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Rio das Pedras: Paes promete reforço em regras e fiscalização

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 Prefeito da cidade do Rio de Janeiro Eduardo Paes
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Prefeito da cidade do Rio de Janeiro Eduardo Paes


Um dia após a tragédia causada pela queda de um prédio em Rio das Pedras , que terminou com a morte de duas pessoas: um pai, Nathan Gomes de Oliveira, de 30 anos, e sua filha Maitê, de apenas 2 anos. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, voltou a comentar, nesta sexta-feira (4), não apenas sobre o caso, mas sobre a atuação da prefeitura em relação à ocupação irregular na cidade, assunto que veio à tona após mais uma construção desmoronar naquela área, historicamente conhecida pelo solo instável e impróprio para receber moradias. O prefeito afirmou que busca fortalecer e restabelecer os mecanismos de enfrentamento a esta expansão ilegal e revelou que o edifício que veio abaixo nesta quinta-feira havia subido de dois a três andares no intervalo dos últimos dois anos.

“O que nós precisamos em áreas como essa é legislação, clareza, regra. Nós não tivemos nos últimos quatro anos nenhuma área especial de interesse social com legislação urbanística. Temos um levantamento que mostra que 2 ou 3 andares subiram ali (no prédio que desmoronou) nos últimos 2 anos, o que mostra esse crescimento exagerado dos últimos anos, e é o que precisamos conter. Ali, parece, não tem nada a ver com milícia, mas tem a ver com a ausência do Estado para fiscalização. O que eu posso dizer é: não ampliem suas construções, porque a prefeitura vai agir e demolir”, comentou Paes.

O prefeito também lembrou os tempos em que foi subprefeito da Zona Oeste, entre 1993 e 1996, na gestão de Cesar Maia, para explicar sua visão sobre a ocupação irregular de terra nas áreas de Rio das Pedras e Muzema, onde há dois anos 27 pessoas morreram também na queda de um prédio.

“Eu comecei a minha primeira função pública aos 23 anos de idade como subprefeito da Barra e de Jacarepaguá. Isso que hoje na versão moderna se chama milícia, eram os grileiros daquela época. Que usam a ocupação do solo usando os mais pobres como escudo para negócios ilícitos. Sempre foi assim. Invasão no Rio de Janeiro e ocupação do solo. Especialmente em Jacarepaguá e na Barra era assim: pobres na frente, com problemas sociais e habitacionais, e um monte de malandro por trás”, relembrou.

O prefeito também citou um prédio em construção que a secretaria de Ordem Pública, segundo ele, derrubou na Maré recentemente. Ao contar sobre a ação, ele criticou a postura de quem ele chamou de “forças progressistas”.

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“Recentemente, fizemos uma operação comandada pelo secretário Brenno (Carnevale, de Ordem Pública) às margens da Linha Vermelha, ali na Maré. O sujeito estava construindo um prédio de três andares, do dia para a noite. Eu nunca vi pobre ter tanto dinheiro para fazer laje, subir parede e botar cerâmica em imóvel. Fomos lá derrubar e várias dessas forças progressistas já ensaiaram: “Olha aí, os pobres…”, e não é assim. Pobre e humilde tem que ter política habitacional, e esse é um desafio na nossa cidade. Mas a gente tem que parar e começar a entender que não dá, não é dessa maneira que a gente vai fazer”, afirmou Paes.

“Temos tido operações permanentes e vamos continuar tendo. Só essa semana foram três. Por uma coincidência, até positiva ao nosso favor, na segunda e na terça-feira tivemos demolição em Vargem Grande, no Cesarão, no Irajá… e só loja. Pobre? pobre nada, só malandro, que ocupa para fazer comércio em área municipal. Nós vamos continuar derrubando todo mundo que começar a fazer coisa nova. Vamos derrubar. Vai tomar prejuízo”, acrescentou.

Ao concluir, Paes comentou sobre a questão das moradias ilegais já existentes e também sobre a expansão das construções ilegais nestas áreas de Rio das Pedras e Muzema, e citou reportagem de O GLOBO desta sexta-feira, que mostrou o avanço na área. Ele revelou ainda que, durante seu governo anterior, sofreu pressão da milícia e do tráfico de drogas por ter, segundo ele, combatido essas ações criminosas.

“Temos outra situação que é a das construções já existentes. Esse é um desafio enorme. O Areal ali de Rio das Pedras é um problema já muito antigo, como mostrou uma reportagem de hoje no GLOBO. Passamos quatro anos sem controle nenhum. Quero lembrar, que sofrendo muitas críticas, na época era claro que tinha por trás a indústria da milícia e do tráfico de drogas, nós diminuímos o número de áreas ocupadas por construções irregulares na cidade do Rio durante meus oito anos de mandato, o que estava na meta e foi atingido”, afirmou, em tom crítico ao governo de Marcelo Crivella. 


“Sinceramente, eu acho que o que acontece em Rio das Pedras é fruto dessa perda do monopólio da força do Estado em certas áreas do território, que é uma característica muito forte do Rio de Janeiro. A gente aqui, o meu governo, não deixa de fazer nenhuma operação porque tá controlado por milícia, é ao contrário. Essa conversa não existe. É desculpa para quem não quer fazer nada. Então, Maré tem lá um certo domínio do tráfico de drogas, mas fomos lá e derrubamos. Inclusive, vou avisar que vamos demolir de novo, porque já vimos que ele voltou a subir a laje”.

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Renan Calheiros pede quebra de sigilo bancário da Jovem Pan

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Renan Calheiros (MDB-AL)
Divulgação/Agência Senado/Jefferson Rudy

Renan Calheiros (MDB-AL)

O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), apresentou requerimento da quebra do sigilo bancário da rádio Jovem Pan. Para o senador, a emissora é “grande disseminadora das chamadas fake news” na pandemia. O pedido de quebras de sigilo é retroativo ao início do ano de 2018.

O objetivo da quebra, segundo o parlamentar, é descobrir se a rádio recebeu aportes financeiros após a pandemia: “Deve ser apresentada análise comparativa entre os períodos, anterior e posterior à situação de pandemia, até a presente data”, diz trecho do requerimento.

“Ademais, a quebra, a transferência e todas as análises, em especial a comparativa, deverão ser elaboradas com dados e informações, outrossim ligações com outras pessoas naturais e jurídicas, disponíveis nas diversas bases de dados da Receita Federal do Brasil”.

A CPI pretende investigar mais a fundo a disseminação de notícias falsas sobre a Covid.

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Bolsonaro não admite corrupção na Saúde, mas fala em “responsabilizar culpados”

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Presidente Jair Bolsonaro
Agência Brasil

Presidente Jair Bolsonaro

Em meio à investigação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, o presidente Jair Bolsonaro admitiu a possibilidade de “problemas” no Ministério da Saúde, mas voltou a falar que não há nenhuma denúncia de corrupção no governo.

Neste sábado, 31, Bolsonaro e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que é formalmente investigado pela CPI, visitaram o Hospital Regional do Câncer de Presidente Prudente (SP), para oficializar o credenciamento do Sistema Único de Saúde (SUS) na unidade.

“Pode ser que apareça algum problema no ministério dele (Queiroga), afinal de contas o orçamento diário dele são R$ 550 milhões. Não é fácil você coordenar, fiscalizar e executar esse recurso. Mas, repito, se aparecer algum problema, eu e Queiroga seremos os primeiros a colaborar com as investigações e chegar na responsabilização dos possíveis culpados”, afirmou o presidente.

A CPI da Covid investiga um suposto esquema de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin, cujo contrato foi cancelado pelo Ministério da Saúde após o avanço das investigações no Senado. Os senadores suspeitam de favorecimento à empresa Precisa Medicamentos, que intermediou a negociação, e acusam Bolsonaro de ter cometido o crime de prevaricação por não ter determinado a investigação das denúncias. O governo nega as acusações e tenta conter o desgaste na CPI.

No mês passado, o ministério demitiu o diretor do Departamento de Logística da pasta, Roberto Ferreira Dias, após ele ser acusado de pedir propina para negociar vacinas. Agora, o grupo majoritário da CPI decidiu que vai solicitar o afastamento da médica Mayra Pinheiro, acusada de interferir nas apurações, da Secretaria de Gestão em Trabalho.

No evento, Queiroga declarou que Bolsonaro “interfere” no Ministério da Saúde, mas, para cobrar a execução das políticas públicas. A falta de autonomia dos ministros da pasta na pandemia de covid-19 é uma das linhas de investigação da CPI, que retoma os trabalhos na terça-feira, 3, após o recesso parlamentar.

“As pessoas me perguntam: o presidente Bolsonaro interfere no Ministério da Saúde? A resposta é sim. O presidente interfere no Ministério da Saúde e em todos os ministérios porque ele cobra que os ministros trabalhem para que todos recursos públicos sejam revertidos em políticas públicas para a sociedade brasileira”, disse Queiroga.

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