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Repressão ao tráfico interestadual passa por inteligência policial e planejamento

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Raquel Teixeira/Polícia Civil-MT

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), atua em dois focos principais na repressão ao tráfico de drogas, cuja atuação tem circunscrição estadual: o combate ao tráfico interestadual realizados por organizações criminosas especializadas no fornecimento e distribuição de drogas para todo estado e o tráfico doméstico, conhecido como  “formiguinha”, que tem como característica é o comércio de drogas em pequenas quantidades realizado em bairros da Grande Cuiabá.

Neste primeiro semestre de 2020, uma das investigações da delegacia especializada resultou na desarticulação de um grupo de traficantes que traria de Mato Grosso do Sul mais de meia tonelada de maconha destinada à distribuição em Mato Grosso e Goiás. As investigações deflagraram a Operação “Porteira Fechada”, realizada em abril, quando a equipe da DRE apurou denúncias e chegou a uma casa em Ponta Porã, cidade na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai. No local, os policiais civis apreenderam 600 quilos do entorpecente que estava escondido na residência e prenderam em flagrante seis pessoas ligadas ao grupo criminoso responsável pelo comércio da droga.

Na sequência da primeira operação interestadual, a DRE aprendeu no mês passado, na Operação Porteira Fechada 2, também no interior de Mato Grosso do Sul, mais 22 quilos de maconha que estavam com duas mulheres. Aos policiais, as mulheres confessaram que buscaram o entorpecente em Rio Brilhante (MS) e entregariam a carga em Rondonópolis para pessoas desconhecidas e que receberiam R$ 3 mil pelo transporte do entorpecente. Segundo as apurações, a droga seria distribuída em Cuiabá.

O combate ao tráfico interestadual exige da equipe da DRE investigações avançadas, planejamento, fortalecimento da inteligência policial e trabalho integrado, para chegar aos grupos criminosos envolvidos com o crime. Já o tráfico doméstico é identificado em investigações de rotina e nas denúncias anônimas. “Essa repressão ocorre com ações diárias e no cumprimento de mandados de busca e apreensão domiciliares”, explica o delegado titular da DRE, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira.

Tráfico doméstico

Na repressão a essa modalidade de tráfico, a delegacia deflagrou várias operações na região metropolitana de Cuiabá, a fim de coletar material para subsidiar investigações da unidade.

A Operação “Baixada Cuiabana 1 e 2”, realizada no mês de maio, cumpriu mandados de buscas e apreensões domiciliares em Nossa Senhora do Livramento e no Distrito de Nossa Senhora da Guia, na Capital.  A operação realizada em etapas busca a repressão do comércio de entorpecentes nos distritos e cidades da Baixada Cuiabana.

Outras apreensões e prisões em flagrante decorreram também de investigações a partir de informações, que muitas vezes chegam à delegacia via canais de denúncia, e tratam de crimes cometidos em diversos bairros, da periferia a áreas mais nobres da Capital. “A população pode nos auxiliar muito denunciando qualquer ato criminoso que tenha conhecimento. A delegacia possui um número pelo aplicativo whatsapp e a Polícia Civil também tem o número geral de denúncias, o 197, e em ambos o sigilo é garantido”, reforça Vitor Hugo.

No bairro Santa Isabel, em Cuiabá, uma mulher foi presa em flagrante no final do mês de junho, em posse de um quilo de cocaína pura. A droga, avaliada em R$ 25 mil, estava em uma bolsa da suspeita, que ficou nervosa ao ser abordada pelos policiais civis que faziam diligências pelo bairro.  “Conseguimos realizar a apreensão desse entorpecente de alto valor que seria batizado e distribuído ainda durante esta semana da apreensão”, disse o delegado.

As drogas comercializadas vêm dos dois principais produtores de entorpecentes, Paraguai (maconha) e Bolívia (cocaína). Já as drogas sintéticas vêm de grandes centros para distribuição em festas. Em maio, os policiais prenderam em flagrante três pessoas em uma casa no bairro Boa Esperança, na Capital, com mais de 100 comprimidos de ecstasy. Nas diligências, a equipe da DRE identificou uma casa do bairro no bairro de classe média, cujo morador atuava com a venda de drogas sintéticas. No local foram apreendidos também porções de maconha, dinheiro e materiais usados para embalar entorpecentes.

“Com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) foi percebida uma redução em grande parte das incidências criminais. Esse fato não ocorreu em relação ao tráfico de drogas, que tem aumentado consideravelmente”, destacou Vitor Hugo.

As ocorrências de tráfico próximas a escolas também são recorrentes. No bairro Pedra 90, policiais da DRE investigaram a denúncia e flagraram, no mês de maio, a venda de entorpecentes, com intensa movimentação de usuários dia e noite, próximo à Escola Estadual Doutor Mário de Castro. Em monitoramento do local, os policiais avistaram a entrega de entorpecentes e abordaram duas pessoas no terreno onde era vendida a droga. Foram encontrados no terreno um prato e uma faca com resquícios de entorpecente e uma pedra de pasta base de cocaína. Três pessoas foram presas.

Em outra prisão, a delegacia recebeu denúncia sobre um homem que estava vendendo entorpecentes em frente aos seus filhos, menores de idade. Em buscas na residência, localizada no bairro Nova Esperança, na Capital, os policiais encontraram porção de maconha escondida dentro da geladeira, uma balança de precisão com resquícios de entorpecentes, R$ 375 em dinheiro, além de um recipiente onde era cultivada maconha. A esposa do suspeito e os dois filhos do casal também estavam na casa, caracterizando situação de risco para as crianças, devido ao fácil acesso às substâncias ilícitas.

“Em todas as investigações, o Poder Judiciário e do Ministério Público Estadual têm sido grandes parceiros na repressão ao tráfico de drogas, com agilidade na manifestação e expedição de mandados de busca ou de prisões”, pontua o delegado, acrescentando que os resultados da delegacia são frutos da união e empenho da equipe que, mesmo nesse período de isolamento não mede esforços para estar na rua, investigando, identificando e prendendo envolvidos com o tráfico de drogas.

Denúncias

A população pode colaborar enviando informações pelo Disque 197 ou diretamente à DRE por mensagem no whatsapp (65) 99989-0071 ou no e-mail: [email protected]

Fonte: PJC MT

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PRF apreende 20kg de pasta base em Cáceres e repressão ao tráfico de drogas segue forte em Mato Grosso

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Droga estava escondida em compartimentos adaptados no veículo

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu uma carga de aproximadamente 20kg de substância análoga à pasta base de cocaína, durante fiscalização na BR-070, em Cáceres.

Logo no começo de domingo (02), passados alguns minutos da meia noite, foi abordado o veículo VW/Saveiro, de cor vermelha, com placas de Ji-Paraná/RO e conduzido por um homem de 32 anos.

Ao fiscalizar o veículo, os PRFs encontraram a droga escondida em fundos falsos. O condutor disse que foi contratado em Goiânia/GO para buscar o entorpecente em Ji-Paraná e levar até Ilhéus/BA. Afirmou também que não conhece nenhum dos contratantes e que recebeu as informações por meio de mensagens de texto.

A ocorrência foi encaminhada para Polícia Civil de Cáceres.

Na semana anterior, a PRF já havia apreendido mais de 180 kg de pasta base, em uma ação conjunta com a Polícia Civil (veja aqui). Somadas, as apreensões passam de 200 kg e prejuízo ao narcotráfico fica na casa dos 25 milhões de reais.

SECOM PRF MT

Fonte: PRF MT

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Polícia Civil conclui inquérito sobre posse ilegal de armas de fogo

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Assessoria/Polícia Civil-MT

A Polícia Civil, por meio da 2ª Delegacia de Cuiabá (Planalto) concluiu o inquérito instaurado em desfavor de M.C. para apurar os crimes de posse irregular e porte ilegal de armas de fogo. Ele foi indiciado conforme a Lei 10.826/2003, nos seguintes artigos: *Artigo 12* – posse irregular arma de fogo; *Artigo 14*: porte ilegal de arma de fogo;  *Artigo 16, parágrafo 1, inciso 5*: fornecer arma a adolescente, uma vez que solicitou a própria filha que guardasse as armas.

A posse de arma se configura porque ele tinha as armas em casa sem regularização. Já o porte é porque ele recebeu outras armas de um adolescente na esidência onde ocorreu o homicídio da adolescente Isabele Guimarães Ramos, no dia 12 de julho, no condomínio Alphaville, na Capital.

A 2ª Delegacia de Polícia de Cuiabá recebeu quatro armas de fogo relacionadas ao caso, que foram encaminhadas para perícia e o respectivo laudo evidenciou serem eficazes.

A Polícia Civil também solicitou informações ao Exército Brasileiro para saber se armas eram legalizadas. Somente uma delas estava legalizada. 

As armas objeto desse inquérito não tem relação com o homicídio de Isabele Ramos.

Todas as oitivas e laudos foram compartilhados com a Delegacia Especializada do Adolescente (DEA), no inquérito que apura a morte de Isabele Guimarães Ramos. 

O inquérito foi concluído pela 2ª DP na última quinta-feira (30/07) e encaminhado ao Poder Judiciário.

Fonte: PJC MT

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