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Economia

Recuperação judicial da Oi não tem data para acabar

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Oi (OIBR3)
Felipe Moreno

Oi (OIBR3)

A Oi vem correndo para tentar finalizar o processo de recuperação judicial. O prazo final passou do fim de março para o fim de maio, e, agora, foi prolongado novamente. De acordo com uma fonte do setor, não há uma data definida para encerramento.

A recuperação judicial da Oi começou em 2016. Para reduzir o endividamento, a tele vendeu para as rivais Claro, Tim e Vivo suas operações móveis por R$ 16,5 bilhões, em uma operação aprovada em fevereiro deste ano pelo Cade, que regula a concorrência.

Segundo fontes, o prazo para encerrar o processo no dia 31 de maio foi “alterado por conta das diligências pendentes”. A mudança foi classificada como “algo previsível, já que o caso é considerado o maior e mais complexo processo do judiciário”.

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Segundo a fonte, para o processo ser concluído, é necessário o relatório final do Administrador Judicial e o Quadro Geral de Credores consolidado. São cerca de 65 mil credores. Com o novo prazo, a administradora judicial do processo da Oi tem até o dia 27 de junho para entregar os documentos.

Essa mesma fonte explicou que o processo deve ser encerrado em breve, mas ainda não há uma data.

Venda de InfraCo deve ser finalizada até meados deste mês

Além disso, uma outra fonte destacou que até meados deste mês deve ser concluído o fechamento da venda da InfraCo, dona da rede de fibra óptica da tele, para os fundos controlados pelo BTG. Com o negócio, que teve o aval recente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), os fundos do BTG terão 57,9% do capital social votante da InfraCo em uma operação de R$ 12,9 bilhões.

Nesta semana, a tele carioca acertou com a Advocacia-Geral da União (AGU) a renegociação dos créditos relativos a multas geradas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) nos últimos 20 anos. Do total de cerca de R$ 20,2 bilhões, um dos maiores valores já aplicados a uma empresa, a tele conseguiu reduzir o valor a ser pago para R$ 9,1 bilhões.

Segundo a tele carioca, essa redução ocorreu por conta da inclusão de parte da dívida na nova Lei de Falências, que garantiu condições de pagamento mais flexíveis às empresas em processo de recuperação judicial. 

Além disso, o prazo de pagamento foi alongado, passando de 84 meses, que era o prazo máximo anterior, para 126 meses, com 6 meses de carência, que passa a ser o novo prazo máximo. Isso vai permitir “dar fôlego financeiro à companhia nos próximos anos, quando a sua necessidade de caixa é mais importante”, disse a empresa em nota.

Em abril deste ano, a Oi também informou que assinou acordo para vender a base de clientes de TV por assinatura via satélite para a Sky por cerca de R$ 20 milhões. Porém, a venda ainda não tem data para ser encerrada.

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Economia

Denúncias contra cúpula da Caixa eram abafadas, dizem testemunhas

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Caixa: denúncias contra presidente e vice foram abafadas, dizem testemunhas
Valter Campanato/Agência Brasil

Caixa: denúncias contra presidente e vice foram abafadas, dizem testemunhas

Funcionárias da Caixa ouvidas pelo GLOBO relatam que  as denúncias vão além do presidente do banco, Pedro Guimarães. Segundo o relato de duas testemunhas, que pediram para não ser identificadas, os casos de assédio sexual foram abafados pela instituição financeira e envolveram um vice-presidente, que é investigado pelo Ministério Público Federal (MPF).

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Procurados, Guimarães e a Caixa não se pronunciaram. Em um evento a portas fechadas na manhã desta quarta-feira (29) na sede da Caixa Cultural em Brasília, o presidente do banco  acenou a sua esposa na plateia e disse que tem “uma vida inteira pautada pela ética”.

“Quero agradecer a presença de todos vocês, da minha esposa, acho que a mulher é muito cara, são quase 20 anos juntos, dois filhos, uma vida inteira pautada pela ética, tanto é verdade que quando o assumi o banco, o banco tinha os piores ratings das estatais, dez anos de balanço com ressalvas”, afirmou o presidente da Caixa em um vídeo obtido pelo GLOBO.

De acordo com o relato de duas servidoras da Caixa durante uma viagem a trabalho, um vice-presidente da Caixa sugeriu que uma funcionária trocasse de roupa e fosse para a piscina do hotel se encontrar com Pedro Guimarães. Chegando lá, segundo uma testemunha, o executivo teria perguntado se a vítima gostaria de “entrar para o círculo de confiança” e teria dito ainda se ela quisesse transar com ele seria “tranquilo”, se ela “quisesse transar com o presidente seria tranquilo também” e “se quisesse subir agora para o quarto do presidente e transar com os dois, tudo bem”, “porque confiança é isso”.

Abalada com a situação, a vítima procurou a Vice-Presidência de Pessoas para ser orientada. Chorando, ela relatou o episódio e disse que não sabia o que fazer. Pouco tempo depois, o caso foi levado ao conhecimento do vice-presidente e de Pedro Guimarães, que teria oferecido um pedido de desculpas e uma promoção de cargo. Essa investida foi interpretada como uma forma de abafar o escândalo.

Outras funcionárias da Caixa, que dizem terem sido vítimas de Pedro Guimarães, discutiam desde o ano passado denunciar o caso para o Ministério Público Federal, mas tinham receio de sofrerem retaliação. Segundo elas, o presidente da Caixa fazia questão de demonstrar a sua influência no governo e junto ao presidente Jair Bolsonaro.

Após reunirem uma série de relatos, algumas mulheres resolveram levar as acusações de assédios sexuais do presidente da Caixa ao conhecimento Ministério Público Federal, abriu uma investigação para apurar o caso.

“Carnaval fora de época”

Nessa terça-feira, o site Metrópoles revelou o caso e divulgou os depoimentos em vídeos das funcionárias que denunciaram Pedro Guimarães por assédio sexual.

De acordo com o Metrópoles, há diversas acusações de Guimarães agindo de forma inapropriada, com toques íntimos não autorizados, convites incompatíveis com a situação de trabalho e outras formas de assédio. Os relatos destes supostos abusos ocorreram, na maior parte das vezes, em viagens de trabalho da Caixa pelo Brasil.

Os vídeos publicados pelo Metrópoles destacam relatos de vítimas que dizem sob a condição de anonimato terem sido convidadas por Guimarães para irem à sauna ou piscina durante viagens a trabalho do banco.

Em um dos depoimentos ao site, uma das funcionárias conta que Pedro Guimarães teria sugerido que em uma das viagens seguintes, para Porto Seguro, deveria ser feito um “carnaval fora de época”. A declaração aconteceu durante um jantar após os eventos na cidade sobre o programa Caixa Mais Brasil.

“Ninguém vai ser de ninguém. E vai ser com todo mundo nu”, teria dito o presidente da Caixa, segundo o relato de uma testemunha divulgado pelo Metrópoles.

As declarações do presidente foram confirmadas pelo Metrópoles com outros integrantes da comitiva presentes no jantar.

Uma funcionária contou ao site que o Guimarães teria se virado para ela e feito uma afirmação agressiva: “Ele me falou: ‘Vou te rasgar. Vai sangrar'”.

As denúncias divulgadas pelo Metrópoles também apontam que Guimarães “pegava” na cintura ou no pescoço de funcionárias sem consentimento. Segundo o site, o presidente da Caixa chegava a pedir para as suas auxiliares levarem em seu quarto de hotel objetos que ele “precisava” e, ao menos uma vez, atendeu a uma delas de cueca, enquanto que, em outra, teria pedido para a mulher tomar um banho e voltar para seu quarto para “tratarem de sua carreira”.

Em nota enviada ao Metrópoles, a Caixa disse que “não tem conhecimento das denúncias apresentadas pelo veículo”.

“A Caixa esclarece que adota medidas de eliminação de condutas relacionadas a qualquer tipo de assédio. O banco possui um sólido sistema de integridade, ancorado na observância dos diversos protocolos de prevenção, ao Código de Ética e ao de Conduta, que vedam a prática de ‘qualquer tipo de assédio, mediante conduta verbal ou física de humilhação, coação ou ameaça’. A Caixa possui, ainda, canal de denúncias, por meio do qual são apuradas quaisquer supostas irregularidades atribuídas à conduta de qualquer empregado, independente da função hierárquica, que garante o anonimato, o sigilo e o correto processamento das denúncias. Ademais, todo empregado do banco participa da ação educacional sobre Ética e Conduta na Caixa, da reunião anual sobre Código de Ética na sua Unidade, bem como deve assinar o Termo de Ciência de Ética, por meio dos canais internos. A Caixa possui, ainda, a cartilha ‘Promovendo um Ambiente de Trabalho Saudável’, que visa a contribuir para a prevenção do assédio de forma ampla, com conteúdo informativo sobre esse tipo de prática, auxiliando na conscientização, reflexão, prevenção e promoção de um ambiente de trabalho saudável”, afirma o banco.

Fonte: IG ECONOMIA

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Economia

Após denúncias de assédio, Guimarães deve ser substituído por mulher

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Daniella Marques
Ministério da Economia

Daniella Marques

É aguardada para esta quarta-feira (29) a saída do presidente da Caixa , Pedro Guimarães, após o site “Metrópolis” revelar diversas  denúncias de assédio contra o executivo. O presidente Jair Bolsonaro considerou  “inaceitáveis” as acusações e já escolheu a substituta para o cargo, segundo o colunista do GLOBO, Lauro Jardim. 

A atual secretária de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Daniella Marques, deve gerir o banco. Na pasta de Paulo Guedes, ela havia ocupado o posto de Adolfo Sachsida, que agora é ministro de Minas e Energia. 

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Daniella é uma espécie de braço-direito de Paulo Guedes. Trabalhava com ele na Bozano Investimentos e foi levada ao ministério da Economia inicialmente como sua assessora especial.

A ideia de colocar uma mulher é vista como uma tentativa de recativar o eleitorado feminino e mostrar que o presidente Bolsonaro não compactua com denúncias de assédio sexual. 

Guimarães é próximo a Bolsonaro e uma das figuras mais frequentes nas viagens presidenciais. Nesta terça-feira (28), ele esteve em Maceió (AL) em cerimônia de entrega de 1.220 moradias.

O dirigente tinha na agenda desta quarta-feira (29) uma entrevista coletiva a jornalistas nesta quarta-feira para falar sobre estratégias do banco, mas a assessoria de imprensa comunicou o cancelamento do evento na noite desta terça-feira.

Denúncias

Funcionárias da Caixa denunciaram Pedro Guimarães sob condição de anonimato para preservar a identidade das envolvidas. De acordo com a reportagem publicada nesta terça-feira, funcionárias do banco narram toques íntimos não autorizados, convites incompatíveis com a situação de trabalho e outras formas de assédio por parte de Guimarães. “Ele passou a mão em mim. Foi um absurdo. Ele apertou minha bunda. Literalmente isso”, relatou uma vítima. 

Nas entrevistas concedidas ao site, funcionárias do banco narram toques íntimos não autorizados, convites incompatíveis com a situação de trabalho e outras formas de assédio por parte de Guimarães. “Ele passou a mão em mim. Foi um absurdo. Ele apertou minha bunda. Literalmente isso”, relatou uma vítima ao Metrópoles.

Outra funcionária do banco detalhou um jantar em que Guimarães falou sobre a intenção de organizar um “um carnaval fora de época” onde “ninguém vai ser de ninguém. E vai ser com todo mundo nu’”. Outros presentes no local confirmaram as falas do executivo. As situações de assédio aconteciam, na maioria das vezes, em viagens do executivo como parte do programa Caixa Mais Brasil.

Fonte: IG ECONOMIA

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