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Internacional

Responsável pelo massacre no Texas teria sofrido bullying por ser gago

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Salvador Ramos, responsável pelo massacre em uma escola no Texas
Reprodução: redes sociais – 25/05/2022

Salvador Ramos, responsável pelo massacre em uma escola no Texas

Salvador Ramos, o responsável pelo massacre em uma escola no Texas  que deixou 21 mortos nesta terça-feira , sofreu bullying enquanto cursava o ensino médio e tinha dificuldades em se relacionar com os colegas de turma, afirmam ex-colegas e familiares. O massacre aconteceu em uma escola primária na cidade de Uvalde e é considerada o pior incidente do tipo em uma década.

Colegas de Ramos na Uvalde High School afirmaram ao The New York Times que o jovem tinha poucos amigos e frequentemente faltava às aulas.

Jeremiah Munoz disse ter se aproximado de Salvador Ramos por ambos compartilharem do mesmo interesse em videogames, como Call of Duty e Fortnite. Munoz relatou ao jornal americano se lembrar de presenciar Ramos ser alvo de provocações de colegas, que faziam piada de suas roupas e ofendiam a mãe e a irmã do jovem.

Munoz disse ainda ter recebido durante o final de semana a imagem de dois rifles, enviadas por Salvador Ramos.

A prima de Ramos, Mia, contou ao jornal The Washington Post ter presenciado o atirador sendo alvo de piadas por conta de uma gagueira, enquanto ambos cursavam o ensino fundamental.

“Ele não era muito uma pessoa social depois de sofrer bullying por causa da gagueira. Eu acho que ele simplesmente não se sentia mais confortável na escola”, disse Mia ao jornal americano.

Ao Washington Post, outro colega de Salvador Ramos, Santos Valdez, de 18 anos, relatou que uma vez o encontrou com uma série de ferimentos no rosto. Ao questioná-lo, descobriu que o atirador havia feito ele mesmo os cortes na face, com uma faca.

Brigas entre Ramos e sua mãe também foram relatadas pelos colegas do atirador, que os escutavam aos gritos enquanto jogavam videogame online. Após ambos trocarem ofensas, Salvador Ramos costumava passar dias morando na casa da avó.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

Trump sabia que apoiadores portavam armas durante invasão do Capitólio

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Donald Trump
Reprodução/Twitter

Donald Trump

A ex-assessora de Mark Meadows, último chefe de gabinete do presidente Donald J. Trump, disse que Trump insistiu para que a segurança permitisse que os manifestantes transitassem armados livremente durante a invasão do Capitol no dia 6 de janeiro. Cassidy Hutchinson disse que seu chefe, Mark Meadows, fez ‘pouco caso’ para tentar administrar a situação.

Trump, em seu site Truth Social, negou muitas das acusações de terça-feira. Hutchinson depôs que Meadows previu a um de seus próprios assessores que as coisas ficariam “muito, muito ruins”, sugerindo que a equipe de Trump sabia que seus apoiadores planejavam invadir o Capitólio ou cometer violência dias antes do ataque. 

A ex-assessora da Casa Branca detalhou aos legisladores como Donald Trump explicou abertamente que não “se importava” após ser informado de que seus apoiadores nas cidade e ao redor do Capitólio portavam armas de fogo, facas, porretes e até fuzis AR-15, proibidos no Distrito de Columbia.

O depoimento da funcionária detalha que Donald Trump e seus aliados sabiam que seus apoiadores planejavam cometer atos de violência contra os adversários políticos na tentativa de derrubar o resultado das eleições. 

Fonte: IG Mundo

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Internacional

Corpos de 50 imigrantes são encontrados em caminhão no Texas

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Cinquenta pessoas foram encontradas mortas dentro de um caminhão abandonado em uma rodovia da cidade de San Antonio, no estado do Texas, onde as temperaturas chegaram a 39,4 graus Celsius na segunda-feira (27). Esse foi um dos casos mais letais da crise de imigração ao longo da fronteira entre Estados Unidos e México na história recente.

Um funcionário do Corpo de Bombeiros de San Antonio disse ter encontrado “pilhas de corpos” e nenhum sinal de água no caminhão, que foi descoberto próximo aos trilhos de uma ferrovia em uma área remota na periferia sul da cidade.

Dezesseis outras pessoas encontradas dentro do caminhão foram transportadas para hospitais com insolação e exaustão, incluindo quatro menores, mas nenhuma criança estava entre os mortos, segundo os bombeiros.

“Os pacientes que vimos estavam quentes ao toque, estavam sofrendo de insolação, exaustão”, afirmou o chefe dos bombeiros de San Antonio, Charles Hood, em entrevista coletiva. “Era um caminhão-reboque refrigerado, mas não havia unidade de ar condicionado visível.”

O chefe de polícia de San Antonio, que fica a cerca de 250 quilômetros da fronteira mexicana, William McManus, disse que uma pessoa que trabalha em um prédio próximo ouviu um grito de socorro e saiu para verificar. O trabalhador encontrou as portas do caminhão parcialmente abertas, olhou para dentro e encontrou vários cadáveres.

Um porta-voz do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) disse que sua divisão de Investigações de Segurança Interna estava apurando “um suposto evento de contrabando de seres humanos” em coordenação com a polícia local.

“É indescritível”, disse o prefeito de San Antonio, Ron Nirenberg, observando que sua comunidade depende de imigrantes uma vez que há escassez de mão de obra. “É uma tragédia sem explicação.”

O presidente dos EUA, Joe Biden, em um comunicado nesta terça-feira, chamou o incidente de “horrível e comovente”.

Chamando a atenção para a indústria bilionária do contrabando criminoso, Biden disse que “explorar indivíduos vulneráveis com fins lucrativos é vergonhoso”, e disse que seu governo está trabalhando para reprimir essas redes de tráfico de pessoas.

Biden tem enfrentado uma crise de imigração com um número recorde de travessias de imigrantes na fronteira EUA-México desde que assumiu o cargo, em janeiro de 2021.

Ao menos 22 mexicanos, sete guatemaltecos e dois hondurenhos foram identificados entre os mortos, disse o ministro das Relações Exteriores do México, Marcelo Ebrard, no Twitter, nesta terça-feira. Não havia informações sobre a nacionalidade dos outros mortos, disseram autoridades mexicanas.

Fonte: EBC Internacional

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