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Saúde

Riso incontrolável? Síndrome do Coringa afeta pessoas na vida real; entenda

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Mesmo que você ainda não tenha assistido ao filme Coringa nos cinemas, deve conhecer a característica mais marcante do personagem: o riso incontrolado e, em alguns momentos, diante de situações nada engraçadas. Ainda que não haja confirmação de que o vilão sofre de qualquer doença, uma condição neurológica rara tem esse comportamento como um dos principais sintomas. 

frame do filme coringa arrow-options
Divulgação/Warner

“Coringa” chegou ontem (3) aos cinemas

Leia mais: De galã a medonho! Os diferentes visuais de Coringa no audiovisual

De acordo com o neurocirurgião e neurocientista Fernando Gomes, a condição do Coringa é conhecida como síndrome pseudobulbar . “Entre as características mais marcantes da doença estão dificuldade para falar e para engolir adequadamente, alteração na movimentação dos músculos da face e da língua e labilidade emocional: riso ou choro inadequados, exagerados ou desproporcionais a um evento”, explica. 

Ou seja, além de crises de riso que podem durar muito mais tempo do que o normal – ultrapassando, inclusive, o limite do confortável – pessoas que sofrem com o transtorno também podem reagir com lágrimas profundas a situações cotidianas. 

O que pode causar a síndrome pseudobulbar ou labilidade emocional? 

A condição, por si só, não é uma doença. Ela surge como uma reação a outras enfermidades, como doença de Alzheimer , Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) ou entre pacientes que sofreram um Acidente Vascular Cerebral (AVC). 

“Também existe a possibilidade de a síndrome se desenvolver após um trauma no crânio que cause lesões no cérebro”, explica Fernando Gomes. 

E quais tratamentos são possíveis para Síndrome do Coringa? 

Infelizmente a condição não possui uma cura. Por outro lado, existem opções de reabilitação que podem permitir que o paciente conviva com a síndrome do Coringa sem que ela interfira em seu cotidiano.

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“É importante uma abordagem multidisciplinar e reabilitação em cada ponto afetado? neurologia, fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional e psicologia”, orienta o médico. Além disso, medicamentos sintomáticos, como antidepressivos, podem compor o tratamento.

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Saúde

SP ultrapassa 25,1 mil mortes causadas por covid-19

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O número de óbitos, causados pela covid-19, registrados no estado de São Paulo, chegou hoje (9) a 25.114. Desde o último boletim, divulgado ontem, ocorreram 98 mortes em decorrência da doença no estado. O número de casos confirmados, que ontem era de 621.731, hoje subiu para 627.126. Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde.

A taxa de ocupação dos leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) na Grande São Paulo está em 58,1% e, em todo o estado, 59,8%. O número de pacientes internados é de 12.739, sendo 7.275 em enfermaria e 5.464 em unidades de terapia intensiva, conforme dados das 10h30 de hoje.

Dos 645 municípios do estado, já houve registro de infectados em 641. Óbitos, devido ao novo coronavírus, já ocorreram em 491. Desde o início da pandemia, 76.656 mil pessoas diagnosticadas com covid-19 em SP, que precisaram ser internadas, já tiveram alta dos hospitais.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Transporte em tempos de coronavírus é tema do Caminhos da Reportagem

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Entre as inúmeras preocupações que surgiram desde o início da pandemia do novo coronavírus está a situação dos transportes coletivos. Enquanto usuários e trabalhadores do setor se preocupam com os riscos de contaminação, as empresas alertam para os prejuízos causados pela queda do número de passageiros.

Durante as medidas de distanciamento social, as cidades brasileiras reduziram a oferta dos transportes coletivos e, com a flexibilização da quarentena, o retorno é gradual. A equipe do programa Caminhos da Reportagem ouviu pessoas que dependem de ônibus, metrô, trem e de barcas para se deslocar. Conversou também com motoristas, cobradores, pesquisadores e especialistas em mobilidade. Eles falam das preocupações, dos desafios e das adaptações que têm surgido desde março deste ano. O programa vai ao ar hoje (9), às 20h, na TV Brasil.

Para o coordenador do Observatório de Mobilidade Urbana da Universidade Federal de Santa Catarina, Bernardo Meyer, o transporte coletivo traz riscos de contaminação. “Se considerarmos o transporte aeroviário, o transporte sobre trilhos, metrô, trens e principalmente o transporte público de ônibus, nós vamos observar que eles têm uma capacidade de contaminação muito grande, porque aglomeram pessoas vindas de diferentes localidades. Elas sentam, pegam nas coisas, conversam, falam ao celular, respiram”.

O operador de segurança Gabriel Nobre mora em Samambaia, no Distrito Federal. Utiliza ônibus para chegar ao trabalho e observa que alguns usuários ainda não adotaram os cuidados necessários. “No ônibus, eu confesso que a gente fica com um pouco de medo. Algumas pessoas ainda resistem em deixar os vidros abertos. Quem deixa de utilizar a máscara, o cobrador e o motorista tendem a pedir a utilização”.

Assim como Gabriel, moradores da Ilha de Paquetá (RJ) também se preocupam com os riscos de contaminação no transporte. Com a pandemia, a quantidade de barcas que fazem o trajeto da ilha à cidade do Rio de Janeiro foi reduzida. “Na parte da manhã existe um aglomerado maior de pessoas que vão ao Rio para trabalhar. A barca geralmente é pequena, nunca mandam uma barca maior. É difícil o distanciamento social nessas condições”, alega Alfredo Braga, presidente da Associação de Moradores de Paquetá.

Barca liga o Rio de Janeiro à Ilha de PaquetáBarca liga o Rio de Janeiro à Ilha de Paquetá

Barca liga o Rio de Janeiro à Ilha de Paquetá – TV Brasil

Marcus Quintela, diretor da FGV Transportes, destaca as dificuldades do setor de transportes coletivos nas grandes cidades, como São Paulo. Ele acredita que reduzir o número de passageiros em cada veículo, para garantir o distanciamento entre as pessoas, não é uma solução viável. “Quem paga a conta? E a tarifa, vai refletir isso?”.

Para se ter uma ideia, até o fim de junho, o prejuízo das empresas de ônibus coletivos urbanos do país já ultrapassava R$ 3,7 bilhões. Dados da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos mostram que 30 milhões de passageiros deixaram de usar ônibus diariamente. As empresas demitiram mais de 2,7 mil funcionários, além de suspenderem mais de 9 mil contratos de trabalho.

Esta edição do Caminhos da Reportagem também vai mostrar a situação de uma comunidade quilombola do Pará, que solicitou a realização de testes de covid-19, mas se deparou com apenas um ônibus que levaria todos os casos suspeitos para serem testados no município de Moju (PA).

Além disso, o programa traz o resultado de pesquisa realizada por uma equipe da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) sobre o potencial de contágio nos pontos de ônibus, as novas formas de higienização nas estações e nos vagões de trens e metrôs e ainda a parceria entre uma fábrica de ônibus e uma universidade, que traz soluções inovadoras para os transportes coletivos, entre elas lâmpadas ultravioletas e tecidos para cortinas e poltronas com aditivos antimicrobianos.

 

Edição: –

Fonte: EBC Saúde

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