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Saúde

RJ não tem acordo sobre administração de hospitais de campanha

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Terminou sem acordo a primeira reunião, hoje (01), entre o governo do estado do Rio de Janeiro e representantes do consórcio de hospitais particulares para assumirem a gestão das seis unidades de campanha que ainda estão em construção. Enquanto o Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas) aceita a decisão de transferir a gestão das unidades de saúde para um consórcio privado, se comprometendo a apenas concluir as obras, os representantes do consórcio solicitaram mais detalhes sobre as unidades de saúde e do contrato estabelecido com o governo.

“O próximo passo é a questão legal, documental. As áreas jurídicas do Iabas e do consórcio privado precisam conversar e haverá visitas técnicas a partir de amanhã. Precisamos de uma resposta rápida para a população. Não é uma negociação fácil, mas estamos trabalhando para conseguir o mais brevemente possível. Queremos o aval dos órgãos de controle para fazer essa ação e estamos chamando o Ministério Público do Estado do Rio para participar”, disse o secretário de Saúde, Fernando Ferry.

Além dele, participaram da reunião o secretário de Infraestrutura e Obras, Bruno Kazuhiro; o procurador-geral do Estado, Marcelo Lopes; Marcus Camargo Quintella, vice-presidente da Associação de Hospitais do Estado do Rio; e Guilherme Jaccoud, diretor do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado do Rio.

Hospitais de campanha

O Iabas se compromete a entregar até o final desta semana quatro das seis unidades: São Gonçalo, Nova Iguaçu, Caxias e Nova Friburgo.

Com uma verba de mais de R$ 830 milhões, todos os hospitais de campanha do estado deveriam ter sido entregues no final de abril. Entretanto, apenas a unidade do Maracanã está funcionando e sem a capacidade máxima.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Indígenas de aldeia em Angra dos Reis são diagnosticados com covid-19

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O estado de saúde do cacique Domingos da Aldeia Sapukai, no bairro do Bracuí, em Angra dos Reis, costa verde do Rio, continua grave, mas hoje (26) apresentou melhoras. Já o indígena Idalino está com o quadro estável. Os dois estão internados em UTIs do Centro de Referência Covid-19, que funciona no Hospital da Santa Casa, no centro do município.

O cacique começou a apresentar os sintomas da covid-19 no dia 14 deste mês e no 9º dia fez o teste que confirmou a contaminação. Domingos começou a sentir falta de ar na terça-feira (23) e foi até a unidade de saúde localizada dentro da aldeia. Em princípio, por causa da sua cultura, o cacique resistiu às orientações dos profissionais, porque aguardava o término do ritual de pajelança. Depois de conversar com os especialistas, o indígena aceitou ser tratado.

Ainda hoje mais um indígena será levado para a unidade hospitalar. A médica cedida pela prefeitura a pedido dos indígenas, responsável pelo posto de atendimento de saúde da Aldeia, Carmen Vieira de Moraes, pediu a transferência do vice cacique Aldo Fernandes, que é diabético e mesmo assintomático precisa ter o estado de saúde avaliado no Centro de Referência. “Os pacientes com comorbidades estamos dando a prioridade de descer [para o centro onde fica o hospital] estão sendo monitorados, todos com testes positivos e hoje estou descendo mais um porque ele é diabético e a saturação está caindo”, contou em entrevista à Agência Brasil, a médica que trabalha com indígenas desde 1996.

Esses casos não são os únicos na Aldeia Sapukai. A doutora Carmen disse que mais há mais 40 registros do novo coronavírus na comunidade indígena, que foram identificados com uma ação constante de busca ativa. Todos eles estão sendo acompanhados e monitorados pelo Departamento de Saúde Coletiva, por meio do Programa Especial de Saúde Indígena e Vigilância Epidemiológica do município.

Para a médica, é preocupante a situação da aldeia. Ao todo são 300 indígenas que moram em japiguás, termo indígena dado às unidades familiares, que concentram muitas pessoas. A aglomeração dificulta o trabalho de contenção da doença no local. “As unidades familiares aqui são muito grandes, temos japiguás e em cada existem, pelo menos, de 15 a 25 pessoas morando no mesmo local. Isso torna o isolamento muito difícil e daí as estratégias criadas pela equipe de Saúde. Toda síndrome gripal é notificada, Nós entramos com medicação para tentar uma profilaxia e todos os pacientes são monitorados e o teste é agendado como se preconiza”, relatou.

“Uma pessoa infectada que entrar em uma unidade familiar com 25 pessoas, se um for contaminado, passa para os outros e vai ter uma contaminação em massa. Só nos resta pedir para os outros não visitarem aquele japiguá. Já tivemos japiguás aqui em que as pessoas foram contaminadas, foram tratadas e hoje estão bem”.

Segundo a médica, como ocorre nas cidades país a fora, nem sempre as várias orientações dos profissionais de saúde, são seguidas. Os indígenas recebem máscaras, álcool em gel, produtos de higiene e limpeza, mas é uma dificuldade respeitarem o isolamento. “A única coisa que não conseguimos, mas isso não conseguimos nem no branco, o juruá, é convencer a todos, o que é uma coisa impossível, de não sair. Temos pacientes que são etilistas, são psiquiátricos, temos os jovens que estão rebeldes e cansados de ficar em casa. Então, eles descem vão para bares para jogar sinuca ou para beberem, ou trazem familiares para cá. Isso a gente não tem como tomar conta, apesar de todas as orientações”.

O atendimento na comunidade respeita as características culturais dos indígenas, que consideram o pajé, como médico oficial. Ainda que seja dada uma medicação para o paciente, a equipe médica não tem certeza se ela está sendo seguida e se quando a pessoa vai ao pajé se ele também está usando máscara. “Não pode dizer para ele não ir ao pajé agora e ir para a unidade de saúde. Não pode. Isso é da cultura deles, se não respeitar, a gente perde o paciente. Às vezes tem que conversar com o pajé, que a medicação do juruá vai cuidar da parte física e a dele da parte espiritual para fazer as duas coisas juntas e poder tratar”, observou.

Segundo a médica, o pajé Márcio não foi diagnosticado com a doença e passa bem. Ele tem sido monitorado pela equipe médica. “O pajé é uma autoridade médica dentro da cultura indígena”, completou, destacando que tem recebido apoio da Secretaria de Saúde, inclusive na comunicação, porque o sinal de telefone no local nem sempre é bom.

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Mortes por Covid-19 ultrapassam 13,9 mil em São Paulo

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covid-19
Josué Damacena/IOC/Fiocruz

Secretaria divulga números de mortes e casos de Covid-19

A secretaria saúde de São Paulo atualizou para 13.966 o número de mortes por Covid-19 no estado. No início desta semana, pela primeira vez, o estado de São Paulo ultrapassou a faixa de 400 óbitos pelo novo coronavírus em um único dia. Desta vez, o estado notificou 207 óbitos em 24 horas.

De acordo com o prefeito Bruno Covas em coletiva de imprensa, o município de São Paulo possui 6,7 mil óbitos confirmados por Covid-19, além de 142,7 mil casos confirmados da doença.

Os óbitos que estão ocorrendo agora são resultado de uma transmissão do vírus que ocorreu há cerca de um mês, reforçou o coordenador de controle de doenças da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, Paulo Menezes, em entrevista coletiva na terça-feira (23).

Ainda de acordo com a secretaria, o número de casos e óbitos no estado está dentro do expectro projetado pelo Centro de Contingência da Covid-19 em São Paulo, que prevê até 18 mil mortes no final deste mês.

O estado registra também 258.508 casos confirmados da doença e 41,6 mil pacientes curados após receberem alta médica. Há 5.666 pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTIs) de todo o estado em casos suspeitos ou confirmados do novo coronavírus e 8.274 internados em enfermarias.

A taxa de ocupação de leitos de UTI em todo o estado está em 65,4% e, na Grande São Paulo, em 67,7%. De acordo com o prefeito Bruno Covas, a taxa de ocupação entre os leitos administrados pela prefeitura na cidade de São Paulo, é de 57%. Nesta sexta-feira, o governo do estado anunciou a reabertura de bares e restaurantes na capital paulista.

Fonte: IG SAÚDE

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