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Rio: adolescente é assassinado por amigos após briga por celular

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Cauã Neres das Chagas foi morto por cinco amigos de infância
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Cauã Neres das Chagas foi morto por cinco amigos de infância

Um adolescente de 17 anos foi assassinado na madrugada do último domingo em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. As investigações da 36ª DP (Santa Cruz) apontam que Cauã Neres das Chagas foi morto por cinco amigos de infância, depois de uma discussão por conta de um celular. O corpo do jovem foi encontrado na tarde desta quarta-feira, no Rio Guandu, em um ponto ao lado da Rodovia Rio-Santos.

De acordo com a Polícia Civil, quatro rapazes estavam em um depósito de bebidas do bairro quando, por volta das 22h30 de sábado, Cauã chegou ao local com mais um colega. O grupo bebeu no local por cerca de três horas, até que o estabelecimento fechou e eles seguiram para outro bar, onde passaram a ouvir música no carro de um deles.

Neste momento, os amigos foram abordados por uma viatura da Polícia Militar, que solicitou que eles abaixassem o som e checou a documentação de todos. Um deles, porém, notou que seu telefone, onde estava armazenada a habilitação digital, havia sumido.

Pouco depois, o aparelho voltou a aparecer dentro do automóvel, após ser encontrado por Cauã. Os outros cinco, entretanto, acusaram o jovem de estar tentando disfarçar uma tentativa de furto do celular. Segundo os depoimentos colhidos pelos investigadores, os amigos decidiram “dar um susto” no adolescente, como uma punição pelo suposto crime.

Dentro do carro, os cinco rapazes passaram a espancar a vítima, que acabou ficando muito machucada em decorrência do ataque. Receosos de que Cauã os denunciasse, os agressores resolveram, então, que era preferível matar o amigo de infância. O adolescente foi enforcado com o casaco de um dos colegas.

Em seguida, os assassinos jogaram o corpo do jovem no Rio Guandu, sob um viaduto na Rodovia Rio-Santos. Para que ele não boiasse, foi feito um corte na barriga com uma faca, e uma pedra pesada foi inserida pelo grupo dentro da incisão. A 36ª DP pediu a prisão dos cinco envolvidos, mas a Justiça do Rio não se manifestou até o momento.

De acordo com a Polícia Civil, todos os agressores, que permanecem na delegacia, confessaram participação no crime, mas vêm trocando acusações sobre o grau de responsabilidade de cada um no espancamento, no homicídio e também na concepção do crime. Nenhum deles tinha passagens anteriores pela polícia, assim como o próprio Cauã.

De acordo com o delegado Fabio Luiz Da Silva Souza, titular da 36ª DP, a investigação prossegue para que seja possível particularizar as condutas dos envolvidos. Foi um deles que apontou às autoridades, na manhã desta quarta-feira, o ponto exato onde o corpo foi abandonado.

O Corpo de Bombeiros foi acionado às 12h50, e mergulhadores do Quartel de Busca e Salvamento da Barra da Tijuca seguiram para o local indicado, sob o viaduto do Rio Guandu, na Rodovia Rio-Santos. O cadáver foi encontrado às 14h28, e retirado da água às 14h49. Às 15h38, o corpo de Cauã chegou ao Instituto Médico-Legal (IML) de Campo Grande, na Zona Oeste, para o reconhecimento formal.


Tanto Cauã quanto os assassinos moram numa região conhecida como Beco do Camarão, em Santa Cruz. Desde que o filho não retornou para a casa, a mãe da vítima, Vanessa Neres das Chagas, procurou a polícia e iniciou uma campanha nas redes sociais, em que pedia informações sobre o paradeiro do adolescente. 

“Por favor, quem viu meu filho entre em contato. Saiu de casa desde ontem e não apareceu. O celular está desligado”, dizia uma das mensagens compartilhadas várias vezes pela mulher.

Nesta quarta-feira, contudo, Vanessa compartilhou uma imagem em que comunicava que o filho havia sido “localizado em óbito”. Em seguida, ela publicou uma montagem com as fotos dos assassinos: “Foram esses cinco que fizeram a crueldade com meu filho”, escreveu.

“Até pensei que ele tinha arranjado uma namorada, alguma coisa… Mas depois, uma hora da tarde, eu sabia que algo tinha de errado. Comecei a procurar saber e fui atrás dos meninos, fui atrás de dois deles. Eu conversei e não desconfiei, mas depois comecei a desconfiar”, contou Vanessa.

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Fonte: IG Nacional

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Favela Diz: o instituto de pesquisa feito por pessoas da comunidade

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Gilson Rodrigues, presidente do G10 Favelas e um dos criadores do Favela Diz
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Gilson Rodrigues, presidente do G10 Favelas e um dos criadores do Favela Diz

Um projeto da favela para a favela. Este é o conceito do instituto de pesquisa Favela Diz, lançado na terça-feira (9), em Paraisópolis, comunidade na zona sul de São Paulo. A iniciativa é uma parceria entre o G10, bloco de líderes e empreendedores de impacto social no Brasil; o Sou+Favela, empresa de soluções de mídia pensadas para conectar o mundo empresarial à periferia; e o Cria Brasil, empresa de comunicação localizada em Paraisópolis.

Segundo o presidente do G10 Favelas, Gilson Rodrigues, o Favela Diz foi idealizado no início deste ano e nasceu a partir da vontade de conhecer melhor a população das favelas, que hoje soma aproximadamente 17 milhões de habitantes. Apesar de o G10 atuar nas dez maiores favelas do Brasil, o instituto visa obter a percepção dos moradores de comunidades de todo o país. O Favela Diz é o primeiro instituto em que todo o trabalho é feito por pessoas da favela, e não indivíduos de fora, que desconhecem essa realidade.

Os pesquisadores, explica Rodrigues, são pessoas de dentro das comunidades que foram capacitadas para exercer este trabalho. Mas, mais do que isso, elas foram eleitas para cuidar e monitorar as famílias que ali vivem. Cada um deles cuida diretamente de 50 famílias. Onde ainda não há os presidentes de rua, a ideia é contratar pessoas da própria comunidade para prestar esse serviço. Além de pesquisadores, os chamados “presidentes de rua”, como foram nomeados pelo instituto, viraram também entregadores, analistas informais no banco e outros.

“Essa percepção que a pesquisa traz é a nossa vivência”, afirma o empresário. “Quando alguém fala sobre dados de favela, eu sou esse dado. O diferencial é que é, de fato, da favela para a favela.” 

Apesar de ter sido lançado a menos de dois meses para as eleições presidenciais, o Favela Diz não tem como único objetivo realizar pesquisas de cunho eleitoral, sobre intenção de voto — apesar de esta ter sido a primeira pesquisa do instituto, lançada na terça (veja abaixo) . O objetivo é explorar diversas outras questões, como tendências de comportamento e necessidades de consumo dentro das comunidades. E, a partir disso, criar soluções para os problemas que forem identificados.

Pesquisa do Favela Diz sobre intenção de voto para Presidente da República
Favela Diz

Pesquisa do Favela Diz sobre intenção de voto para Presidente da República

Em Paraisópolis, por exemplo, falta água todos os dias, de acordo com Rodrigues. Mas, quando isso é denunciado, muitas pessoas não acreditam, por parecer uma situação “surreal” para uma cidade como São Paulo. Quando isso é transformado em pesquisa, em dado científico, há provas concretas. E condições, inclusive, de entrar com um processo judicial contra a prefeitura.

Além da pesquisa divulgada na terça-feira, sobre a intenção de voto para Presidente da República, outras quatro pesquisas já foram realizadas pelo instituto. Duas delas serão lançadas em breve. Trata-se de um perfil sobre a população de Paraisópolis, que completa 101 anos no próximo dia 16 de setembro, e outro sobre os moradores de Heliópolis, também na zona sul de São Paulo. ‘Favelado pode tudo’ Rodrigues é nascido na Bahia, mas cresceu em Paraisópolis. Sua família é natural de Itambé, onde as fortes chuvas provocaram destruição no final do ano passado. Há 70 anos, eles partiram rumo à capital paulista, em busca de uma vida melhor.

Gilson Rodrigues
Arquivo pessoal

Gilson Rodrigues

Filho de uma mulher surda e muda que teve catorze filhos e morreu cedo, o empresário conta que ficou “largado” no mundo e, a vida toda, cresceu ouvindo que “não viraria gente”. O estereótipo clássico do menino pobre e pardo de origem humilde. 

“Eu queria dar certo, queria estudar, trabalhar, dar orgulho para a minha mãe, se ela estivesse viva. Quebrar esse paradigma de que quem nasce e cresce na favela está predestinado a dar errado”, diz.

Rodrigues se destacava dos demais meninos da comunidade. Era “falante” e tinha “muitas ideias”. Se tivesse nascido em berço de ouro, diz, as pessoas o teriam como o “criativo”, o “CEO da empresa” ou o “Presidente da República”. Mas, como era de origem pobre, pensavam: o “futuro trombadinha”.

Inconformado com o fato de que este seria o seu destino, ele construiu um novo olhar sobre si mesmo e, a partir disso, começou a transformar sua vida. Virou presidente do grêmio da escola e, quando se deu conta, havia se tornado o “prefeito” o de Paraisópolis. 

No meio do caminho, eis que surge a “nova classe média”, como é chamada a parcela população que ascendeu da classe D para a classe C na metade da década de 2000. O empresário viu nisso uma oportunidade e começou a trazer lojas para Paraisópolis. A favela, antes invisível aos olhos dos empreendedores, começou a virar um princípio de “potência econômica”, ainda que com muitas fraquezas. Havia a vontade de fazer o mesmo com outras comunidades. “Mas como?”, ele se perguntava. Um dia, um dado despertou um estalo.

“Vi uma pesquisa que mostrava que as dez maiores favelas do Brasil movimentam, juntas, R$ 7,9 bilhões. Vi nisso um enorme potencial de mercado e, inspirado no G20 (grupo que reúne as 20 maiores potências do mundo), criei o G10 Favelas”, afirma.

Recentemente, entre 22 e 28 de julho, o G10 internacionalizou oficialmente suas atividades nos Estados Unidos. O empresário esteve em Nova York, representando o G10 Favelas no evento “Semana das Favelas do Brasil em Nova York”. Na ocasião, ele tocou o sino da Bolsa de Valores. Para ele, o ato foi simbólico.

“Nós mostramos aos empreendedores e favelados que podemos estar em Nova York, na Bolsa. Podemos empreender, podemos tudo. Nos contaram mentiras quando disseram que estávamos predestinados a ter uma vida miserável ou entrar para o mundo do crime. Nós nos limitamos até agora, mas podemos nos libertar”, diz.

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Fonte: IG Nacional

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Filha presa por roubar R$ 720 mi da mãe é transferida para presídio

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Obra de Tarsila do Amaral desviada por golpe de filha contra mãe no Rio
Reprodução Redes Sociais – 10.08.2022

Obra de Tarsila do Amaral desviada por golpe de filha contra mãe no Rio

Pouco depois das 11h30 desta quinta-feira, Sabine Coll Boghici, Rosa Stanesco Nicola e Jacqueline Stanesco deixaram a sede da Delegacia Especial de Atendimento a Pessoa da Terceira Idade (Deapti), em Copacabana, na Zona Sul do Rio, em direção ao Instituto Médico Legal (IML) do Centro do Rio. Em seguida elas serão levadas para Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica.

Já Gabriel Nicolau Translavinã Hafliger será levado pelo Serviço de Polícia Interestadual (Polinter), no começo da tarde. Assim como as mulheres, ele será levado para o IML . No entanto, em seguida será encaminhado para a Cadeia Pública José Frederico Marques, também em Benfica.

Entenda o caso:

Nesta quarta-feira, a Polícia Civil realizou a Operação Sol Poente, que desarticulou a quadrilha de golpistas . Sabine Coll Boghici, filha do colecionador Jean Boghici e da vítima, e outras três pessoas foram presas: Jacqueline Stanescos, Rosa Stanesco Nicolau e Gabriel Nicolau Traslaviña Hafliger. De acordo com a polícia, os suspeitos cometeram os crimes de estelionato, roubo, extorsão, cárcere privado e associação criminosa.

Já Diana é filha de Slavko Vuletic e nora de Ronaldo Ianov, ambos também tiveram repassados para suas contas bancárias valores das extorsões praticadas pelo grupo. Jacqueline Stanescos, que também se passava por vidente, é prima de Diana e de Rosa.

Segundo as investigações, a filha da vítima manteve um contato assíduo com Rosa Stanesco Nicolau, a Mãe Valéria de Oxossi, nos últimos quatro meses de 2019. Nessa ocasião os crimes começaram a ser planejados. A quadrilha, na verdade, se formou num núcleo familiar.

Rosa é mãe de Gabriel Nicolau Traslaviña Hafliger, um dos homens que receberam transferências bancárias feitas pela idosa, e irmã por parte de mãe de Diana Rosa Aparecida Stanesco Vuletic, que se passou por vidente e fez a abordagem à vítima . Já Diana é filha de Slavko Vuletic e nora de Ronaldo Ianov, ambos também tiveram repassados para suas contas bancárias valores das extorsões praticadas pelo grupo. Jacqueline Stanescos, que também se passava por vidente, é prima de Diana e de Rosa.

De acordo com o inquérito da Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade (Deapti), em janeiro de 2020, após sair de uma agência bancária em Copacabana, a idosa foi abordada por Diana Rosa Aparecida Stanesco Vuletic, que, apresentando-se como vidente, disse que a filha da viúva estava doente e morreria em breve. Ela conseguiu convencer a vítima de ir até o apartamento dela, na Rua Barata Ribeiro, onde teria jogado búzios e constatado o “evento trágico”.

Posteriormente as duas seguiram para um apartamento no Leme, onde morava outra falsa vidente, identificada como Jacqueline Stanescos, que confirmou a previsão. Em busca de uma “solução”, a vítima foi levada até a casa de Rosa Stanesco Nicolau, conhecida como Mãe Valéria de Oxossi, na Rua Maria Quitéria, em Ipanema, que ofereceu para fazer de trabalhos espirituais para a cura de Sabine pelo valor de R$ 5 milhões de reais. Todas elas estavam envolvidas no esquema.

Até então, a idosa não tinha conhecimento da relação da filha com a “mãe de santo”. Na dúvida sobre o que fazer, a vítima compartilhou as “informações” com Sabine, que envolvida no golpe, orientou a mãe a aceitar a proposta e providenciar imediatamente o pagamento para que ela fosse “protegida”. Com o pedido da filha e acreditando que as previsões poderiam se concretizar, já que Sabine sofria de problemas psicológicos como depressão e síndrome do pânico, a idosa efetuou as transferências entre os dias 22 de janeiro e 5 de fevereiro de 2020. Entre os beneficiados estavam Ronaldo Ianov e Slavko Vuletic.

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Fonte: IG Nacional

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