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Internacional

Reino Unido avança em leis para se tornar neutro em emissões de CO²

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A primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou nova legislação para tornar o Reino Unido neutro em termos de emissões de dióxido de carbono (CO2) até 2050.

A proposta será submetida hoje ao Parlamento e representa uma alteração na Lei sobre as Alterações Climáticas de 2008, para intensificar o esforço do país dereduzir drasticamente as emissões de CO².

“Ficar parado não é uma opção. Atingir a neutralidade carbônica até 2050 é uma meta ambiciosa, mas é crucial atingi-la a fim de garantir a proteção do nosso planeta para as gerações futuras”, disse May, em um comunicado.

A Comissão para as Alterações Climáticas britânica publicou um relatório no dia 2 de maio, que incentiva o governo a tomar medidas rápidas para alcançar a neutralidade carbônica antes de 2050. Essas medidas podem custar por ano 1% a 2% do Produto Interno Bruto (PIB).

O Reino Unido foi o primeiro país a aprovar, no Parlamento, a declaração de uma “emergência ambiental e climática”, proposta pelo Partido Trabalhista.

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Fonte: EBC
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Potências reduzem, mas modernizam arsenais nucleares, diz relatório

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O armamento nuclear mundial ficou 4% menor no ano passado em decorrência dos tratados internacionais assinados pelas grandes potências. No entanto, essas mesmas potências mundiais têm impulsionado programas de modernização de seus arsenais, mostra relatório apresentado hoje (17) pelo Instituto Internacional de Estudos da Paz de Estocolmo (Sipri).

Os nove países que detêm armas nucleares – Rússia, Estados Unidos (EUA), Reino Unido, França, China, Índia, Paquistão, Israel e Coreia do Norte – tinham, no começo deste ano, 13.865 armas do tipo, das quais 3.750 estão posicionadas e 2 mil em estado de alerta operacional. No ano anterior, eram 14.465 armas nucleares.

O Sipri estimou uma diminuição de cerca de 600 armas nucleares em relação ao ano anterior. No entanto, embora haja menos armas nucleares, as existentes são mais modernas. China, Índia e Paquistão, por exemplo, expandiram ou estão expandindo seus arsenais atômicos.

“A conclusão principal é que, apesar da diminuição geral no número de armas nucleares em 2018, todos os estados que possuem armamento desse tipo continuam modernizando seus arsenais”, afirmou em comunicado o diretor do Sipri, Khan Eliasson.

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A redução segue a tendência dos últimos anos e se deve à implementação do Tratado de Redução de Armas Estratégicas (New Start) de 2011, assinado pelos Estados Unidos e pela Rússia, que têm juntos mais de 90% do arsenal nuclear no mundo.

Em 2019, os EUA tinham um total de 6.185 ogivas nucleares estacionadas, na reserva ou destinadas à demolição – em 2018, havia 6.450. A Rússia possuía 6.500 ogivas nucleares no início deste ano – 350 a menos que no ano anterior.

No entanto, os dois países iniciaram programas abrangentes e caros de modernização de suas ogivas, foguetes e lançadores, sistemas de aviões e de mísseis, assim como instalações de produção.

Nesse contexto, o Sipri se mostrou particularmente preocupado, especialmente porque o tratado New Start vai expirar em 2021, e Washington e Moscou ainda não iniciaram discussões sobre o prolongamento do acordo.

“As perspectivas para que haja uma redução negociada dos arsenais russos e americanos parecem mais improváveis tendo em vista as diferenças políticas militares entre os dois países”, advertiu o Sipri no relatório.

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O tratado New Start foi assinado em 2010 pelos então presidentes Barack Obama e Dmitri Medvedev. O acordo prevê a redução do número de ogivas nucleares prontas para uso para 1.550 unidades por país, além de um limite de 800 lançadores. No auge da Guerra Fria, em meados da década de 1980, havia cerca de 70 mil ogivas nucleares no planeta.

Apenas ogivas nucleares na Rússia, nos EUA, na França e no Reino Unido são consideradas imediatamente prontas para uso. O Sipri estimou as seguintes quantidades de ogivas nucleares em posse das outras potências mundiais: França (300), Reino Unido (200), China (290), Israel (80-90), Índia (130-140), Paquistão (150-160) e Coreia do Norte (20-30). 

O relatório do Sipri ressalta a considerável variação que existe na informação confiável sobre o estado dos arsenais e a capacidade dos Estados, especialmente no caso da Coreia do Norte e de Israel.

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Fonte: EBC
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Internacional

Sínodo: "Amazônia pede à Igreja que seja sua aliada"

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O mundo amazônico pede à Igreja que seja sua aliada: esta é a alma do Documento de Trabalho (Instrumentum Laboris) publicado na manhã de hoje (17 de junho) pela Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos e apresentado à imprensa.

O Documento é fruto de um processo de escuta que teve início com a visita do Papa Francisco a Puerto Maldonado (Peru) em janeiro de 2018, prosseguiu com a consulta ao Povo de Deus em toda a Região Amazônica por todo o ano e se concluiu com a II Reunião do Conselho Pré-Sinodal, em maio passado.

 

Iniciativa Produzir, Conservar, Incluir (PCI), Mato Grosso, Amazônia

A ameaça à vida deriva de interesses econômicos e políticos dos setores dominantes da sociedade atual – Divulgação/Iniciativa Produzir, Conservar, Incluir (PCI)

O território da Amazônia abrange uma parte do Brasil, da Bolívia, do Peru, do Equador, da Colômbia, da Venezuela, da Guiana, do Suriname e da Guiana Francesa, em uma extensão de 7,8 milhões de quilômetros quadrados, no coração da América do Sul. Suas florestas cobrem aproximadamente 5,3 milhões de km2, o que representa 40% da área de florestas tropicais do globo.

A primeira parte do documento, “A voz da Amazônia”, apresenta a realidade do território e de seus povos. E começa pela vida e sua relação com a água e os grandes rios, que fluem como veias da flora e fauna do território, como manancial de seus povos, de suas culturas e de suas expressões espirituais, alimentando a natureza, a vida e as culturas das comunidades indígenas, camponesas, afrodescendentes, ribeirinhas e urbanas.

Vida ameaçada, ameaça integral

A vida na Amazônia está ameaçada pela destruição e exploração ambiental, pela violação sistemática dos direitos humanos elementares de sua população. De modo especial a violação dos direitos dos povos originários, como o direito ao território, à autodeterminação, à demarcação dos territórios e à consulta e ao consentimento prévios.
 
Rios, manancial de povos

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Segundo as comunidades participantes nesta escuta sinodal, a ameaça à vida deriva de interesses econômicos e políticos dos setores dominantes da sociedade atual, de maneira especial de empresas extrativistas. Atualmente, a mudança climática e o aumento da intervenção humana (desmatamento, incêndios e alteração no uso do solo) estão levando a Amazônia rumo a um ponto de não-retorno, com altas taxas de desflorestação, deslocamento forçado da população e contaminação, pondo em perigo seus ecossistemas e exercendo pressão sobre as culturas locais.

O clamor da terra e dos pobres

Na segunda parte, o documento examina e oferece sugestões às questões relativas à ecologia integral. Hoje, a Amazônia constitui uma formosura ferida e deformada, um lugar de dor e violência, como o indicam de maneira eloquente os relatórios das Igrejas locais recebidos pela Secretaria Geral do Sínodo. 

Há quem se sinta forçado a sair de sua terra; muitas vezes cai nas redes das máfias, do narcotráfico e do tráfico de pessoas (em sua maioria mulheres), do trabalho e da prostituição infantil. Trata-se de uma realidade trágica e complexa, que se encontra à margem da lei e do direito.

Território de esperança e do “bem viver”

Os povos amazônicos originários têm muito a ensinar-nos. Reconhecemos que desde há milhares de anos eles cuidam de sua terra, da água e da floresta, e conseguiram preservá-las até hoje a fim de que a humanidade possa beneficiar-se do usufruto dos dons gratuitos da criação de Deus. Os novos caminhos de evangelização devem ser construídos em diálogo com estas sabedorias ancestrais em que se manifestam as sementes do Verbo.

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Povos nas periferias

O Documento de Trabalho analisa também a situação dos Povos Indígenas em Isolamento Voluntário (PIAV). Segundo dados de instituições especializadas da Igreja (por ex., CIMI) e outras, no território da Amazônia existem de 110 a 130 diferentes “povos livres”, que vivem à margem da sociedade, ou em contato esporádico com ela. São vulneráveis perante as ameaças… do narcotráfico, de megaprojetos de infraestrutura, e de atividades ilegais vinculadas ao modelo de desenvolvimento extrativista.
 
Pará, comunidade ribeirinha do Rio Tapajós

A Amazônia se encontra entre as regiões com maior mobilidade interna e internacional na América Latina. De acordo com as estatísticas, a população urbana da Amazônia aumentou de modo exponencial; atualmente, de 70 a 80% da população reside nas cidades, que recebem permanentemente um elevado número de pessoas e não conseguem proporcionar os serviços básicos dos quais os migrantes necessitam. Não obstante tenha acompanhado este fluxo migratório, a Igreja deixou no interior da Amazônia vazios pastorais que devem ser preenchidos.

Igreja profética na Amazônia

Enfim, a última parte do Documento de Trabalho chama os Padres Sinodais da Pan-amazônia a discutirem o segundo binário do tema proposto pelo Papa: os novos caminhos para a Igreja na região.

* Publicado no site Vatican News

Edição: José Romildo

Fonte: EBC
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