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Educação

Retorno pleno às aulas presenciais no Rio será no dia 18

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O retorno completo às aulas presenciais na rede municipal de ensino do Rio de Janeiro, anunciado na terça-feira (5) pela prefeitura, vai ocorrer em duas etapas, a partir do dia 18 de outubro, uma segunda-feira. Neste dia, começa a deixar de funcionar o esquema de rodízio, no qual as turmas são divididas em dois grupos e cada uma frequenta a escola em semanas alternadas.

Segundo a Secretaria Municipal de Educação (SME), no dia 18 retornam sem o rodízio os alunos da pré-escola, 1º, 2º, 5º e 9º anos e Carioca II, programa de aceleração do ensino. No dia 25 será a vez dos estudantes da creche, 3º, 4º, 6º, 7º e 8º anos do ensino fundamental, além da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e das classes especiais.

Segundo o secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha, o retorno gradual vai permitir que sejam adotadas as melhores condições logísticas para o fornecimento da merenda escolar, infraestrutura e materiais de higiene e pedagógicos.

“A rede municipal do Rio de Janeiro está preparada para ter todos os nossos alunos indo todos os dias para as aulas presenciais. Temos a maior rede municipal de ensino da América Latina, são 1.543 escolas, 644 mil estudantes e mais de 50 mil profissionais. É necessário planejamento logístico para que a gente consiga fazer com que tenhamos comida nas escolas, profissionais de apoio, merendeiras e pessoal da limpeza”, afirmou Renan.

A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) informou que as escolas da rede estadual estão ofertando o modelo de ensino híbrido, “com aulas remotas e também presenciais para todos os alunos que optarem por essa modalidade”, a critério dos estudantes ou dos responsáveis. 

Rede federal

Em algumas escolas federais, o retorno às aulas presenciais só deve ocorrer no ano que vem. O Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ) informou que está mantida a proposta de iniciar o calendário acadêmico de 2022 em abril, de forma presencial, “condicionada ao acompanhamento da evolução do quadro epidemiológico da pandemia de covid-19”. Até lá, as aulas continuam remotas.

No Colégio Pedro II, o retorno às aulas presenciais está previsto a partir de 1º de março de 2022, a tempo de encerrar o ano letivo de 2021, que vai até 2 de abril. Segundo a instituição, por pertencer à esfera federal o colégio não está submetido às decisões da prefeitura do Rio.

O Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CAp-UFRJ) também anunciou que não responde às decisões da prefeitura, mas vai voltar às aulas presenciais no dia 13 próximo, com sistema híbrido e com as turmas divididas. De acordo com a vice-diretora geral do colégio, Cristina Miranda, o planejamento foi feito cuidadosamente e os responsáveis poderão optar por enviar as crianças para a escola ou continuar tendo aulas remotas.

“Esse plano está sendo construído desde o ano passado, nós instalamos um grupo de trabalho de protocolos de retorno pós-pandemia, para que estudasse os espaços da escola, e a gente trabalha com o grupo multidisciplinar na UFRJ [Universidade Federal do Rio de Janeiro]. Nosso plano foi aprovado por esse grupo de trabalho, por isso estamos retomando aos poucos as atividades presenciais”, explicou Cristina.

Preocupação

Ela avaliou como temerária e precipitada a decisão da prefeitura de retornar com as turmas cheias. “Vemos com bastante preocupação essa decisão do município de retomar com carga total as aulas, compreendendo que a pandemia não acabou, que a gente não tem nem 50% da população vacinada com as duas doses. A gente considera muito grave esse retorno integral, com todas as crianças dentro da sala de aula e nos transportes públicos. É uma lástima”.

O painel de vacinação da prefeitura indica que 85,7% da população do Rio já receberam a primeira dose da vacina contra a covid-19 e que 57,6% completaram o esquema. 

Os dados do Ministério da Saúde mostram que, no estado do Rio de Janeiro, 70,1% da população tomaram a primeira dose e 43,6% estão com as duas ou a dose única. No país, são 69,9% com a primeira dose e 45,7% com o esquema vacinal completo.

Edição: Kleber Sampaio

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Educação

FNDE promove evento no dia da alimentação na escola

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O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) promoveu um evento virtual nesta quinta-feira (21) para marcar o Dia Nacional da Alimentação na Escola. A live teve como objetivo apresentar o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e tirar dúvidas de gestores, professores, estudantes, pais e de interessados no tema.

O Pnae é o programa responsável por assegurar o envio de recursos para a aquisição de merenda escolar. Segundo o FNDE, o programa é responsável pela alimentação de mais de 50 milhões de estudantes.

Pelo programa, o FNDE deve repassar parte dos recursos destinados à alimentação escolar a estados e municípios. As prefeituras são responsáveis pela aquisição dos alimentos e entrega às escolas para a oferta aos alunos.

Esse fluxo foi explicado durante a live pelo diretor de Ações Educacionais, Galigan Amarante. “A gente transfere o recurso diretamente para a conta das prefeituras. A gente faz transferência parcial desses recursos e o município que é responsável por entregar os alimentos na ponta para os alunos das escolas”, explicou.

O repasse obedece a uma tabela de valores por modalidade de ensino: creches (R$ 1,07 por aluno), pré-escola (R$ 0,53), escolas indígenas e quilombolas (R$ 0,64), ensino fundamental e médio (R$ 0,36), educação de jovens e adultos (R$ 0,32) e ensino integral (R$ 1,07).

Durante a pandemia da covid-19, o programa foi alterado para a disponibilização de kits de alimentação para os alunos. Em vez das 10 parcelas anuais, foram aprovadas mais duas. Esse modelo pode continuar enquanto perdurar o estado de emergência sanitária.

Pelo menos 30% dos recursos disponibilizados devem ser utilizados para comprar alimentos da agricultura familiar. A medida foi estabelecida para incentivar essa modalidade de produção e melhorar a qualidade da alimentação.

“O grande desafio que os gestores têm é localizar os produtores. Em muitos municípios os produtores não têm documentação ou não conseguem ofertar durante todo o ano letivo”, disse Galigan Amarante.

Os recursos são fiscalizados por um conselho, formado por integrantes do poder público e representantes da comunidade acadêmica, formado por professores e pais. Além disso, o poder público municipal deve prestar contas dos recursos. “Prefeitos e gestores são obrigados a fazer prestação de conta e comprovar o que foi gasto com o dinheiro para alimentação”, acrescentou Amarante.

Na live, a coordenadora-geral substituta do Pnae, Edenilza Carvalho, lembrou que o Pnae tem como desafios enfrentar tanto o problema da desnutrição quanto o sobrepeso e a obesidade em crianças e adolescentes.

“O Brasil é país muito grande. Temos estados e municípios que enfrentam obesidade e desnutrição. Por isso a importância de ter um nutricionista na localidade. Ele precisa fazer o diagnóstico e aí sim consegue elaborar um cardápio adequado para aquela clientela”, disse.

Edição: Fernando Fraga

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Educação

A um mês do Enem, professores falam sobre uso de redes sociais

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Ao som de gritos, a professora de história Natasha Piedras entra correndo em um quarto. Acima da cena, aparece a legenda: “Dom João VI fugindo de Portugal”. Logo em seguida, a professora aparece novamente entrando pela mesma porta, agora com um chapéu preto e uma vareta simulando uma espada, com a legenda: “Napoleão Bonaparte”. Em um vídeo de cinco segundos, Natasha fala sobre a vinda da família real portuguesa para o Brasil em 1808, em meio à ameaça do imperador francês de invadir o reino de Portugal.

O vídeo recebeu mais de 7,7 mil curtidas no Instagram e mais de 24 mil no Tik Tok. De forma descontraída, escolas, cursinhos e professores têm usado as redes sociais para tratar de conteúdos para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A um mês das provas, que serão realizadas nos dias 21 e 28 de novembro, eles dão dicas de como aproveitar essas ferramentas para fixar o conteúdo e também fazem alertas sobre os cuidados necessários para não perder o foco dos estudos e não acessar conteúdos com informações erradas.

“Um mês para o exame, a gente diz que é a reta final. Um momento de foco total. A internet pode ser uma aliada, claro, mas não é o momento de ficar horas nas redes sociais. Embora a internet ajude, ela pode ser uma distração. É bom focar nas aulas e ter a internet como algo complementar”, diz Natasha, que é professora do Descomplica, ambiente virtual que oferece cursos preparatórios para o Enem. 

As aulas, segundo a professora, são importantes, até mesmo para que o estudante entenda as piadas nas redes. “Quando estou pensando para o Tik Tok um vídeo sobre processo de Independência do Brasil, claro que quero que o aluno tire daquele vídeo alguma coisa mas, para isso, ele precisa de um conhecimento prévio sobre a Independência, precisa ter assistido uma aula sobre o assunto. Assistiu a aula, entendeu minimamente o assunto, um vídeozinho desse no Tiktok vai fazer com que ele, de repente, absorva um pouco mais, mas de maneira leve”.

Redes sociais na pandemia

O estudo Digital 2021: Global Overview Report, da Hootsuite e We are Social, mostra que somente no último ano as redes sociais ganharam meio milhão de novos usuários em todo o mundo, o que representou um crescimento de mais de 13%. Agora, são 4,2 bilhões de pessoas conectadas, o que representa 53% de toda a população mundial.

O Brasil está entre os países que mais usam redes sociais no mundo, ocupando o terceiro lugar no ranking, depois das Filipinas e da Colômbia. Os usuários brasileiros passam, em média, 3 horas e 42 minutos nas redes sociais por dia – tempo acima da média mundial de 2 horas e 25 minutos.

“Não é um fenômeno de agora, mas com a pandemia o uso das redes sociais foi potencializado por causa desse período remoto, que fez com que muitos alunos, que não tinham o hábito de navegar na rede passassem a buscar mais informações e a acessar mais. Os professores que antes não postavam passaram a postar”, diz o professor de química dos colégios Santo Agostinho e São Bento, no Rio de Janeiro, e também criador do canal Química Nota Dez, Silvio Predis.

Mais conteúdo na rede exige, no entanto, mais cuidado. Segundo o professor, é preciso buscar informações sobre quem está divulgando esse conteúdo, se é algum professor, se tem boa formação e, se possível, perguntar na escola ou no cursinho, a professores de confiança, se determinado perfil é indicado. “Há conteúdos com uma qualidade muito alta e conteúdos com vários erros”, diz.  

Maior alcance 

As redes sociais ajudaram a professora de redação e fundadora do Marka Texto Redação e Linguagens, Letícia Lima, a chegar a diversas partes do Brasil. Os vídeos que posta no Instagram e Tiktok, com dicas para a redação do Enem, correção de provas e mesmo com erros cometidos pelos estudantes, têm centenas de milhares de reproduções e curtidas.

“Para segurar o jovem hoje em dia tem que ser rápido. Tudo é distração para eles. Tem que ter humor, estar antenado com memes, com o que está em alta, o que é engraçado. A gente se baseia muito nisso”, afirma.

Porém, além de divertir e informar, as redes sociais podem também ser ambientes muito tóxicos, de acordo com a professora. “Existem muitos perfis que projetam uma ideia de rotina de estudo que é impraticável e inalcançável. Essa comparação [com outras pessoas] pode minar a saúde mental do estudante”, diz. Ela aconselha os alunos a focarem, nesta reta final, na resolução de questões de provas anteriores, na revisão de conteúdos. A familiaridade com a prova, segundo ela, conta muito no Enem. 

Edição: Graça Adjuto

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