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Ricardo Vélez é demitido e se torna segundo ministro a cair no governo Bolsonaro

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Luis Fortes/MEC – 2.1.19

Ricardo Vélez Rodríguez foi exonerado e deixou de ser o ministro da Educação


Ricardo Vélez Rodríguez não é mais ministro da Educação. Pressionado após críticas pelas diversas trocas no comando de secretarias desde que assumiu a pasta, o colombiano será exonerado pelo presidente Jair Bolsonaro, que confirmou a informação no Twitter após uma reunião com Vélez. A publicação da exoneração deve acontecer no Diário Oficial até esta terça-feira (9). 

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Também nas redes sociais, Bolsonaro confirmou que  Abraham Weintraub assume a pasta. “Abraham é doutor, professor universitário e possui ampla experiência em gestão e o conhecimento necessário para a pasta”, disse o presidente.




Wentraub é economista e professor e professor universitário na Unifesp. Ele fez parte da equipe de transição do governo Temer para o governo Bolsonaro e foi cogitado para ser o “número 2” da Casa Civil, comandada por Onyx Lorenzoni, de quem Wentraub é muito próximo.

Professor universitário, filósofo e escritor, Ricardo Vélez Rodríguez foi um dos ministros indicados a Jair Bolsonaro por Olavo de Carvalho. O outro é Ernesto Araújo, atual ministro das Relações Exteriores.

Vélez é o segundo ministro a ser exonerado com menos de três meses de governo. O primeiro foi Gustavo Bebbiano, ex-secretário-geral da Presidência da República, que acabou desgastado por denúncias de “candidaturas-laranjas” para favorecer filiados ao PSL, partido de Bolsonaro e que foi presidente durante as eleições.

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Nascido em Bogotá, capital da Colômbia, o ex-ministro da Educação  tem 75 anos, é naturalizado brasileiro e foi professor de escola do Exército. Durante sua gestão na pasta, criou algumas polêmicas, como a edição de um edital permitindo que livros didáticos não citassem fontes e não passassem por revisões. Na época, ele afirmou que a decisão vinha da gestão anterior do MEC.

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Em fevereiro, Vélez enviou uma carta aos diretores de escolas do Brasil pedindo para que os mesmos filmassem os alunos cantando o hino nacional e citando o lema de campanha de Bolsonaro nas eleições: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”. Diante da repercussão ruim, pediu desculpas e retirou o pedido.

O ministro ainda é pivô da maior crise interna do governo Bolsonaro. A pasta de Educação sofre com constantes exonerações e já se envolveu em polêmicas que desagradaram a base do governo, a oposição e até o eleitorado de Bolsonaro.

A última queda importante foi a de Bruno Garschagen, assessor especial e um dos integrantes mais próximos ao ministro Ricardo Vélez, e o chefe de gabinete do MEC. O presidente do Inep,  Marcus Vinicius Rodrigues, também caiu por adiar avaliação sobre alfabetização de alunos do ensino básico em dois anos sem consultar outros membros da pasta.

O cargo de secretário-executivo da pasta, ou seja, o “número dois” do ministério, é um dos mais emblemáticos. Membro do Centro Paula Souza, Luís Antônio Tozi assumiu o cargo logo no início do governo. Após críticas de Olavo de Carvalho, guru ideológico do presidente Jair Bolsonaro, Tozi foi demitido junto com outros atacados pelo filósofo. No mesmo dia, alunos de Olavo que ocupavam cargos na pasta também pediram exoneração, por orientação do professor.

Colega de Tozi no Paula Souza, Rubens Barreto da Silva foi anunciado para a posição, mas Vélez voltou atrás e desistiu da nomeação de Barreto, que também era um dos criticados por Olavo de Carvalho. Dias depois, o ministro indicou Iolene Lima, favorita da ala evangélica, para o cargo. Oito dias depois, no entanto, a própria Iolene foi às redes sociais para dizer que foi demitida logo depois de assumir o cargo.

Quem acabou ficando com a vaga foi o tenente-brigadeiro Ricardo Machado Vieira, o que enfraqueceu ainda mais Vélez, aumentando os rumores da demissão do ministro. 

Responsável pela indicação de Vélez, Olavo de Carvalho rompeu de vez o ministro após criticá-lo nas redes sociais na última semana. “Conheci o prof. Velez por seus livros sobre a história do pensamento brasileiro, publicados mais de vinte anos atrás. Nunca tomei conhecimento das suas obscenas tucanadas e clintonadas, que teriam me prevenido contra o seu comportamento traiçoeiro. Não vou fazer nada contra ele, mas garanto que não vou lamentar se o botarem para fora do ministério”, escreveu o filósofo. 

As publicações do filósofo e guru ideológico de Bolsonaro enfraqueceram ainda mais Ricardo Vélez Rodríguez. O ex-ministro ainda não se manifestou sobre a demissão.

Fonte: IG Nacional
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Trabalho infantil aumenta 38% durante o carnaval; saiba como denunciar

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Agência Brasil

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Valter Campanato / Agência Brasil

Trabalho infantil é crime.

Em média, a cada ano, as notificações de casos de trabalho infantil aumentam 38% durante os meses de carnaval, em todo o país, de acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT). Na Paraíba, esse tipo de crime cresceu 48,8% no período da data festiva, saltando de 129 ocorrências denunciadas em 2018 para 192 em 2019.

Leia mais: “Na ditadura tinham mais respeito pela Constituição do que agora”, diz Lula

Durante o carnaval, muitas crianças e adolescentes são vistos nas ruas assumindo funções como a de vendedor ambulante, catador de latinhas e guardador de carros. Porém, conforme alerta o MPT, ao exercer atividades laborais, têm seus direitos violados e acabam ficando mais vulneráveis à exploração sexual e ao aliciamento de traficantes de drogas.

No Brasil, o trabalho é proibido para pessoas com idade inferior a 16 anos. A exceção ocorre quando assegurada a condição de aprendiz , prevista para adolescentes a partir dos 14 anos de idade. A legislação vigente estabelece que jovens com idade entre 16 e 18 anos podem trabalhar somente se não ficarem expostos a trabalho noturno, perigoso, insalubre ou àquele que traga algum prejuízo à sua formação moral e psíquica.

Para reforçar a importância de se preservar os direitos de crianças e adolescentes , o MPT conclama os foliões por meio de uma campanha que está sendo difundida em locais de concentração dos blocos. O conteúdo também pode ser encontrado nas redes sociais, por meio das hashtags #CarnavalSemTrabalhoInfantil e #CarnavalSemExploraçãoInfantil.

O órgão mantém, ainda, uma campanha nacional, de caráter permanente e identificada nas redes sociais com a hashtag #ChegaDeTrabalhoInfantil . Esta mobilização conta com o apoio de personalidades como Daniela Mercury, Elba Ramalho e Wesley Safadão.


Fonte: IG Nacional
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Suspeitos de matar brasileira nos EUA são presos no Espírito Santo

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Reprodução/ Instagram

Corpo de Ana Paula Braga foi encontrado na cidade de Hot Springs

Dois homens suspeitos de assassinar a brasileira Ana Paula Braga foram presos no Espírito Santo depois de 24 dias de buscas. A Polícia Federal localizou a dupla neste sábado (22) na cidade de Cariacica.

Leia também: Governo do Ceará afasta 168 policiais por participação em motim

Ana Paula desapareceu no último dia 29 de janeiro, após conversar com a mãe por telefone. A brasileira de 23 anos era motorista de aplicativo e seu corpo foi encontrado numa cidade chamada Hot Springs no dia 14 de fevereiro.

De acordo com a Polícia Federal os suspeitos protagonizaram uma “fuga cinematográfica”. Ainda não foi determinada a motivação para o crime.”Durante todo esse tempo, a dupla pressionou e extorquiu, tanto os próprios familiares quanto parentes da vítima, com o intuito de obtenção de recursos que os ajudassem na fuga”, informou a PF em comunicado.

Como aconteceu a prisão?

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Agência Brasil

Polícia Federal

A PF deu alguns detalhes sobre como teria ocorrido o assassinato de Ana Paula. Segundo a corporação, a jovem foi assassinada em 30 de janeiro e seu corpo foi transportado dentro de seu próprio carro ate ser desovado.

De Hot Springs, a dupla viajou no carro de Ana Paula até o estado de Oklahoma e, depois, partiu de ônibus até o Texas. De lá, atravessaram o México a pé e, na Cidade do México seguiram de avião até o Rio de Janeiro.

As polícias americana e brasileira entraram em contato e descobriram o paradeiro dos suspeitos no estado do sudeste. Homens do 7º Batalhão da Polícia Militar do Espírito Santo, do Grupo Integrado de Operações de Segurança do ES, do Ministério Público e agentes internacionais realizaram a detenção dos acusados de matar Ana Paula na manhã deste sábado (22).

Leia também: Quase metade das brasileiras já sofreu assédio ou importunação sexual no Carnaval

Não foi divulgada a identidade de nenhum dos suspeitos e nem informado se os mesmos serão enviados aos Estados Unidos para responderem pelo crime. O Departamento de Polícia de Los Angeles (LAPD) é o responsável pela investigação da morte da brasileira .

Fonte: IG Nacional
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