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Saúde

Quarentena e escolas fechadas é combinação eficaz contra coronavírus, diz estudo

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Um estudo de Singapura mostrou que adotar múltiplas interdições sociais – incluindo o fechamento de escolas – terá o maior impacto na contenção da Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus .

Múltiplas interdições sociais limitam a disseminação do coronavírus arrow-options
Reuters/Kevin Lam

Múltiplas interdições sociais limitam a disseminação do coronavírus


Colocar pessoas infectadas e seus familiares em quarentena , fechar escolas e impor distanciamento em ambientes de trabalho e no teletrabalho podem limitar a disseminação, revelou o estudo, mas uma combinação de todos os três é o mais eficaz para diminuir os casos.

O número global de casos confirmados ultrapassou 377 mil em 194 países e territórios nesta terça-feira (24), de acordo com uma contagem da Reuters, e mais de 16.500 mortes já foram relatadas.

Singapura, que de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) comunicou 455 casos confirmados de covid-19 e duas mortes até 22 de março, impôs algumas recomendações de distanciamento social, mas não fechou as escolas.

Milhões de crianças estão sem aulas nos Estados Unidos, em grande parte da Europa e em muitos outros países, cujos governos impuseram medidas rígidas de interdição para impedir que as pessoas se encontrem e se reúnam em grupos.

O estudo, feito por pesquisadores da Universidade Nacional de Singapura (NUS) e publicado no periódico Lancet Infectious Diseases, analisou um quadro simulado de Singapura para estudar o impacto potencial de políticas de distanciamento social.

A análise revelou que, embora menos eficientes que a abordagem tripla, quarentenas e medidas nos ambientes de trabalho são a segunda melhor opção para reduzir os casos de Covid-19 , seguidas de quarentenas e fechamento de escolas e somente de quarentenas.

“Os resultados desse estudo dão indícios para os formuladores de políticas de Singapura e outros países começarem a implantação de medidas de controle do surto, que poderiam mitigar ou reduzir os índices de transmissão local se aplicadas efetivamente e de maneira oportuna”, disse Alex R Cook, professor associado da NUS e coautor do trabalho.

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Saúde

Pesquisa mostra população entre 10 e 40 anos vulnerável ao sarampo

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Pesquisa realizada com a população de São José do Rio Preto, interior paulista, mostrou que enquanto 32,9% das pessoas entre 10 e 40 anos não têm imunidade contra o sarampo, a presença de anticorpos no grupo com mais de 50 anos chega a 99%. Apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o estudo testou 981 pessoas, de várias faixas etárias.

Considerando o total dos indivíduos que foram vacinados contra rubéola e caxumba, 39,3% não apresentavam imunidade contra a sarampo e 20,2% não apresentavam imunidade para rubéola. Para o coordenador da pesquisa Maurício Lacerda Nogueira, professor da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Virologia, esses percentuais são suficientes para proteger a população da rubéola, mas não do sarampo. A vacina combinada contra sarampo, rubéola e caxumba integra o cronograma nacional de vacinação no país.

“O principal achado do trabalho é que você tem uma faixa da população que está descoberta para vacinação, uma população que está suscetível, isso é o grande responsável por exemplo da epidemia de sarampo que nós tivemos no ano passado. Ou seja, uma grande faixa etária abaixo de 40 anos está suscetível e é capaz de sustentar uma transmissão de sarampo dentro dessa população”, disse o pesquisador.

O principal problema desses percentuais é que isso permite a transmissão do sarampo na população. “E mais, uma transmissão sustentada vai permitir que o vírus chegue em uma faixa etária, por exemplo, em que as crianças ainda não estão vacinadas. Então é perigoso você deixar uma doença transmitida por via aérea e que é passiva de vacinação em um estado tão vulnerável”, disse.

O estudo sugere, segundo Nogueira, que há uma correlação entre a criação de anticorpos, a vacinação e a exposição do indivíduo ao vírus. Os indivíduos com mais de 50 anos, que tiveram exposição ao vírus ao longo da vida, tiveram um percentual de imunidade maior do que os mais jovens, mesmo vacinados.

“Nós podemos dizer que existe um grupo de pessoas que não está vacinando e nós acreditamos também que tem tido uma falta do booster [reforço] natural, ou seja, quando o vírus circulava naturalmente, ele também acabava fazendo um boost [impulso], fazendo essa imunidade permanecer. Uma parte dessa população está vacinando, mas com o tempo está perdendo os anticorpos detectáveis”, concluiu.

Os dados revelados pela pesquisa não são resultado apenas da falta de vacinação e essa taxa de ausência de anticorpos precisa ser investigada, segundo Nogueira. No entanto, ele ressalta que a vacinação, não só em crianças, mas também em adultos, é um grande recurso para combater essa baixa imunidade que as pessoas têm contra o sarampo e que não pode ser descartada.

“A ação principal é vacinação, nós temos vacina, nós temos uma vacina eficiente, pelo menos pelos dados que a gente tem. Então é fundamental que essa cobertura vacinal suba para mais de 95%”, avaliou.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Petroleiros em plataforma à serviço da Petrobras estão com covid-19

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Tripulantes de um navio-plataforma na Bacia de Santos, conhecido como FPSO, da empresa SBM Offshore, à serviço da Petrobras, testaram positivo para a covid-19. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (9) pela assessoria da empresa SBM.

O número de tripulantes e os nomes ou idades não foram divulgados, para garantir a privacidade dos trabalhadores. Segundo nota da empresa, porém, trata-se de um número expressivo de petroleiros. Pelo mesmo motivo, também não foi divulgado o nome do navio.

“A SBM Offshore confirma que um número significativo de tripulantes de um de seus FPSOs offshore no Brasil testou positivo para covid-19. Eles estão recebendo atenção médica e sendo monitorados de perto. Algumas pessoas já desembarcaram e estão recebendo atendimento médico em terra”, informou a empresa.

Segundo a SBM, medidas preventivas à bordo permanecem em vigor, incluindo distanciamento social e reforço das regras para aumentar a higiene dentro do navio. “A SBM Offshore mantém contato próximo com as autoridades brasileiras e com o cliente Petrobras para gerenciar a situação”, disse a empresa.

Procurada para se manifestar, a Petrobras declarou que o assunto relativo ao contágio da tripulação estava sendo tratado pela SBM Offshore.

Edição: Denise Griesinger

Fonte: EBC Saúde

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