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Política Nacional

Quilombolas demonstram preocupação com acordo sobre lançamento de foguetes em Alcântara

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Comunidades quilombolas do Maranhão temem ser remanejadas devido ao acordo que Brasil e Estados Unidos firmaram em março para o lançamento de foguetes e satélites a partir da base de Alcântara. O tema foi debatido na quarta-feira (10), na Câmara dos Deputados, pelas comissões de Direitos Humanos e Minorias; de Relações Exteriores e Defesa Nacional; e de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Audiência pública sobre o acordo de Salvaguardas Tecnológicas assinado entre o Brasil e os EUA. Procuradora Federal dos Direitos dos Cidadãos do Ministério Público Federal, Deborah Duprat
Deborah Duprat defendeu a titulação das terras quilombolas antes da ratificação do acordo pelo Congresso

A coordenadora nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), Célia Cristina da Silva Pinto, questionou a transparência do acordo. Segundo ela, o documento representa uma ameaça à posse das terras da população carente do entorno da base. Por isso, defendeu que seja dada a titulação definitiva dos terrenos dos quilombolas na região.

O deputado Bira do Pindaré (PSB-MA), que solicitou a audiência pública, comentou que as famílias quilombolas já tiveram seus direitos violados desde quando se iniciou o processo de instalação da base de Alcântara, nos anos 1980.

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A procuradora federal dos Direitos dos Cidadãos do Ministério Público Federal, Deborah Duprat, concordou que, diante dos eventos ocorridos nos últimos 40 anos, é impossível dizer que as comunidades de Alcântara não serão afetadas pelo novo acordo. “Isso só se resolve mediante a segurança territorial desse grupo. Só falta a titulação, uma ação que não traria ônus para a União.”

Soberania Já o tenente-brigadeiro Carlos de Almeida, representante do Ministério da Defesa no debate, afirmou que o texto – a quarta tentativa de se estabelecer uma parceria com os Estados Unidos sobre o uso de materiais espaciais – não fere a soberania nacional.

“Não podemos condicionar a tramitação e aprovação desse acordo às questões de titulação de terra quilombola ou de quaisquer outros, porque estaremos perdendo a nova oportunidade”, declarou. Para ter efetividade, o acordo entre Brasil e Estados Unidos ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Agrovilas Na visão do tenente-brigadeiro, o deslocamento anterior de cidadãos de Alcântara para agrovilas foi positivo.

O argumento foi rebatido por Célia Cristina, que disse que a medida fere a dignidade das comunidades, pois as agrovilas são distantes do mar, o que inviabiliza a subsistência. “Para eu sobreviver na agrovila, seria preciso ter um emprego para comprar na cidade o que não posso produzir, porque as agrovilas não dão condições para a gente produzir.”

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Proteção de informações O chefe da Divisão do Mar, da Antártida e do Espaço do Ministério das Relações Exteriores, Rodrigo Mendes, esclareceu que o acordo consiste no estabelecimento de regras para as operações de lançamento do centro espacial de Alcântara que envolvam a utilização de tecnologia norte-americana, com obrigações para a proteção de informações sigilosas.

Ouça esta matéria na Rádio Câmara

Fonte: Agência Câmara Notícias
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Política Nacional

Regulamentação do uso de agrotóxicos será tema de audiência pública conjunta

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A Comissão de Meio Ambiente (CMA) aprovou, na quarta-feira (4), os cinco requerimentos da pauta. Entre eles, o pedido de realização de audiência pública em conjunto com a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) para instruir o projeto de lei (PL) 5.090/2019, que que trata da regulamentação do uso de agrotóxicos, seus componentes e afins, para ampliar a proteção da saúde humana e a preservação do meio ambiente, com manutenção da eficiência na produção de alimentos.

Autor do requerimento e do projeto, o senador Styvenson Valetim (Podemos-RN) busca mais informações sobre a quantidade de defensivos agrícolas ingeridos pelas pessoas, até mesmo no consumo da água.

— Nossa preocupação é justamente trazer essa discussão para saber até onde vai ser nocivo. Porque a incidência de câncer é muito alta. A incidência hoje de anomalia em bebês que estão nascendo está discrepante. Então, a gente precisa analisar, estudar, verificar se existe alguma relação. Certo que o nosso país é ainda um país que exporta muito produto agrícola, mas não quer dizer que a gente precise matar a população em nome da economia — ressaltou.   

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Amazônia

Foi aprovado também requerimento do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) para convidar Cláudio Aparecido Almeida, coordenador do Programa de Monitoramento da Amazônia e Demais Biomas do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), a comparecer à CMA para prestar informações sobre os resultados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), referentes ao período de agosto de 2018 a julho de 2019.

De acordo com o Inpe, o desmatamento na área aumentou quase 30% nesse período, e o Brasil perdeu mais 9.762 km² de florestas e biodiversidade.

Limites

Ainda foram aprovados mais três requerimentos do senador Fabiano Contarato (Rede-ES), presidente da CMA, para a realização de audiências públicas. A primeira tem o objetivo de instruir o PL 5.624/2019, que altera a Lei 9.985, de 2000, sobre critérios de criação, ampliação, desafetação, transformação ou redução dos limites das unidades de conservação, e de homologação da demarcação de terras indígenas.

Outro requerimento de Contarato é para a promoção de um debate sobre o Projeto de Lei do Senado (PLS) 407/2018, que define os limites da Floresta Nacional de Brasília.

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O senador requereu ainda audiência pública para instruir o PLS 208/2018, que redefine o traçado do Parque de São Joaquim e altera seu nome para Parque Nacional da Serra Catarinense.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado
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Política Nacional

CDH aceita sugestão que acaba com taxa de despacho postal

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A taxa de R$ 15 cobrada pelos Correios para o Despacho Postal de produtos importados não tributados pode ser extinta. A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) acolheu nesta quarta-feira (4) a Sugestão (SUG) 33/2018 com a medida, que agora passa a tramitar como Projeto de Lei no Senado Federal.

A taxa é cobrada desde 2018 sobre todas as encomendas internacionais que chegam ao Brasil, sejam elas tributadas ou não.

O senador Marcos Rogério (DEM-RO) relatou a sugestão, tornando-a um projeto de lei que veda a cobrança de tarifa, preço ou prêmio ad valorem, além do valor do frete, por remessas isentas do Imposto de Importação e do Imposto sobre Produtos Industrializados.

Segundo o senador, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) desfruta de monopólio no serviço postal com isenção de direitos de importação de materiais e equipamentos destinados aos seus serviços e tem a missão pública de fazer garantir o acesso ao serviço postal para todos os cidadãos.

Ele explicou ainda que a ECT é a única empresa brasileira autorizada a operar com essa malha postal internacional. “Desse modo, quando o frete é pago no país de origem do remetente, este tem a obrigação de custear a entrega e enviar a encomenda que será finalizada no país de destino. O frete, em tese, já engloba todos os custos da remessa”, informou.

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Apesar de notória crise financeira enfrentada pela ECT, ressaltou o senador, a cobrança de Despacho Postal para cobrir custos de apoio aduaneiro não deveria recair sobre os consumidores. Ele argumentou que a taxa torna inviável a importação de produtos pequenos e baratos, prejudicando o consumidor e muitos varejistas.

34 mil apoios

Apresentada pelo cidadão Wladimir Chinazil Mello, do Rio de Janeiro, por meio do portal e-Cidadania, a iniciativa recebeu 34.809 apoiamentos e passou a ser analisada pela (CDH). Na justificativa, Wladimir observou que a legislação precisa proibir a manutenção da taxa visto que os Correios, na sua avaliação, não oferta serviços de qualidade. “Não deveria [Correios] onerar mais ainda seu público, sem oferecer uma contrapartida decente em melhorias reais de qualidade na entrega”, disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado
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