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Redução de denúncias durante pandemia da Covid-19 preocupa instituições

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Suspensão do funcionamento das escolas e creches pode ter relação direta com a diminuição do número de denúncias

As instituições que integram a Rede Protege em Cuiabá, que atuam na articulação intersetorial em defesa das crianças e dos adolescentes, iniciaram uma campanha para ampliação da divulgação dos canais de atendimentos às vítimas de violência, abuso sexual, entre outras práticas. A iniciativa foi tomada após constatação de que nesse período de pandemia do Novo Coronavírus houve uma redução do número de denúncias na capital.

A promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos destaca que a suspensão do funcionamento das escolas e creches pode ter relação direta com a diminuição do número de registros. Segundo ela, grande parte das denúncias é feita por profissionais dessas unidades que convivem diariamente com as crianças vítimas de violência.

“Não sabemos se realmente está tendo esta redução porque a mãe está em casa cuidando dos filhos ou se é porque os fatos não estão chegando ao nosso conhecimento. Daí a importância da massificação da divulgação dos canais de atendimento para que toda a sociedade e a própria vítima tenha condições de denunciar”, destacou a promotora de Justiça.

Além disso, o estresse enfrentado pela população nesse momento de pandemia pode agravar ainda mais a situação de violência. A decisão em torno da realização da campanha foi tomada ontem durante reunião, por videoconferência, dos integrantes da Rede Protege. Participaram da discussão representantes do Ministério Público Estadual, Conselho Tutelar, Delegacia Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, secretarias municipais de Saúde, Educação e Assistência Social, Defensoria Pública e Secretaria de Estado de Segurança Pública.

 

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MT registra 361 casos e 5 mortes por coronavírus em 24hs; já são 84 óbitos e 3.388 infectados; 124 pacientes na UTI

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De acordo com o Boletim Informativo da SES, 2.018 pacientes estão em isolamento domiciliar, 221 hospitalizados e 1.065 já estão recuperados

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde desta quinta-feira (4), 3.388 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 84 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado. As cinco mortes mais recentes envolveram residentes de Cáceres, Confresa, São José dos Quatro Marcos, São José do Rio Claro e Pontes e Lacerda.

Dentre os 20 municípios com maior número de casos de Covid-19, estão: Cuiabá (975), Várzea Grande (324), Rondonópolis (253), Primavera do Leste (153), Tangará da Serra (152), Sorriso (134), Confresa (126), Lucas do Rio Verde (99), Barra do Garças (87), Sinop (83), Campo Verde (63), Pontes e Lacerda (61), Nova Mutum (51), Rosário Oeste (45), Jaciara (45), Alta Floresta (38), Cáceres (36), Peixoto de Azevedo (33), Sapezal (31) e Tapurah (30).

A lista detalhada com todas as cidades que já registraram casos da Covid-19 em Mato Grosso pode ser acessada no Boletim anexado ao final desta matéria.

Nas últimas 24 horas, surgiram 361 novas confirmações em Alta Floresta (1), Araputanga (1), Barra do Bugres (4), Barra do Garças (5), Cáceres (1), Campo Novo do Parecis (7), Campo Verde (14), Campos de Júlio (3), Confresa (21), Cuiabá (87), Itiquira (1), Jaciara (1), Lucas do Rio Verde (19), Marcelândia (1), Mirassol D’Oeste (3), Nossa Senhora do Livramento (5), Nova Mutum (16), Pedra Preta (6), Poconé (1), Pontes e Lacerda (15), Primavera do Leste (10), Rondonópolis (3), Santo Antônio do Leverger (1), São José do Povo (1), São Josér do Rio Claro (2), São José do Xingu (1), São José dos Quatro Marcos (3), Sapezal (5), Sinop (20), Sorriso (46), Tangará da Serra (8), Tapurah (14), Várzea Grande (25), Vila Bela da Santíssima Trindade (4), Vila Rica (2) e municípios de outros Estados (4).

O Boletim ainda informa que, após investigação, houve a exclusão de dois casos do município de Dom Aquino por não atenderem aos critérios de caso confirmado para Covid-19. Além disso, uma notificação anteriormente contabilizada em Rondonópolis foi reposicionada para São José do Povo, município de residência do paciente.

Dos 3.388 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 2.018 estão em isolamento domiciliar e 1.065 estão recuperados. Há ainda 221 pacientes hospitalizados, sendo 124 em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 97 em enfermaria.

No boletim, a SES também divulga que a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) dispõe, atualmente, de 150 leitos de UTI e 733 leitos de enfermaria especificamente para pacientes com coronavírus no Estado.

Considerando o número total de casos em Mato Grosso, 50,6% dos diagnosticados são do sexo feminino e 49,4% masculino; além disso, 968 pacientes têm faixa-etária entre 31 a 40 anos. O documento ainda aponta que um total de 8.529 amostras já foram avaliadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) e que, atualmente, restam 450 amostras em análise laboratorial.

Os pacientes são devidamente acompanhados pelas equipes de Vigilância Epidemiológica do Estado e dos municípios. Mais informações estão detalhadas na Nota Informativa divulgada diariamente pela SES disponível neste link, a partir das 17h.

Cenário nacional

Até a última quarta-feira (3), o Governo Federal confirmou 584.016 casos da Covid-19 no Brasil e 32.548 óbitos oriundos da doença. No levantamento do dia anterior, divulgado pelo Ministério da Saúde, o país contabilizava 31.199 mortes e 555.383 casos confirmados de pessoas infectadas pelo coronavírus. Até o fechamento deste material, não foram atualizados os dados desta quinta-feira (4).

Recomendações

Atualmente, não existe vacina para prevenir a infecção pelo novo coronavírus. A melhor maneira de prevenir a infecção é evitar ser exposto ao vírus. Os sites da SES e do Ministério da Saúde dispõem de informações oficiais acerca do novo coronavírus. A orientação é de que não sejam divulgadas informações inverídicas, pois as notícias falsas causam pânico e atrapalham a condução dos trabalhos pelos serviços de saúde.
O Ministério da Saúde orienta os cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus. Entre as medidas estão:
– Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;
– Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;
– Evitar contato próximo com pessoas doentes. Ficar em casa quando estiver doente;
– Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo;
– Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

 

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Com aumento nos casos de coronavírus, retorno das aulas em Mata Grosso continua sem data definida

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As aulas estão paralisadas desde o final de março devido à pandemia

A Comissão Especial que discute a retomada das atividades escolares em Mato Grosso se reuniu nesta quinta-feira (4), em videoconferência, para debater o impacto da pandemia do novo coronavírus no setor educacional. Diante das projeções de crescimento dos casos da Covid-19 no estado, ainda não foi definida a data de retorno das atividades escolares, paralisadas desde o final de março devido à pandemia. Os membros da comissão defendem o retorno com o máximo de segurança para evitar que ocorra o descontrole no contágio do novo coronavírus, que já contaminou mais de três mil pessoas em Mato Grosso.

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios – AMM, Neurilan Fraga, que integra a comissão, alertou que o momento é delicado para a saúde pública no estado. “As projeções de disseminação do vírus não favorecem o retorno das aulas. Há uma tendência de crescimento no número de casos e, por isso, devemos ser prudentes e seguir as orientações das autoridades em saúde pública que continuam defendendo o distanciamento social”, assinalou.

De acordo com dados apresentados pelo deputado Lúdio Cabral, que é médico sanitarista, as estatísticas demonstram crescimento exponencial da doença em Mato Grosso.  A previsão é que no dia 23 de junho ocorram mais de 8.400 casos confirmados da Covid-19 no estado.  O parlamentar disse que a projeção é que “daqui a três semanas haverá falta de leitos em Mato Grosso”, alertou, acrescentando que a retomada segura só vai ocorrer quando houver redução dos casos, estrutura hospitalar suficiente para atendimento da população e possibilidade de testagem em massa.

 

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