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Reunião termina sem definição sobre novo presidente do diretório do MDB em Cuiabá

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O deputado estadual Romualdo Júnior: encontro busca pacificação entre Emanuel e Janaína Riva

O deputado estadual Romualdo Júnior (MDB), liderança tradicional do partido no estado, informou a jornalistas nesta quinta-feira (7), que o partido está buscando a pacificação em torno da questão que envolveu a presidência do comando do diretório municipal de Cuiabá, a disputa entre a deputada Janaína Riva (MDB) e o prefeito da capital, Emanuel Pinheiro (MDB). Janaína quer a presidência, Emanuel Pinheiro defende a permanência de Francisco Faiad.

A cúpula emedebista se reuniu na noite de quarta-feira (6), para discutir o assunto, mas a impossibilidade de participação da deputada Janaína Riva adiou, mais uma vez, a conversa entre as lideranças do partido.

“O Emanuel quer continuar no partido. Nós precisamos agora definir a comissão municipal. Conversei bastante com o Emanuel ontem, o Bezerra também conversou. agora a Janaína fez uma cirurgia, coisa simples e estamos esperando ela se recuperar, e assim que ela melhorar nós vamos sentar e acertar isso de uma vez por todas”, declarou.

Conforme Romualdo Júnior, a conversa de ontem “foi na linha de fumar o cachimbo da paz, resolver a questão do diretório municipal, que até hoje está sem presidente. Eu defendo a permanência do Faiad”, adiantou, cobrando que a reunião a ser agendada tem a participação do prefeito Emanuel Pinheiro, da deputada Janaína Riva e também dos deputados Dr João e Thiago Silva.

“Precisamos definir isso para começar a preparar o partido para 2022, temos 40 pré-candidatos a deputado estadual. É o único partido hoje do estado que já tem Chapa pronta para deputado estadual. O Emanuel quer terminar o mandato, quer fazer uma gestão melhor do que foi no primeiro mandato em Cuiabá”, garantiu o emedebista.

Nessa primeira reunião, conforme Romualdo Júnior, não se discutiu sobre o mandato de reeleição do prefeito da capital. “Primeiro é pacificar o partido. Temos duas grandes lideranças, o prefeito Emanuel Pinheiro, que foi reeleito, e a deputada Janaína Riva, que foi a mais votada e tem liderança em todo o estado. A Janaína quer ser presidente, é um direito dela. Eu defendo a permanência do Faiad. Ninguém queria que o Faiad saísse, foi uma imposição que a Janaína fez na época, um direito dela”, completou.

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Gisela diz que fez bem em rejeitar Emanuel, que teria que escolher um lado e que pode disputar Câmara Federal pelo Pros

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A presidente do Pros de Mato Grosso, advogada Gisela Simona, em entrevista ao Portal ODocumento, afirmou que a sua pré-candidatura à Câmara Federal, nas eleições de 2022, significa o fechamento de um ciclo que começou ainda em 2018, quando a advogada concorreu à mesma vaga e conquistou mais de 50 mil votos.

Segundo Simona, que disputou a eleição para a prefeitura de Cuiabá, em 2020, ficando em terceira colocada na disputa, sua postura no segundo turno da eleição que reelegeu o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), de apoiar o candidato Abílio Júnior (Podemos), não prejudica o seu projeto de disputar a Câmara Federal.

“Não vejo que houve em nenhum momento um erro ou que haja prejuízo. Pelo contrário, até pelos desfechos que estão acontecendo hoje dentro da gestão municipal fica notório que não tinha como apoiar o atual prefeito”, afirmou.

Conforme a líder partidária, “aqueles que acompanham nossa trajetória sabem que nós temos que ser coerentes com aquilo que achamos que é correto. E ser contra a corrupção é algo que sempre foi muito claro, não só nas nossas vidas como também nas nossas propostas”, declarou.

A líder partidária fez questão de destacar que a intenção do Pros é lançar chapas completas para a Assembleia Legislativa e Câmara Federal nas eleições de 2022, com 16 pré-candidatos a deputado federal e 48 estadual. “Esse é o nosso propósito, estamos aguardando para ver se haverá mudança na legislação ou não. Nós estamos querendo sair com chapa cheia, com 16 candidatos a federal e 48 a estadual. Fizemos uma divisão do Estado por número de eleitores e vamos querer fazer um grupo bem heterogêneo com pessoas de todo Mato Grosso”, argumentou.

Questionada sobre nomes que estariam compondo as chapas de pré-candidatos, Gisela Simona desconversou. “Estamos mantendo tudo sobre sigilo, até mesmo para evitar o assédio de outros partidos. Mas estamos com um bom andamento. Terá muitos representantes da sociedade, diversos segmentos, ex-candidatos a prefeito no interior do Estado e algumas figuras conhecidas aqui em Cuiabá também”, completou

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Fávaro vê exagero na quantidade de partidos, critica proposta da volta das coligações e diz que votará contra

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O senador Carlos Fávaro (PSD), presidente do partido no Estado, vê a volta das coligações partidárias nas eleições proporcionais como um retrocesso. “Voltar as coligações é o enfraquecimento dos partidos políticos. Com todo respeito à Câmara Federal, mas nós não podemos retroceder”. Segundo Fávaro, a volta das coligações e a ausência de cláusulas de barreira impede a governabilidade de qualquer chefe de Executivo. A matéria, que está em tramitação, para Carlos Fávaro, terá resistência no Senado Federal.

“A volta das coligações, proposta pela maioria dos deputados federais, marcaria um retrocesso nos avanços conquistados ao longo dos últimos anos. Nosso sistema eleitoral, com as regras atuais, é muito recente. Ainda que precise de ajustes, não podemos permitir retrocessos”, argumentou o senador.

Carlos Fávaro, que é titular da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania do Senado, que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma Eleitoral (28/2021), fez questão de destacar o relatório da senadora Simone Tebet (MDB-MS), que barrou a medida, aprovada na Câmara dos Deputados.

“Embora alguns possam pensar o contrário, não é democrático termos 35 partidos políticos, o que cria situações esdrúxulas, como as siglas de aluguel. Por isso, parabenizo a senadora Simone por barrar a volta destas coligações”, disse o senador.
Só para citar exemplos, o senador disse que em Cuiabá os 25 vereadores estão divididos em 19 partidos políticos. Em Blumenau [SC], são 15 vereadores para 12 partidos. “Por mais plural que somos enquanto sociedade, não há justificativa para um número tão grande de siglas”, destacou o senador.

Para o senador, “isso é horrível, imagina o prefeito ter que tratar, e é parte normal da democracia o Executivo e Legislativo conversarem e convergirem, ter que conversar com 19 líderes, e o que é pior, chega a ser grotesco, líder de si mesmo, porque só tem um vereador. Esse não é o modelo bom para a democracia, para a gestão pública”, arrematou.

O senador defende o aperfeiçoamento da legislação eleitoral e lembrou que o Senado já aprovou projetos importantes nesse sentido, como o que define critérios para a distribuição das sobras eleitorais e o que estimula a participação de mulheres na política.

 

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