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Opinião

ROBERTO BARRETO – A empresa sustentável e sua importância para a vida

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O desenvolvimento sustentável exprime a relação entre crescimento econômico, conservação ambiental e preocupação social. E olhar para o meio ambiente e conceitos como sustentabilidade corporativa tem sido cada vez mais abordados pelas empresas.
Mas, o que é ser uma empresa sustentável. No nosso entendimento, ser sustentável é ter o olhar direcionado para o futuro, o que engloba não só a natureza, mas a própria empresa, seus colaboradores, clientes, parceiros e a comunidade.
Sendo assim, é natural que as organizações busquem maneiras de se diferenciarem a partir de novas práticas.
O principal benefício da sustentabilidade é a preservação ambiental por meio de medidas como economia de energia elétrica, utilização de fontes alternativas de energia, reciclagem de materiais, tratamento do lixo, diminuição na emissão de gases poluentes, fim do desmatamento e incentivo ao consumismo sustentável, utilização de produtos reciclados, entre outros.
Trazendo isto para dentro do meio corporativo, uma empresa sustentável é aquela que planeja suas ações econômicas contemplando atitudes éticas, conscientes e que colaboram para um mundo melhor. Ou seja, antes de colocar seus planos em prática, ela analisa se haverá algum impacto no meio ambiente e se, de alguma forma, estará beneficiando as pessoas ao seu redor.
A sustentabilidade garante que as próximas gerações possam viver em um mundo mais equilibrado, onde a tecnologia e o desenvolvimento social consigam evoluir sem causar danos aos ecossistemas e sem prejudicar o futuro do planeta.
A qualidade de vida que sonhamos para nossos filhos e netos só será alcançada se, hoje, adotarmos a sustentabilidade em nosso dia a dia e isso vale para as empresas, que, quando têm consciência ambiental, se revelam como mais inovadoras, porque estão constantemente revisando processos para encontrar novas soluções.
E é fato que, atualmente, os consumidores querem que as empresas não pensem apenas em seu próprio crescimento, mas que igualmente busquem atividades que elevem a qualidade de vida dos trabalhadores.
Naturalmente, as ações de sustentabilidade da empresa se refletem na comunidade onde está inserida e em toda a sociedade.
Importante destacar que é preciso que a consciência ambiental também seja praticada individualmente, que seja ampliada cada vez mais a percepção das relações entre a saúde do corpo e da mente e a saúde do planeta que nos convida à urgente transformação de nosso estilo de vida e, consequentemente, das inúmeras escolhas que fazemos no cotidiano.

Se praticamos a sustentabilidade de forma individual e coletiva no nosso dia a dia, é possível, sim, termos um futuro melhor para todos.

Roberto Barreto é médico gastroenterologista e endoscopista, vice-presidente da Sobed/MT e empresário

 

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Opinião

NEILA BARRETO – A Casa Barão e a Travessa do Roriz

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Caminhando pelas ruas antigas de Cuiabá-MT, vamos identificando um pouco dos seus casarios edificados na Vila do Senhor Bom Jesus de Cuiabá. Assim aprendemos que a arquitetura também é uma arte, além de ser uma técnica aplicada às construções. Essa riqueza temos em Cuiabá.

Um exemplo disso é a Casa Barão de Melgaço construída no Século XVIII no rincão do Oeste Mato-grossense, ainda no início da Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá. A essa época Mato Grosso era governada pelo Capitão General Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres.

Segundo o arquiteto Moacyr de Freitas, a rua onde foi construída a Casa Barão de Melgaço, em plantas da Vila Real lá estava ela projetada em 1777 entre outras, dando início à Rua do Campo do Ourique, conhecida então como rua Nova. Porém, em outra planta de 1775, nenhuma casa aparecia ali, revelando-nos que ela fora construída após o ano de 1775 e antes de 1777.

Nessa planta percebeu-se a existência de um córrego na Travessa do Roriz, atual rua Voluntários da Pátria, onde foi levantada a obra residencial, que hoje é a Casa Barão de Melgaço. “ É uma Casa Senhorial. É dela que seu primeiro dono vai retirar a sua alegria. É um lar, onde fixou sua própria felicidade e da família”, deixou registrado Freitas.

“Aquela construção obedecera à mais requintada técnica que se conhecia, trazida pelos habitantes portugueses ou descendentes dos bandeirantes paulistas. Posta tangente à rua, não podia prescindir do pátio interno. Pátios também de tradição universal da Arquitetura traduzidos no impluvium grego, nos claustros romanos, ou nas realizações mouriscas que, mais próximas, nos influenciaram mais profundamente. O pátio aqui, configurado com planta em U, vem ventilar os cômodos do interior da casa, amenizando o calor tropical e proporcionando espaço aberto, mas privativo, necessário ao recreio das donzelas e crianças em recesso adequado com a discrição e o ciúme da época”, testemunho este eternizado pelo arquiteto.

A Casa Barão de Melgaço situada com o córrego a sua esquerda, hoje soterrado, percorre as ruas escondidas e desemboca no córrego Prainha. No entanto, por várias vezes ao passar pela Rua Voluntários da Pátria percebe-se as águas escorrendo ou seu asfalto molhado, onde o córrego sinaliza que por ali ainda existe vida.

Quando da sua construção havia o saguão de entrada, o quarto de hóspedes, a grande varanda, a sala de refeições, as varandas traseiras de serviço, os grandes armários de suprimentos da cozinha. As portas e janelas com folhas feitas com frisos e travessas girando em grossas molduras de madeira lavrada e pesada.

O pé direito com mais de 4 metros. Os beirais sobre consolos recortados em grandes balanços. Suas paredes de barro socado a pilão misturados com esterco de curral, capim, cascalho miúdo, a taipa de pilão, bem como, os adobes que construíram as paredes mais finas.

O revestimento das paredes foi de cal e areia reforçado com esterco de curral. A cobertura de telhas de barro queimadas em olarias rústicas. O piso em tijolo queimado.

A água vinha de um poço privativo hoje, soterrado. A Casa Barão foi habitada por muitas famílias até chegar às mãos do Barão de Melgaço – Augusto Leverger

Neila Barreto é jornalista, mestre em História e membro da AML 

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Opinião

CRISTHIANE BRANDÃO – Qual a responsabilidade da sua empresa com o futuro do planeta?

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Nós celebramos neste mês, no dia 05 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente. Estive pensando muito sobre como fazer essa expansão de consciência sobre a responsabilidade que temos com o futuro do planeta e como cada um de nós e as nossas empresas (em especial as familiares) podemos fazer a diferença.

Afinal, como nos conectar aos grandes temas mundiais? Penso que a resposta seja simples, embora nada fácil, implantando a Agenda 2030 com seus 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) aliada às práticas ESG “Environmental, Social and Governance” (Ambiental, Social e Governança).

Mente em Foco, Elas Lideram 2030, +Água, Salário Digno, Raça é Prioridade, Ambição Net Zero e Transparência 100%. São dezenas de temas que compõem o mais recente convite para ampliar a Agenda 2030, que foi chamado de Ambição 2030, e que busca ampliar o engajamento do setor privado na implantação dos ODS.

São desafios para os quais precisamos olhar para desenvolver soluções que abarquem os desafios que são globais, mas exigem ações locais (e pontuais):

“Perceber que cada um tem seu papel e sua responsabilidade nessa transformação é fundamental. A mudança das estratégias empresariais é crucial e nós, como líderes empresariais, somos parte do problema, mas, juntos, somos também a solução”, destacou Carlo Pereira, diretor executivo do Pacto Global da ONU.

Ele acredita ainda que: “A estratégia, por meio dos Movimentos, vai acelerar essa transição”. Então, cada um desses Movimentos trata de questões relacionadas à saúde, direitos humanos, clima, acesso à água e combate à corrupção gerando uma preciosa oportunidade para que possamos abrir um espaço de discussão – e de ação.

O Mente em Foco visa promover Saúde e Bem-estar (ODS 3) dentro de empresas/organizações brasileiras, trazendo para o centro das decisões a pauta da saúde mental. Isso significa estabelecer ações concretas e de suporte aos seus colaboradores de modo a criar um ambiente de trabalho saudável.

Para Igualdade de Gênero (ODS 5), o Movimento Elas Lideram 2030 busca ajudar as empresas a assumirem e atingirem metas concretas de ter pelo menos 50% de mulheres em cargos de alta liderança. O objetivo final é ter mais de 1,5 mil empresas comprometidas, promover 11 mil mulheres para esses cargos até 2030 e ter pelo menos 150 lideranças de alto nível engajadas com esta ambição.

A questão da água, tão debatida no Brasil nos últimos anos, também ganha um Movimento, fortalecendo assim o ODS 6 (Água Potável e Saneamento). O +Água é uma iniciativa para aceleração da universalização do saneamento e segurança hídrica do Brasil e tem a ambição de impactar a vida de mais de 100 milhões de pessoas.

Outro convite é para o Movimento Salário Digno, que tem a ambição de garantir 100% de salário digno a funcionários e funcionárias, incluindo operações, contratados(as), e/ou terceirizados(as). Deste modo, garantimos dignidade e um padrão de vida decente para famílias e comunidades na busca pelo ODS 8 (Trabalho decente e crescimento econômico).

Para a Redução das Desigualdades (ODS 10), o Movimento Raça buscará promover cerca de 15 mil pessoas negras, indígenas, quilombolas ou pertencentes a outro grupo étnico minoritário em cargos de liderança até 2030, pelo menos 20 mil pessoas negras capacitadas, com mais de 1,5 mil empresas comprometidas no Brasil.

Mais um tema relevante passa pelo combate à corrupção que é tratado no Movimento Transparência 100%. A proposta é desenvolver instituições eficazes, responsáveis e transparentes em todos os níveis, de modo a encorajar e capacitar para que consigam ir além das obrigações legais, dentro do ODS 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes).

Nosso maior desafio, na verdade, é sair do discurso e ir para a prática, sabendo que o setor privado tem papel decisivo na transformação dos sistemas sociais e econômicos. A partir desse engajamento, queremos gerar consciência além dos negócios, por meio de decisões conectadas ao propósito e aos valores da empresa.

A conclusão é que não podemos falar em “perenidade” sem nos abrirmos para respostas que nos permitam – e às futuras gerações – de existir no futuro. Ouça o tique-taque da natureza impondo que a mudança seja hoje. É uma longa jornada adotar a Agenda 2030, além de uma declaração global de interdependência de todos nós! Avante!

Cristhiane Brandão, Conselheira de Administração em Formação, Consultora em Governança & Especialista em Empresas Familiares. Sócia fundadora da Brandão Governança, Conexão e Pessoas 

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