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Economia

Queda de juros no exterior beneficiará infraestrutura, diz ministro

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A infraestrutura brasileira poderá se beneficiar da queda das taxas de juros de outros países. Na avaliação do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, esse cenário representará uma janela de oportunidades para que o país – em especial o setor de infraestrutura – acabe se tornando uma opção mais rentável para investidores estrangeiros. Mas, para que isso ocorra, acrescenta o ministro, é fundamental que o país continue apresentando projetos “organizados, sofisticados” e dentro de uma estratégia bem planejada.

“Estamos em um momento extremamente interessante e favorável, em que o mundo vem encolhendo e desacelerando. Isso, para nós, representa uma oportunidade. A desaceleração acontece por motivos como polarização política, envelhecimento da população, a guerra comercial. No final das contas isso tem provocado uma resposta das economias centrais por meio da redução das taxas de juros. E, como consequência, nossos projetos [para o setor de infraestrutura] acabam ficando muito atrativos”, disse hoje (9) o ministro durante o 1º Seminário de Competitividade do Setor de Infraestrutura, na sede do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), em Brasília.

A fim de aproveitar essa oportunidade, Freitas tem cobrado “esmero” de sua equipe, no sentido de “estabelecer e construir os melhores projetos”. Segundo ele, o retorno tem sido excelente.

“O que temos ouvido [dos investidores estrangeiros] é que os projetos estão organizados e sofisticados. Mas o mais importante é que não se trata de um set list de projetos; de um conjunto de projetos aleatoriamente escolhidos. São projetos com poder de transformar a logística e a infraestrutura, que vão atingir em cheio nossos objetivos estratégicos e nossa política de estrutura. Vão atuar no rebalanceamento e reequilíbrio da matriz porque teremos participação maior dos modos ferroviário e hidroviário, com crescimento da navegação de cabotagem”, argumentou.

Dirigindo-se a uma plateia de especialistas em infraestrutura, o ministro detalhou alguns dos procedimentos adotados para a elaboração de projetos atrativos para o setor privado. Segundo ele, os primeiros passos foram no sentido de coletar dados que estavam dispersos em vários órgãos públicos. A partir daí foram construídas “matrizes de origens e destinos” e verificado o comportamento das cargas, bem como a articulação da economia brasileira.

“E por meio de modelos econométricos avaliamos como que a demanda vai se comportar ao longo do tempo; como a demanda de transporte vai crescer e para que regiões. A partir do momento em que fazemos o confronto disso com a oferta de transporte, a gente vai identificando quais são os gargalos e as nossas necessidades de investimentos”, acrescentou.

A expectativa do ministro é a de fazer vários leilões até 2022, para repassar à iniciativa privada diversos empreendimentos. Segundo Freitas, estão nos planos 41 aeroportos; mais de 16 mil quilômetros de rodovias; mais de 3 mil quilômetros de ferrovias; “dezenas” de arrendamentos portuários, além da desestatização de companhias docas.

“No campo ferroviário, nós estudamos 16 projetos diferentes de ferrovias e hierarquizamos todos esses projetos. Verificamos o que fazia mais sentido, aplicamos filtros e os hierarquizamos. Foi assim que construímos nossa estratégia ferroviária. Tudo nasce em cima de uma estratégia e de um plano. Por isso digo que não se trata de um set list de projetos soltos, e que não é uma relação extensa de projetos. Tem todo um ambiente de negócio que está sendo construído, para trazer, ao investidor, uma sensação de segurança”, disse.

Dessa forma, sua equipe “se debruçou” em cima de temas como a tributação sobre ganho de capital, risco cambial, licenciamento ambiental, arbitragem, bem como sobre formas de resolução de conflitos em contratos de longo prazo.

Investimentos públicos

De acordo com o ministro, a economia obtida com o exercício fiscal poderá, em um segundo momento, favorecer o investimento público em empreendimentos que não despertem o interesse privado. Segundo ele, alguns investimentos terão necessariamente de ocorrer pela via pública.

“Ao mesmo tempo que nos esforçamos para transferir ativos à iniciativa privada, vamos aumentar o estoque de investimentos públicos. Estamos fazendo o exercício fiscal necessário para aumentar nosso espaço fiscal, dar previsibilidade ao mercado e conseguir fazer a provisão da infraestrutura, principalmente naquelas infraestruturas em que a iniciativa privada não virá”.

Edição: Aline Leal

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Economia

Dólar cai para R$ 5,45 e bolsa fecha no maior nível em dois meses

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Em um dia de alívio no Brasil e de feriado nos Estados Unidos, o mercado financeiro teve um dia de euforia. O dólar fechou abaixo de R$ 5,50 pela primeira vez em 25 dias, e a bolsa de valores subiu para o maior nível desde o início de março.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (25) vendido a R$ 5,458, com recuo de R$ 0,116 (-2,08%). A moeda operou em baixa durante toda a sessão e fechou perto da mínima do dia. A cotação fechou no menor nível desde 30 de abril (R$ 5,438). A moeda norte-americana acumula alta de 36% em 2020.

O euro comercial fechou o dia vendido a R$ 5,93, com recuo de 1,74% e abaixo de R$ 6 pela primeira vez desde 29 de abril. A libra comercial caiu 1,44% e terminou a sessão vendida a R$ 6,64.

O Banco Central (BC) interveio no mercado hoje. A autoridade monetária ofertou até US$ 620 milhões para rolar (renovar) contratos de swap cambial – venda de dólares no mercado futuro – que venceriam em julho. O BC também rolou US$ 2 bilhões de leilões de linha – quando o banco vende dólares das reservas com o compromisso de recomprá-los depois. Esses contratos de linha venceriam na próxima semana.

Bolsa de valores

No mercado de ações, o dia foi marcado por fortes ganhos. O Ibovespa, índice da B3 (bolsa de valores brasileira), fechou o dia aos 85.663 pontos, com alta 4,25%. O indicador está no maior nível desde 11 de março.

Sem o mercado norte-americano, que hoje não funcionou por causa do feriado do Memorial Day, as negociações no Brasil se basearam na divulgação de indicadores europeus. Indicadores da Alemanha mostraram que as empresas da maior economia da Europa estão se recuperando melhor que o esperado.

Há várias semanas, mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus. Nos últimos dias, os investimentos têm oscilado entre possíveis ganhos com o relaxamento de restrições em vários países da Europa e em regiões dos Estados Unidos e contratempos no combate à doença.

O mercado também reagiu à divulgação da reunião ministerial de 22 de abril. O vídeo só foi liberado no fim da tarde de sexta-feira (22), perto do fim das negociações, o que transferiu o impacto sobre o mercado financeiro para esta segunda-feira.

Edição: Nádia Franco

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Economia

No Brasil, Hackers clonam cartão e movimentam valores em Bitcoin

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Hackers clonam cartão e movimentam valores em Bitcoin no Brasil, revela documentário

No dia 23 de março, o TecMundo lançou o documentário “Realidade Violada”. O documentário foca os crimes de clonagem de cartão por hackers, conhecidos como “carders”.

Abordando o cenário dos carders e as consequências dos seus atos, o repórter pergunta a um hacker como ele movimenta dinheiro. Rindo da pergunta, o carder explica que ele declara o dinheiro como Bitcoins comprados entre 2010 e 2011.

Leia:  App se passa por antivírus para limpar conta bancária de vítimas

Mais de 9 milhões de brasileiros

Em 2018, mais de 9 milhões de brasileiros foram vítimas de fraudes com cartões. Quase 50% deles sofreram, especificamente, com clonagem de cartão de crédito.

O documentário revela ainda um espantoso dado. No Brasil, uma fraude em e-commerce é tentada a cada 6,5 segundos.

O especialista Fidel Beraldi explica como os crimes de clonagem são comumente praticados. Hackers vazam dados de cartões e vendem na internet, por valores que variam entre R$ 80 e R$ 150.

Os carders então utilizam esses dados para compras online. O hacker Gods, que também é carder, falou no documentário. Ele afirma que “peixes grandes” auferem de R$ 10 milhões a R$ 20 milhões mensalmente.

Bitcoin para movimentações

Mesmo assim, o dinheiro obtido com este tipo de crime chamaria atenção ao ser utilizado. O repórter pergunta o que Gods faz com o dinheiro que ele ganha, “já que não pode declarar”.

Gods ri e explica:

“Quem disse que eu não posso declarar? Hoje em dia o Bitcoin tem uma falha, podem falar que você comprou tipo 100, 200 Bitcoins em 2011 e hoje você tem uma renda entre 10, 20 milhões guardados por aí. Então você tem dinheiro limpo, você pode fazer recibos falsos, você pode fazer… Com o dinheiro você faz tudo, mas o meu dinheiro eu guardo em Bitcoins e vivo uma vida normal.”

As vítimas

São abordadas as realidades de duas vítimas de fraudes. Marieta Pereira, dona de casa, foi vítima de um golpe que está se popularizando. Chamado de “golpe do motoboy”, uma pessoa se passou por funcionária de seu banco e falou que Pereira foi vítima de fraude.

Após, o suposto funcionário pede que a vítima escreva uma carta com suas informações. Juntamente com a carta, pede-se que a vítima entregue seu cartão a um motoboy supostamente do banco.

É desnecessário esclarecer que o motoboy não é do banco. Os fraudadores roubaram R$ 13 mil de Pereira. A dona de casa recuperou somente R$ 10 mil, metade do valor roubado acrescidos de R$ 4 mil como indenização por danos morais.

Além dela, o advogado Rogê Ferraz também foi vítima de fraude com cartão. No caso dele, seu cartão foi clonado e utilizado para uma compra online. A compra foi efetuada por alguém localizado no Oriente Médio.

Quando perguntado se tem pena da pessoas, Gods responde:

“Não. Pena é relativo, porque ninguém nunca sai prejudicado com isso, sabe. Quem sai são os banqueiros, e os banqueiros são milionários. Eu não dou bola pra eles. (sic)”

Veja:  Dólar cai e inicia a semana em R$ 5,51

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