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Mato Grosso

Reativação do serviço de transplante renal deve promover economia anual de R$ 10 milhões ao Estado

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A oferta do serviço de transplante renal aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) de Mato Grosso, que estava paralisado há 10 anos e, foi reativado no início do mês de janeiro, com a realização da cirurgia que transplantou o órgão entre duas irmãs, deve gerar uma economia de aproximadamente R$ 10 milhões ao ano aos cofres públicos do Estado.

A avaliação é da secretária adjunta de Controle e Avaliação da Secretária de Estado de Saúde (SES-MT), Fabiana Bardi. Ela explicou que o Governo é responsável pelo custeio do tratamento e desembolsava valores exorbitantes para atender e garantir a prestação de saúde aos pacientes fora do Estado, o chamado tratamento fora de domicílio (TFD).

“Nos últimos anos, o Estado vem gastando com o TFD, principal órgão de encaminhamento desses pacientes para outras cidades, algo em torno de R$ 22 milhões. Deste total, 50% era exclusivo para atender pacientes da nefrologia. Com a retomada do transplante dentro do Estado, estimamos economia de aproximadamente R$ 10 milhões por ano”, informou Bardi.

De acordo com o relatório de TFD da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), em 2019, o custo para enviar pacientes para tratamento fora de Mato Grosso atingiu o montante de R$ 18,5 milhões, sendo o terceiro maior valor registrado. Em 2018, o valor gasto foi de aproximadamente R$ 16,9 milhões. Já em 2017, a secretaria registrou o maior custo aos cofres públicos, R$ 21,1 milhões.  

Ainda em 2019, R$ 1 milhão foi utilizado com ajuda de custo para alimentação de pacientes e acompanhantes. Somados os valores de 2019, foram pagos cerca de R$ 28 milhões com passagem e ajuda de custo aos pacientes.  

A coordenadora Estadual de Transplantes, Fabiana Molina, disse que esse custo em 2019, foi necessário para “atender ao total 150 pacientes encaminhados para tratamento pré-transplante”. Mais da metade dos pacientes foram para tratamento renal, pois “em 2019, tivemos que encaminhar 77 pessoas para fora do Estado”.  

Com a reativação da oferta do serviço, outro importante benefício é a agilidade do processo para a realização da cirurgia aos pacientes de Mato Grosso. Antes da reativação, todos eles dependiam da disponibilidade do agendamento em perspectiva nacional, gerando um maior tempo de espera. Agora, o tempo de espera é reduzido e a SES-MT garante aos pacientes toda a assistência com medicação, consultas e acompanhamento in loco do procedimento até a sua conclusão.

Serviço de Transplante Renal

Em Cuiabá, uma equipe de profissionais realiza o trabalho de monitoramento nos hospitais. Esse processo é feito todos os dias, durante 24 horas, para orientar e identificar os casos de possíveis mortes encefálicas (condição primária para se validar um doador de órgãos).

Os órgãos retirados são doados e destinados aos pacientes que necessitam dos transplantes e que estão aguardando na Lista Única definida pela Central de Transplantes da SES-MT, acompanhada pelo Ministério da Saúde.

O transplante renal é realizado por meio de cirurgia de alta complexidade entre doadores. O processo de doação pode ser realizado de dois modos: o doador vivo e o doador falecido. O vivo pode ser qualquer pessoa saudável que concorde com a doação e que seja compatível com o receptor.

Esse doador pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea e parte do pulmão. De acordo com Lei n°10.211/2001, para casos de doação de transplante intervivos, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores. Pessoas que não são parentes, somente com autorização judicial.

Doadores falecidos são aqueles que tiveram o diagnóstico de morte encefálica, geralmente são vítimas de traumatismo craniano ou AVC (derrame cerebral). Após o atestado da morte é necessário ter a permissão, documentada, de autorização da família.

Após os procedimentos formais de autorização, é a equipe da Central de Transplantes, setor de captação de órgãos e tecidos, que fica responsável por todo o processo de organização logística para a realização dos procedimentos de retirada e disponibilização dos órgãos e tecidos doados.

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Mato Grosso

Especialistas alertam para importância dos cuidados com diabetes; doença aumenta gravidade da Covid-19

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No mês em que é rememorado o Dia Internacional das Pessoas com Diabetes, neste sábado (27.06), especialistas de diferentes áreas técnicas da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) alertam para a importância do diagnóstico precoce, o tratamento e cuidados especiais neste momento de pandemia – como as formas de prevenir complicações e até mortes em decorrência da doença, que já atinge mais de 13 milhões de pessoas no Brasil.

Responsável por 22% das complicações que levaram a óbito pessoas com a COVID-19 em Mato Grosso, o diabetes é a segunda comorbidade no ranking das doenças pré-existentes em pacientes com o diagnóstico do coronavírus no Estado; a hipertensão aparece em primeiro lugar, com 32% dos casos.

No Estado de Mato Grosso, estima-se que em torno de 60 mil pessoas com idade acima de 20 anos tenham Diabetes Mellitus, doença crônica não transmissível, que ocorre quando há baixa produção ou má absorção da insulina pelo organismo.

A médica endocrinologista Luciana Diniz, da equipe do Ambulatório de Diabetes do Cermac, esclarece sobre os principais sintomas da doença. “Podemos afirmar que 50% dos casos serão assintomáticos e a maioria vai acabar descobrindo a doença ao acaso fazendo exames de rotina. Nos demais, poderão aparecer os sintomas clássicos: muita urina, muita sede, muita fome e perda de peso. Outros sintomas como fraqueza, cãibras, embaçamento visual, e infecções de repetição (furúnculos, infecção urinária e erisipelas) também podem ocorrer”.

O diagnóstico da diabetes deve ser sempre realizado pelo sangue venoso, explica a médica endocrinologista.

Tratamentos

A insulina é um hormônio que regula as taxas de glicose (açúcar) no sangue e sua função é quebrar as moléculas de glicose, garantindo energia para o organismo. O aumento da glicose no sangue ao longo do tempo pode levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos. Em casos mais graves, a diabetes pode levar à morte.

No Brasil, cerca de 90% das pessoas com a doença têm Diabetes Tipo 1, que aparece comumente na infância, adolescência e adultos jovens (mas pode surgir no adulto) e seu tratamento exige a aplicação diária da insulina injetável. O Diabetes Tipo 2 está diretamente relacionado ao sobrepeso, sedentarismo, triglicerídeos elevados (colesterol alto), hipertensão e hábitos alimentares inadequados.

De acordo com a coordenadora do setor de atenção às doenças crônicas da SES, Ana Carolina Landgraf, a melhor forma de prevenir o diabetes é adquirir hábitos saudáveis: praticar atividades físicas regularmente, ter uma alimentação adequada, evitar o consumo de álcool, de tabaco e outras drogas.

A coordenadora chama a atenção da população e faz um apelo: “Não suspendam o uso dos medicamentos amplamente utilizados para o diabetes e reconhecidos mundialmente pelos protocolos clínicos, principalmente neste momento de pandemia da COVID-19”.

Diabetes e SUS

O tratamento do diabetes é ofertado pelo SUS na rede da Atenção Primária. A Coordenadora de Gestão da área, Regina Amorim, explica que há uma estrutura composta por 919 Unidades Básicas de Saúde, com 741 Equipes de Saúde da Família em 141 municípios, cobrindo cerca de 80% da população. As equipes de Saúde da Família iniciam o atendimento e devem garantir a solução de cerca de 80% dos problemas de saúde.

A oferta de medicamentos de uso oral para a Diabetes Tipo 2 pelo SUS é de responsabilidade da farmácia básica dos municípios. Na SES, a Superintendência de Assistência Farmacêutica (SAF) é a unidade que realiza a distribuição das insulinas de alto custo para os municípios, explica a superintendente da SAF, Luci Oliveira.

O Centro Estadual de Média e Alta Complexidade (Cermac) é a referência estadual nesta área e oferta serviços em várias especialidades, tendo atendido em 2019 mais de 5 mil pessoas, informa a diretora  da unidade especializada, Jocineide Rita dos Santos.

O Governo do Estado também investe na capacitação dos profissionais dos municípios por meio do Núcleo Telessaúde MT, com a oferta de aulas online e materiais para estudo, informa a coordenadora do núcleo, Juscileide Barbosa.

Diabetes e COVID-19

A médica endocrinologista Cristianne Serafim Feuser, que atua no Hospital Universitário Júlio Müller e é teleconsultora do Núcleo Telessaúde MT, esclarece que, em geral, pessoas com todas as formas de diabetes têm um risco aumentado de infecção devido à  imunidade. Há maior dano celular, hiperinflamação e insuficiência respiratória.

Além disso, níveis de inflamação e de coagulação são mais altos em pacientes com COVID-19 e diabetes, sugerindo que estas pessoas têm maior chance de evoluírem para a Síndrome Respiratória Aguda Grave, que seria a forma agravada da COVID-19. As pessoas com diabetes devem vacinar-se contra a Influenza por serem consideradas grupo prioritário.

Fonte: GOV MT

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Mato Grosso

Bope prende quatro suspeitos, apreende arsenal e frustra plano de resgate de presos

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Policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar prenderam na tarde desta sexta-feira (26.06), dois adultos (22 e 26 anos) e apreenderam dois adolescentes de 16 e 17 anos com um grande arsenal bélico que supostamente seria utilizado na tentativa de resgate de presos e outras práticas criminosas.

A ação ocorreu em uma casa do residencial Salvador Costa Marques, localizado a margem da Avenida Professora Edna Affi (Avenida das Torres), em Cuiabá. O Bope recebeu informações sobre a presença de suspeitos, possivelmente integrantes de organização criminosa, reunidos em uma residência desse bairro, planejando crimes.

Ao fazer rondas no local os policiais avistaram alguns homens que saíram correndo de uma casa e entraram em outra. Na “moradia” onde eles estavam, o Bope encontrou um fuzil (calibre 5,56), duas submetralhadoras semiautomáticas, uma delas com silenciador de ruídos, além de duas pistolas (uma calibre .40 e outra 380), uma carabina (.357), uma espingarda calibre 12 e mais de 150 munições dos respectivos calibres das armas.

Os quatro suspeitos foram presos na casa e proximidades do local onde buscavam refúgio e de onde tentavam fugir. Nessa ação as equipes do Bope contaram com o apoio de um helicóptero do Ciopaer e policiais do 24º Batalhão de Polícia Militar.

Além do apoio no ponto onde ocorreram as prisões e apreensões, o helicóptero fez rondas na região na tentativa de localizar veículos e outros possíveis envolvidos que poderiam estar apoiando a ação dos suspeitos presos, porém não ocorreram mais prisões ou apreensões.

De acordo com o comandante do Bope, tenente-coronel Ronaldo Roque da Silva, um dos presos admitiu que os armamentos seriam empregados em um plano de resgate de presos de um presídio da região de Cuiabá. Roque observa que as armas apreendidas são de calibre e uso restrito das forças de segurança pública, todas com grande poder de letalidade.

A checagem dos suspeitos apontou que dois deles já têm passagens criminais por roubo (artigo 157) e receptação. Os suspeitos e o material apreendido foram entregues na Central de Flagrantes no Cisc Verdão. As investigações agora prosseguem com Polícia Judiciária Civil (PJC).

Fonte: GOV MT

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