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Economia

Redução de juros faz prestação da casa própria cair até R$ 997, mostra simulação

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Parcelas do financiamento imobiliário terão redução de 8,5% para 7,5% e 9,75% para 9,5% ao ano mais TR

Caixa Econômica Federal anunciou, nesta terça-feira (8), a  redução de juros do financiamento imobiliário de  8,5% para 7,5% ao ano, e a maior, de 9,75% para 9,5% ao ano, mais a Taxa Referencial (TR). Simulações mostram que a queda da taxa pode levar a diminuição das prestações em até R$ 997, em um financiamento de R$ 1,2 milhão, em 30 anos. 

Segundo Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da Construção da FGV, cada ponto percentual de corte nos juros imobiliário tem potencial para incluir até 800 mil famílias no financiamento da casa própria.

Simulações mostram que em um financiamento de R$ 300 mil, com prazo de pagamento também de 30 anos, o valor da prestação da Caixa cairá R$ 232,97 com a taxa mais baixa, saindo de R$ 2.879,78 para R$ 2.646,81.

A queda no juros também tem impacto na renda exigida para fazer jus ao crédito, explica  o consultor José Urbano Duarte. No mesmo financiamento da casa própria de R$ 300 mil, destaca ele, a redução de um ponto percentual equivale, em média, a uma renda 10% menor. Ou seja,  de R$ 7.100 para R$ 6.450.

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Na avaliação de Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças e Contabilidade (Anefac), no entanto, o impacto da queda dos juros terá efeitos limitados a curto prazo no setor: “A compra do imóvel leva em conta orçamento das famílias, manutenção de emprego, composição de renda. E o endividamento das famílias está muito alto”.

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Novas taxas da Caixa para crédito imobiliário

As novas taxas da Caixa entram em vigor na segunda-feira e valem para novos contratos . Serão beneficiados contratos enquadrados no Sistema Financeiro da Habitação (SFH), com recursos da poupança para imóveis até R$ 1,5 milhão, e no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) — dentro do modelo tradicional, corrigido pela TR, hoje zerada.

Em agosto, a Caixa lançou a modalidade indexada à inflação. Por ela, a taxa mínima é de 2,95% ao ano, e a máxima, de 4,95%, mais o índice de preços. Estes percentuais não serão alterados nos próximos seis meses, segundo o presidente do banco, Pedro Guimarães, porque a linha é recente e ainda está sendo avaliada.

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Especialistas, no entanto, dizem que apesar das taxas mais baixas é preciso bastante reflexão antes de optar por essa nova modalidade de crédito pela incerteza em relação a variação da inflação. 

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O fato de a taxa básica de juros da economia, a Selic, estar em seu menor patamar histórico, 5,5% ao ano,  já havia levado a  Bradesco e Itaú a reduzirem suas taxas para 7,3% e 7,45% ao ano mais TR, respectivamente. O Banco do Brasil pratica taxas mínimas a partir de 7,99% ao ano mais TR, para financiamento em 35 anos. Já o Santander oferece taxas mínimas de 7,99%.

Fonte: IG Economia
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Fiesp aponta estabilidade no saldo de empregos na indústria paulista

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O saldo de empregos na indústria paulista encerrou o mês de setembro praticamente estável. Foram fechados mil postos de trabalho, o que representou uma variação negativa de 0,06%. No acumulado do ano, o saldo é negativo, com o fechamento de 9 mil vagas de trabalho na indústria. Os dados foram  divulgados nesta quarta-feira (16) pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Os principais setores que obtiveram resultados positivos em setembro foram os de produtos alimentícios, com a geração de 1.580 vagas; produtos diversos, com mais 536 postos, e produtos de borracha e material plástico, com mais 252. Os destaques negativos ocorreram nos setores de veículos automotores, reboques e carroceria, que perderam 1.427 postos; de couro e calçados, com menos 952 vagas; e de informática, produtos eletrônicos e ópticos, com o fechamento de 608 vagas.

“Setembro apresentou um resultado levemente melhor no saldo de empregos na indústria paulista do que o esperado para o mês, em razão das exportações de carne para a China, que sofreu com a peste suína em seu mercado. Apesar dessa leve melhora, o mercado apresentou perdas no setor automotivo, que sofre com as exportações, em especial para a Argentina”, destacou o segundo-vice-presidente da Fiesp, Ricardo Roriz.

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A expectativa da entidade é que a indústria paulista feche este ao empregando o mesmo número de trabalhadores que tinha no final de 2018. “Devemos encerrar o ano com saldo muito próximo ao fechamento de 2018, com crescimento zero”, ressaltou Roriz.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Economia
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Economia

Vendas no varejo para Dia das Crianças tiveram alta de 1,7%

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As vendas no varejo para o Dia das Crianças, na semana de 5 a 11 de outubro, tiveram alta de 1,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O aumento das vendas no período foi superior ao obtido pelo comércio nas datas comemorativs do Dia dos Pais, Dia dos Namorados e Dia das Mães. Os dados, divulgados nesta quarta-feira (16), são do Indicador de Atividade do Comércio da Serasa Experian.

Segundo análise da Serasa Experian, o resultado reflete a melhora no setor varejista já apontada pelos dados de atividade de setembro. “O comércio no Dia das Crianças ainda foi positivamente impactado pelo aumento na massa de rendimentos da população brasileira, ou a soma da renda das pessoas, que, aliada à queda dos juros e da inflação, acabam beneficiando o varejo”, acrescenta a empresa.

Considerando o período de 2006 a 2019, o resultado de 2019 do Dia das Crianças, no entanto, foi o quarto menor do período, apenas superando o dos anos de 2016 (em que houve queda de 8,1%), 2015 (-4,7%) e 2014 (crescimento de 1,3%).

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Economia
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