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Puxada pelas commodities, Ibovespa fecha maio em alta

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Maio termina com Ibovespa em alta, puxada pelas commodities, e dólar em R$4,75
Redação 1Bilhão

Maio termina com Ibovespa em alta, puxada pelas commodities, e dólar em R$4,75

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), abriu no positivo nesta terça-feira (31) e fechou com alta de 0,29%, aos 111.350 pontos. O resultado foi impulsionado por dados positivos no cenário interno e pela notícia de que o governo chinês irá adotar medidas para alavancar a economia depois dos lockdowns.

Como o país asiático é um dos maiores parceiros comerciais do Brasil, as empresas ligadas a commodities desempenharam bem. Petrobras e Eletrobras, por exemplo, se recuperaram em relação aos recuos das últimas sessões.

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Piter Carvalho, economista da Valor Investimentos, diz que o setor de commodities está puxando a bolsa com a expectativa de reaquecimento da economia chinesa. O governo do país anunciou um pacote com 33 medidas para lidar com questões fiscais, financeiras, de investimento e industriais, após o período em lockdown.

“O Brasil volta a entrar no radar do investidor estrangeiro que tem interesse em fazer investimento indireto na China. Muitos não têm coragem de investir diretamente no país asiático por causa do governo de lá, então recorrem ao Brasil via commodities”, explica o economista.

O cenário positivo para as relações comerciais entre Brasil e China também interfere no preço do dólar, que hoje chegou a bater R$ 4,6985, mas encerrou o dia a R$ 4,7516. O CEO da Wecambio, Caio Pilato, acredita que os países emergentes estão se beneficiado de uma onda de otimismo.

“É uma janela ótima para quem precisa comprar dólar. Acredito que a moeda americana ainda possa chegar a R$ 4,56, caso as commodities brasileiras continuem atraindo investidores estrangeiros”, opina Pialto. E acrescenta:

“Mas a gente não sabe até onde vai esse otimismo, visto que a inflação parece estar fora de controle na Europa, e os Estados Unidos devem fazer um aperto monetário mais brusco.”

Na cena interna, o IBGE divulgou que a taxa de desemprego recuou de 11,2% em janeiro para 10,5% no trimestre encerrado em abril — a menor taxa desde fevereiro de 2016.

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou durante uma audiência pública na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados que é possível enxergar o nível de desemprego abaixo dos dois dígitos ainda neste ano.

Além disso, a dívida pública completou o sexto mês seguido em queda ao chegar em 78,3% do PIB em abril deste ano. O crescimento do PIB nominal e o resgate da dívida explicam o resultado.

O clima de otimismo com a economia doméstica ajudou a bolsa a fechar no positivo.

Petróleo vai a US$ 123

As ações ordinárias da Petrobras (PETR3) se valorizaram 0,76%, negociadas a R$ 33,26, enquanto as preferenciais (PETR4) subiram 0,23%, avaliadas em R$ 30,06.

Flávio Conde, analista da Levante Investimentos, comenta que as ações da estatal caíram muito na última sexta-feira e nessa segunda. Havia preocupação com uma possível mudança na política de preços dos combustíveis, diante da troca na presidência da empresa e da falta de reajuste no preço do diesel. Isso gerou a oportunidade de adquirir novas cotas em baixa. Por consequência do maior interesse, o papel subiu nesta terça.

Durante o dia, a valorização da Petrobras foi ainda mais intensa, devido à alta nos preços do petróleo, que chegaram a atingir US$124,64, após a União Europeia concordar com uma proibição parcial e em fases ao óleo russo. 

Os líderes do bloco decidiram cortar 90% das importações de petróleo da Rússia, anunciando a sanção mais dura contra Moscou desde a invasão da Ucrânia há três meses. O primeiro ministro da Alemanha, por exemplo, Olaf Scholz, disse que seu país vai parar de comprar petróleo russo até dezembro de 2022.

À tarde, depois de algumas oscilações, o petróleo Brent subiu cerca de 1%, para US$ 122,84, e o bruto West Texas Intermediate (WTI) era negociado a US$ 115,02 o barril, uma queda de 0,06%.

A inversão do movimento se deu após o Wall Street Journal informar que alguns membros do Golfo começaram a planejar um aumento da produção de petróleo nos próximos meses, explorando a ideia de suspender a participação da Rússia no acordo de produção da Opep+.

Mercado reage bem à privatização

Durante todo o pregão, os papéis da Eletrobras apresentaram variação positiva, encerrando a sessão com alta de 0,33% no ELET3, negociado a R$ 42,14, e de 0,82% no ELETR6, cotado a R$ 41,63.

Jansen Costa, sócio-fundador da Fatorial Investimentos, explica que o mercado está reagindo bem à privatização da Eletrobras, que parece estar se encaminhando.

“Há um interesse bem grande das pessoas físicas pela Eletrobras, já que elas vão poder usar parte do seu FGTS para comprar ações da empresa. Isso deve movimentar a definição de preço”, comenta.

Os setor bancário também apresentou valorização. As preferenciais do Bradesco (BBDC4) tiveram alta de 0,59%, negociadas a R$ 20,50, e as do Itaú (ITUB4) subiram 0,93%, indo a R$ 26,16.

As ordinárias do Banco do Brasil tiveram desempenho positivo de 1,52%, cotadas a R$ 36,62.

Para Augusto Dal Piaz, assessor de investimentos da Ável, além de ser um segmento consolidado, os bancos vêm se beneficiando do aumento das taxas de juros. As empresas ligadas à tecnologia, por sua vez, reagem de forma oposta. Como precisam pegar crédito para investir nelas próprias, não vão bem quando a Selic está alta.

O banco Inter (BIDI11), por exemplo, apresentou queda de 2,40%, indo a R$ 12,59. Magalu foi outra empresa que teve um mau dia, caindo 3,12%, negociada a R$ 3,72.

Preocupação com inflação e juros

Em Nova York, as bolsas abriram e fecharam em queda, no retorno do feriado do Dia do Memorial, comemorado nessa segunda. Dow Jones caiu 0,67%; S&P 500, de 0,63%; e Nasdaq, de 0,41%. Os três índices acionários haviam encerrado a semana passada em alta.

A preocupação é que a economia americana entre em recessão em decorrência dos apertos monetários programados pelo Banco Central dos Estados Unidos para controlar a inflação. A guerra na Ucrânia, que não demonstra estar perto do fim, também aumenta o receio de uma desaceleração econômica nos EUA.

“O mercado está tentando descobrir o fim do jogo para o Fed”, disse Jack Janasiewicz, gerente de portfólio da Natixis Investment Management Solutions.

As bolsas europeias também fecharam em queda, com temor em torno da disparada da inflação. Somente a bolsa de Londres (FTSE 100) fechou na contramão de seus pares, com alta de 0,10%. Na Alemanha (DAX), houve recuou de 1,29% e em Paris (CAC 40), de 1,43%.

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Economia

Estado credencia instituições financeiras ao fundo de aval MT Garante; investimento é de R$ 100 milhões

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O ato de credenciamento será realizado na Sala Garcia Neto, no Palácio Paiaguás, às 15 horas, nesta segunda-feira

O Governo de Mato Grosso credencia, nesta segunda-feira (27), as cinco instituições financeiras interessadas em operacionalizar linhas de crédito, por meio do Fundo de Aval Garantidor de Mato Grosso, o MT Garante. O investimento do governo no fundo é de R$ 100 milhões, beneficiando diretamente microempreendedores individuais, micro e pequenas empresas, pequenos e médios produtores rurais, cooperativas e economia solidária.

O ato de credenciamento será realizado na Sala Garcia Neto, no Palácio Paiaguás, às 15 horas, com o governador Mauro Mendes, secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, e presidente da Desenvolve MT, Jair Marques, e as instituições financeiras Sicred, Sicoob, AL5, Unicred e Desenvolve MT.

MT Garante

O fundo de aval é vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) garantindo crédito às operações de financiamento contratadas por meio da Desenvolve MT, cooperativas e demais instituições financeiras públicas e privadas. A expectativa é de que o afiançamento pelo governo possibilite R$ 1 bilhão em linhas de crédito, que vão beneficiar Microempresas Individuais (MEIs); Microempresas (ME); Empresas de Pequeno Porte (EPP); Pequenos e Médios Produtores.

Com a formalização do investimento, o Governo viabiliza e reduz uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos pequenos empresários, microempreendedores e produtores rurais, que buscam suporte financeiro para manter o próprio negócio, como exigências de garantias, taxas de juros elevadas e prazos curtos de pagamento, dentre outros empecilhos burocráticos.

 

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Economia

Aneel realizá leilão que prevê até R$ 15,3 bilhões em investimentos

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai leiloar na próxima quinta-feira (30) 13 lotes de linhas de transmissão de energia. As empresas que obtiverem a concessão ficarão responsáveis por construir, operar e manter as linhas, que somam um total de 5.425 quilômetros e uma capacidade de 6.180 mega-volt-ampères (MVA).

O leilão vai ocorrer às 10h, na sede da B3, em São Paulo. Os contratos de concessão estão previstos para ser assinados em 30 de setembro, e as empresas vencedoras terão prazos de 42 a 60 meses para iniciar a operação comercial das linhas de transmissão. A Aneel prevê que os contratos de concessão gerem R$ 15,3 bilhões em investimentos, gerando de 31.697 empregos diretos.

Os lotes dos empreendimentos estão localizados em 13 estados: Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

O lote de maior extensão e que deve gerar mais empregos é o de número 2, que corta os estados de Minas Gerais e São Paulo em um percurso de 1,7 mil quilômetros. O lote tem finalidade de expandir a capacidade de transmissão da região Norte de Minas Gerais e, se concretizado, deve empregar 9,8 mil pessoas.

A disputa dos lances se dará pelo valor de Receita Anual Permitida (RAP). Quando houver mais de uma proposta pelo mesmo lote, vencerá a que propuser o menor valor anual de receita.

Os proponentes deverão depositar para a Aneel uma garantia de proposta no valor de 1% do investimento estimado, com prazo de validade igual ou superior a 120 dias após o leilão e renovável por mais 60 dias.

Para a assinatura do contrato de concessão, o proponente vencedor deverá substituir a garantia anterior por uma correspondente a 5%, 7,5% ou 10% do valor do investimento previsto, a depender do deságio oferecido no leilão.

Edição: Nádia Franco

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