas boas práticas das minas da baixada cuiabana estão chamando a atenção de entidades internacionais, como do governo da Confederação Suíça, que através da iniciativa Ouro Responsável, bonifica a mineração artesanal e de pequeno e médio porte.

Esses exemplos validam que a mineração sustentável é real e capaz de conciliar as necessidades socioeconômicas, de segurança e proteção ambiental por meio de gestão adequada de resíduos, amparada na fiscalização e no aumento da comercialização com nota fiscal.

Roberto Cavalcanti é presidente do Instituto Somos do Minério

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Opinião

MARIA AUGUSTA RIBEIRO – Por que não dar smartphone a criança

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Você deixa seus filhos menores de 8 anos ter acesso a um smartphone? E tablets?  Sabia que isso pode acarretar problemas de desenvolvimento, contribuir para que tenha um QI menor que ao dos pais  e ainda expor uma criança a crimes digitais.

Mas as crianças não são nativas digitais? Se a tecnologia é para todos, porque não devemos dar um celular para quem nasceu em tempos de telas para todo lado? “Nativo digital” é apenas um termo, mas o cérebro de uma criança de hoje é fisicamente igual a de 100 anos atrás, então pare com esta bobeira.

QI menor que o dos pais:

Há uma infinidade de estudos sólidos que dizem que uma criança em formação exposta a uma tela, mesmo que em doses pequenas, esta sujeita a ter problemas de desenvolvimento cerebral, de fala, déficit de atenção, atrasos cognitivos, distúrbios de aprendizado, aumento de impulsividade e diminuição da habilidade de regulação própria das emoções.

Já imaginou um pequeno que não consegue se comunicar com os outros, que não consegue ficar um minuto sem olhar para uma tela e ainda que não vai conseguir aprender?

De acordo com o neurocientista Michel Desmurget, diretor de pesquisa do Instituto Nacional de Saúde da França e autor do livro “Fábrica de Cretinos Digitais”, que recomendo leitura, diz que as telas estão produzindo pessoas com QI menores que a de seus pais em razão de toda atividade cotidiana de uma criança nos dias de hoje esta ligada a uma tela.

Fotos Íntimas e Pedofilia:

Nos últimos anos, um dos crimes sexuais mais praticados em todo o mundo contra menores é a pedofilia via digital. Muito porque os pais não veem mal algum em publicar fotos dos filhos de biquíni, sem camisa ou mesmo sem roupa quando são bebês.

Expor uma criança em fotos com pouca roupa, não só vai atrair pedófilos, mesmo que seu perfil seja privado, como causar constrangimento no futuro.

E pasmem, com a normalidade de se fazer post muitas crianças também fazem fotos íntimas dos pais sem eles perceberem e publicam na internet, com a ingenuidade de que tudo precisa ser compartilhado.

Estimulo ao Vicio

Você sabia que seu comportamento diante das telas pode estimular o vicio em tecnologia nos pequenos? Não é incomum conhecer alguém que somente se comunicam com os filhos pelos WhatsApp, ou mesmo acredita que dar uma tela na mão de uma criança vai funcionar como uma chupeta ou uma baba.

Há estudos de diversas partes do mundo ligando diretamente a utilização excessiva de tecnologia a uma série de distúrbios emocionais. Entre os mais citados pelos pesquisadores estão depressão infantil, ansiedade, transtorno bipolar, psicose e comportamento problemático.

Crianças tendem a repetir comportamentos dos adultos e de personagens que consideram referências. Logo, a exposição as telas podem gerar vicio em jogos, consumismo e comportamentos agressivos.

A tecnologia é uma ferramenta maravilhosa, mas precisa continuar sendo apenas ferramenta, os pais estão entendendo que ela é um brinquedo e dando na mão das crianças e isso é perigoso.

Este artigo não tem intenção de julgar ninguém, apenas orientar porque muitos entendem que se vivemos em tempos digitais dar um smartphone na mão de uma criança parece ser a saída.

O que as crianças de hoje precisam voltar a fazer é brincar, viver o ócio e de ter tempo de qualidade com a família sem a interação de uma tela na mão. Somente criamos memória quando temos experiências reais. Pense nisso!

Maria Augusta Ribeiro é especialista em Netnografia e Comportamento Digital. 

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Opinião

ALFREDO DA MOTA MENEZES – Sorte e azar na política

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Expressão antiga diz que goleiro bom e político tem que ter sorte. Político de sorte pode estar no lugar certo na hora certa, o de má sorte no lugar errado na hora idem.

Políticos recentes com sorte? Lula e Blairo Maggi. Os dois chegaram aos governos, em 2003, num momento da explosão dos preços das commodities. Impacto forte no Brasil e MT.

Não havia nenhuma crise local, nacional ou mundial. Em 2008 a crise imobiliária nos EUA bateu aqui, provocou confusão econômica. Ambos já estavam reeleitos desde 2006.

Os dois governos se beneficiaram de momento especial na economia mundial. É preciso dizer que os que têm essa sorte tem que ter capacidade para administrar e tocar o bom momento. Se não perde a oportunidade. E dizer também que quem tem a má sorte pode, em tese e com competência, suplantar os problemas.

Caso recente de má sorte é o de Bolsonaro. Primeiro apareceu a crise hídrica. Faltou água nos reservatórios, afetava a área energética. Tarifas subiram, consumidores reclamaram. Com a falta de chuva a coisa esquentou.

Desde março de 2020 o Brasil e o mundo convivem com a pandemia da covid. A regra foi ficar em casa e se cuidar. É mais que óbvio que ia afetar a produção econômica do país. Bolsonaro queria que a população saísse e trabalhasse. O STF, seguindo o que queriam os governadores e prefeitos, concordou com isolamento maior. Aliás, o bom senso recomendava isso.

No meio do caminho dessa má sorte a Rússia invade a Ucrânia e provoca um fuzuê nas áreas de combustível e alimentos. Combustível mais caro, encarece frete, que transporta comida, que ajuda a aumentar a inflação.

O governo corta impostos federais e o Congresso derruba ICMS dos estados. Menos recursos nos cofres públicos para investir. Mas o problema maior está na inflação que atrapalha e muito a vida cotidiana dos mais pobres. E a eleição está bem ali na dobra da esquina.

Por causa da pandemia, da guerra e consequências, a inflação não foi somente no Brasil, apareceu em muitos países. Governos estão aumentando juros, como os EUA e a Europa. Juros mais altos fazem que dinheiro saia daqui para aqueles mercados.

Na esteira desse incômodo momento o dólar pode subir. Com a guerra em andamento o barril do petróleo tende a ter preço mais alto ainda. O que se fez no Brasil para diminuir preço do combustível pode ser derrubado por esses fatores.

Tudo numa avalanche enorme. Muito azar e, no meio do caminho, tem uma tentativa de reeleição. Mostram as pesquisas que o principal fator dessa eleição está na economia. Com inflação alta a coisa pode se complicar.

Não tem cavalo de pau político ou econômico que resolva tudo isso. Ou, na frase conhecida, o momento faz o herói ou o destrói. Bolsonaro estaria sabendo vencer a má sorte política que lhe caiu na cacunda?

Alfredo da Mota Menezes é analista político

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