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Internacional

Rio Grande do Sul será sede do encontro anual de embaixadores europeus

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Pelo seu potencial econômico e pela localização estratégica em relação ao Mercosul, o Rio Grande do Sul foi o estado escolhido para sediar a missão anual dos embaixadores dos estados-membros da União Europeia no Brasil. O evento começa nesta quarta-feira (4) e vai até domingo (8). O objetivo é permitir a troca de informações sobre temas econômicos, comerciais e investimentos entre os dois blocos.

Segundo o Embaixador da União Europeia (UE) no Brasil,  Ignacio Ybañez Rubio, a relação da Europa com o Brasil é “íntima”  tanto no aspecto cultural quanto histórico. “Essa sintonia abre muitas portas para as relações econômicas. Quem está na América do Sul precisa olhar para o Rio Grande do Sul, que não é apenas um estado brasileiro, mas também um estado integrado às culturas da Argentina, do Chile e do Uruguai”, destacou.

A missão liderada pela União Europeia conta com representantes da Alemanha, Áustria, Bélgica, de Chipre, da Croácia, Dinamarca, Eslovênia, Espanha, Finlândia, Grécia, Irlanda, de Luxemburgo, dos Países Baixos, da Polônia, de Portugal, da República Tcheca, Romênia e Suécia.

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Rubio ressaltou também as boas relações comerciais mantidas pelo Rio Grande do Sul com a Europa. Ele observou que a balança comercial do Rio Grande do Sul com a União Europeia é positiva para o estado brasileiro. Em 2018, o Rio Grande do Sul exportou  US$ 4,1 bilhões para a União Europeia e importou  US$ 1,6 bilhão dos países do bloco.

Além do destaque econômico, representado pelas oportunidades que acarretará no futuro o Acordo UE- Mercosul, Porto Alegre, a capital do estado, é o local ideal para ser visitada por europeus, observou Rubio. Ele lembrou que a cidade é fruto de influências culturais de diversos países que integram a UE.

No quinta-feira (5), embaixadores europeus terão encontros institucionais no estado e participarão do seminário Parceria Estratégica UE-Brazil, no âmbito do Rio Grande do Sul.

O evento será na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e abordará assuntos como valores europeus e acadêmicos, parcerias acadêmicas entre o estado e a UE, inovação e tecnologia. Após o seminário, os representantes europeus participarão de almoço oferecido pela prefeitura de Porto Alegre. À tarde, os embaixadores farão uma visita guiada  à Stihll, empresa europeia de sucesso no Brasil, especializada em produtos destinados aos mercados florestal, agropecuário, jardinagem profissional, limpeza e conservação e construção civil. No fim do dia, eles se encontrarão com dirigentes da Federação de Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), em um jantar.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Internacional
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Sobe para seis número de mortos em erupção de vulcão, na Nova Zelândia

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A polícia da Nova Zelândia confirmou mais uma morte relacionada à erupção do vulcão Whakaari, fazendo subir para seis o número de mortes. Há ainda oito pessoas desaparecidas. A polícia da Nova Zelândia anunciou hoje (10) que vai abrir uma investigação criminal para determinar se houve responsabilidades dos operadores turísticos ou outras instituições.

A sexta vítima estava em tratamento no hospital Middlemore, mas não resistiu aos ferimentos. Cerca de 30 pessoas ficaram feridas, muitas com queimaduras graves em grande extensão do corpo na sequência da erupção, que lançou rochas e uma grande quantidade de cinzas.

“É possível que nem todos os pacientes sobrevivam”, disse o porta-voz do Ministério da Saúde neozelandês, Pete Watson.

No momento da erupção do vulcão 47 pessoas estavam  na ilha, de acordo com o último balanço da polícia. Oito pessoas estão desaparecidas e as autoridades duvidam que possa haver mais sobreviventes. A ilha está coberta de cinza.

Com a possibilidade de uma nova erupção, as equipes de resgate não conseguiram entrar na ilha em busca dos desaparecidos.

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“A escala desta tragédia é devastadora”, disse a primeira-ministra Jacinda Ardern, no parlamento. “A todos os que perderam familiares ou amigos, partilhamos a sua dor. Estamos devastados”, continuou.

Investigação criminal

A polícia da Nova Zelândia anunciou nesta terça-feira que vai abrir uma investigação criminal para determinar se houve responsabilidades dos operadores turísticos, e outras instituições, na morte de pelo menos seis pessoas após a erupção do vulcão.

Smoke from the volcanic eruption of Whakaari, also known as White Island, is pictured from a boat, New Zealand December 9, 2019 in this picture grab obtained from a social media video. INSTAGRAM @ALLESSANDROKAUFFMANN/via REUTERS THIS IMAGE HAS

Erupção do vulcão Whakaari, em ilha da Nova Zelândia – Allessandro Kauffmann/Reuters/direitos reservados

O comando da polícia não esclareceu até que ponto a investigação vai avançar, mas afirmou que os operadores turísticos vão ser investigados.

“Será analisado se existe um criminoso responsável pelas mortes. Ainda é muito cedo para anunciar”, disse John Tims, responsável da polícia da Nova Zelândia.

As autoridades concentram todos os esforços, em conjunto com especialistas em geologia, para avaliar como entrar novamente na ilha para buscar os corpos das oito pessoas que continuam desaparecidas.

“Não podemos dizer a 100% que todos estão mortos, mas há fortes indícios de que não resta ninguém vivo na ilha”, disse John Tims.

A erupção, ocorrida às 14h11 de segunda-feira (horário local), liberou uma espessa nuvem de fumaça branco, a uma altura de 3,6 quilômetros.

Imagens captadas por uma câmara no local mostraram um grupo de meia dúzia de pessoas a andar pela cratera, alguns segundos antes da erupção do Whakaari.

No dia 3 de dezembro, o grupo de controle de atividades geológicas da GeoNet alertou que o vulcão Whakaari “entrou num período de atividade eruptiva”, embora tenha apontado que a situação não representava “um perigo direto para os visitantes”.

Fonte: EBC Internacional
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Internacional

Chanceler destaca papel da Nigéria na aproximação Brasil-África

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Maior economia africana, com um Produto Interno Bruto (PIB) próximo a US$ 400 bilhões, a Nigéria “tem papel central no processo de engajamento do Brasil com a África” disse nessa terça-feira (10) o chanceler Ernesto Araújo, ao se encontrar com o ministro de Negócios Estrangeiros, Geoffrey Onyeama, em Abuja, capital nigeriana.

Além de Geoffrey Onyeama, Araújo reuniu-se com o vice-presidente da Nigéria, Yemi Osinbajo, e com o presidente da Comissão da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao), Jean-Claude Kassi Brou.

A Nigéria foi o terceiro país do roteiro do chanceler brasileiro por países da África Ocidental. Antes, ele esteve em Cabo Verde e Senegal. O próximo destino é Angola. O ministro retorna ao Brasil em 13 de dezembro. 

Com os líderes de nações africanas, o diplomata brasileiro destacou que o Brasil busca implementar acordos nas áreas de segurança, defesa, comércio e investimentos. 

Com autoridades da Nigéria, Araújo destacou que três pilares fundamentais devem nortear a cooperação Brasil-Nigéria: economia (comércio e investimentos), defesa e segurança, e a valorização das relações humanas.

Green Imperative

No campo econômico, o ministro das Relações Exteriores citou o potencial da cooperação agrícola, com o desenvolvimento de tecnologias para o agronegócio que assegurem maior produtividade sem colocar em risco o meio ambiente. Ele ressaltou o programa bilateral de desenvolvimento agrícola denominado Green Imperative.

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O Green Imperative é uma iniciativa do governo nigeriano, em parceria com o Brasil, que tem por objetivo expandir o setor agroindustrial da Nigéria de maneira sustentável, por meio do desenvolvimento de um plano de negócios integrado que abranja não só o treinamento de mão de obra, mas também a introdução de racionalidade financeira e o aumento da produtividade por meio da mecanização do campo.

Com duração prevista de 10 anos e um orçamento de US$ 1 bilhão, o Green Imperative foi estruturado pela Fundação Getulio Vargas. O projeto contará também com o apoio financeiro do Deutsche Bank e garantias do Banco Islâmico.

Combate ao terrorismo

Sobre defesa e segurança, Araújo lembrou os desafios que os dois países têm para combater o terrorismo e os ilícitos transnacionais no Atlântico Sul.

Lembrou ainda a realização do 1º Seminário sobre Indústrias de Defesa, que se realizou ontem na embaixada do Brasil em Abuja, com a presença das principais empresas brasileiras no setor.

No campo da cultura e das relações humanas, o chanceler brasileiro mencionou a criação do espaço Guimarães Rosa na embaixada brasileira na Nigéria. Enfatizou a necessidade de mais ligações de transportes entre os dois países, como meio de gerar “mais negócios e mais ideias”.

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Reforma da ONU

Os ministros Araújo e Onyeama também concordaram no empenho que o Brasil e a Nigéria devem ter para promover uma reforma da Organização das Nações Unidas (ONU) e do sistema de organismos internacionais, em seus mais variados aspectos (econômico, político, ambiental, etc.), de modo a permitir respostas às questões prementes do mundo contemporâneo.

Ernesto Araújo concluiu que os dois países têm no horizonte uma agenda vasta e desafiadora. O chanceler expressou o desejo de que haja mais caminhos para a reunião da Parceria Estratégica Brasil-Nigéria, entre os vice-presidentes dos dois países, marcada para março próximo em Abuja.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Internacional
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