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Opinião

RENAN LOUREIRO – Doação de leite: uma prática que salva vidas!

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No dia 19 de maio é comemorado o Dia Nacional da Doação de Leite Humano. O Brasil tem a maior e mais complexa rede de bancos de leite humano do mundo. São 222 bancos presentes em todos os estados brasileiros.
A produção excessiva de leite materno está entre os relatos mais frequentes das doadoras de leite humano. As mamas ficam tão cheias que algumas mães relatam desconforto entre as mamadas.

Essas mães podem estar ajudando a salvar vidas com o leite não consumido pelo seu bebê. Não existe uma quantidade mínima para doação. Um litro de leite materno doado pode alimentar até 10 recém nascidos por dia. Dependendo do peso do bebê prematuro, 1 ml pode ser suficiente para nutri-lo cada vez que for alimentado.
Os principais beneficiados são os bebês prematuros de baixo peso (inferior a 2.5kg) e aqueles que não podem ser alimentados diretamente pelas mães. Dessa maneira o bebê ganha peso mais rápido, se desenvolve com mais saúde e fica protegido de infecções.
A legislação RDC n 171 que regulamenta o funcionamento dos bancos de leite humano no Brasil, é quem garante todo o cuidado com o leite doado, para que seja analisado, pasteurizado e submetido a um rigoroso controle de qualidade antes de ser oferecido aos bebês.
Devemos nos atentar para uma prática completamente distinta e não recomendada que é a amamentação cruzada. Onde uma mulher com leite excessivo opta por doar diretamente para outro bebê cuja mãe esteja com dificuldade com o aleitamento.

Formalmente conhecido como amas-de-leite, essa prática é contraindicada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pois pode trazer riscos aí bebê como infecções, por exemplo HIV/Aids. A mãe não deve amamentar outra criança e nem permitir que o filho seja amamentado por outra mulher, mesmo sendo sua irmã, prima, mãe ou amiga.

A doação de leite humano salva vidas! Para encontrar um banco de leite humano mais próximo de você, ligue pro número 136 ou acesse o link: https://rblh.fiocruz.br/localizacao-dos-blhs

Dr. Renan Loureiro é clínico geral e anestesiologista na rede SUS em Mato Grosso

 

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Opinião

ALFREDO DA MOTA MENEZES – Agro e momento

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Esteve em Mato Grosso membros do USDA, o Ministério de Agricultura dos EUA. Visitaram entidades do agronegócio, também fazendas de soja e milho. Saíram elogiando o que viram, dando ênfase ao trabalho do Imea, Instituto que trabalha com números do agro no estado.

Lá atrás, quando a produção de soja em MT cresceu muito, era constante a presença de gentes dos EUA no estado. Estavam espantados que, num lugar tão distante, tivesse um competidor à altura na produção dessa leguminosa.

Eles mostravam certa despreocupação com uma competição porque aqui a logística de transporte era deficitária. Melhorou um pouco desde aquele tempo com a chegada da ferrovia. Mas ainda léguas de distância com os meios de transportes de lá. Nos EUA não se transporta soja ou milho por carretas, praticamente tudo vai de trem ou hidrovia. Para eles a complicada situação de transporte daqui parece coisa de outro planeta.

Outra noticia do agro foi aquela de que MT está exportando DDG ou, uso esse termo, o bagaço do milho. Do milho se faz o etanol e o que sobra, DDG, serve para alimentar gado, aves, peixes e suínos. Pensava-se que o estado consumia todo o DDG que produz, mas apareceu a noticia de que uma parte, ainda pequena, também é exportada.

Anos atrás, pessoas envolvidas com a agropecuária no estado, ao visitarem os EUA, falavam que o caminho de MT seria produzir etanol do milho. Muitos achavam isso impossível aqui no estado, que o caminho para etanol seria o de cana de açúcar.

 

Não se plantava cana nos EUA, por isso lá produziam etanol do milho. Aqui seria diferente. Erro de avaliação enorme. Hoje praticamente todo etanol, como nos EUA, vem do milho. E o DDG, além de alimentar animais, agora também começa a ser exportado.

 

Mais uma. Tem um vídeo que corre por ai mostrando visitas de gentes da Aprosoja em escolas de crianças no estado. Estariam indo a esses lugares para falar das coisas do campo e mostrarem o que estariam fazendo para preservar o meio ambiente. Mexida interessante. Tentam conquistar mentes ainda em idade escolar. Em tese, no futuro, eles não olhariam para a produção no campo como algo que pode machucar o meio ambiente no estado.

Tem que se preocupar mesmo com essa questão. O exterior está de olho no que se faz aqui no campo. Erros com o assunto meio ambiente é ter portas fechadas no mundo para a venda de produtos daqui.

Esse foi, e não poderia continuar sendo, o calcanhar de Aquiles do agro exportador. Nem a China quer mais afrontar a questão ambiental. Não quer se mostrar um estranho nesse assunto de interesse mundial. Se insistir pode até perder compradores de seus produtos. É o mundo globalizado, MT cada dia mais se encaixa dentro dessa realidade.

Alfredo da Mota Menezes é analista político

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Opinião

TIAGO ABREU – 11 de agosto, Dia do Magistrado

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Apenas cinco anos após a Proclamação da Independência do Brasil, eram criados os primeiros cursos de ciências jurídicas e sociais no país, por meio de lei sancionada e promulgada pelo imperador D. Pedro I. Eles iriam funcionar em São Paulo, no Largo do São Francisco – onde está até hoje -, e em Olinda, Pernambuco, depois transferido para Recife. O dia: 11 de agosto de 1827.

As duas instituições foram pioneiras no ensino jurídico do país, abrindo caminho para a criação de inúmeras outras e se tornando polos intelectuais na época do Brasil império. Interessante notar que, aqui em Mato Grosso, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) teve como uma de suas cellulas matter a Faculdade de Direito, criada em 1934, que se uniu ao Instituto de Ciências e Letras de Cuiabá, de 1966.

Os cursos de Direito, portanto, além de ter importância fundamental na consolidação do Estado Nacional que nasceu a partir da declaração da independência, se tornariam ambientes de onde sairiam não só advogados, magistrados e juristas, mas também diplomatas, escritores, parlamentares e estadistas. Para além do âmbito intelectual, neste dia 11 de agosto há que se ressaltar a importância social dos magistrados, cuja formação baseada em valores que são universais lhes impõem desafios diários. Já que ao julgar, não se exige do juiz somente seus conhecimentos jurídicos, mas, sobretudo, bom senso para que ele decida da melhor maneira produzindo a tão almejada justiça. Tal atribuição coloca sobre os ombros dos magistrados uma grande responsabilidade.

Recentemente, a pesquisa “JUSBarômetro SP: A visão da Sociedade sobre a Justiça”, realizada pela Associação Paulista dos Magistrados (Apamagis), revelou que entre os três poderes da República, o Judiciário é o que goza de maior confiança. Enquanto 44% dos entrevistados confiam na Justiça Brasileira, apenas 27% confiam no Congresso Nacional, e 57% disseram não confiar no Executivo Federal. O que revela que o jurisdicionado confia no Poder Judiciário.

O resultado da enquete acima destacada nos encoraja e aponta que estamos no caminho certo. Contudo, ainda faltam no país magistrados, estrutura e servidores. Os dados mostram que é preciso avançar quanto ao acesso à Justiça e isso passa, claro, pelo aumento do número de magistrados e da estrutura do Poder Judiciário, mas também pelo apoio à educação e à formação jurídica de qualidade, baseada em conhecimentos sólidos e valores essenciais como ética e humanismo.

Nesse sentido, apesar dos desafios que o Poder Judiciário enfrentará, temos a convicção de que conseguiremos com êxito superar os obstáculos que a sociedade brasileira vem a cada dia exigindo da magistratura. Parabéns a todos os magistrados do estado de Mato Grosso e aos demais operadores do direito, como advogados, delegados, defensores, procuradores, promotores, entre outros, que garantem a manutenção do Estado Democrático de Direito ao exercerem as suas funções no sistema de justiça brasileiro.

Tiago Abreu é juiz de Direito, presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM)

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