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Saúde

Quando a pandemia da Covid-19 vai terminar?

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Novo normal
Getty Images/BBC

As pessoas agora se habituam aos poucos ao “novo normal”

Há pouco mais de seis meses, a  Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a chegada do novo vírus que em pouco tempo se tornou uma pandemia global.

Naquele dia, no final de janeiro, havia quase 10 mil casos relatados de coronavírus e mais de 200 mortes. Nenhum dos casos havia acontecido fora da China.

Desde então, o mundo e nossas vidas, mudaram profundamente. Como estamos lidando com a guerra entre a raça humana e o coronavírus?

Se olharmos para o planeta como um todo, o resultado não é bom.

Gráfico

BBC
Evolução do número de casos tem curva exponencial

Já nos aproximamos de 20 milhões de casos confirmados e superamos 700 mil mortes. No começo da pandemia , demorava semanas até se registrarem cada 100 mil casos. Agora esse marco é atingido em questão de horas.

“Ainda estamos no meio de uma pandemia intensa e muito grave”, diz Margaret Harris, da OMS . “Está presente em todas as comunidades do mundo.”

O impacto da covid-19 é diferente pelo mundo afora, e é fácil cada pessoa ignorar o que acontece no resto do mundo, fora de seus próprios países.

Mas um fato une todo mundo, desde quem vive na floresta amazônica, nos arranha-céus de Singapura ou nas ruas do Reino Unido : este é um vírus que prospera com o contato humano. Quanto mais nos aproximamos, mais fácil é a contaminação. Isso segue tão forte hoje em dia quanto no dia em que o vírus surgiu na China.

Esse ponto central explica a situação de todos no mundo e sugere como será nosso futuro.

Homens usando máscaras na Índia

Getty Images
A Índia agora tem o maior número de casos diários de covid-10 no mundo

É o que provoca o grande  número de casos na América Latina — o atual epicentro da pandemia — e o surto na Índia. É o que explica o porquê de Hong Kong estar mantendo pessoas em centros de quarentena ou da Coreia do Sul de estar monitorando contas bancárias e de telefone de seus cidadãos.

É o que leva a Europa e a Austrália a terem dificuldades em equilibrar o final das quarentenas com a contenção da doença. E é o porquê de estarmos buscando “um novo normal”, em vez de voltarmos ao “velho normal”.

“Esse é um vírus que circula por todo o planeta. Ele afeta cada um de nós. Ele passa de pessoa para pessoa, e sublinha o fato de estarmos todos conectados”, diz Elisabetta Groppelli, da St George’s University of London.

Até o simples ato de cantar juntos pode espalhar o vírus.

O vírus também se provou especialmente difícil de rastrear, com sintomas leves ou até inexistentes em várias pessoas, mas mortal suficiente em outros, capaz de lotar hospitais.

“É o vírus pandêmico perfeito para nossa era. Nós agora vivemos na era do coronavírus “, disse Harris.

As melhores chances contra o vírus até agora foram nas tentativas de se conter a disseminação do vírus de uma pessoa para outra.

A Nova Zelândia é onde isso mais chamou atenção. O país agiu cedo, quando ainda havia poucos casos: com quarentenas e fronteiras fechadas. Agora praticamente não há mais casos e a vida voltou ao normal, em grande parte.

Atenção para coisas básicas também ajudam em países pobres. A Mongólia tem a maior fronteira de qualquer país com a China, onde o surto começou. No entanto, não foi registrado, antes de julho , qualquer caso de internação em UTI. Até agora só foram diagnosticados 293 casos, com nenhuma morte.

Ulaanbaatar, Mongolia

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Muitas pessoas, às vezes famílias inteiras, ainda moram em tendas em Ulaanbaatar, capital da Mongólia

“A Mongólia fez um ótimo trabalho com recursos muito limitados. Eles fizeram um trabalho exaustivo de epidemiologia, isolando casos, identificando contatos e isolando esses contatos”, afirma o professor David Heymann, da London School of Hygene and Tropical Medicine.

Eles também foram rápidos em fechar escolas, restringir viagem internacional e promover o uso de máscaras e higienização das mãos.

Por outro lado, Heymann argumenta, a “falta de liderança política” abalou muitos países em que “os líderes na saúde e na política têm dificuldades de conversar juntos”. Neste clima, o vírus prosperou. O presidente americano, Donald Trump, e a maior autoridade em doenças infecciosas do país, Anthony Fauci, claramente estiveram em lados opostos nesta pandemia.

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro , se juntou a manifestações contra a quarentena e descreveu o vírus como “gripezinha”, dizendo que a pandemia estava quase no fim em março.

Ao invés disso, o Brasil teve 2,8 milhões de casos e mais de 100 mil mortos .

Coveiro no Brasil

Getty Images
Coveiro trabalha em Vila Formosa, em São Paulo, onde número de mortos é alto

Mas os países que conseguiram se impor contra o vírus — na maioria com quarentenas dolorosas que machucaram as sociedades — estão descobrindo que o vírus não sumiu, e que ele vai continuar voltando se nós relaxarmos. A normalidade ainda está muito distante.

“Estão descobrindo que é mais desafiador sair da quarentena do que entrar nela”, diz Groppelli. “Eles ainda não pensaram sobre como podemos coexistir com o vírus.”

A Austrália é um dos países tentando achar um caminho para sair da quarentena, mas o Estado de Victoria agora está em estado de “desastre”. Melbourne voltou para quarentena no começo de julho — com o contágio crescendo — e desde então impôs regras mais rígidas. Agora há um toque de recolher e as pessoas só podem se exercitar dentro de um raio de cinco quilômetros de suas casas.

A Europa também está reabrindo, mas Espanha, França e Grécia registraram recentemente o número mais alto de casos das últimas semanas. A Alemanha está com mais de mil casos por dia pela primeira vez em três meses.


O uso de máscaras , algo estranho antes, agora é lugar comum na Europa, até mesmo com resorts insistindo na prática .

E — como alerta para todos nós — sucessos passados não são garantia para o futuro. Hong Kong foi muito elogiada por resistir à primeira onda de coronavírus — agora bares e academias de ginástica fecharam novamente, enquanto a Disneyland do país conseguiu reabrir por apenas um mês.

“Deixar a quarentena não significa voltar às velhas práticas. É o novo normal. As pessoas ainda não entenderam esse recado”, diz Harris.

A posição da África na luta contra o coronavírus segue uma questão em aberto. Houve mais de um milhão de casos; depois de um começo bem-sucedido, a África do Sul parece estar em má situação, registrando a maioria dos casos do continente. Mas com poucos testes, é difícil ter um retrato fiel da situação.

E existe o enigma do notório baixo índice de mortes comparado com o resto do mundo. Eis alguns motivos que podem explicar isso:

  • As pessoas são muito mais jovens, com idade média de 19 anos na África ; e a covid-19 está associada a pessoas mais velhas
  • Outros tipos de coronavírus são mais comuns, e isso pode oferecer uma espécie de proteção
  • Problemas de saúde comuns aos países ricos, como obesidade e diabetes do tipo 2, que aumentam os riscos da covid-19, são menos comuns na África
Gráfico

BBC

Alguns países estão inovando na sua resposta à doença. Ruanda tem usado drones para entregar material para hospitais e divulgar restrições para a população. Eles estão sendo usados até mesmo para flagrar pessoas que estão desrespeitando as regras, como aconteceu com um pastor que estava indo para missa .

Mas em vários lugares, como na Índia, o acesso à agua limpa e saneamento prejudica até mesmo coisas triviais, como a higienização das mãos.

“Há pessoas que têm água para lavar suas mãos e há os que não têm”, diz Groppelli. “Essa é uma diferença grande, nós podemos dividir o mundo em duas categorias. E há grandes dúvidas sobre como controlar o vírus sem que haja uma vacina.”

Quando isso tudo vai acabar?

Já existem tratamentos com remédios. A dexametasona — um esteroide barato — teve bom resultado com alguns pacientes em estado grave. Mas não é suficiente impedir que pacientes morram de covid-19 ou dar fim às quarentenas. Atenção especial será dada para a Suécia nos próximos meses para entender se a estratégia do país funcionou no longo prazo. O país não impôs quarentena e até agora teve uma taxa de mortes significativamente maior do que a dos países vizinhos, depois de fracassar na proteção em lares de idosos.

Em geral, a esperança do mundo de ver a vida voltar ao normal está ligada à descoberta de uma vacina. Imunizar as pessoas impediria a disseminação do vírus.

Seis vacinas estão entrando na fase três de testes clínicos. Essa fase é crítica, quando descobriremos se as vacinas promissoras realmente funcionam. Esse obstáculo final já derrubou muitos remédios no passado. Autoridades de saúde dizem que devemos continuar falando em “se” a vacina vai funcionar — e não “quando” a vacina vai funcionar.

A doutora Margaret Harris, da OMS , diz: “As pessoas têm essa crença holiwoodiana em uma vacina; que os cientistas vão arrumar tudo. Em um filme de duas horas, o final chega rápido, mas os cientistas não são Brad Pitt se injetando e dizendo ‘nós vamos todos nos salvar'”.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

‘Apenas a vida de vocês importa?’: o desabafo de quem continua isolado em meio a aglomerações no país

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BBC News Brasil

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Paula Adamo Idoeta – Da BBC News Brasil em São Paulo

Bar lotado no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, logo após reabertura de bares e restaurantes na cidade em julho
Bar lotado no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, logo após reabertura de bares e restaurantes na cidade em julho

Andre Coelho/Getty Images

Luciana Viegas estava em um quarto de hospital ao lado do filho de três anos, que respirava com a ajuda de um balão de oxigênio — com suspeita de covid-19, depois negada por um teste —, enquanto via no seu celular fotos de amigos em praias e bares.

A professora de educação básica em Várzea Paulista (SP) resolveu desabafar.

“Eu me tranquei durante cinco meses. Eu não fui ao mercado durante quase dois meses. Eu não fiz festa, eu não participei de festa. Cinco meses com duas crianças full time , sobrecarga, choro no portão querendo passear na rua. Segurando firme”, escreveu ela em 6 de setembro, em um tuíte que acabou viralizando.

“A gente se cuidou, se preservou. A gente deixou de ver uma pá de gente. Mas para vocês tá suave, né? (…) Só não venha me dizer que você está preocupado. Porque vocês não estão. Não ligam para a vida de ninguém. Apenas a vida de vocês importa.”

Ela diz que era um recado principalmente para amigos que haviam acompanhado o sofrimento de Luciana em dezembro de 2019, quando seu mesmo filho havia sido internado na UTI infantil com uma infecção respiratória. Autista e asmático grave, ele chegou ao hospital com baixa saturação de oxigênio e quase teve de ser intubado.

“A gente já passou por essa linha tênue de quase perder o filho por uma doença no pulmão, de ver carrinho de parada cardíaca (desfibrilador) ali, de o médico perguntar se a gente tem fé, e foi desesperador. Meu filho tentava respirar e não conseguia. Ficou uma semana comendo por sonda porque não tinha força no pulmão para comer ou mamar”, conta Luciana à BBC News Brasil.

“Isso mudou a gente, e não quero que ninguém passe por isso, ainda mais se você pode causar ou pode evitar (a transmissão).”

Luciana Viegas com o marido e filhos

Arquivo pessoal
Luciana Viegas com o marido e filhos: para proteger a saúde o menino, que tem asma severa, família segue em isolamento rígido

Por isso, Luciana e sua família — o filho de três anos, que já teve alta do hospital, a filha de dois anos e o marido — se mantêm em uma quarentena rígida desde março, totalmente isolados do resto do mundo. Tanto que Luciana ainda não consegue entender totalmente o que fez o filho adoecer dessa vez.

O marido havia parado há meses de trabalhar como motorista de aplicativo, e ela dá aulas online em casa. As vistas da mãe dela são de longe, no portão; os passeios com as crianças, antes frequentes nos fins de semana, agora são só dentro do carro.

“A gente tá se virando. Mas é um estresse”, conta Luciana à reportagem.

“Quando fiz o tuíte, estava cansada. Porque vi amigos que acompanharam tudo o que a gente passou no ano passado, e que estão agora saindo, indo para a praia, como se nada estivesse acontecendo, como se não fosse importante (manter o isolamento social) pelas outras pessoas. Fiquei tão chateada com isso. Não ficar em casa é muita sacanagem.”

Queda nos índices de isolamento

Luciana e sua família personificam um grupo cada vez menor, menos visível e mais frustrado diante das cenas de aglomeração pelo país e de uma pandemia que não arrefece: o das pessoas que continuam seguindo à risca a quarentena e o isolamento social, para proteger a si mesmas ou pessoas próximas de contraírem o novo coronavírus.

A pesquisa mais recente do Instituto Datafolha sobre o tema, em 19 de agosto, apontava que os níveis de isolamento social estavam no patamar mais baixo desde o início da pandemia.

Em abril, mais da metade dos entrevistados dizia que só saía de casa quando era inevitável. Em agosto, a parcela que caiu para 43%.

A fatia de quem está totalmente isolado e não sai de casa de jeito nenhum caiu de 21% em 17 de abril para 8% em agosto.

Embora esse grupo esteja diminuindo, sua importância foi e ainda é fundamental para manter sob controle os níveis da pandemia no Brasil, explica o epidemiologista Paulo Lotufo, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Ele acha que, se não tivesse havido o esforço (mesmo que desigual) de isolamento social nos últimos meses, o já altíssimo número de mortes no Brasil teria sido exponencialmente maior.

“As pessoas em isolamento tiveram um papel muito importante, para elas mesmas e para as demais”, diz Lotufo à BBC News Brasil.

“Basta ver o exemplo de Manaus (no início da pandemia), onde o vírus teve um avanço incrível, matando tanta gente tão rapidamente, em comparação com São Paulo, onde houve mais disciplina no isolamento social”, opina. Apesar de São Paulo ser o Estado com o maior número de mortes do país, seu sistema de saúde não chegou a colapsar, como ocorreu com o amazonense.

Um homem observa o mar Mediterrâneo em Nice, na França, em março

VALERY HACHE / Getty
“As pessoas em isolamento tiveram um papel muito importante, para elas mesmas e para as demais”, diz epidemiologista

Ausência de perspectivas

No Rio de Janeiro, o tuíte escrito por Luciana Viegas levou às lágrimas a estudante de psicologia Brenda Cavalcante.

“Me doeu na alma o que ela (Luciana) escreveu, que, apesar de todo o esforço, ela não sabia se o filho estava ou não com covid”, conta Brenda à reportagem.

Distantes entre si e sem se conhecer, as duas vivem situação semelhante: também em isolamento social rígido ao lado da filha de seis anos, Brenda está há seis meses sem ter contato físico com os pais (que têm pressão alta e, portanto, são do grupo de risco) e há sete meses sem ver a avó, de 92 anos. E não vê nenhuma luz no horizonte que indique que isso vá mudar em breve.

“O mais difícil é não ter perspectiva”, diz. “Meus pais são apaixonados pela minha filha, mas só a veem da varanda. O contato físico com eles faz falta demais. E não sei se vou ter a chance de ver a minha avó com vida ainda.”

Brenda Cavalcante

Arquivo pessoal
”Eu realmente não sei como vou conseguir voltar a viver de maneira normal, diante de tanta decepção com o coletivo”, diz Brenda Cavalcante, ainda em quarentena total

E, da mesma forma, Brenda assiste com frustração às cenas de aglomeração no Rio.

“Acabei de ver no Twitter que a praia estava lotada ontem (13/9). Eu realmente não sei como vou conseguir voltar a viver de maneira normal, diante de tanta decepção com o coletivo. Com o governo nem se fala. Mas as pessoas não só fazem (aglomeração), como fazem questão de postar nas redes sociais. E eu que nem vejo a minha família. Mal vou ao mercado”, diz.

“Eu tento não julgar, porque sei que as pessoas estão sem perspectiva, e isso acaba banalizando (as mortes na pandemia): ‘morreu de covid’. (…) Mas por que a saúde mental deles vale mais do que a minha? A minha filha de seis anos tem medo de chegar perto da avó para não deixá-la doente, e quem tem 40 anos não pode se policiar mais e se isolar?”

O que dá para flexibilizar?

É bom ressaltar que não costuma ser fácil decidir, em âmbito individual, o que pode ou não ser flexibilizado na rotina familiar, profissional e de lazer – em um momento em que o número diário de casos e mortes continua elevado, embora esteja em um patamar menor do que há duas semanas.

Praia no Rio em 3 de setembro

EPA
Pesquisa de agosto apontava que níveis de isolamento social estavam no patamar mais baixo desde o início da pandemia

“Temos de ter muito cuidado, porque a Europa, com sua alta no número de casos, mostra que a doença volta mesmo”, afirma o epidemiologista Lotufo. “Apesar que, aqui no Brasil, já tivemos uma intensidade tamanha da pandemia que talvez (o repique) não seja igual (ao dos europeus).”

Lotufo lembra que atividades ao ar livre, com máscara, distanciamento social adequado e uso constante de álcool gel para higienização oferecem baixo risco de contaminação. Isso porque a livre circulação do ar ajuda a dissipar aerossóis e gotículas potencialmente infecciosas – ao contrário de de ambientes fechados, onde o compartilhamento de ar entre as pessoas é muito maior.

Nas praias, embora haja livre circulação de ar, o problema está na grande quantidade de pessoas próximas umas das outras, como tem sido visto em parte do litoral brasileiro nos últimos fins de semana e feriados.

A Associação Médica do Texas preparou um guia avaliando diferentes atividades do dia a dia e quais riscos elas oferecem para a disseminação do novo coronavírus.

Ir à praia, por sinal, é considerada uma atividade de risco moderado pelos autores.

Gráfico de risco de contágio por Covid-19 segundo a atividade realizada

BBC

Exaustão da quarentena

No caso de Luciana Viegas, o pulmão frágil do filho faz com que qualquer contato com o mundo externo ainda pareça muito assustador, principalmente porque as recentes idas ao hospital ainda estão frescas na memória da família.

Mas isso não quer dizer que o cotidiano com as crianças esteja fácil.

“Eu estou exausta da quarentena, meu marido também. Às vezes precisamos pegar o carro para dar uma espairecida, ou durmo 12h para descansar. A gente tem um motivador, que é a vida do meu filho, e saber que o que eu não quero que aconteça com meu filho, eu também não quero que aconteça com os demais”, diz ela.

“Se eu fosse solteira, sem filhos, e dependesse puramente da minha empatia, não sei se seria ‘chata’ e ‘fiscalizadora de quarentena’. Mas é porque as pessoas não passaram por esse terror que eu passei. Meu desabafo (no Twitter) foi justamente para os amigos que me viram noites e noites chorando desesperada. Ao mesmo tempo, fiquei feliz de ver que várias outras pessoas estão passando pelo mesmo que eu. Que bom que a nossa voz vai ser ouvida, porque as notícias são só sobre as pessoas que estão saindo da quarentena.”


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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Vítimas recentes da dengue podem ter imunidade contra a Covid-19

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Mosquito transmissor da dengue
Venilton Kuchler / ANPr

Mosquito transmissor da dengue

Um estudo preliminar do cientista brasileiro Miguel Nicolelis, professor catedrático da Universidade Duke, na Carolina do Norte, mostra que lugares onde parte da população teve cass recentes de dengue demoraram mais para que fosse registrada a transmissão comunitária do novo coronavírus (Sars-CoV-2), responsável por causar a Covid-19.

A pesquisa ainda não passou pela revisão dos pares nem foi publicada em uma revista científica, mas indica que existe uma possível interação imunológica entre o vírus causador da Covid-19 e do da dengue.

Desde o início da pandemia, Nicolelis se dedica a estudar o comportamento do novo coronavírus no Brasil. Ainda de acordo com a pesquisa, há a possibilidade de que vacinas aprovadas ou em desenvolvimento para a dengue possam provocar alguma forma de proteção contra o novo coronavírus.

“Essa descoberta surpreendente levanta a intrigante possibilidade de uma reação cruzada entre o vírus da dengue e o SARS-CoV-2. Se comprovada correta em futuros estudos, esta hipótese pode significar que a infecção pela dengue ou uma eventual imunização com uma vacina eficaz e segura para dengue poderia produzir algum tipo de proteção imunológica para SARS-CoV-2, antes de uma vacina para SARS-CoV-2 se tornar disponível”, diz um trecho do estudo.

Em entrevista à agência de notícias Reuters, o pesquisador disse que já existem trabalhos mostrando que algumas pessoas que testam positivo para o novo coronavírus não tem o vírus no organismo, o que sugere que essas pessoas produzem um anticorpo que age nas duas doenças.

“Isso indica que existe uma interação imunológica entre os dois vírus que ninguém poderia esperar, porque os dois vírus são de famílias completamente diferentes”, afirmou.

Fonte: IG SAÚDE

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