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Economia

Rio: 2,9 milhões de pessoas compraram produtos falsificados em um ano

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Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (6) pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ), revela que cerca de um quinto da população adulta fluminense (20,5%), o equivalente a 2,9 milhões de pessoas, comprou produtos falsificados neste ano.

Segundo o diretor do IFec RJ, João Gomes, o número de consumidores de produtos piratas nos últimos 12 meses no estado voltou ao patamar pré-pandemia, em 2019 (3,3 milhões), depois de cair para 1,2 milhão de pessoas, no ano passado. Realizada em novembro, a pesquisa ouviu 293 cidadãos fluminenses e apurou que o gasto médio foi de R$ 73,5 por compra, valor menor que o apurado em 2020 (R$ 94,5) e superior ao registrado em 2019 (R$ 62,8).

O consumidor tem consciência de que se trata de um produto pirata, que prejudica a economia, sabe que é crime, mas, mesmo assim, muitos dizem que vão continuar comprando”, disse Gomes em entrevista à Agência Brasil.

De acordo com a pesquisa, 93,6% dos entrevistados sabem que a pirataria é crime e 65,5% entendem que a compra de produtos piratas prejudica a economia do estado do Rio de Janeiro. A sondagem indica que 71,9% não pretendem continuar comprando produtos piratas, embora quase um terço ainda tenda a comprar, o que é um número também elevado. Um dado relevante é que, para 47,6% dos pesquisados, o consumo de produtos falsificados favorece o aumento da violência e da criminalidade.

Cerca de 46,4% dos entrevistados querem mais campanhas educativas sobre os riscos do mercado ilegal para saúde e sobre os prejuízos para a economia. Para 29,2% dos consumidores, campanhas governamentais poderiam colaborar, seguidas por campanhas industriais e do varejo, com 24% e 22,5%, respectivamente.

Ranking

Equipamentos eletrônicos falsificadas são os itens mais consumidos de forma ilegal, com 28,6%, seguidos por roupas, com 18,8%, e calçados, bolsas e tênis (17,1%). A chamada pirataria eletrônica ocupa o quarto e o quinto lugares da lista, por meio do download (transferência de dados) pela internet de filmes (16,3%) e programas de computador (15,9%), respectivamente. Na sequência, aparecem óculos (15,1%), download de músicas da internet (10,6%), brinquedos (9,4%), relógios (9%), TV por assinatura (8,6%), perfumes (7,8%), artigos esportivos (4,1%) e cigarros (2,4%).

O preço baixo é a principal razão apontada por 75,9% dos consumidores para a compra de produtos piratas nos últimos 12 meses. Os entrevistados apontaram também a facilidade para encontrar os produtos (15,9%); o fato de alguns serem “descartáveis” e, por isso, não importa tanto a qualidade (11,8%); o fato de o artigo falsificado estar disponível antes do original (10,2%); e a questão do status (4,1%).

João Gomes alertou, contudo, que dependendo do produto, pode haver consequências indiretas para o consumidor, inclusive afetando a saúde. Calçados, por exemplo, podem provocar problemas na coluna, mais tarde; um dispositivo eletrônico ou um download pirata podem prejudicar o computador; brinquedos podem conter tinta ou produtos prejudiciais para crianças quando levados à boca. São questões que precisam ser observadas porque muitos produtos ilegais podem afetar a saúde do consumidor diretamente ou de alguém próximo, acrescentou.

Entre as pessoas que afirmaram ter consumido produtos piratas nos últimos 12 meses, 65,3% disseram já ter se arrependido da compra. A baixa qualidade lidera a lista das reclamações, com 86,2%. Já para 27,6%, a falta de garantia foi o principal motivo de desapontamento. Outras causas apontadas foram experiências negativas, como a impossibilidade de troca (13,2%), descobrir que o produto era roubado (4,6%) e problemas de saúde desencadeados pelo uso do produto (1,3%).

Para 59,6% dos entrevistados, os produtos originais são mais caros por causa dos impostos elevados. Entre as soluções para combater a pirataria, foram citadas redução da carga tributária (79%), melhoria da educação (52,8%), conscientização da população sobre os prejuízos causados pelo consumo desses produtos (46,8%), emprego (43,8%), aprovação de leis mais duras e penas mais longas (22,5%) e aumento da integração entre Polícia Federal e estadual (12,7%).

João Gomes destacou que os artigos piratas, que não são taxados na produção, importação ou comercialização, acabam prejudicando a arrecadação e promovendo concorrência desleal ao comércio formal, contribuindo ainda para o desemprego e o aumento da criminalidade.

E-commerce

Outra preocupação é a expansão das vendas online, no cenário da pandemia de covid-19. Para 69,3% dos entrevistados, o crescimento das compras no mundo virtual poderia aumentar a venda de produtos piratas, revelando aumento de 7 pontos percentuais em comparação ao ano passado; 43,1% confirmaram que teriam comprado pela internet um produto pirata pensando ser original, crescimento de 13 pontos percentuais em relação a 2020. A pesquisa confirmou, porém, que os consumidores estão atentos porque 91,8% disseram se certificar se o site é seguro para evitar problemas com produtos falsificados ou roubados.

De acordo com Gomes, o trabalho desenvolvido pelo Sistema Fecomércio RJ no combate à pirataria recebeu este ano o Prêmio Nacional de Combate à Pirataria (PNCP), na categoria Educacional – impactos voltados ao consumidor, uma iniciativa do Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. A iniciativa visa chamar a atenção para a necessidade de evitar o comércio não legalizado, que tem relação com o crime organizado e prejudica o comércio formal.

Edição: Nádia Franco

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Economia

Netflix lucra muito mais que o esperado, mas ações caem 25%; entenda

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Netflix lucra muito mais que o esperado, mas ações caem 25%
Felipe Moreno

Netflix lucra muito mais que o esperado, mas ações caem 25%

A Netflix está vendo as ações caírem 25% nesta sexta-feira (21), para registrarem o pior resultado desde 2012, mesmo após apresentar um lucro muito acima do esperado pelo mercado! O que está acontecendo? É muito, muito simples: as “growth stocks” são um fenômeno dos últimos anos – e o que o mercado espera delas é crescimento, não lucro.

É o mesmo fator que faz o Nubank chegar a valer mais que o Itaú – o mercado espera crescimento agressivo por parte do Nubank nos próximos anos em termos de usuário, mesmo que sua capacidade de converter essa pessoa em dinheiro ainda seja muito inferior ao Itaú. O Netflix, mesma coisa: o que o mercado espera é crescimento de usuários.

É a única coisa que importa.

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O lucro de US$ 1,33 por ação foi muito acima dos US$ 0,82 previstos. A receita de US$ 7,7 bilhões veio em linha, mas o número de usuários não bateu o esperado em 221,8 milhões, errando a previsão por 700 mil pessoas. Mas, talvez o mais preocupante, tenha sido a admissão da empresa de que outros serviços de streaming deverão limitar o crescimento do Netflix nos próximos anos.

É uma mudança de tom significativa para uma empresa que já afirmou que “dormir” era a grande concorrência. O Netflix também afirmou acreditar adicionar “apenas” 2,5 milhões de usuários no primeiro trimestre de 2022 – o mercado estimava 6,9 milhões, um número quase três vezes maior.

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Essa perspectiva negativa do Netflix frente ao próprio crescimento é o que assustou o mercado, fazendo com que várias casas de análise abaixassem suas recomendações e o valuation projetado da empresa de streaming. Se a história de “growth” está prejudicada, não há lucro (atual) que compense.

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Economia

Consulta ao lote residual do IR 2021 será aberta na segunda

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Sede da Superintendência da Receita Federal
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Sede da Superintendência da Receita Federal

A Receita Federal vai abrir, na próxima segunda-feira (24), às 9h, a consulta a mais um lote residual de Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). Essa nova leva de pagamentos vai contemplar restituições residuais de exercícios anteriores.

O crédito bancário será feito no dia 31 de janeiro — na conta indicada pelo contribuinte na declaração de IRPF — para 240.744 pessoas. O valor total depositado será de R$ 281.936.411,15.

Desse montante, afirma o Fisco, R$ 96.664.742,30 serão pagos a contribuintes que têm prioridade legal de recebimento da restituição, sendo 3.586 idosos acima de 80 anos, 28.358 pessoas entre 60 e 79 anos, 2.129 cidadãos com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave e 9.233 profissionais cuja maior fonte de renda é o magistério.

Foram incluídos ainda neste lote 197.438 contribuintes não prioritários que entregaram a declaração até 16 de janeiro deste ano.

Como fazer a consulta

Para saber se a restituição está disponível, é preciso acessar o site da Receita Federal, clicar em “Meu Imposto de Renda” e depois em “Consultar a Restituição”.

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A página ainda permite fazer uma consulta sobre a situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC.

“Se identificar alguma pendência na declaração, o contribuinte pode retificá-la, corrigindo as informações que estejam equivocadas”, explica a Receita.

Depósito não realizado

Se, por algum motivo, o crédito não for realizado na conta indicada (a conta foi encerrada, por exemplo), os valores ficarão disponíveis para resgate por até 12 meses, no Banco do Brasil (BB).

O interessado poderá contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do BB ou ligar para a central de atendimento nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos), a fim de agendar o crédito em conta-corrente ou poupança em seu nome, em qualquer outro banco.

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