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Internacional

Putin: ajuda contra crise alimentar depende da suspensão de sanções

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Líder russo foi acusado de bloqueado de bloquear a exportação de produtos agrícolas de portos ucranianos
Reprodução/Kremlin – 09.05.2022

Líder russo foi acusado de bloqueado de bloquear a exportação de produtos agrícolas de portos ucranianos

O presidente da Rússia , Vladimir Putin, disse nesta quinta-feira que a Rússia está pronta para ajudar a aliviar a crise alimentar internacional, mas apenas se o Ocidente suspender as sanções contra Moscou, segundo o Kremlin, após o líder russo ser acusado de bloquear a exportação de produtos agrícolas dos portos ucranianos.

“Vladimir Putin enfatizou que a Federação Russa está pronta para dar uma contribuição significativa para superar a crise alimentar por meio da exportação de grãos e fertilizantes, desde que as restrições politicamente motivadas do Ocidente sejam levantadas”, disse Putin por telefone ao primeiro-ministro Mario Draghi, de acordo com comunicado do Kremlin.

A Ucrânia descreveu a posição russa como “chantagem”, e a secretária de Relações Exteriores britânica, Liz Truss, disse nesta quinta-feira que Putin estava “tentando manter o mundo como refém” ao utilizar a crise alimentar criada por sua guerra contra a Ucrânia como uma arma.

“É completamente espantoso que Putin esteja tentando manter o mundo como refém, e ele está essencialmente utilizando a fome e a falta de comida entre as pessoas mais pobres do mundo como uma arma”, disse Truss durante uma visita à Bósnia nesta quinta.

“Nós simplesmente não podemos permitir que isso aconteça. Putin precisa remover o bloqueio aos grãos ucranianos.”

O bloqueio da Rússia aos portos ucranianos vem impedindo a exportação de grãos, dos quais ambos tanto Moscou como Kiev são grandes exportadores. 

A Rússia, por sua vez, acusa os ucranianos de instalar minas nos portos. Putin disse nesta quinta que são “infundadas” as acusações de bloqueio.

“As dificuldades que surgiram estão relacionadas, entre outras coisas, a interrupções no funcionamento das cadeias produtivas e de suprimentos, além das políticas financeiras dos países ocidentais durante a pandemia de coronavírus”, disse ele. “A situação foi agravada pelas restrições antirrussas impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia”.

Na quarta, o vice-chanceler russo, Andrei Rudenko, foi citado pela agência de notícias Interfax dizendo que a Rússia está disposta a permitir o estabelecimento de corredores humanitários para navios que transportam alimentos deixarem a Ucrânia, mas desde que algumas sanções sejam suspensas.

“Temos afirmado repetidamente nesse ponto que uma solução para o problema alimentar requer uma abordagem abrangente, incluindo o levantamento das sanções impostas às exportações e transações financeiras russas”, disse Rudenko. 

“E também exige a desminagem pelo lado ucraniano de todos os portos onde os navios estão ancorados. A Rússia está pronta para fornecer a passagem humanitária necessária, o que faz todos os dias.”


Potências ocidentais vêm discutindo a ideia de estabelecer “corredores seguros” para as exportações de grãos dos portos da Ucrânia, acrescentando que tais vias precisariam do consentimento russo.

Enquanto isso, a guerra vem alimentando uma crise global de alimentos, elevando os preços de grãos, óleos de cozinha, combustíveis e fertilizantes.

Separadamente, o Ministério da Defesa da Rússia disse que as embarcações civis podem utilizar de forma segura o porto de Mariupol, no Mar de Azov, na Ucrânia, onde suas forças assumiram o controle total na semana passada depois que combatentes ucranianos se renderam no complexo siderúrgico de Azovstal, que era o último ponto de resistência das tropas de Kiev.

A pasta ainda acrescentou que o perigo das minas ao redor do porto de Mariupol já foi eliminado

Segundo o ministério, que seis navios estrangeiros de carga seca no porto estão agora livres para partir. A pasta informou que eles eram da Bulgária, Dominica, Libéria, Panamá, Turquia e Jamaica, e instou esses governos a fazer com que os proprietários dos navios os removessem.

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*Com informações de agências internacionais

Fonte: IG Mundo

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Internacional

Desafio do TikTok deixa praias da Flórida com buracos ‘misteriosos’

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As pessoas estão cavando buracos gigantes na praia e saindo antes de preenchê-los
Reprodução/Instagram 1.7.2022

As pessoas estão cavando buracos gigantes na praia e saindo antes de preenchê-los

Uma nova tendência no TikTok pode ser a causa do surgimento de buracos gigantes em praias da Flórida, nos Estados Unidos. Autoridades pedem que os autores de um desafio na plataforma consertem o estrago já que podem ser perigoso para outros banhistas e até para as tartarugas marinhas.

Em Sanibel, os buracos tinham largura e profundidade de um metro e meio. “Quase caí em um”, disse uma moradora local, Allison Ward, citado pelo site ABC, que caminhava pela praia todas as manhãs quando encontrou os buracos. Ela também diz que nunca havia visto escavações como essas por lá.

A prefeita de Sanibel, Holly Smith, acredita que isso se deve a uma brincadeira do TikTok. O desafio instiga aos usuários a responderem “o quão fundo você pode cavar?”. Ela acrescentou que os funcionários responsáveis por obras públicas foram acionados para repará-los.

Além disso, o Departamento de Polícia de Marco Island postou uma foto de um buraco gigante localizado ao lado de uma pá. Na mensagem, as autoridades fazem um apelo: “Por favor, volte a encher o buraco e gentilmente leve suas coisas com você. É um perigo para outros banhistas e especialmente para nossas belas tartarugas marinhas”.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

Ucrânia: míssil russo atinge prédio residencial e deixa 19 mortos

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Área atingida por ataque russo na cidade de Odessa
Reprodução: twitter – 09/05/2022

Área atingida por ataque russo na cidade de Odessa

Mísseis russos atingiram um prédio residencial de 14 andares e um centro recreativo a cerca de 80 km da cidade ucraniana de Odessa, às margens do Mar Negro, conforme Moscou intensifica seus ataques contra infraestruturas civis. Ao menos 19 pessoas morreram e dezenas outras ficaram feridas após as forças russas abandonarem uma uma ilha estratégica a cerca de 160 km ao Sul.

De acordo com as autoridades locais, 16 pessoas morreram no prédio e as outras três, no centro recreativo da cidade de Bilhorod-Dnistrovsky, incluindo duas crianças. Há ao menos 37 pessoas internadas. Os trabalhos de resgate no edifício terminaram horas após o ataque, que ocorreu por volta de 1h da manhã (19h de terça, no Brasil).

De acordo com funcionários do governo ucraniano, uma seção do prédio foi destruída entre seu primeiro e nono andar. Antes da guerra, o edifício abrigava cerca de 100 pessoas. O centro recreativo, por sua vez, ficou danificado. O governo russo negou mais uma vez que esteja mirando propositalmente em infraestruturas civis:

“Gostaria de lembrá-los mais uma vez das palavras do presidente da Rússia e comandante-chefe [Vladimir Putin]: as Forças Armadas não estão trabalhando contra alvos civis nesta operação militar especial”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, usando a expressão adotada pelos russos para se referir à invasão.

Os alvos russo, disse Peskov, incluem armazéns de armas, plantas militares e locais onde “mercenários estrangeiros” e “elementos nacionalistas” treinam e se abrigam.

O ataque, na prática, põe um ponto final nas esperanças de que a Rússia vá de fato acabar com o bloqueio dos portos ucranianos, que inclui o posicionamento de minas navais em pontos de passagem de embarcações. Com isso, os russos são desde o início do conflito acusados de barrarem a saída de navios com exportações de grãos ucranianos.

O Kremlin nega tais acusações e culpa os próprios ucranianos pela impossibilidade de manter os níveis de exportações de alimentos, que são enviados para dezenas de países ao redor do mundo. A escassez é considerada pela ONU um risco à segurança alimentar de milhões de pessoas e faz o preço dos grãos disparar pelo planeta.

Na quinta, o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, havia dito que a saída russa da Ilha das Cobras foi um “sinal de boa vontade” justamente para facilitar a exportação de grãos. Os ucranianos rejeitaram a justificativa:

“O terror é uma tática comum da Rússia”, disse Kyrylo Tymoshenko, um dos porta-vozes do Gabinete do presidente Volodymyr Zelensky, no Telegram. “Primeiro, encobrem seus atos criminais como ‘ações benevolentes’. Depois, lançam mísseis contra nossas cidades pacíficas”, completou.

A ilha é um território estratégico de 0,15 km² que estava sob controle de Moscou desde 24 de fevereiro, o primeiro dia da operação. Sua importância é geográfica: fica a 33 km da costa da região de Odessa, lar do maior porto da Ucrânia, e a 300 km da costa da Crimeia, península anexada pela Rússia em 2014.

Quando a guerra começou, um grupo de 13 patrulheiros de Kiev que faziam a segurança da ilha foi abordado por um navio russo, com quem supostamente travaram um diálogo que rodou o mundo. Os soldados de Moscou teriam avisado que os ucranianos deveriam se render, ou seriam bombardeados. A resposta teria sido “navio russo, vá se foder”.

O suposto autor da frase foi preso, mas solto em março como parte de uma troca de prisioneiros entre Moscou e Kiev. Posteriormente, recebeu uma medalha do governo de Zelensky.

A destruição perto de Odessa, por sua vez, vem após dias de ataques russos que atingiram infraestruturas civis por todo o território ucraniano, incluindo um shopping na cidade de Kremenchuk, no Centro do país. O prédio ficou destruído e mais de 20 pessoas morreram.

No último fim de semana, mais de 40 mísseis foram lançados contra o território ucraniano, incluindo um que atingiu um prédio residencial em Kiev. O ataque desta sexta, disse o governo alemão, foi “desumano”:

“O governo federal condena o ataque com mísseis do Exército russo”, disse o porta-voz do governo liderado pelo chanceler Olaf Scholz, Steffen Hebestreit. “A parte russa, que fala novamente de danos colaterais, é desumana e cínica (…). Isso nos mostra mais uma vez, de forma cruel, que o agressor russo aceita deliberadamente a morte de civis.”

Os ataques intensificaram os apelos perpétuos de Zelensky e sua alta cúpula por mais armas e sistemas de defesa ocidentais, já que os ucranianos esgotaram seu arsenal e agora dependem exclusivamente dos aliados. No dia 23, o país recebeu o poderoso Sistema Americano de Foguetes de Artilharia de Alta Mobilidade (Himars, na sigla em inglês).

A arma, capaz de disparar foguetes guiados por satélite capazes de atingir alvos a até 80 km de distância, era pleiteada há meses pelo governo do presidente Volodymyr Zelensky. Ainda assim, a falta de capacitação ucraniana para lidar com as tecnologias ocidentais e o temor de que sejam usadas para atacar diretamente o território russo faz com que o fluxo fique aquém do desejado por Kiev.

“Para proteger a população, precisamos de sistemas anti-mísseis”, disse Mykhailo Podolyak, um dos conselheiros de Kiev, onde a crença é que Moscou vá intensificar novamente sua operação diante dos avanços no Leste.

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Fonte: IG Mundo

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