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RJ: Itatiaia pode bater recorde de temperatura negativa

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Parque Nacional do Itatiaia, no sul Fluminense
Divulgação/Parque Nacional do Itatiaia

Parque Nacional do Itatiaia, no sul Fluminense

Um dos lugares mais gelados do país, o Parque Nacional do Itatiaia, no Sul Fluminense, pode bater um recorde histórico nos próximos dias. Na madrugada desta terça-feira, a estação meteorológica Campo Belo marcou 11,4 graus negativos, a mais baixa temperatura registrada no Brasil este ano. A marca quase igualou os 12 graus negativos registrados em 2021, ainda não superados por nenhuma outra estação do Brasil. E a previsão é de mais frio para o resto da semana.

As informações são do geógrafo William Siqueira, membro de um grupo de aficionados por baixas temperaturas, o “Portal do Tempo Frio”. Eles são responsáveis pela instalação da estação Campo Belo, às margens de rio homônimo, a cerca de 2.400 metros de altitude, que realizou todas as medições mencionadas acima.

“A temperatura no local deve ficar variando mais uns dias entre 10 e 12 graus negativos”, diz William.

Na noite desta terça-feira, a estação Campo Belo já marcava 8,5 graus negativos. Para o geógrafo, é possível que o recorde seja derrubado já na manhã desta quarta. Ele acrescenta que a madrugada de terça pode já ter alcançado os 13 ou 14 graus negativos, período em que a medição ficou comprometida por causa de uma falha na estação — causada justamente pelo frio.

O “Portal do Tempo Frio”, composto por leigos em meteorologia, se originou de outro grupo da internet, o “Brasil Abaixo de Zero”, criado em 2001. Discussões relacionadas à diferença de gosto entre os integrantes do fórum original — o que é melhor, o calor ou o frio? — levaram à cisão.

Insurgidos, os mais apaixonados pelo frio resolveram caçá-lo Brasil afora. E instalaram 220 estações meteorológicas em todas as regiões do país, começando por Itatiaia.

Além da estação Campo Belo, o grupo fincou outras duas estações no local: Rebouças e Delfim Moreira. Os radares ficam 2350 metros e 2605 metros de altitude e operam à base de energia solar.

A quarta estação na região é a do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que marcou 7,8 graus negativos na madrugada desta terça.

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Justiça de SP condena mulher que roubava vítimas conhecidas no Tinder

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Mulher marcava encontros via Tinder e roubava as vítimas
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Mulher marcava encontros via Tinder e roubava as vítimas

Uma mulher foi condenada por roubar homens com os quais marcava encontros por meio de aplicativos de relacionamento . De acordo com a decisão da 2ª Vara Criminal (São Carlos) do Tribunal de Justiça de São Paulo, Maria Angélica Macedo da Silva recebeu uma pena de mais de 19 anos de prisão em regime fechado após praticar o golpe contra pelo menos três vítimas.

Os crimes teriam ocorrido no início do ano passado, quando ela criou uma conta no Tinder, conheceu um homem e marcou um encontro com ele. Durante o passeio, ela disse estar armada e que pertencia a uma facção criminosa. 

O homem, então, entregou a carteira, mas conseguiu fugir da abordagem durante um momento de distração da acusada, logo após ela pedir senhas dos cartões.

A vítima, no entanto, ainda foi atingida com um golpe de faca no braço. Além dele, outros dois homens foram alvos do mesmo golpe praticado por Maria Angélica. Também por meio de redes sociais de relacionamento, ela conseguiu marcar encontros com cada um deles.


Em ambas as ocasiões, o carro ele em que eles estavam eram interceptados por comparsas da acusada, que levavam os pertences. Nos dois casos, as vítimas também conseguiram fugir e ajudaram na identificação da acusada na delegacia.

“O reexame do acervo coligido traduz inequívoca convicção quanto ao acerto do desate condenatório, já que Maria Angélica foi reconhecida por três vítimas distintas como a pessoa que, após atrai-las, subtraiu, ou tentou subtrair, bens e valores que lhes pertenciam”, diz trecho da decisão, proferida pela desembargadora Claudia Fonseca Fannucchi.

Em sua defesa, Maria Angélica “negou as imputações, alegando que, no momento dos fatos, estava em casa” e “afirmou que não conhece as vítimas e não possui telefone celular, ou conta no aplicativo ‘Tinder’”, reiterando, em juízo, que tinha apenas um perfil no Facebook e que “ficava em casa em isolamento”, versão considerada “frágil” pelo tribunal.

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Fonte: IG Nacional

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Unesp investiga acusações de assédio contra professor

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Alunas da Unesp Bauru denunciam professor por assédio
Reprodução/Twitter

Alunas da Unesp Bauru denunciam professor por assédio

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) instaurou nesta segunda-feira, 4, uma sindicância administrativa para apurar as acusações de assédio sexual feitas por estudantes contra Marcelo Magalhães Bulhões , professor adjunto da instituição.

Em nota, a universidade disse que “não poupará esforços para apurar e punir eventuais culpados”, e informou que o prazo para a conclusão da sindicância é de 60 dias, mas com a possibilidade do processo ser prorrogado pelo mesmo período.

Na última sexta-feira, 1º de julho, Bulhões foi alvo de uma manifestação feita por estudantes do câmpus de Bauru, interior de São Paulo. Elas afirmam ter sido vítimas de assédio sexual cometido pelo docente.

As jovens exibiram banners com fotos das conversas que o professor supostamente teve com as alunas via e-mail, redes sociais e aplicativos de mensagens. Nos diálogos, Marcelo chegava afirmar estar interessado em ter relações sexuais com as estudantes – “a verdade é que o nosso desejo não passa”, teria dito ele em uma das mensagens enviadas.

“A Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) repudia toda e qualquer prática de assédio. A atual gestão, iniciada em 2021, não poupará esforços para apurar e punir eventuais culpados”, se manifestou a universidade.

“Nesta segunda-feira, 4 de julho, foi instaurada uma sindicância administrativa para análise e identificação de responsabilidades O prazo para conclusão da sindicância é de 60 dias, prorrogável por igual período mediante justificativa fundamentada.”

No mesmo comunicado, a Unesp afirmou que a investigação foi aberta em decorrência dos protestos da semana passada, e informou ainda que a medida faz parte do protocolo da instituição para o atendimento às vítimas de violência sexual identificadas pela ouvidoria da universidade.

Em 2017, uma sindicância também foi aberta para investigar as condutas de Marcelo. O processo, porém, foi arquivado no ano seguinte. Apesar disso, ele foi afastado do curso de Jornalismo e realocado para lecionar na graduação de Relações Públicas.

Professor nega as acusações

Marcelo Magalhães Bulhões negou na semana passada as acusações e afirmou ser vítima de calúnia por parte das estudantes. Por meio de nota, ele afirma que nunca “houve indício concreto” de já ter praticado assédio ao longo dos 28 anos em que leciona na universidade.

“Foi com estarrecimento que fiquei sabendo que cartazes foram afixados no câmpus com teor acusatório a mim. Estou ainda chocado.”, disse o docente na semana passada. “Entendo que legítimas e importantes demandas da atualidade – luta contra o racismo, movimento feminista – têm produzido uma mobilização de empatia diante de causas importantes. Nesse caso, todavia, estou sendo vítima de calúnia, cuja propagação em tempos digitais é implacável”, acrescentou.

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Fonte: IG Nacional

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