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Esportes

Redução da punição ao Manchester City gera polêmica na Inglaterra

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A decisão do Tribunal Arbitral do Esporte (TAS, na sigla em inglês) de suspender a punição do Manchester City por ter violado as regras do Fair Play Financeiro da Uefa (FFP) não foi bem digerida no futebol inglês.

Após denúncia do jornal alemão Der Spiegel de que o clube havia ultrapassado o valor do teto de patrocínio fixado pelo FFP em fevereiro deste ano, a Uefa puniu os Citizens com a proibição de disputar competições europeias e uma multa de 30 milhões de euros. Após o recurso do Manchester City, a única punição definida pelo TAS foi o pagamento de uma multa de 10 milhões de euros.

Os técnicos dos principais rivais do Manchester City reagiram. Atual campeão inglês, da Liga dos Campeões e do Mundial da Fifa o treinador do Liverpool, o alemão Jurgen Klopp, tentou amenizar, mas criticou a decisão: “Eu não desejo mal a ninguém. Estou feliz que o City vá poder jogar a Liga dos Campeões ano que vem, mas não acho que tenha sido um bom dia para o futebol, para ser sincero. Eu acho que o FFP é uma boa ideia e existe para proteger as equipes, a competição, essa é a ideia desde o início. É preciso ter a certeza de que o dinheiro gasto é baseado nas fontes corretas”.

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A opinião mais forte veio de José Mourinho. O português, treinador do Tottenham, foi enfático ao criticar a decisão do TAS: “É uma decisão vergonhosa. Se o Manchester City não é culpado, eu acho que ser punido com alguns milhões é uma vergonha. Se você não é culpado, você não pode ser punido. Por outro lado, se você é culpado, você deveria ser banido. Então também seria uma decisão vergonhosa. Em qualquer caso, a decisão é um desastre”.

Por outro lado, há quem defenda a decisão do TAS. Um deles é o técnico do Arsenal, o espanhol Mikel Arteta. Ex-assistente de Pep Guardiola no Manchester City, o espanhol aprovou a liberação de seu ex-clube: “Não há questão sobre o que acontece. Eles merecem estar na Liga dos Campeões, porque o que eles fizeram no campo é inquestionável. Os reguladores analisaram e decidiram que eles não fizeram nada de errado. Então você tem dois aspectos que são bem claros e transparentes e eles estarão na Liga dos Campeões porque eles merecem”.

Quem comemorou o fim da punição foi o próprio técnico do Manchester City, o espanhol Pep Guardiola: “Estou extremamente feliz com a decisão, e mostra que o que as pessoas falavam sobre o clube não é verdade. Nós podemos defender no campo o que fizemos no campo. Como eu disse outras vezes, se nós tivéssemos feito algo errado, nós aceitaríamos da Uefa. Não esperamos que Liverpool, Tottenham, Arsenal, Chelsea ou Wolverhampton nos defendam, mas nós temos o direito de nos defender quando acreditamos que fizemos o correto, e três juízes independentes afirmaram isso”.

O Manchester City enfrenta o Real Madrid, pela partida de volta das oitavas de final da Liga dos Campeões, no dia 7 de agosto, em Manchester. No jogo de ida, os ingleses venceram por 2 a 1.

Edição: Fábio Lisboa

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Esportes

Medalhistas paralímpicos são eternizados em Cidade das Artes Marciais

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Os judocas paralímpicos Wilians Araújo e Karla Cardoso tiveram seus nomes eternizados na Cidade das Artes Marciais, inaugurada esta semana em Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro (RJ). Ele faturou a medalha de prata, na categoria até 100 quilos, nas Paralimpíadas Rio 2016; já ela subiu duas vezes ao pódio, na categoria até 48 kg, com duas pratas: uma nos Jogos de Atenas (2004) e outra em Pequim (2008).

“Cerimônia muito emocionante. Já tenho meu nome na Calçada da Fama e em uma placa gravada no dojo [local dos treinos] do Flamengo. Mas estar aqui, sendo homenageada ao lado de todas essas pessoas tão importantes no esporte, é muito marcante”, afirmou Karla à Agência Brasil

O companheiro de tatame também disse que ficou comovido com a homenagem. “Emocionante estar lá com a minha família, os meus senseis, a Karla, alguns amigos. Momento único. Nós vamos passar. Não estaremos mais aqui na Terra, e, mesmo assim, todo mundo vai saber quem foi Wilians Araújo. Isso dá mais força e mais energia”, revelou Wilians..

Foto do perfil de cbdvoficial  cbdvoficial  Nesta quarta (12), nossos judocas @karlafcjudo e @wilians_araujo_judo foram homenageados, no Rio.Foto do perfil de cbdvoficial  cbdvoficial  Nesta quarta (12), nossos judocas @karlafcjudo e @wilians_araujo_judo foram homenageados, no Rio.

De gerações diferentes, os medalhistas Karla Cardoso e Wilians Araújo, tiveram seus nomes eternizados na calçada da fama da Cidade das Artes Marciais, no Rio – – Instagram/Perfil de cbdvoficial

Os dois são de “gerações diferentes”, mas isso não impede que sejam amigos. “Treinamos juntos. Ele é um cara muito legal. Receber a homenagem junto com ele torna o momento ainda mais especial”, disse Karla, de 38 anos, que já esteve em quatro Paralimpíadas. “Ela tem dez anos a mais do que eu. E uma história espetacular. Atleta top em nível mundial. Gratificante estar com ela e ser amigo dela também”, devolveu o judoca.

Karla Cardoso é uma das pioneiras da modalidade e disputa as competições na classe B3 (lutadores que conseguem definir imagens). Ela nasceu com deficiência visual e começou no esporte aos 12 anos, por influência do irmão mais velho. “Claro que aquelas medalhas paralímpicas foram especiais demais. Mas teve uma conquista que eu guardo também com muito carinho. A medalha de ouro nos Jogos Mundiais de 2003. A primeira vez que eu ouvi o hino do Brasil no pódio. Uma emoção bem diferente”, recorda a atleta. 

placa na calçada da fama do judô, na Cidade das Artes Marciais, em Jacarepaguá (RJ)placa na calçada da fama do judô, na Cidade das Artes Marciais, em Jacarepaguá (RJ)

Placa em homenagem à judoca Karla Cardoso, que faturou duas pratas: uma nos Jogos Paralímpicos de Atenas (2004) e outra em Pequim (2008) – Karla Cardoso/Arquivo Pessoal

O paraibano Wilians Araújo, de 28 anos, perdeu a visão aos 10, em um acidente com tiro de espingarda. Ele participa dos torneios na classe B1 (cegos totais). Durante as categorias de base, Wilians chegou a praticar goalball, natação e futebol de cinco, mas se encontrou mesmo foi no judô. Além da medalha na Rio 2016, o atleta conquistou o 5º lugar nos Jogos de Londres (2012). No judô paralímpico, independentemente da classe funcional dos judocas, todos participam juntos das competições.

A Cidade das Artes Marciais, onde está a calçada da fama do judô, é um complexo com 12 praças, cada uma homenageia um grande mestre. No judô, além da dupla Karla e Wilians, foram homenageados Rosicleia Campos, ex-atleta olímpica e atual coordenadora do judô feminino na Confederação Brasileira de Judô (CBJ); Jucinei Costa, técnico da seleção paralímpica em 2004 e 2008; o sensei Geraldo Bernardes; o medalhista Flávio Canto (Atenas-2004);  e os campeões olímpicos Aurélio Miguel (Seul-1988), Rogério Sampaio (Barcelona-1992), Sarah Menezes (Londres-2012) e Rafaela Silva (Rio 2016).

Cidade das Artes Marciais, calçada da fama do judô, RJCidade das Artes Marciais, calçada da fama do judô, RJ

Cidade das Artes Marciais, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio, abrange 12 praças, cada uma homenageia um mestre – Edvaldo Reis/Prefeitura do Rio/Direitos Reservados

Tóquio 2021

Até o fechamento do ranking classificatório para a Paralimpíada de Tóquio (Japão) – transferidas para o período de 24 de agosto e 5 de setembro de ano que vem – ocorrerão duas competições, uma abril e outra em maio. Os campeões ganharão  210 pontos, mais a pontuação decorrente das vitórias em cada uma das lutas. 

Karla Cardoso, atualmente na 12ª posição no ranking mundial na categoria até 52 kg, está a 130 pontos da “zona de classificação”, e está perto de carimbar o passaporte para sua quinta paralimpíada.

O judoca Willians Araújo, 8º colocado na categoria acima de 100kg,  também tem a classificação muito bem encaminhada.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Esportes

Tênis de mesa: seleção feminina viaja para a Europa no dia 21

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Na próxima sexta (21) a seleção brasileira feminina de tênis de mesa viaja para Portugal para ingressar na Missão Europa por meio de parceria entre o Comitê Olímpico do Brasil (COB) e a Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM). Caroline Kumahara, Jessica Yamada, Giulia Takahashi e Laura Watanabe comporão o grupo, que será completado por Bruna Takahashi, melhor brasileira no ranking mundial da modalidade (47ª colocada) e que já se reapresentou ao Sporting, clube que defende. O grupo brasileiro permanece na Europa até 24 de setembro.

Caroline Kumahara e Jessica Yamada já são atletas da seleção adulta e participaram, no ano passado, dos Jogos Pan-Americanos e do Pré-olímpico por equipes. Giulia, de 15 anos, e Laura, com 16, fazem parte de um outro planejamento da CBTM e do COB, que está sendo executado desde 2019 para dar maior experiência internacional às duas potenciais atletas das futuras equipes olímpicas do Brasil.

“Vai ser muito importante para que elas possam se ambientar com a equipe adulta. Para mim, é sempre bom ter um grupo grande para trabalhar”, diz Hugo Hoyama, ex-atleta e atual técnico da equipe.

Antes de viajarem, os membros da delegação farão testes para o novo coronavírus (covid-19). Após a chegada em Portugal, eles repetem os exames e permanecem isolados até a divulgação dos resultados e liberação. Só então, iniciam os treinamentos. Este procedimento está sendo realizado por Bruna Takahashi, que chegou no último sábado (8) à Europa.

O Centro de Alto Rendimento da Vila Nova de Gaia, localizado na Região Metropolitana do Porto, é a casa de Bruna Takahashi desde o segundo semestre de 2019. O Sporting utiliza o local para treinamentos e jogos. Conta com toda a estrutura de alojamento para atletas, nove mesas, sala de musculação, área para os técnicos, entre diversas outras facilidades para a equipe.

“Espero que possamos aproveitar ao máximo e pegar ritmo de treinamentos. Fizemos uma reunião por videoconferência e temos de tomar cuidados nessa volta, para evitar lesões. Cansaço, todas vão sentir. Mas espero que seja um período muito importante para voltarmos ao ritmo de preparação para os Jogos de 2021”, avalia Hugo Hoyama.

O Brasil classificou as equipes masculina e feminina para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Os times serão compostos por três jogadores, os dois melhores do ranking têm a participação garantida, o terceiro membro das equipes serão escolhidos pelos treinadores. Além das disputas coletivas, o país também terá dois jogadores em cada um dos naipes nos torneios individuais.

Edição: Fábio Lisboa

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