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Internacional

Representante do Papa visita Bucha, na Ucrânia: ‘Horror inimaginável’

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Destruição em Bucha, cidade na Ucrânia
Reprodução: Twitter – 04/04/2022

Destruição em Bucha, cidade na Ucrânia

O monsenhor Paul Richard Gallagher, secretário do Vaticano para a Relação com os Estados, visitou nesta sexta-feira (20) a cidade de Bucha, um dos lugares mais emblemáticos da guerra na Ucrânia , e passou por Irpen, Vorzel e Kiev. Durante sua passagem por Bucha, o religioso rezou junto a uma vala comum perto da Igreja Ortodoxa de Santo André, de onde foram exumados mais de 100 corpos de civis após a retirada das tropas russas.

“É um horror porque essas coisas foram feitas por homens a outros homens e feitas gratuitamente a civis, de uma forma completamente bárbara. E isso é realmente um horror. Somos testemunhas dos sofrimentos e martírio deste país”, declarou o arcebispo.

Em declaração aos jornalistas, Gallagher comentou sobre sua presença na pequena localidade de Bucha, que ficou mundialmente conhecida por conta da quantidade de corpos abandonados nas ruas e enterrados em valas comuns, sendo que muitos deles estavam com mãos amarradas ou sinais de tortura.

“Estou em Bucha, em um lugar moderno como tantas outras partes da Europa, e deparo-me com esta realidade: aqui, centenas de pessoas foram enterradas. É inimaginável”, disse.

Gallagher também visitou a cripta da Igreja de Santo André e viu as fotografias tiradas durante a exumação das vítimas. “Tudo isto parte o coração”, lamentou. Em relação ao futuro do povo ucraniano e as relações com a Rússia, o enviado especial do Vaticano afirmou que a população encontrará a paz entre si, mas as feridas são profundas.

“Agora é difícil falar de paz e de reconciliação, porque no coração das pessoas os sofrimentos, as feridas são tão profundas que é preciso dar tempo e deixar as pessoas falarem”, concluiu.

Além de Bucha, Gallagher também visitou o seminário de Vorzel, que havia sido ocupado e devastado pelas tropas russas, e participou de uma reunião e uma coletiva de imprensa conjunta com o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba.

“Em nome do Papa Francisco, aplaudo tudo o que vocês estão fazendo pelos refugiados e rezo para que a paz reine em breve na Ucrânia sobre a guerra”, escreveu Gallagher no Livro de Honra da Catedral da Ressurreição em Kiev.

Já na coletiva de imprensa, o religioso explicou que sua visita “visa demonstrar a proximidade da Santa Sé e do papa Francisco com o povo ucraniano, especialmente diante da agressão da Rússia”.

De acordo com ele, todos “estão entristecidos com as inúmeras mortes, violências de todo tipo, a destruição de cidades, a separação de famílias e o grande número de refugiados”.

“A Santa Sé reafirma, como sempre fez, sua disposição de favorecer um autêntico processo de negociação, vendo-o como o caminho certo para uma solução justa e permanente” do conflito entre a Rússia e Ucrânia, concluiu.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

Vice-chanceler russo garante que não haverá “cenário Chernobyl”

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O vice-ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Ryabkov, afirmou hoje (19) que a presença militar russa na usina nuclear de Zaporizhia, no Sul da Ucrânia, é garantia contra o que chamou de “cenário Chernobyl”, referindo-se à catástrofe nuclear de 1986.

Ontem, o porta-voz da chancelaria russa, Ivan Nechaev disse que uma proposta da Organização das Nações Unidas (ONU) para desmilitarizar a área ao redor da usina nuclear é “inaceitável”.

A usina nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa, foi ocupada pela Rússia em março. Ela permanece perto da linha de frente, e tem estado repetidamente sob fogo nas últimas semanas, levantando o receio de um desastre nuclear. Rússia e Ucrânia trocam acusações sobre bombardeio da instalação. 

O local onde se situa Chernobyl, 150 quilômetros ao norte de Kiev, foi ocupado pelos militares russos em 24 de fevereiro, o primeiro dia da invasão da Ucrânia, e teve então uma parada na rede de energia e comunicações. Os soldados retiraram-se em 31 de março.

Em abril deste ano, completaram-se 36 anos do pior desastre nuclear da história, ocorrido em 1986. Um reator de Chernobyl explodiu nesse ano, contaminando grande parte da Europa, especialmente a Ucrânia, a Rússia e a Bielorrússia, que integravam a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Denominada zona de exclusão, o território, em raio de 30 quilômetros em volta da central, ainda está fortemente contaminado e é proibido viver lá.

* Com informações da Reuters.

Fonte: EBC Internacional

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Casa de Trump: juiz pede que Justiça divulgue argumentos para operação

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Departamento de Justiça dos EUA se opõe à divulgação dos argumentos usados na operação
Reprodução/Twitter

Departamento de Justiça dos EUA se opõe à divulgação dos argumentos usados na operação

Um juiz federal determinou que o Departamento de Justiça dos EUA entregue uma versão editada dos argumentos usados para pedir a operação de busca e apreensão na casa do  ex-presidente Donald Trump na Flórida, no começo do mês.

O departamento se opõe à divulgação dos termos, alegando que isso vai atrapalhar um inquérito em curso — por outro lado, um grupo de empresas de comunicação defende a revelação, por considerar que é de “interesse público”. Trump, ao menos em público, diz não se opor.

Segundo o juiz Bruce Reinhart, que conduz o processo, há ao menos alguns trechos do documento que podem ser revelados — ele disse não estar convencido de que todo o teor precisa ser mantido em sigilo, e que não cabe a ele decidir se o conteúdo liberado fará alguma diferença para o público. Essa edição, afirmou Reinhart, deve ser realizada pelo próprio Departamento de Justiça e entregue a ele até a próxima quinta-feira. Não há uma data para a eventual liberação do documento.

Antes da audiência, o departamento afirmava que a divulgação dos argumentos que motivaram a busca “vai esfriar cooperações futuras com testemunhas, cuja ajuda pode ser requisitada ao longo da investigação”.

“O fato de que esse inquérito inclui materiais altamente sigilosos reforça a necessidade de proteger a integridade da investigação e exacerba os potenciais danos se essas informações forem divulgadas de forma prematura ou imprópria”, escreveu o Departamento de Justiça, em argumentação prévia.

Por outro lado, empresas de comunicação, como o New York Times, a CNN e a Associated Press, que integram a ação que pede a divulgação, afirmam que o público dos EUA tem um “claro e poderoso interesse” em compreender o inquérito.

“O acesso do público a estes documentos promoverá a compreensão desta historicamente significante e sem precedentes execução de uma operação de busca na residência de um ex-presidente”, diz o texto da ação.

Jay Bratt, representante do departamento na audiência desta quinta-feira, disse que se o juiz decidir a favor das empresas de comunicação, estará fornecendo um “mapa” das investigações. Segundo ele, o documento que motivou a busca detalha como os procuradores poderiam achar provas relacionadas ao crime de obstrução em Mar-a-Lago.

Já a posição de Donald Trump é menos clara: em uma publicação em sua rede social, o Truth, ele disse que não se opunha à divulgação de documentos das investigações, mas seus advogados não participam como uma das partes na ação analisada nesta quinta-feira. Em um pedido à parte, o grupo conservador Judicial Watch declarou que o sigilo apenas vai “provocar mais especulação, incertezas, vazamentos e intrigas políticas”.

“As tensões precisam ser substituídas por soluções, e rápido”, disse o grupo na ação própria. “O segredo em torno do mandado de busca, e a argumentação que levou à sua emissão, provocaram convulsões nesta nação, com intrigas e especulações danosas que apenas aumentarão conforme a verdade for mantida longe do público”.

Documentos sigilosos Desde a operação de busca e apreensão do FBI na mansão de Trump na Flórida, o Departamento de Justiça tenta evitar a divulgação de detalhes sobre os objetivos dos agentes em Mar-a-Lago e, especialmente, sobre que foi apreendido.

Naquele dia 8 de agosto foram recolhidos 11 conjuntos de documentos sigilosos, armazenados em cerca de 20 caixas, que teoricamente não deveriam estar na residência privada de um ex-presidente. Segundo o jornal Washington Post, alguns desses documentos estariam relacionados a questões de segurança nuclear dos EUA, mas não se sabe se eles estavam entre os itens incluídos na investigação.

Na sexta-feira passada, foi divulgado o mandado de busca: ali, foi revelado que o ex-presidente está sendo investigado por três possíveis violações das leis dos EUA. A primeira suspeita recai sobre a Lei de Espionagem, que considera ilegal reter, sem autorização, informações de segurança nacional que podem prejudicar os Estados Unidos ou auxiliar um adversário estrangeiro. A segunda violação é relacionada a um estatuto associado à remoção ilegal de materiais do governo.

A terceira diz respeito a uma lei que torna crime a destruição ou ocultação de um documento para obstruir uma investigação do governo — este, segundo especialistas, seria o ponto que poderia complicar mais a vida de Trump diante da Justiça, uma vez que depende de um número menor de evidências.

Uma batida policial na casa de um ex-presidente americano não é algo corriqueiro, e a aprovação veio do próprio secretário de Justiça dos EUA, Merrick Garland — diferentemente do Brasil, o ocupante do cargo tem poderes para ordenar investigações, acumulando função similar à de um procurador-geral.

Desde a busca, aliados do ex-presidente elevaram o tom das críticas ao FBI e ao juiz Reinhart, afirmando, sem provas, que as ações têm motivações políticas, com o objetivo de atingir o Partido Republicano antes das eleições legislativas de novembro e de acabar com o projeto de Trump de concorrer à Casa Branca em 2024. Entre as muitas teorias da conspiração, a de que os agentes do FBI plantaram provas contra Trump durante a ação, uma acusação sem qualquer evidência.

* Com informações de agências internacionais

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Fonte: IG Mundo

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