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Política Nacional

Relembre: Cinco atritos entre Bolsonaro e Alexandre de Moraes

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O ministro do STF Alexandre de Moraes e o presidente Jair Bolsonaro em 2019
Marcos Corrêa/PR

O ministro do STF Alexandre de Moraes e o presidente Jair Bolsonaro em 2019

Nesta quarta-feira (18), o presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo a investigação do ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal (STF), por um suposto abuso de autoridade.

Segundo informações da jornalista Bela Megale, no documento encaminhado à PGR, Bolsonaro afirma que Moraes teria realizado “sucessivos ataques à democracia, desrespeito à Constituição e desprezo aos direitos e garantias fundamentais”.

Esse, no entanto, não é o primeiro ato do presidente na direção do magistrado. Relembre cinco momentos em que Bolsonaro entrou em atrito com Moraes.

Queixa-crime

Antes de acionar a PGR, Bolsonaro tentou que o próprio STF investigasse Moraes . Com as mesmas acusações, o presidente apresentou notícia-crime na última terça-feira (17), questionando a inclusão do seu nome no inquérito das Fake News. Dias Toffoli, também ministro da corte, negou o pedido, afirmando que “os fatos narrados na inicial evidentemente não constituem crime e que não há justa causa para o prosseguimento do feito, nego seguimento”.

Toffoli reiterou que não há crime na conduta de Alexandre de Moraes e que o fato de o ministro ser o relator do inquérito das fake news “não é motivo para concluir que teria algum interesse específico, tratando-se do regular exercício da jurisdição”.

Para o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a notícia-crime seria uma “anormalidade institucional” corrigida pela negativa do ministrto Dias Toffoli.

O inquérito das Fake News é uma questão que irrita o presidente. Em agosto do ano passado, em uma entrevista, ele chegou a dizer que Moraes é “a mentira em pessoa”, e que “a hora dele vai chegar”.

Bloqueio do Telegram

Quando Moraes determinou o bloqueio do Telegram no país após o aplicativo não cumprir determinações judiciais que envolviam a falta de providências contra desinformação visando as eleições, e a exclusão de um canal oficial do presidente que permitiam o download de um iquérito sigiloso e não concluído da Polícia Federal, entre outras exigências, Bolsonaro se disse perseguido pelo magistrado.

Caso Daniel Silveira

A condenação de Daniel Silveira (PTB-RJ), com pena de 8 anos e 9 meses de prisão pelos ataques promovidos contra os ministros da Corte, irritou o presidente Bolsonaro. O relator da ação, Alexandre de Moraes, foi um dos principais alvos das ameaças do deputado.

“O povo entre no STF e agarre o Alexandre de Moraes pelo colarinho dele e sacuda a cabeça de ovo dele e o jogue numa lixeira”, disse ele.

Bolsonaro concedeu então a  graça constitucional a Silveira, uma espécie de perdão pelas declarações.

Impeachment

O inquérito das Fake News resultou até mesmo em um pedido de impeachment apresentado ao Senado Federal, em agosto do ano passado. O presidente da Corte, Rodrigo Pacheco, arquivou o pedido sem sequer submetê-lo ao plenário.

Bolsonaro teria solicitado também o afastamento do ministro do STF de qualquer função pública por oito anos.

7 de Setembro

Nas manifestações do último 7 de Setembro, Bolsonaro fez ameaças diretas ao STF, deixando claro que um de seus principais alvos era Moraes, além de insinuar que as eleições podem ser fraudadas.

“Dizer a vocês, que qualquer decisão do senhor Alexandre de Moraes, esse presidente não mais cumprirá. A paciência do nosso povo já se esgotou, ele tem tempo ainda de pedir o seu boné e ir cuidar da sua vida. Ele, para nós, não existe mais”, disse, contrariando a Constituição, que afirma que ninguém pode descumprir uma decisão judicial.

“Ou esse ministro [Alexandre de Moraes] se enquadra ou ele pede para sair. Não se pode admitir que uma pessoa apenas, um homem apenas turve a nossa liberdade. Dizer a esse ministro que ele tem tempo ainda para se redimir, tem tempo ainda de arquivar seus inquéritos. Sai, Alexandre de Moraes. Deixa de ser canalha. Deixa de oprimir o povo brasileiro, deixe de censurar o seu povo. Mais do que isso, nós devemos, sim, porque eu falo em nome de vocês, determinar que todos os presos políticos sejam postos em liberdade”, completou.

Dois dias depois, Bolsonaro divultou um texto batizado de “Declaração à Nação”, onde afirmava não ter intenção de agredir a Corte, atribuindo a crise institucional a “discordâncias” em relação as decisões do ministro.

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Política Nacional

Ciro diz que polarização pode criar um ‘estelionato eleitoral’ no país

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Ciro Gomes no Roda Viva
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Ciro Gomes no Roda Viva

Ciro Gomes , candidato do PDT nas eleições presidenciais, criticou a polarização política entre esquerda e direita observada atualmente no Brasil. De acordo com o pedetista, o país corre o risco de produzir um “estelionato eleitoral”.

“Se eu não conseguir salvar o Brasil desta absurda e despolitizada polarização, o aprofundamento dos ódios estará produzindo o maior estelionato eleitoral da história do Brasil”, afirmou. 

“Você vai ver o desastre se eu não conseguir salvar o Brasil”, completou o ex-governador do Ceará durante o programa Roda Viva, exibido na TV Cultura. 

Corrupção

Durante o programa, Ciro foi questionado sobre o fato de, mesmo tendo como um dos principais focos da sua campanha a luta anticorrupção com a intenção de atingir tanto Lula e Bolsonaro, os seus números nas pesquisas ainda estarem muito abaixo dos seus adversários nas eleições. 

Em resposta, ele lamentou o fato de alguns grupos estarem “relativizando” a corrupção no país com o intuito de continuarem apoiando tanto o candidto do PT, como o atual chefe executivo do país.

“Se você tem uma elite, intelectuais, cientistas, artistas, juventude, relativizando valores, essa sociedade está doente”, disse Ciro.

“Isso destrói uma nação. Bolsonaro e Lula são dois corruptos, dois corruptores, e nós estamos fazendo de conta que não estamos vendo isso”, completou o ex-governador. 

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Fonte: IG Política

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Ciro Gomes afirma que Bolsonaro tem um ‘delírio golpista’ na cabeça

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Ciro Gomes (PDT) no Roda Viva
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Ciro Gomes (PDT) no Roda Viva

O pedetista  Ciro Gomes afirmou, nesta segunda-feira (15), que o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) tem um “delírio golpista” na cabeça, e que a democracia no país é uma “abstração marciana”.

A resposta foi dada durante o Roda Viva após o ex-governador do Ceará ser questionado se vê, hoje, que a democracia no Brasil está em risco por conta do atual cenário político. 

“Eu vejo, mas é muito menos pelo Bolsonaro, que tem um delírio golpista na cabeça dele, mas mais pelo fracasso da democracia pra vida do povo, isso que eu quero ponderar às pessoas”, afirmou Ciro Gomes.

“A democracia brasileira, hoje, é uma abstração absolutamente marciana para a esmagadora maioria do povo brasileiro que está vivendo o pão que o diabo amassou”, completou o candidato do PDT nas eleições presidenciais. 

Em seguida, Ciro chamou Lula de “corrupto, demagogo e populista”, mas afirmou que o ex-presidente da República é “do campo da democracia”.

Relação com militares

A pauta da relação com os militares em caso de eleição também foi levantada para Ciro. De acordo com o ex-govrenador, ele vai promover mudanças nas Forças Armadas, principalmente no que diz respeito aos militares que ainda estão ativos.

“O nome disso é hierarquia e disciplina, eu assumirei o comando em chefe das forças armadas, e começo com questões normativas e algumas de maior profundidade. Normativa: militar da ativa não participará mais de cargo comissionado político. Todos estarão proibidos porque haverá uma norma nos primeiros dias do meu governo”, afirmou.

“Eu vou fazer um esforço imenso de restaurar os critérios de promoção. Quando eu vejo um general como o Passuello chegar ao generalato, alguma coisa profundamente está errada, e quem promoveu foi o PT”, completou o pedetista.


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Fonte: IG Política

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