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Educação

Rio lança prêmio de literatura para ensino fundamental

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A segunda edição do Prêmio Literário do Ensino Fundamental foi lançada hoje (7), no Rio de Janeiro, com o tema Onde mora o preconceito?. Professores do 8º ano do ensino fundamental das 1ª, 2ª, 3ª e 4ª coordenadorias regionais de educação da rede pública de ensino da capital fluminense já podem inscrever seus alunos na competição. As inscrições ficam abertas até o próximo dia 15, no endereço eletrônico do concurso.

O prêmio é focado em estudantes do 8º ano do ensino fundamental que já conhecem questões de narrativa e gênero, disse à Agência Brasil a coordenadora do projeto, Graça Gomes. “Eles já têm condições de escrever um texto mais elaborado. É uma temática que não é novidade para eles. Estamos fortalecendo o conhecimento e, ao mesmo tempo, abrindo para discussão em sala de aula os diversos tipos de preconceito que eles conhecem, veem ou até praticam.”

O objetivo é trazer a reflexão para a sala de aula, fazer os alunos pensarem. “Como é que isso bate no outro? Como é que bate em mim? Como a gente se toma por conceitos que estão aí estabelecidos e nem para para pensar sobre eles e acaba praticando ações que não são legais, como bulliyng, machismo, racismo”.

Graça Gomes inclui também a pessoa diferente, que impacta no meio estudantil, como a alta, baixa, gorda, magra. “Quem sai de um padrão pré-estabelecido já vira motivo de galhofa”, destascou. A iniciativa visa ainda despertar o interesse pela criação literária e estimular o pensamento crítico.

Guia de orientação

No ato da inscrição, os professores devem informar o número das turmas e dos grupos. Os participantes serão assessorados pela ferramenta Guia de Acompanhamento e Orientação para Professores (GAOP), lançada no ano passado, que mostra os passos para a construção de textos. “Incluímos no guia, material complementar como videos e textos garimpados para dar suporte aos professores. Cada tópico abordado tem um fórum liderado por especialista da área de literatura”, informou a coordenadora.

Os textos dos alunos devem ser enviados pelos professores no dia 19 de julho. A equipe de coordenação terá dois meses para proceder à análise e pontuação dos textos, seguindo critérios como narrativa, conteúdo, ortografia, abordagem, criatividade, inovação.

O prêmio traz uma novidade neste ano: a participação do professor nos fóruns do guioa vai representar meio ponto ganho nos textos dos alunos. “Queremos essa interação, esse pensar junto entre todos – professores, alunos, equipe de premiação – para ver de que forma a gente pode contribuir para a melhoria desse planeta”.

Coletânea

Serão premiados 30 textos, que serão publicados em uma coletânea a ser lançada em novembro deste ano e distribuída na rede municipal de ensino fundamental. Após a cerimônia de anúncio dos vencedores, prevista para o início de setembro, será disponibilizada também a versão e-book do livro para download gratuito no site do prêmio.

Poderão participar textos de diferentes gêneros do tipo narrativo: conto, crônica literária, crônica jornalística, fábula, diário e carta. Também serão admitidos esquetes de teatro, poesia, raps e cordel.

A escola vencedora ganha um vale no valor de R$ 600 para a compra de livros para sua sala de leitura. Já os alunos autores dos melhores textos ganham medalhas, troféus e camisetas e participarão de um passeio com lanche e visita guiada a uma instituição cultural da cidade. Os professores também são premiados.

No ano passado, o Prêmio Literário do Ensino Fundamental teve como tema A Ética no Cotidiano e contou com a adesão de 30 escolas, 84 professores e 468 alunos, que enviaram 121 textos. Para o livro, foram selecionados 31 textos de escolas de diversos bairros do Rio. Houved uma visita guiada foi até o Museu de Arte do Rio (MAR), localizado na Praça Mauá, região portuária do Rio de Janeiro.

O prêmio é promovido pela Alternativa Cultura e Equipe F3 Produções através do Programa de Fomento à Cultura Carioca da Secretaria Municipal de Cultura, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, com patrocínio da Sapura Navegação Marítima S.A. e apoio da Secretaria Municipal de Educação.

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Educação
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Educação

Capes anuncia novas regras para bolsas de pós-graduação

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Cursos de mestrado e doutorado poderão perder até 10% ou ganhar mais 30% do número de vagas de bolsas de estudo, com novo modelo de distribuição anunciado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O novo modelo leva em consideração fatores como o desempenho acadêmico e o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do local onde o curso é oferecido. 

Em entrevista à Agência Brasil, o ex-presidente da Capes Anderson Ribeiro Correia havia antecipado, no ano passado, detalhes do modelo de distribuição que estava sendo estruturado pela autarquia.

Divulgado pela Capes ontem (20), o novo modelo será implementado de forma gradativa. As portarias de regulamentação foram publicadas hoje (21) no Diário Oficial da União. 

Os estudantes que já têm bolsas de estudo não serão atingidos. As regras valem apenas para as vagas que não estiverem em uso. As bolsas cuja conclusão da pesquisa está prevista para este ano estarão sujeitas às novas regras.  

Atualmente, as universidades e os programas de pós-graduação podem remanejar a quantidade de bolsas que têm à disposição. Se um bolsista conclui a pesquisa, o valor que ele recebia (bolsa) é repassado para um novo estudante do mesmo programa. Agora, as bolsas serão redistribuídas e aquelas que forem desocupadas serão remanejadas entre as instituições e os programas de acordo com os novos critérios estabelecidos pela Capes. Não irão permanecer necessariamente no mesmo programa.   

Novos critérios

A Capes separou os programas de pós-graduação em três classificações, chamadas de colégios: Ciências da Vida, Humanidades e Ciências Exatas, Tecnológicas e Multidisciplinar. 

Para a distribuição, será considerada a nota obtida pelo curso em avaliações conduzidas pela Capes, de modo que, quanto mais elevada for a nota obtida pelo curso maior será o número de bolsas a que ele terá direito, valorizando o mérito acadêmico.

Será também considerado o número de estudantes concluintes ou titulados por curso, comparando o número médio de titulados, no período de 2015 a 2018, com a média de titulados do colégio ao qual pertence. 

Outro critério a ser levado em consideração será o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM). No cálculo para a concessão, cursos localizados em cidades com IDHM mais baixo, pontuarão mais do que cursos localizados em cidade com maiores IDHM, o que dará certa vantagem aos municípios com menor IDHM na distribuição das bolsas.  

Limites e valores 

De acordo com portarias publicadas pela Capes, com esses novos critérios, cursos pior avaliados poderão perder até 10% das bolsas que possuem atualmente. Aqueles melhor avaliados poderão ter um incremento de até 30% no número atual de bolsas. Tratam-se dos cursos com notas 6 e 7 na avaliação da Capes, cuja nota máxima é 7. 

As regras valem para os anos de 2020 e 2021 para os Programa de Demanda Social (DS), Programa de Excelência Acadêmica (PROEX), Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições de Ensino Particulares (PROSUP) e Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições Comunitárias de Ensino Superior (PROSUC). 

Por meio deles, a Capes concede 81,4 mil bolsas a estudantes de 5,7 mil cursos de mestrado e doutorado, em todas as unidades da Federação. Atualmente, os bolsistas de mestrado recebem, por mês, R$ 1,5 mil e os de doutorado, R$ 2,2 mil.

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Educação
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Educação

Projeto seleciona experimentos que serão levados ao espaço

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Com o tema “Conquistando a Lua”, o projeto Kurumim 2020, ligado à Universidade de São Paulo (USP), está com as inscrições abertas para que alunos de todo o país produzam experimentos que serão levados à estratosfera, camada da atmosfera que fica a até 50 quilômetros de altitude.

Podem participar estudantes do 6º ano do ensino fundamental até o médio ou técnico de escolas públicas e particulares do Brasil e da América Latina.

O tema desta edição – Conquistando a Lua – é uma homenagem à missão Artemis, da Nasa, a agência espacial norte-americana, que deve levar a primeira mulher à Lua em 2024.

O Kurumim, em sua 1ª edição, atualiza o projeto Garatea-E, que foi realizado de 2017 a 2019 e teve a participação de mais de 1,3 mil alunos.

O projeto faz parte de uma mobilização de estudantes ligados à engenharia aeroespacial da Universidade de São Paulo em São Carlos, o grupo Zenith Aerospace.

Além de desenvolver sondas estratosféricas e nanosatélites (com peso de 1 a 5 kg), os alunos da USP decidiram compartilhar conhecimento e abrir as portas para talentos de todas as escolas, diz a coordenadora do projeto e graduanda em Ciências da Computação, Ana Luísa Costa.

As inscrições vão até o dia 23 de março e são de graça para alunos da rede pública. Para a rede particular, a taxa é de R$50. Logo depois vem o período de seleção dos projetos.

Após aprovação, cerca de 80 experimentos serão levados em balões meteorológicos à estratosfera, em um dia chamado Sábado Aeroespacial. A previsão é que seja em 29 de agosto, explica a coordenadora.

Ana Luísa Costa diz que além de estimular os estudantes a trabalharem matérias ligadas à engenharia espacial – como química, física e biologia – ”o projeto tem a missão de descobrir novos talentos e estimular futuras carreiras científicas”.

Foi o caso da turma que venceu o concurso em 2019, que teve como tema “Explorando Marte”.

Cinco alunos do Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro venceram a competição nacional em seis categorias.

“Mudou muita coisa depois da premiação. Nós não sabíamos muito sobre astrobiologia, mas acabou que gostamos todos dessa área”, conta Daniel Sánchez, de 17 anos.

O estudante do 3º ano do ensino técnico de mecânica diz que depois da experiência, do contato com o meio científico, não tem dúvida de que optará pela engenharia como carreira.

O professor de biologia, que liderou a equipe vencedora, Wilber Alves, afirma que o experimento apresentado pelos alunos no ano passado levou à estratosfera bactérias chamadas Ensifer Melioti. Elas foram submetidas a condições semelhantes às do planeta Marte.

Segundo ele, os alunos tiveram êxito em perceber que as bactérias promoveram a fixação de nitrogênio, importante passo para futuros experimentos de suporte à vida feitos no espaço.

Acesse aqui mais informações sobre o Kurumim 2020.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC Educação
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